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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

terça-feira, 5 de junho de 2012


     
       TUA AUSÊNCIA
               05/06/2012

Sentires, apenas os sentidos ausentes,
Que o meu dormente corpo derrama,
Vertendo o néctar sagrado que sentes,
E que o teu cálice doce e quente chama.
Pétalas deixadas e esquecidas pela frente,
No caminho do sonho por mim imaginado,
Com pausas e delírios da tua vertente,
Que deixou de jorrar o teu mel abençoado.
És o desafio constante do meu anoitecer,
Com aromas de carícias do teu sopro quente,
Na boa luz do tempo que me faz adormecer,
E sonhar com a beleza da tua doce semente.
Lágrimas vazias recordam a tua ausência,
Sentida na incógnita da tua leve presença,
Que nos meus lençóis deixastes a essência,
Do odor do teu corpo, como uma sentença.
Neste meu sonho, sou a eterna esperança,
De um sexto sentido vertido e por mim inalado,
Que me faz flutuar e pelo estrelado céu avança,
Rumo a um futuro que se pretende inacabado.
Tua língua secreta, percorre o meu desejo,
Irrequieta e sedenta, em pequena e suave pausa,
Saboreada com o teu doce e humedecido beijo,
Que no meu sonhar, não vejo a tua triste recusa.
Tua ausência, estranha aos sentidos do amor,
Tua fuga delirante ao sentir dos meus sentidos,
Formaram umas negras nuvens que causam dor,
Fazendo sangrar este coração por ti empedernido.
Na arte de amar, mostras a tua nítida intolerância,
Sem lágrimas, nem compaixões na tua tristeza,
Exigindo a eterna luz do prazer na abundância,
Dos corpos flexíveis na incessante firmeza.
Esperar-te-ei eternamente no prazer da sedução,
Em sonhos dos meus sentidos vividos na ilusão,
Que do teu olhar sinto todo o desejo florescer,
Nas tristes noites deste meu eterno adormecer.

Carlos Cebolo

segunda-feira, 4 de junho de 2012





PALANCA DE ANGOLA
                04/06/2012

P  alanca Negra é animal majestoso,
ltiva e soberana no seu meio.
L  uzidia, de pelo negro airoso,
A  nda no seu habitat com receio.
N  ada que lhe possa fazer viver,
C  om amor na terra onde nasceu,
A  ntes que a façam desaparecer.

N  egra é pois a cor da perdição,
E  m animais de tão belo porte.
G  uardar a espécie da extinção,
R  egra que aqui quero dar o mote,
A  ntes de qualquer outra situação.

P  alanca Negra é símbolo angolano,
A  muleto, quando vivo, da boa sorte.
T  em agora a sua vida ameaçada,
R  efugiando-se no habitat do engano,
I  mpedida de fugir da própria morte.
M  urmúrios ouvidos na alvorada,
O  nde o animal se esconde a monte,
N  unca chegaram a ser veros avisos,
I  mpondo-se leis de salvaguarda.
O  nde te podes esconder, belo animal!...

M  esmo que o governo te procure proteger,
U  nindo o povo na tua nobre e bela causa,
N  unca será demais, aqui poder recorrer,
o modo a que, nesta luta não haja pausa.
I  mportante será lembrar, sem outra condição,
A  ntes que o verdadeiro mal aconteça,
L  utando em prol da urgente preservação.

Carlos Cebolo


sábado, 2 de junho de 2012


          
         PALANCA NEGRA
                      02/06/2012

Filmes e vídeos vistos, mostram-nos a saudade,
Da rica fauna, do grande continente africano.
Animais belos que na savana sentem a liberdade,
Num triste contraste, da rude vida do ser humano.
Dos animais belos, que África tem no seu seio,
Recordo, a altiva Palanca Negra e sua soberania.
Animal possante que provoca delírio no meio,
Do belo habitat, que o ser humano não o merecia.
A sua beleza é tentação de quem se julga superior,
Apenas por ter o dom da fala e se achar senhor,
Do Mundo criado, por quem a vida sempre amou
E a todos os seres vivos, a sua beleza proporcionou.
Matar por matar, apenas para poder no futuro recordar,
Mais vale amar e proteger toda a espécie animal,
Acabar com a caça e morte do que se quer amar,
Amando e recordando, o ser vivo no habitat natural.
Palanca Negra, o símbolo de uma Nação africana,
Apenas por maldade, encontra-se em extinção prematura;
Desaparecendo pouco a pouco da savana angolana,
Que tenta a custo, preservar a beleza que ainda dura.
Animal belo, de porte altivo, é património mundial!
Mais um lindo passo dado para a salvar da extinção,
Que o bicho homem dá, contra a sua natureza afinal!
De querer matar por prazer, sem pensar em outra solução.
No meu baú imaginário, de recordações passadas,
Onde guardo com prazer, o belo que do Mundo vem,
Guardo para recordar as belas imagens renovadas,
Da Palanca Negra, que no seu habitat, Angola tem.
Magnífica, com os chifres cursos e de porte bravio,
Olhar doce, traços brancos numa cabeça alongada,
Em contraste com o corpo de pelo negro e luzidio,
Fazem da Palanca Negra, uma raridade apreciada.

Carlos Cebolo


sexta-feira, 1 de junho de 2012


         
           ESCRAVO
               01/06/2012

Neste meu sempre fecundo imaginário,
Vejo-te em sonhos e delírios constantes,
Viajando sem destino e sem horário,
Entre desejos e sussurros incessantes.
Procuro as chamas do vulcão incandescente,
No néctar fecundado do cálice da salvação,
Que dos teus beijos me fazem ausente,
No acordar desta triste e fria solidão.
Tua pele tocada por maravilhosas fantasias,
Iluminada pelos suspiros do belo prazer,
Torna-se divina, com mistérios e ousadias.
Toco-te… desejo-te… no teu corpo, és lua!...
Palavras ausentes, no silêncio de um beijo.
Procuro-te nos gestos ausentes e apareces nua!...
Fantasias, mistérios, excitação do desejo.
Vivo a fantasia, na loucura do teu olhar,
Aguarelas coloridas nas letras da solidão,
Fazem-me escravo presente do meu sonhar,
Em rimas inconstantes da tua doce paixão.
Leio nos teus olhos as sílabas escritas do desejo,
Vejo nos teus lábios a eterna luz da alegria,
Sentida no teu corpo ardente na loucura do beijo,
Que dos meus lábios, poiso nos teus com mestria.
Levas-me nas asas da primavera florida,
Em delírios constantes na noite encantada,
Por ondas rebeldes, de uma poesia amadurecida,
Que no teu belo corpo se encontra talhada.
Ser escravo deste amor que sinto em ti, de mim!
É ser livre de corpo e alma na essência da vida,
Em prefeito contraste do princípio e fim!...
Deste amor que a tua magia me convida.
Sentir o prazer em brisas calmas da madrugada,
Nas paixões que as asas do tempo acaricia,
Em silenciosas gritarias na noite embriagada,
Faz-me Sol. Que te toca na noite da magia.
Sou teu!… sou escravo do teu amor!…És minha!...

Carlos Cebolo

quinta-feira, 31 de maio de 2012



TREVO DE QUATRO FOLHAS
               31/05/2012

Andava distraído pelo lindo jardim,
Olhando as flores e as borboletas,
Deitaste-te na relva juntinho a mim,
Junto às lindas e delicadas violetas.

Nesse dia encontrei o trevo da sorte,
O trevo de quatro folhas raríssimo,
Dei-te um doce beijo no teu decote,
E ofereci-te o trevo por acréscimo.

Olhaste para mim com a tua malícia,
Perdida na forte loucura do teu desejo,
Fizeste-me arrepiar com a tua carícia.

Unidos numa forte união corporal
E com o calor do teu húmido beijo,
Senti todo o teu ímpeto animal.

O tempo parou por um momento.
A minha grande sorte foi ter achado,
O imenso amor que em ti se sente,
No trevo de quatro folhas guardado.

Deitado junto a ti entre as violetas,
Em carícias profundas do teu sentir,
Olhando o suave voo das borboletas,
Procurei o teu corpo e gesto definir.

O modo ardente da tua doce energia,
Na loucura do desejo em ti nascido,
Provocou em mim, uma grande alegria.

Agradeci à deusa mãe natureza, a oferta,
Das lindas quatro folhas do trevo querido,
Que em mim, em ti, o feliz amor desperta.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 30 de maio de 2012



QUEM NUNCA SENTIU… 
             30/05/2012

uando se pensa na terra que se ama,
nida ao gosto do seu verdadeiro povo,
ncanta todo aquele que reclama,
M ais liberdade para o povo de novo.

ascido em Angola, ou apenas residente,
nem-se em prol de uma grande nação,
uma surda luta que o Mundo não sente,
om verdadeira dor no seu coração;
mor verdadeiro, por toda aquela gente.

entir o verdadeiro odor da flor nascente,
ntre outras flores, também queridas,
ão é fácil para aquele que não sente,
ão forte chamado das terras queridas.
mposição que custa a aceitar como decidida,
U nindo ainda mais, angolanos na despedida.

O nde te encontras ò terra querida!...

hamo por ti e não me respondes!
á em todo este chamamento, uma tristeza,
mbora não se possa saber onde te escondes,
I   nformas sempre com toda a tua clareza.
espeitas aqueles que na verdade te amam,
lhas para longe e vês onde os filhos andam.

ngola chama pelos seus filhos!...

À  espera de ouvir uma boa resposta,
inge continuar e manter-se viva,
espirando o aroma que o povo gosta,
I   maginando a tão esperada missiva.
ada ano passado sem seus filhos,
umenta toda a sua expectativa.

ão podemos esquecer aquele belo cantão!
ngola é, e será para sempre a nossa terra,
nde nascemos e deixamos o coração.

empre com a esperança de dias melhores,
ndamos de um lado para o outro sem rumo,
ebendo o doce néctar de outros amores,
m perfeitas condições sem perder o prumo.

O nde te encontras ò terra amada!...

uando penso em ti, minha terra querida!
no a alegria ao meu triste pensar,
ncontrando a harmonia na minha vida.

hamo por ti e não te vejo no meu pensar!
orizontes perscruto para te poder ver,
m constantes clamores, na triste solidão,
I   ncomodado por não te poder amar.
asgo os céus neste meu triste padecer,
ndo e perco-me sem ter outra condição.

ndas arredada de mim…Sem compreender!...

ôo em sonhos, nas asas do forte condor,
I   nvejo a tão bela e dourada natureza,
D  aqueles que em ti sentem o calor,
mando a bela terra, ficando na incerteza.

Carlos Cebolo

terça-feira, 29 de maio de 2012



           
           PARTIDA
               29/05/2012

Infortúnio sentido na despedida,
De uma ilusão sentida na tristeza,
São comuns a quem ama a vida,
E da morte, apenas tem a certeza.

Sentimentos sofridos que se sente,
Nos sentidos tristes da infelicidade,
De uma vida para sempre ausente,
Que se acentua, com o avançar da idade.

Tempo perdido sem que haja retorno,
Da sementeira pedida com o tempo,
Deixando a alma ter o seu outro dono.

A vida neste mundo, tem a sua beleza!
Que contrasta com o triste momento
Da morte; na ressurreição da incerteza.

Este outro Mundo, que nos fascina,
Que nos amedronta na caminhada,
É destino que nos causa adrenalina,
Nesta passagem pela terra amada.

Na insegurança por nós aqui vivida,
Com o nascimento na nossa jornada,
Agarramo-nos à nossa vida querida,
Na esperança de não a sentir acabada.

Triste realidade que nos apresenta,
A perda de um ente querido amigo,
A grande dor, que o Mundo se isenta.

Com a longa viagem no túnel vazio,
Da passagem para o nosso abrigo!
Desejamos ver, a linda cor do topázio.

A figura do bom Deus nosso criador,
Esperando por nós na nuvem sentado,
Faz-nos suplantar a tão grande dor,
Por deixarmos este belo Mundo amado.

Só assim se compreende a vida terrena,
A dor triste que o tempo faz desaparecer,
Com a ida do amigo que nos causou pena,
Na esperança de um dia, o voltar a ver.

Esta realidade nem sempre reconhecida,
Na fraca mente do humano descuidado,
Que não aceita outra vida como merecida.

Pela terra fazemos apenas uma passagem,
Curta na grande memória do eterno amado,
Que com parábolas, nos deixou a mensagem.

Carlos Cebolo





segunda-feira, 28 de maio de 2012


          
      FUTURO  ANGOLANO
                   28/05/2012

R  ecordo com saudades o teu doce odor,
E  nfeito-me com as tuas vestes coloridas,
C  antando constantemente em teu louvor,
O  nde quer que esteja a minha triste alma.
R  espiro eternamente o teu doce transpirar,
D  ançando as músicas da tua lembrança,
A  ntes mesmo de te poder alcançar,
R  ogando incessantemente a tua presença.

V  isto-me de pétalas da tua doce flor,
I  nvisto no teu constante recordar,
V  ivo com esta minha incessante dor,
E  m vez de te procurar encontrar,
R  asgando as lembranças do teu amor.

E  mbeleza-me com a tua cor, esta nudez!...

A  companha-me nesta longa e triste jornada,
C  ontigo sempre presente em pensamentos,
O  nde quer que seja a minha triste morada,
M uitas vezes com terríveis sofrimentos.
almilho caminhos imaginários sem fim,
mando neste palmilhar todos os momentos,
unca antes vividos e sentidos dentro de mim,
avendo neles um outro forte sentimento.
A ndo sempre triste sem o teu forte sabor,
espirando  os ecos de um outro amor.

nde procuro constantemente a tua imagem.

uturo em constante desenvolvimento,
nindo se possível o útil ao agradável,
estando mais políticas de igualdade.
nir todo o povo, ao mesmo sentimento,
estaurando para todos, uma vida aceitável,
ferecendo ao povo a esperada liberdade.

ngola é um país rico e multirracial,
N  ão pode ser esquecida e ignorada,
uardada como se fosse um animal
ferecido a uma família acomodada.
utas terríveis fizeram esta grande nação,
mante da liberdade então alcançada,
uma conquistada e esperada união,
nde o povo foi sempre, gente amada.

Carlos Cebolo

sexta-feira, 25 de maio de 2012


           
                SEGREDOS
                   25/05/2012

Palavras soltas, respiram rimas de ilusões,
Em volúpias transparentes desnudadas,
No aconchego quente, das grandes paixões,
Com delírios das nossas mentes alteradas.

Mistérios cantados no silêncio do soluçar,
Envoltos em névoa colorida da paixão,
Tendem mostrar o esplendor do querer voar,
Alcançando a esperada e eterna perfeição.

Sem perder a consciência na loucura contida,
Guardando segredos dos prazeres sentidos,
Sacio a sede da ânsia, no meu corpo sentida.

Mergulho no profundo mar, em ondas de delírio,
Escondendo os meus segredos mais temidos,
Aplacando a loucura deste meu eterno martírio.

Loucuras trazidas e fechadas no meu coração,
Amando loucamente quem não posso amar,
Que me fazem prisioneiro sem outra condição,
Navegando na garupa das ondas, do teu doce mar.

Queria ser poeta, na tua mente florescida,
Melodias soltas, em palavras perfumadas,
Música de violino, ouvido na madrugada,
No teu belo corpo, de linhas emocionadas.

Conter os teus anseios na flor da ilusão,
Beijar-te as lágrimas soltas e inacabadas,
Ser beija-flor no teu voar de perfeição.

Desvendar os segredos em toques de loucura,
Sugar teu néctar nas doces madrugadas,
Acabar de vez, com a tua triste amargura.

Carlos Cebolo




quinta-feira, 24 de maio de 2012



 PORTUGUÊS ULTRAMARINO
                24/05/2012
A ntes do nada, existia o inegável caos.
N ada fazia sentido neste belo Mundo.
G erou-se o oceano, surgiram as naus,
O uviu-se o barulho do mar profundo.
L utaram contra correntes e vendavais,
A ndaram por montes, vales e serras,
N ada os fez temer os terríveis temporais,
O cuparam aquelas tão lindas terras.

S empre com o sentido na evolução,
E mpreendedores no futuro que se sente,
M anejaram o arado com perfeição.

P ortugueses que para Angola foram,
À  procura de uma vida melhor,
T iveram encontros com naturais.
R asgaram as matas onde se fixaram,
I mplantaram naquela gente amor,
A lem de se fizerem, seus iguais.

Carlos Cebolo



quarta-feira, 23 de maio de 2012



               
               EMBRIAGUEZ
                           23/05/2012

A minha alma voa com o fluir da minha mente.
Como Fénix renascida das cinzas do vulcão,
Sentindo o doce desejo do néctar presente,
No teu odor ricamente espalhado pelo chão,
Do meu corpo dormente e por ti atordoado.
Desnudo-te com os olhos brilhantes de aflição,
Sentido do teu corpo colorido e adocicado,
Em suspiros rubros na ternura da paixão.
Êxtase…magia, suspiros de intensa loucura,
Em delírios surdos da tua eterna inocência,
Mostrados nos contornos e ânsia da procura,
Com o teu corpo, a exigir a minha insistência.
Essa embriaguez, que me faz cativo do desejo,
No silêncio da noite, percorre meu corpo ardente,
Na ânsia de encontrar o som suave do realejo.
Esse som maravilhoso provocado pelo teu tocar,
Que fará desta embriaguez o meu estro consciente,
Na aflição dos teus carnudos lábios poder beijar,
Arrefecendo o vulcão que em mim, continua ardente.
Esses teus gestos de uma incógnita ansiedade,
Que fere o meu sentir no teu arrepiar incontrolado,
Rasca profundamente a minha doce taça da fertilidade,
Fazendo moribundo o meu corpo, no teu, enroscado.
Este divino néctar extraído da tua profundeza,
Embriaga o deus Baco, nas loucuras dos devaneios,
Provocando em mim, simples mortal, a incerteza,
Do amor ardente, e sentido no toque dos teus seios.
Embriaguez… Excitação silenciosa do divino ser,
Mostrada no calor do teu vulcão e lavra incandescente,
Que percorre a tua suave pele no meu eterno padecer,
Por tentar em vão, fazer em ti, renascer a boa semente.

Carlos Cebolo


terça-feira, 22 de maio de 2012


            


  O TEMPO

Sinto no meu ser o mar revolto,
Dos tempos novos aparecidos,
De um Mundo que rola solto,
Com seus dons empobrecidos.
Climas do tempo em devaneio,
Fazem do mês de Maio florido,
Muito parecido ao frio Janeiro,
Mês que há muito já foi ido.
A mãe natureza estremece de dor,
Com as voltas e viravoltas do tempo,
Que faz frio, quando devia ser calor,
Criando um grande contratempo.
Até as aves andam confusas,
Não sabendo o que fazer.
Usa-se casacos em vez de blusas,
Neste novo amanhecer.
Carlos Cebolo
.

         
VEJO-TE DE LONGE
                      22/05/2012

Nesta solidão que me fez cativo da poesia,
Visto-me de aguarelas coloridas e quentes,
Procurando uma fantasia do meu passado;
Nesta terra ao norte do Equador, sempre fria,
Com recordações e ilusões então presentes,
Do lindo país constantemente recordado.
Espero um dia voar, nas asas de um condor,
Iluminado pela bela estrela da saudade,
Levando comigo todo o brilho do amor,
Escondido e guardado na minha mocidade.
Rever Angola do etéreo mundo infinito,
É desejo de quem lá viveu a maravilha,
E deixou este nosso Mundo em conflito,
Sem entender, o porquê de tal partilha.
Perdemos a nossa consciência na loucura,
Numa luta desigual que não apoiamos,
Atingidos por uma febre mortal sem cura,
Que nos mata, longe da terra que amamos.
Outros mistérios terrenos não compreendidos,
Lançados ao redor da nossa frágil vida,
Retarda neste Mundo, os ecos escondidos,
Que dificultam a nossa tão esperada ida.
O regresso à terra mãe que nos viu nascer,
Atrai-nos como vulcão incandescente,
Que do Éden, fez o pai Adão desaparecer,
Levando consigo toda a sua semente.
Sementes nossas, no Mundo florescidas,
Sentem o cosmo flutuar e estremecer,
Por baixo dos pés, em passadas escurecidas,
Procurando a origem que os fez nascer.
E assim, em folha branca procuro traçar,
Toda a resignação duma perdida geração,
Que procura em fotos, amar e relembrar,
O motivo de uma tão grande e triste paixão.

Carlos Cebolo



segunda-feira, 21 de maio de 2012


      
 MOMENTOS MÁGICOS
                      21/05/2012

Neste meu querer incessante da felicidade,
Vicio-me loucamente em ousadias misteriosas,
Inventando toques de volúpias em ansiedade,
Da alma em meu corpo, de falas silenciosas.
Oiço o som de violinos no profundo da mente,
Com o toque dos teus dedos na magia da pele,
Com loucuras insinuantes na noite que se sente
Quente, no ar que respiras e no teu gosto a mel.
Belo momento em que revelaste a magia da cor,
Dos teus sonhos constantemente perturbados,
No lindo ecrã do teu já sofrido, mas jovem amor,
Detalhes de momentos mágicos por ti imaginados.
Com a brisa da noite, veio o teu suave perfume,
Que me embriagou com fragrâncias de jasmim,
Elevando o meu estro, nas asas do teu ciúme,
Ao encontro da noite que esperavas de mim.
Momentos mágicos vividos em grande emoção,
Que me levou ao doce delírio da tua loucura,
Como uma melodia no silêncio da oração,
Ouvida no prazer da noite, com toda a sua doçura.
Sinto o teu pensamento no toque da minha visão,
Oiço o olhar do teu chamamento, no grito de solidão,
Nos suspiros suaves dos meus dedos em carícias,
Do teu desnudado corpo bebendo as eternas delícias.
O silêncio que se ouve, nesta quente madrugada,
São suspiros das lágrimas do meu pobre coração,
Na nudez da pétala silenciosamente apagada,
Que do teu corpo voou, nas asas da solidão.
Senti que seria a última vez que te via na escuridão,
Neste belo momento para nós mágico; fez-se luz.
A ansiedade do desejo em querer outra condição,
Foi por nós conseguido, com o amor que nos conduz.

Carlos Cebolo

sexta-feira, 18 de maio de 2012




 PERDIDOS E ACHADOS
           18/05/2012

P ara ver a tua cor vermelha ausente,
E spero ansiosamente o teu chamado,
R espeitando o que o bom povo sente,
D iariamente pelo seu país amado.
I luminado pelo Sol do nosso sorriso,
D urante todos os dias da nossa vida,
O cupado com lembranças do paraíso.

N a eterna esperança da nossa ida,
O uvindo o chamamento do coração.

T entamos viver à nossa maneira,
E ntre ódios e raivas, procuramos o perdão,
M ostrando o valor da nossa bandeira,
P ara quem não nos quis dar valor,
O cupados apenas em provocar dor.

 Carlos Cebolo

quinta-feira, 17 de maio de 2012



              
               TANGO
               17/05/2012

Dançar o tango com magia e sensualidade,
Encher de asas o livre pensamento e voar
Pelo salão, com corpos unidos em igualdade,
Em passos e contrapassos que fazem sonhar.
É o tango dançado com grande sentimento,
Ouvindo apenas a música que se projecta no ar,
Na iluminação do amor e seu consentimento,
Entrelaçar os corpos na forma de bem dançar.
Fantasias vividas na harmonia de uma canção,
Fazem do amor, um simples acto de ilusão,
Com chamas que incendeiam a forma de amar.
Canta-se a alma do poeta em conjurada solidão,
Desprezando o espírito artístico dos dançarinos,
Empenhados no desejo ardente de uma paixão,
Que mostra o corpo e alma dos seres divinos.
Harmonias de movimento e ardente sedução,
È visto na dança, em passos do tango cantado,
Mostrando o desejo de uma autêntica satisfação,
Voando de prazer nos braços do seu amado.
Envolve-me com a tua doce essência na magia,
Das noites celestes de aromas do paraíso.
Toca-me no delírio da loucura desta agonia,
Em poemas de lábios, do teu doce sorriso.
Lágrimas da tua alma despida da essência,
Numa dança quente e acolhedora de paixão,
Que mostra o mistério da presença na ausência,
Da felicidade perdida duma triste união.
Como o morango é o fruto da eterna sedução,
Com a cor vermelha sangue e forma de coração,
Também o tango com toda a sua doce magia,
É a dança da paixão, dançado com harmonia.

Carlos Cebolo


quarta-feira, 16 de maio de 2012


           


   DISPERSOS


A ndamos sempre a lembrar o passado,
N unca nos esqueceremos de Angola.
G ostamos das nossas recordações,
O nde sentimos todo o nosso legado.
L indas fotos que nos consola,
A mores e desamores nas emoções,
N os dias da nossa já ida juventude,
O lhamos para o futuro desconfiados,
S empre preocupados com a saúde.

N oites bem passadas e futuros sonhados,
O que mostra bem a nosso grande amor.

M adrugadas vividas ao relento,
U niam um povo puro de coração,
N um Mundo de grande sentimento,
D e uma tão grande compreensão,
O nde a amizade era a nossa união.

Carlos Cebolo

terça-feira, 15 de maio de 2012



L O U C U R A
                 15/05/2012

Tuas mãos desnudadas de imperfeições,
Percorrem meu corpo com sentidos de veludo,
Sedento das tuas incessantes perfeições,
No êxtase do meu corpo suado e desnudo.
Ansiedades vividas e sentidas no âmago da alma,
Que grita, floresce e solta mistérios escondidos,
No meu corpo sedento que a noite acalma,
Em volúpias arrepiadas dos meus sentidos.
Amar-te-ei eternamente!...
Com o meu corpo colado ao teu,
Dominada, carente de anseios de loucura,
Oiço o meu respirar fundido no teu,
Sentindo nos teus lábios a eterna doçura.
Devaneios e anseios sentidos na escuridão,
Com o teu toque de malícia aprimorado,
Que desejo, sinto e guardo no coração,
Selado com o teu profundo beijo adocicado.
Encontrei-te com o orvalho da madrugada,
Neste meu céu que a própria deusa consente,
Formando o Olimpo da minha eterna morada,
Com carícias e prazeres que a alma sente.
Neste meu mar revolto, com águas calmas,
Sentindo o teu beijo por vezes ausente,
Com cedências e cobranças de outras almas,
Desejo e quero-te na vida sempre presente.
És o meu apoio constante em lágrimas de solidão,
Que afaga a minha alma nas frias noites caídas,
Em silencioso voo nocturno de grande emoção,
Em eternas e constantes adiadas despedidas.

Carlos Cebolo

segunda-feira, 14 de maio de 2012




MARGENS DE RECANTOS ESCONDIDOS
                A N G O L A
Nessas margens de recantos escondidos,
Esqueci-me de ti por momentos,
Na inocência do Mundo que te perdi,
Em momentos da infância oferecidos,
Com ternura e constantes sofrimentos,
Que do teu amor, eu não mereci.
Vejo-te de um hemisfério claro e frio,
Com uma áurea muito diferente,
De políticas e políticos a quem não confio,
Deixando-me eternamente descontente.
Paixões profundas em embriagadas sensações,
Contidas em volúpia estafantes da juventude,
Fazem recordar as grandes paixões,
Vividas numa outra mais bela latitude.
Com teus luares sem fim, vistos do nada,
No contraste da terra vermelha humedecida,
Mostras o porquê de seres tão amada,
Pelos verbos da semente em ti nascida.
Daqui olho o céu de estrelas cintilantes,
Sem encontrar um ponto que me oriente,
Mas minhas tristes caminhadas incessantes,
À procura do cruzeiro que o povo sente.
Mostra-me a tua grande força ó mãe natureza,
Ensina-me o caminho das madrugadas quentes,
Faz-me encontrar o belo mar da minha certeza,
No mundo encantado das belas sementes.
Teu cheiro doce, de sabor tristemente inalado,
Recorda tons secos em verdura encantada,
De um lindo projecto começado e inacabado,
Em terreno agreste, outrora ricamente devastado.
No deserto seco e argiloso, nasceu a cidade;
Na savana amarela e agre, surgiu vida civilizada;
Nas serras, planícies e vales, a mocidade
E na selva verdejante e húmida a pátria amada.
No continente africano, onde o Mundo fez escola,
Com o surgimento natural da humanidade,
Foi talhada, nasceu e cresceu a querida Angola.
Meu país Natal, onde deixei a mocidade.
Carlos Cebolo