Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

MÃE

No dia em que a minha mãe faz anos, (84), deixo aqui uma pequenina homenagem a todas as mães do Mundo.   

   
         MÃE

Mãe, és o meu alento
Nas noites de escuridão
És fonte és alimento
E sempre estendes a mão.

Tua força é um primor,
Como ela não há igual.
Aos filhos tens grande amor,
Nunca lhes vês nenhum mal.

Cristo é nosso redentor,
Amor de mãe Também viu.
Por Ela sentiu amor,
No momento que partiu.

Minha mãe é meu tesouro,
Amor, carinho me dá.
Seu coração é de ouro,
Maior no mundo não há.

Mãe é palavra adorada,
Constante no meu pensar.
Por todos prenunciada,
Perfeita p’ra se amar.

Palavra mãe tem três letras,
Três letras bem também tem.
Mãe é a nossa ampulheta,
E porto de abrigo também.

Carlos Cebolo


PERFUME SUAVE




Sinto o perfume suave,
Doce lembrança tem,
Que adoça com o seu aroma
O ar que do Norte vem.
Com ele trás a maldade,
Do movimento infiel,
O povo que casas arromba,
Não respeitando ninguém.
A chuva cai de mansinho,
Troteando a sua balada.
Toca a terra com carinho,
Cheirando a terra molhada.
O cheiro tão doce que agrada,
Misturado com fruta madura,
Trás também à sua guarda,
Homens de pele escura.
Destruem com as suas armas,
O muito que por lá se fez.
Pedem agora com calma,
Que volte para lá outra vez.
O que roubaram já está a acabar,
Queimaram o que lá foi deixado.
Esperam agora roubar,
O que para lá for levado.
A chuva cai persistente,
Molhando o mais incauto.
Choram os que agora sentem,
Gritando justiça bem alto…
Justiça não há quem faça,
Ao povo que de lá veio.
De gente que renega a raça,
Está este Portugal cheio.
Foram nossos governantes,
Destruíram o ouro deixado
Que o tempo da outra amante,
Aqui deixou colocado.
Homem rico, morreu pobre,
O povo ficou desgraçado.
De riqueza já não se cobre,
O tesouro amealhado.
Enriqueceu o país inteiro,
E o povo que muito amou.
Políticos ficaram ricos,
Deixaram o país na miséria,
No exterior possuem sem risco,
Em offshore a nossa miséria
O povo que pague a crise
È para isso que serve
A troika para isso exige
Tudo que o povo não deve.
O rico está bem guardado,
A sua fortuna também…
É este o nosso legado,
Trabalhar como ninguém!...
E ficou tudo acabado!...

Carlos Cebolo

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Maboques e Mirangolos que o amigo José Sousa e a Manuela me mandaram

RETORNADO



Eu canto o que tenho na alma,
Lembrando as coisas antigas.
Escrever é que me acalma,
A ira da terra perdida.

Procuro lembrar o passado,
Vivido com muita alegria.
Recordação não é pecado!
È a tristeza que se cria….

Filho da terra nascido,
Angolano pois então!...
Recorda o tempo perdido,
Vivido com tradição.

Tradição da nossa gente,
Apenas lá se vivia.
São coisas que o povo sente,
Comunhão que lá havia.

Não havia a distinção,
Por crença ou social.
Amar a mesma Nação,
Sentimento por igual.

Angola no coração!...
E Lembrando Portugal!
País e sua Nação,
Agora não tem moral.

Desprezou os filhos seus,
Saídos do além-mar.
Confiança se perdeu.
Nas gentes do Ultramar.

Gente que fez Portugal,
Grande entre os seus pares,
Tratados como o mal,
Vindo de outros mares.

Acolheu como igual,
Os tais que nada fizeram.
Vieram p’ra Portugal,
Os que agora imperam.

Da Europa saíram então,
Políticos de fraca monta.
Tomaram conta da Nação,
Engrossando a sua conta.

De comboio vieram então,
Sem pompa e grande emoção.
Fizeram a revolução,
Tramando pois a Nação.

Sem ter grande conhecimento,
Entregaram suas colónias,
À Rússia como pagamento,
Proclamando grandes vitórias.

Portugueses esquecidos…
Que em África estavam,
Vieram p’ra cá perdidos,
E espalhados ficavam.

Retornados fomos chamados,
Preconceito de maldade.
Para sempre serão lembrados,
Como grande irmandade.

A África que nos uniu,
É fonte de grande saudade.
Da gente que de lá partiu,
Trazendo nacionalidade.

Carlos Cebolo




terça-feira, 6 de setembro de 2011

AMOR SOFRIDO




Amor constante.
Amor presente.
Tudo o que sente,
A minha gente.

Fera ferida.
Terra esquecida.
Flor ressequida,
Vida perdida.

Amor que dura.
Amor que cura.
Amor ausente,
O povo sente

Passado triste,
Também amado.
Algo que existe,
É recordado.

Minha amargura,
Tristeza sente.
A dor que cura,
Ferida da gente.

Povo que fomos,
Já não existe.
Gente que somos,
P’ra sempre triste.

Futuro terás,
Terra adorada.
P’ra sempre serás,
A terra errada.

O povo partiu,
Sem despedidas.
Ferida abriu,
Chagas antigas.

Ódio não sente,
Daquela terra.
Despreza a gente,
Da nova Era.

Carlos Cebolo
.

domingo, 4 de setembro de 2011

NOITE DE LUTO AFRICANA




Ouve-se o batuque lá na sanzala!
È o homem velho sentado que toca.
Recorda com saudades, a triste calma,
Sentindo a perda da mulher já morta.
Som triste, melodia solta, toca então…
Lembra o tempo antigo, com saudade.
Os mais novos escutam então,
A sabedoria de quem tem idade.
O mais velho, tem o cachimbo na mão…
Recorda o velho com o olhar triste!
A fartura de outros tempos, já não existe!...
Da fumaça do cachimbo, olha o fumo que sobe.
O som do batuque também consome,
O silencio triste da sanzala e tudo o que existe.
A panela de barro, com água a ferver está pronta,
A receber a fuba e fazer o pirão.
Peixe seco não há e carne também não!…
Palavras ditas pelo velho, ouvidas com atenção,
Pelos jovens que de cócoras, na roda fazem serão.
Mãe morta, não tem panos para se cobrir.
O corpo depositado na gruta, é coberto com folhas
                                                                Das árvores.
Velas que no outro tempo havia, não há!...
Ouve-se o batuque tocado na sanzala!...
Manda atear o fogo da fogueira e ouve com atenção
                                                        Os pios das aves.
O velho reacende o cachimbo já apagado.
É um mocho que solta ao longe, o seu piar arrepiante.
Sinal de passagem. Diz o velho agachado.
A alma da mãe já está na pastagem.
Os jovens choram em silêncio, o velho não tem lágrimas.
No centro das cubatas, o batuque solta os seus sons.
As mulheres choram e dançam ao ritmo das palmas.
Todos cantam, louvando a alma da defunta.
É uma dança com cantares de tristeza.
Ouve-se o som do kissange, tocado na penumbra
                                                                 Da mata
Á luz da fogueira, junta-se o brilho da lua cheia.
A noite está quente e quente está a alma que passeia.
O espírito da morta, todos pressentem com respeito,
                                                   Ao redor da cubata.
Ao longe, o mocho deixa de cantar, o velho bebe um pouco
                                                                                 De Macau.
Pirão e leite azedo é servido como refeição, em honra da mulher
                                                                       Em pratos de pau.
O quimbanda aparece e manda tocar o mpwita.
É sinal de respeito e ajuda a alma a seguir o seu caminho.
Todos cantam e dançam, acompanhando com palmas,
                                                      O batuque com carinho.
O homem velho chora , canta as suas mágoas e grita.
O tocador do kissange acelera o ritmo e o batuque está
                                                                           Frenético
É a vez do quimbanda dizer palavras mágicas que ajudam
                                                                      Na caminhada.
O homem velho lamenta não ter panos coloridos e vinho
                                                                 E explica ao neto.
No tempo do branco, tudo havia!... Agora não há comida!...
A massambala é pouca e o Macau é fraco!... Ao certo…
Temos de recorrer à ocisangua de gongo. Também é pura.
Mas o vinho do branco era melhor bebida!...
A lua desce no horizonte e o fogo da fogueira está fraco.
Os tocadores do batuque estão cansados. A noite foi dura!...
Um pouco pelo cansaço da cerimónia, mas também pela
                                                                              Bebida.
O Sol nasce e nas cubatas todos dormem e sonham com
                                                                           A subida.
Carlos Cebolo



sábado, 3 de setembro de 2011

HINO À MULHER





            I
Mulher presente
Da minha terra,
Também pressente
O mal da guerra.
           II
Mulher ausente,
Amor esquecido.
Fruto, semente
Do bem, nascido.
          III
Mulher amante
O homem sente,
O bem constante
Sempre presente,
          IV
Mulher doçura.
A mãe constante…
Amor que dura
É diamante.
           V
Mulher ferida,
Sempre amada…
Ferida sofrida,
Não sente nada.
          VI
A guerra tirou
O bem amante.
Apenas ficou,
Mulher errante.

Carlos Cebolo

Benguela/Lobito





                 I
De Benguela conheço pouco,
Para falar com precisão!...
Também não sou nenhum louco,
Pois falo com o coração!...

As suas acácias em flor…
Cor vermelha por tradição!
Baia Farta é amor,
Que trago na recordação.

O bronze da sua gente,
Faz lembrar quem por lá passa,
A bela Baia Farta.

No Cubal também se vê,
Gentios e suas cubatas!...
E toda a beleza mulata.

                II
Balombo, Ganda, Bocoio,
Terras de Benguela são!...
Também andei de comboio,
Olhando cada estação.

Com paisagem tão bela,
Vi muita coisa bonita!...
Passei por Catumbela,
Vi dançar a rebita.

Moçoilas de pele morena,
Na praia com tanto calor!...
Já se sentia o amor.

E tudo valia a pena,
Ver as acácias em flor!...
Sentindo todo o odor.

                III
Chongoroi também era meu,
Destino dado por certo.
Do Cubal quem se esqueceu,
Que ficava lá por perto.

Caimbambo com sua cor,
A Benguela pertencia!...
Beleza do interior,
Aquela gente trazia…

Lobito e Catumbela,
Açúcar e sua cana
Pertenciam a Benguela

O Lobito é a maior
Paisagem Angolana,
Com flamingos em redor.

              IV
De farta tem o seu nome,
Sua beleza também.
A baia que esconde
Amores como ninguém.

Lobito terra encantada,
De beleza sem igual.
Cidade de luz amada,
Paisagem bem tropical.

Lobito linda cidade,
De Angola litoral,
Foi feito por Portugal.

Lá passou a mocidade,
Aquele que lá nasceu,
Deixando tudo que é seu.

               V
Lobito terra adorada,
O português se perdeu…
Fortuna foi lá deixada!...
Perdendo o que era seu.

Benguela do coração,
Terra de Beleza sem par.
Lobito grande paixão,
Daquele que quer amar.

Acácia em flor é linda,
Natureza no seu melhor…
Tudo é belo em seu redor.

Visita era bem vinda,
Morena de sangue quente…
Também se lembra da gente.

Carlos Cebolo



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

BIBALA


         

A Bibala vila adorada,
Raparigas belas havia.
Mas na Lola se procurava,
O que na Vila não se via.

Caitou onde o Sol tudo assa,
A Terra de grandes calores!...
Por lá procurava a caça,
As mucubais e seus amores.

Capangombe criava gado,
O comércio era bem feito! …
E tudo o mais era lembrado.

Havia outros povoados,
Onde estava tudo perfeito!...
E por todos eram amados.

SÁ-DA BANDEIRA





                 I
Amigo, tenho saudades,
Das nossas brincadeiras
E das nossas belas cidades,
Recordo Sá-da Bandeira.

Senhora do Monte é saudade,
Cristo Rei a nossa Bandeira,
Amigo, tenho saudades,
Da nossa Sá-da Bandeira.

Da Tundavala recordo
E tudo à nossa Maneira,
Revejo Sá-da Bandeira.

De manhã, quando acordo,
E vejo o trigo na eira,
Recordo Sá-da Bandeira.

               II

D’ Arimba tenho saudades,
Do frango feito à maneira,
Amigo, tenho saudades,
Da nossa Sá-da Bandeira

Na EICAP também estudei,
Aprendi tudo à maneira,
Na piscina também nadei,
Recordo Sá-da Bandeira.

Amigo, tenho saudade
Do tempo que lá passei.
Da minha mocidade.

Vivendo à nossa Maneira
Lembro tudo que amei,
Recordo Sá-da Bandeira.

Carlos Cebolo


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

OUTRA VEZ SERÁ


   


           I
Vem de longe e traz no peito,
A dor que o atormenta,
A chuva traz a tormenta,
E tudo fica a seu jeito.

Outrora foi pioneiro,
Nas terras de outra gente.
Procura esquecer o que sente,
Pelo seu amor derradeiro.

Que em terra distante ficou,       
Com a gente do seu agrado,
Povo por si muito amado.

Aquele que muito amou
E que tudo por lá doou…
O muito que foi lá deixado.

                 II
Doou todo o seu passado,
À terra onde nasceu.
E tudo o que era seu,
Esquecendo o país amado.

De lá trouxe recordação,
Que não será esquecida.
A juventude perdida,
É dor que traz no coração.

Hoje a saudade sente,
Do tempo que lá passou.
Aquele povo que amou…

E muita daquela gente,
Saudades sentem também,
Do povo que só fez bem…

                 III

Nasceu, mas não é de cá.,
Grita o político, mal.
Pele branca veio de lá!...
Vai pois para Portugal.

África sempre foi negra,
Reclama o negro então.
É esta a nossa regra,
Podem reclamar em vão!....


As coisa que cá tinham…
São nossas coisas também!
Os bens que Angola tem.

O muito que possuíam,
Riqueza aqui deixada,
Também cá foi achada!...

            IV
Esta é a realidade,
Do povo que Angola fez!...
Assim não sente maldade
Da terra que se desfez.

O povo que lá habita,
Culpado ou inocente,
É povo que acredita,
Na falta da boa gente.

Volta que te esperamos,
Traz dinheiro e trabalha.
Traz também a tua tralha…

Por cá não há mais enganos…
O que à distância não vi…
E de tudo o que lá perdi…

Vem desenvolver a terra,
Por cá se ganha dinheiro.
Traz também um companheiro,
Constrói uma nova era.

Oportunidades cá há!...
Dinheiro temos também.
Material Angola tem!...
E tudo fica por cá.

Como por cá já deixastes,
Em tempos que já lá vão.
O que recordas então?...

O que por cá ganhaste!
Tudo ficou cá deixado.
E serás sempre tramado.


Carlos Cebolo

GRITO SILENCIOSO



Se fosse mais novo gritava,
Às musas do meu pensar,
Por terra que outrora amava
E nunca deixei de amar.
Por muito que queira esquecer,
A lembrança do meu passado,
Sinto o coração tremer,
Lembrando o que foi amado.
Se cantor fosse cantava,
As terras do Ultramar;
Lembro tudo o que lá estava,
O deserto, a savana e o mar.
A fogueira para me aquecer,
Nas noites frias do meu passado,
Sem ter nada que temer,
Por querer e ser amado.
Por tudo o que lá se fez,
Canto sempre bem alto,
Aventuras do português,
Que passou o mar a salto.

Grito sem gritar então,
Chamando pelo meu passado;
Procuro um milagre em vão,
Por muito que tenho rezado.
O grito silencioso é ouvido,
Pelas almas dos antepassados;
Enterrados no Mundo esquecido,
Por descendentes deslocados,
Sem culpa e outra opção,
Com grande dor no coração,
Lembram o familiar muito amado
Cujo corpo foi lá deixado.
E para aqui terminar, o meu grito silencioso,
Peço aqui repouso, sem ter mais o que contar.
E das terras do Ultramar, peço respeito zeloso,
E um olhar carinhoso, às campas do além-mar.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

POEMA -HUÍLA -II


         

O que fiz já não foi mau,
Huíla, lembrei povoados!...
Palanca, Quihita, Jau,
Aqui também são lembrados.

Calueque, Capindo, Mongondo,
Terras que na Huíla estão!...
E o pequeno Cavilongo,
Também está no coração.

Daqueles que por lá andaram,
Fazendo a grande Nação!...
Em terras que tanto amavam.

Com orgulho e prova dada,
Nas noites do grande sertão!...
Lembrando Angola amada.

Carlos Cebolo

terça-feira, 30 de agosto de 2011

UMA PEQUENA HOMENAGEM AO PEREGRINO DE SANTIAGO (PARA OS CRENTES E NÃO CRENTES)




Caminhando sozinho ou acompanhado, o peregrino segue o seu caminho, levando consigo a sua fé, esperando encontrar o seu destino.
Pelo caminho vai rezando as orações que aprendeu e apoiado no seu cajado, procura encorajar quem a seu lado esmoreceu.
Os caminhos de Santiago são diversos, mas em todos eles se encontram lugares de poiso para descanso e uma sopa quente para o aconchego.
É a fé que faz caminhar este povo, que há muito procura louvar o que Jesus deixou como legado ao seu povo muito amado.
A cristandade está viva e para isto, contribuiu a grande força da papa João Paulo II, que em tempos controversos, fez nascer a fé em Cristo.
Esta fé é hoje vista e bastante acentuada, não só nos jovens que ocorrem em massa aos diversos eventos católicos, mas também no humilde peregrino que percorre quilómetros com o intuito de abraçar o Santo irmão de Cristo.
 São Tiago é na Península Ibérica, a força viva e o grande testemunho de Cristo redentor. È mais de que um apóstolo. É o grande companheiro de Cristo no ocidente.
Quem vai a Compostela abraçar o Santo, não se esquecerá jamais do grande amor que Ele sentia por Cristo, ao ponto de o fazer percorrer, sem qualquer recurso a meios de transporte, tão grande distância, da Palestina à Península, para difundir a sua fé.
São Tiago é com toda a justiça, o símbolo antigo do Cristianismo moderno e é, sem qualquer sombra para dúvidas, a prova de que a fé move montanhas.
A catedral de Santiago de Compostela, por si só uma verdadeira obra de arte, é também o lugar de culto que fez renascer a fé ao peregrino que chega e a todo o povo que de lá parte, regressando às suas casas.
A emoção sentida no lugar; assistir à chegada do peregrino apeado e vê-lo chorar pelo simples facto de ter chegado, é o verdadeiro prémio sentido e ganho por quem lá vai, mesmo que seja a passeio.

Quem quer vencer o diabo,
Procura lugares Santos.
Oração a Santiago,
Também tem o seu encanto.

Das terra de Vera Cruz,
Compostela é vizinha.
Santiago que conduz,
Peregrino que caminha.

De Espanha e Portugal,
As terras de povo crente!...
A fé em Deus é igual.

E dos tempos das cruzadas,
A fé ainda se sente!...
Imagens sempre amadas.

Carlos Cebolo

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

HUÍLA

Chibia, Caconda, Mapunda
Povoações com tanto encanto,
Na Huíla a cascata inunda,
A terra com todo o seu pranto.


Jamba, Chipindo, Humpata
Matala, Quilengues, Quipungo…
 E o frango assado na mata,
Temperado com o belo gindungo.

Caluquembe, Cacula, Chiande,
Tundavala, Chicomba, Cuvango…
Escreve-se com letra grande.

São terras da Huíla presente,
Assim se forma o Lubango!...
Terra fria em clima quente.

Carlos Cebolo

domingo, 28 de agosto de 2011

BIBALA



No sopé da serra da chela
Uma linda Vila surgiu!...
Bibala, és a mais bela,
Do Império que se partiu.

Mangueiras grandes em flor,
Fruta da mais variada.
Terra com tamanho sabor,
Só em Angola se achava.

Pertinho do céu se encontrava,
As gentes que lá vivia!...
E a linda terra que amava…

Lugar onde o Sol mais brilhava,
E com o grande calor que fazia,
A maldade lá não entrava.

Carlos Cebolo