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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

sexta-feira, 15 de junho de 2012



                 
                  EVA
                    15/06/2012

Deste-me uma maçã do teu jardim florido,
Trinquei-a para lhe sentir o desejado sabor,
Assim como o pai Adão fez no seu paraíso,
Saboreando todo o seu perfumado odor.

Da mãe Eva, colheste a grande sabedoria,
Do belo encantamento com todo o primor,
Ofereceste-me a maçã com a tua mestria,
Acompanhado do teu doce e eterno amor.

Colhi-te nos meus braços, em desespero,
De quem sedento, procura a água beber,
No cálice da salvação que em ti espero,
Respirando o teu doce néctar do prazer.

Teus olhos brilhantes de intenso desejo,
Envolve-me na essência da tua tentação,
E em teus lábios, procuro o doce beijo,
Que me faz esquecer a dor da solidão.

És Eva, mãe, mulher, doçura, sedução,
Loucura na ardente forma de quer amar,
Vulcão incandescente, na magia da paixão,
Que me faz desaguar, no teu quente mar.

Da maçã surgiu o pecado luxuriante,
Vi-te em toda a tua beleza e loucura
Fizeste-me ter lindo sonho hilariante
Quando à minha frente surgiste nua.

Dançamos numa sinfonia de prazer,
Num frenesim de puro delírio ardente,
Procurando todo o nosso mundo refazer,
Plantando no Éden, uma nova semente.

És Eva, símbolo de vida, inspiração,
Fruto que comanda a eterna vida,
Mulher, amante, cálice da salvação,
Símbolo virgem da alegria sentida.

És Pétala em flor aberta e inspiradora,
A grande bênção de uma forte união,
Amor ardente em ternura acolhedora,
O sempre belo fruto, da nossa traição.

Carlos Cebolo
http://carlosacebolo.blogspot.pt/
(Pecado luxuriante. Aqui neste meu poema a palavra luxuriante tem o significado de abundante "Mata abundante que esconde o fruto apetitoso e proibido, simbolizado pela maçã" A palavra pecado significa o ausência de qualquer regra no amor. O tema Eva tem como significado a tentação exercida pelos sexos opostos. A minha explicação para a frase completa " Da maçã surgiu o pecado luxuriante" quer dizer " Do pecado original simbolizado pela oferta da maçã que Eva fez a Adão, nasceram todos os outros inúmeros pecados. )

quinta-feira, 14 de junho de 2012


        
      FAUNA ANGOLANA
                    14/06/2012

V  iver com o presente e triste pesadelo,
O  nde aparece associada à beleza, a morte!
L   embrar a Palanca Negra como modelo,
T  raçando por fim, o seu destino e sorte,
A  ntes que a extinção se concretize de vez,
R  epetindo o triste erro, que outrora se fez.

A  ngola luta com todas as suas forças!...

L  embrar a beleza impar deste animal,
E  m constantes apelos à humanidade,
M  antendo a esperança, impondo moral,
B  atendo sempre na tecla da moralidade.
R  esta-nos apelar ao bom senso humano,
A  ntes que se faça tarde e não haja remédio,
R  enunciando à caça, que só causa dano.

A  ngolanos! Todos unidos, venceremos!...

S  em medos e com espírito aventureiro,
O  lhar o futuro com esperança renovada,
B  asta procurar ser sempre o primeiro,
E  ntre aqueles que fazem a luta abençoada.
R  epor o bom equilíbrio da vida selvagem,
B  uscando causas que parecem perdidas,
A  onde o homem, modificou a paisagem.

P  alanca Negra de porte altivo e soberano,
A  ndas triste e receosa da tua inebriante beleza,
L  ibertas as más energias do teu triste quotidiano,
A  ntes do teu próximo futuro, teres a certeza.
N  ada é mais triste neste nosso eterno planeta,
C  om grande diversidade de vida selvagem,
A  companhar os males, que a extinção acarreta.

N  uma esperança, que seja tua conveniência,
E  sperando que a humanidade olhe por ti,
G  arantindo a tua esperada sobrevivência,
R  estaurando os bons níveis, que outrora vi.
A  ntes de se por em causa, a tua presença.

Carlos cebolo

quarta-feira, 13 de junho de 2012


       
   SANTO ANTÓNIO
              13/06/2012

De ser casamenteiro, tinha ele a fama,
Falava aos peixes com amores divinos,
Foi milagreiro, pelos lados da Alfama,
E também trilhou outros caminhos.

Santo popular de muito carinho
Procurado por moças casadoiras
Uma prece mesmo em desalinho
Sejam elas morenas ou loiras

Têm uma grande fé no seu santinho,
Para um bom casamento arranjar,
Rezam sempre com muito carinho.

Fazem ofertas no seu santo altar,
Com flores lindas de encantar,
Não vá o bom santo se arreliar.

Carlos Cebolo


SONHAR
13/06/2012

Sonhar!
Sempre sonhei!...
Sonhei com a terra,
Com o mar,
Com o luar!...
Viver e sonhar com alegria,
Encantar com a poesia,
Sorrir, cantar
E dançar,
È viver o amor.
Hoje!
Neste meu acordar,
Sonho contigo amor.
Sonho lindo!...
Onde entra o mar,
As estrelas,
O luar.
Um sonho de encantar!...
Uma canção,
Da tua inspiração,
Nasceu a poesia.
Pura energia do teu pensar,
No meu acordar.
Sonhar!...
Querer amar(te)
É o meu respirar.
Sem conflitos,
Nem compromissos,
Apenas amar(te)!...
Inspiração do sonho
Vivido no meu adormecer.
Muita cor,
Música,
Flores,
Romantismo,
Sem conformismo.
Possuir(te),
Dar(me),
Ter(te)!...
Unidos num beijo.
Sentir,
Sonhar,
Acordar!...
Desejo realizado,
Não confirmado,
Neste meu acordar.
Carlos Cebolo

terça-feira, 12 de junho de 2012


             
                   IGNORÂNCIA
                       12/06/2012

Vejo em sonhos constantes, a beleza dela.
Viajo pela savana, matas, serras e mar,
Acompanho o frenético salto da gazela,
Na ânsia de um dia, a poder voltar abraçar.

Nos meus sonhos, recordo todo o passado,
Tempos vividos na juventude agora ausente,
Lembrados pelo desgaste no corpo acumulado,
Que o angolano, fora da sua bela terra sente.

Com a idade marcada na alma e no corpo,
Procuramos alento nas notícias enviadas,
Que apenas nos provocam lágrimas no rosto.

Sonhamos em ser o senhor! Dono do tempo;
Com imagens das memórias ensaiadas,
Com a nossa alma, a voar nas asas do vento.

Perdemos a oportunidade que tivemos!
Sei que de Angola, continuamos a gostar!
Mas já não sei, se na verdade, a merecemos.

Tempos por nós, lá vividos na ignorância,
Sem conhecer e apoiar a verdadeira causa,
Fizeram-nos colher o fruto da inocência.

Choramos agora, a nossa terrível situação,
Criada sem olharem aos nossos sentimentos,
Que nos fizeram perdedores de toda a razão,
Quando não apoiamos, os nossos movimentos.

Liberdade se pedia então, para Angola ocupada,
Cujos filhos, brancos e negros eram inferiores;
E até a própria moeda criada, não valia nada,
Comparada com a moeda dos seus senhores.

Carlos Cebolo










segunda-feira, 11 de junho de 2012


                
                   AFRODITE
                          11/06/2012

Teu corpo dança numa bela sinfonia do amor.
Teus lábios, nos meus lábios, fazem-me arrepiar,
Procurando o delírio ardente, do teu forte odor,
Que visto, na beleza da pele, no eterno acariciar,
Em volúpias ardentes do teu fogo e mistério.
Quando teus dedos tocam minha sensível pele,
Em massagem sensual, que altera o império
Dos meus sentidos, vertendo o esperado mel;
Sinto arrepios delicados que gritam de loucura,
Em suspiros extasiantes da minha forte tentação,
Nas melodias soltas, desvendadas da alma nua,
Que irrequieta, percorre meu corpo com emoção.
És Afrodite a deusa do amor eterno e tentador,
Que flutua nas nuvens do meu profundo pensar,
Trazendo a este meu pobre corpo triste, o amor,
Que me faz alegre e vivo, no meu breve flutuar.
Cada som do teu sorrido, é som de harpa florida,
Tocada por mãos de fadas em rosas camufladas,
De nuvens de desejo ardente, na beleza querida,
Com gestos majestosos e palavras adocicadas.
Neste meu mundo, de um belo castelo imaginário,
Perfumo o meu céu de orquídeas de pétalas rosas,
Ornamentado de lírios silvestres, da mãe natureza,
Fazendo de ti, minha deusa, o meu doce calvário.
Neste mundo em que me vês e de mim gozas,
Apoderas-te do meu delírio, no mundo da incerteza.
És beleza!... A deusa do amor eterno nas noites calmas,
Em que chamo por ti, nos sonhos desesperados,
Procurando a custo salvar as nossas ardentes almas,
Deste vivido triste destino, que nos faz separados.
Carlos Cebolo



sexta-feira, 8 de junho de 2012





 ÁGUAS CRISTALINAS
            08/06/2012

Pétalas sem cor correm veloz,
Num rio de águas cristalinas.
As vozes que gritam por nós!
Traçam as nossas tristes sinas.

Diamantes num rio sem sabor,
De cores profundas sentidas!
São palavras que ditam a dor,
No coração do povo, contidas.

Horas vazias, em lágrimas soltas…
Recordações caídas na nostalgia!
Sentida nas tristes águas revoltas,

De um passado que se procura!...
Na mente sondada com alegria,
Com um sorriso que tudo cura.

Vidas passadas e não esquecidas,
De um povo humilde e trabalhador,
Que do nada, fez cidades queridas,
Fustigados por um Sol abrasador.

Acabou com as duras lutas tribais,
Existentes no domínio do povo,
União povos como seus iguais,
Fez uma grande nação de novo.

Águas cristalinas correram soltas,
Provocaram inveja em outras nações,
Que fomentaram no povo revoltas.

Guiadas por cobiças disfarçadas,
Implantaram ódios nos corações,
Com ajudas falsas, despropositadas.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 7 de junho de 2012


       
         PALAVRAS QUE TOCAM
                           07/06/2012

Tuas mãos viajam e exploram caminhos selvagens,
Do meu fecundo jardim florido e por ti humedecido.
Emoções sentidas e registadas nas tuas belas viagens,
Encontradas no sabor envolvente do teu beijo merecido.
Sonho com a delícia exótica do teu sabor delicado,
Que dos teus seios brota em movimento constante,
Inundando o meu ventre ardente, com o néctar adocicado,
Que provoca em mim, uma embriaguez extasiaste.
Quando exploras em mim, a ansiedade por ti partilhada,
Fazes-me sentir frágil, no domínio do meu forte respirar.
Sentir as brisas quentes, de aroma por nós partilhada,
Perdendo o controlo da minha rude forma de te amar.
Oiço o prazer dos meus sentidos, em gemidos teus,
Perco-me no tempo sem tempo, dum espaço infinito,
Procurando encontrar, na doce magia, os sentidos meus,
Viajar contigo, no sussurro do silêncio de um grito.
Desnudo-te das pétalas delicadas, com um sopro profundo.
Gemidos que queimam a loucura que o corpo sente,
Nos sentidos perdidos e achados em um outro mundo,
Ao som das emoções fortes, provocadas na mente.
Em voos constantes do pensamento, solto-me em liberdade,
Viajo em mim, guardando as carícias do teu desejo,
No belo jardim, onde quer que esteja a bela eternidade,
Tocando o teu íntimo ser, com o meu humedecido beijo.
No frenesim ansioso da tua língua em movimento,
Sinto os teus lábios quentes no desejo da loucura,
Despertar em mim, o desejo ardente do momento,
Sugando com ânsia o néctar de verdadeira doçura.

Carlos Cebolo








quarta-feira, 6 de junho de 2012



                
               INCERTEZAS
                         06/06/2012   

Neste meu Mundo estrelado de coisas ocas,
Olho um passado de lembranças caídas,
Procurando sentir o gosto de outras bocas,
No crepúsculo renascente de outras vidas.
Ao meu redor, vejo um mundo imperfeito,
Constelações brilhantes no abismo profundo,
De uma fraca sintonia seguida a preceito,
Formando este meu triste mundo imundo.
Tenho necessidade, de algo que me faça sonhar…
Que me faça recordar a linda cor vermelha,
Da terra, que teima em fugir do meu olhar!
Escondida por de trás da luz que tudo espelha.
Quero encontrar-te na penumbra de névoa,
Que de África vem subindo ao encontrão,
Em batalha desigual que no tempo ecoa,
Como quem busca, o seu adorado Sebastião.
De Alcácer Quibir fazer o desejado salto,
Passar muito para alem da linha do Equador,
Entrar na foz do Zaire com um padrão alto,
E declarar à bela Angola todo o meu amor.
Seria este, o meu grande e eterno desejado,
Perdido nas brumas, das noites das tristezas,
D’um passado para sempre lembrado e amado,
E d’um futuro próximo, do qual tenho incertezas.
O regresso do desejado, passado vivido e sentido,
Ouvido sem esperança, no retorno do meu eco,
Que salve este meu pobre reinado desaparecido,
Na ânsia de não te ver, neste mundo que me perco.
Sinto vivo este desejo, na mente de ideias despidas,
Sedento da tua cor e beleza de aromas perfumados,
Esquecidos nas longínquas emoções da despedida,
Do silêncio, no mistério, daqueles belos chãos sagrados.
Amo-te eternamente…Quente e desnudada da realidade.
Sôfrego do teu doce néctar, cristalino que me vicia,
Sacio a minha sede, em imagens destorcidas, da verdade.

Carlos Cebolo

terça-feira, 5 de junho de 2012


     
       TUA AUSÊNCIA
               05/06/2012

Sentires, apenas os sentidos ausentes,
Que o meu dormente corpo derrama,
Vertendo o néctar sagrado que sentes,
E que o teu cálice doce e quente chama.
Pétalas deixadas e esquecidas pela frente,
No caminho do sonho por mim imaginado,
Com pausas e delírios da tua vertente,
Que deixou de jorrar o teu mel abençoado.
És o desafio constante do meu anoitecer,
Com aromas de carícias do teu sopro quente,
Na boa luz do tempo que me faz adormecer,
E sonhar com a beleza da tua doce semente.
Lágrimas vazias recordam a tua ausência,
Sentida na incógnita da tua leve presença,
Que nos meus lençóis deixastes a essência,
Do odor do teu corpo, como uma sentença.
Neste meu sonho, sou a eterna esperança,
De um sexto sentido vertido e por mim inalado,
Que me faz flutuar e pelo estrelado céu avança,
Rumo a um futuro que se pretende inacabado.
Tua língua secreta, percorre o meu desejo,
Irrequieta e sedenta, em pequena e suave pausa,
Saboreada com o teu doce e humedecido beijo,
Que no meu sonhar, não vejo a tua triste recusa.
Tua ausência, estranha aos sentidos do amor,
Tua fuga delirante ao sentir dos meus sentidos,
Formaram umas negras nuvens que causam dor,
Fazendo sangrar este coração por ti empedernido.
Na arte de amar, mostras a tua nítida intolerância,
Sem lágrimas, nem compaixões na tua tristeza,
Exigindo a eterna luz do prazer na abundância,
Dos corpos flexíveis na incessante firmeza.
Esperar-te-ei eternamente no prazer da sedução,
Em sonhos dos meus sentidos vividos na ilusão,
Que do teu olhar sinto todo o desejo florescer,
Nas tristes noites deste meu eterno adormecer.

Carlos Cebolo

segunda-feira, 4 de junho de 2012





PALANCA DE ANGOLA
                04/06/2012

P  alanca Negra é animal majestoso,
ltiva e soberana no seu meio.
L  uzidia, de pelo negro airoso,
A  nda no seu habitat com receio.
N  ada que lhe possa fazer viver,
C  om amor na terra onde nasceu,
A  ntes que a façam desaparecer.

N  egra é pois a cor da perdição,
E  m animais de tão belo porte.
G  uardar a espécie da extinção,
R  egra que aqui quero dar o mote,
A  ntes de qualquer outra situação.

P  alanca Negra é símbolo angolano,
A  muleto, quando vivo, da boa sorte.
T  em agora a sua vida ameaçada,
R  efugiando-se no habitat do engano,
I  mpedida de fugir da própria morte.
M  urmúrios ouvidos na alvorada,
O  nde o animal se esconde a monte,
N  unca chegaram a ser veros avisos,
I  mpondo-se leis de salvaguarda.
O  nde te podes esconder, belo animal!...

M  esmo que o governo te procure proteger,
U  nindo o povo na tua nobre e bela causa,
N  unca será demais, aqui poder recorrer,
o modo a que, nesta luta não haja pausa.
I  mportante será lembrar, sem outra condição,
A  ntes que o verdadeiro mal aconteça,
L  utando em prol da urgente preservação.

Carlos Cebolo


sábado, 2 de junho de 2012


          
         PALANCA NEGRA
                      02/06/2012

Filmes e vídeos vistos, mostram-nos a saudade,
Da rica fauna, do grande continente africano.
Animais belos que na savana sentem a liberdade,
Num triste contraste, da rude vida do ser humano.
Dos animais belos, que África tem no seu seio,
Recordo, a altiva Palanca Negra e sua soberania.
Animal possante que provoca delírio no meio,
Do belo habitat, que o ser humano não o merecia.
A sua beleza é tentação de quem se julga superior,
Apenas por ter o dom da fala e se achar senhor,
Do Mundo criado, por quem a vida sempre amou
E a todos os seres vivos, a sua beleza proporcionou.
Matar por matar, apenas para poder no futuro recordar,
Mais vale amar e proteger toda a espécie animal,
Acabar com a caça e morte do que se quer amar,
Amando e recordando, o ser vivo no habitat natural.
Palanca Negra, o símbolo de uma Nação africana,
Apenas por maldade, encontra-se em extinção prematura;
Desaparecendo pouco a pouco da savana angolana,
Que tenta a custo, preservar a beleza que ainda dura.
Animal belo, de porte altivo, é património mundial!
Mais um lindo passo dado para a salvar da extinção,
Que o bicho homem dá, contra a sua natureza afinal!
De querer matar por prazer, sem pensar em outra solução.
No meu baú imaginário, de recordações passadas,
Onde guardo com prazer, o belo que do Mundo vem,
Guardo para recordar as belas imagens renovadas,
Da Palanca Negra, que no seu habitat, Angola tem.
Magnífica, com os chifres cursos e de porte bravio,
Olhar doce, traços brancos numa cabeça alongada,
Em contraste com o corpo de pelo negro e luzidio,
Fazem da Palanca Negra, uma raridade apreciada.

Carlos Cebolo


sexta-feira, 1 de junho de 2012


         
           ESCRAVO
               01/06/2012

Neste meu sempre fecundo imaginário,
Vejo-te em sonhos e delírios constantes,
Viajando sem destino e sem horário,
Entre desejos e sussurros incessantes.
Procuro as chamas do vulcão incandescente,
No néctar fecundado do cálice da salvação,
Que dos teus beijos me fazem ausente,
No acordar desta triste e fria solidão.
Tua pele tocada por maravilhosas fantasias,
Iluminada pelos suspiros do belo prazer,
Torna-se divina, com mistérios e ousadias.
Toco-te… desejo-te… no teu corpo, és lua!...
Palavras ausentes, no silêncio de um beijo.
Procuro-te nos gestos ausentes e apareces nua!...
Fantasias, mistérios, excitação do desejo.
Vivo a fantasia, na loucura do teu olhar,
Aguarelas coloridas nas letras da solidão,
Fazem-me escravo presente do meu sonhar,
Em rimas inconstantes da tua doce paixão.
Leio nos teus olhos as sílabas escritas do desejo,
Vejo nos teus lábios a eterna luz da alegria,
Sentida no teu corpo ardente na loucura do beijo,
Que dos meus lábios, poiso nos teus com mestria.
Levas-me nas asas da primavera florida,
Em delírios constantes na noite encantada,
Por ondas rebeldes, de uma poesia amadurecida,
Que no teu belo corpo se encontra talhada.
Ser escravo deste amor que sinto em ti, de mim!
É ser livre de corpo e alma na essência da vida,
Em prefeito contraste do princípio e fim!...
Deste amor que a tua magia me convida.
Sentir o prazer em brisas calmas da madrugada,
Nas paixões que as asas do tempo acaricia,
Em silenciosas gritarias na noite embriagada,
Faz-me Sol. Que te toca na noite da magia.
Sou teu!… sou escravo do teu amor!…És minha!...

Carlos Cebolo

quinta-feira, 31 de maio de 2012



TREVO DE QUATRO FOLHAS
               31/05/2012

Andava distraído pelo lindo jardim,
Olhando as flores e as borboletas,
Deitaste-te na relva juntinho a mim,
Junto às lindas e delicadas violetas.

Nesse dia encontrei o trevo da sorte,
O trevo de quatro folhas raríssimo,
Dei-te um doce beijo no teu decote,
E ofereci-te o trevo por acréscimo.

Olhaste para mim com a tua malícia,
Perdida na forte loucura do teu desejo,
Fizeste-me arrepiar com a tua carícia.

Unidos numa forte união corporal
E com o calor do teu húmido beijo,
Senti todo o teu ímpeto animal.

O tempo parou por um momento.
A minha grande sorte foi ter achado,
O imenso amor que em ti se sente,
No trevo de quatro folhas guardado.

Deitado junto a ti entre as violetas,
Em carícias profundas do teu sentir,
Olhando o suave voo das borboletas,
Procurei o teu corpo e gesto definir.

O modo ardente da tua doce energia,
Na loucura do desejo em ti nascido,
Provocou em mim, uma grande alegria.

Agradeci à deusa mãe natureza, a oferta,
Das lindas quatro folhas do trevo querido,
Que em mim, em ti, o feliz amor desperta.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 30 de maio de 2012



QUEM NUNCA SENTIU… 
             30/05/2012

uando se pensa na terra que se ama,
nida ao gosto do seu verdadeiro povo,
ncanta todo aquele que reclama,
M ais liberdade para o povo de novo.

ascido em Angola, ou apenas residente,
nem-se em prol de uma grande nação,
uma surda luta que o Mundo não sente,
om verdadeira dor no seu coração;
mor verdadeiro, por toda aquela gente.

entir o verdadeiro odor da flor nascente,
ntre outras flores, também queridas,
ão é fácil para aquele que não sente,
ão forte chamado das terras queridas.
mposição que custa a aceitar como decidida,
U nindo ainda mais, angolanos na despedida.

O nde te encontras ò terra querida!...

hamo por ti e não me respondes!
á em todo este chamamento, uma tristeza,
mbora não se possa saber onde te escondes,
I   nformas sempre com toda a tua clareza.
espeitas aqueles que na verdade te amam,
lhas para longe e vês onde os filhos andam.

ngola chama pelos seus filhos!...

À  espera de ouvir uma boa resposta,
inge continuar e manter-se viva,
espirando o aroma que o povo gosta,
I   maginando a tão esperada missiva.
ada ano passado sem seus filhos,
umenta toda a sua expectativa.

ão podemos esquecer aquele belo cantão!
ngola é, e será para sempre a nossa terra,
nde nascemos e deixamos o coração.

empre com a esperança de dias melhores,
ndamos de um lado para o outro sem rumo,
ebendo o doce néctar de outros amores,
m perfeitas condições sem perder o prumo.

O nde te encontras ò terra amada!...

uando penso em ti, minha terra querida!
no a alegria ao meu triste pensar,
ncontrando a harmonia na minha vida.

hamo por ti e não te vejo no meu pensar!
orizontes perscruto para te poder ver,
m constantes clamores, na triste solidão,
I   ncomodado por não te poder amar.
asgo os céus neste meu triste padecer,
ndo e perco-me sem ter outra condição.

ndas arredada de mim…Sem compreender!...

ôo em sonhos, nas asas do forte condor,
I   nvejo a tão bela e dourada natureza,
D  aqueles que em ti sentem o calor,
mando a bela terra, ficando na incerteza.

Carlos Cebolo

terça-feira, 29 de maio de 2012



           
           PARTIDA
               29/05/2012

Infortúnio sentido na despedida,
De uma ilusão sentida na tristeza,
São comuns a quem ama a vida,
E da morte, apenas tem a certeza.

Sentimentos sofridos que se sente,
Nos sentidos tristes da infelicidade,
De uma vida para sempre ausente,
Que se acentua, com o avançar da idade.

Tempo perdido sem que haja retorno,
Da sementeira pedida com o tempo,
Deixando a alma ter o seu outro dono.

A vida neste mundo, tem a sua beleza!
Que contrasta com o triste momento
Da morte; na ressurreição da incerteza.

Este outro Mundo, que nos fascina,
Que nos amedronta na caminhada,
É destino que nos causa adrenalina,
Nesta passagem pela terra amada.

Na insegurança por nós aqui vivida,
Com o nascimento na nossa jornada,
Agarramo-nos à nossa vida querida,
Na esperança de não a sentir acabada.

Triste realidade que nos apresenta,
A perda de um ente querido amigo,
A grande dor, que o Mundo se isenta.

Com a longa viagem no túnel vazio,
Da passagem para o nosso abrigo!
Desejamos ver, a linda cor do topázio.

A figura do bom Deus nosso criador,
Esperando por nós na nuvem sentado,
Faz-nos suplantar a tão grande dor,
Por deixarmos este belo Mundo amado.

Só assim se compreende a vida terrena,
A dor triste que o tempo faz desaparecer,
Com a ida do amigo que nos causou pena,
Na esperança de um dia, o voltar a ver.

Esta realidade nem sempre reconhecida,
Na fraca mente do humano descuidado,
Que não aceita outra vida como merecida.

Pela terra fazemos apenas uma passagem,
Curta na grande memória do eterno amado,
Que com parábolas, nos deixou a mensagem.

Carlos Cebolo





segunda-feira, 28 de maio de 2012


          
      FUTURO  ANGOLANO
                   28/05/2012

R  ecordo com saudades o teu doce odor,
E  nfeito-me com as tuas vestes coloridas,
C  antando constantemente em teu louvor,
O  nde quer que esteja a minha triste alma.
R  espiro eternamente o teu doce transpirar,
D  ançando as músicas da tua lembrança,
A  ntes mesmo de te poder alcançar,
R  ogando incessantemente a tua presença.

V  isto-me de pétalas da tua doce flor,
I  nvisto no teu constante recordar,
V  ivo com esta minha incessante dor,
E  m vez de te procurar encontrar,
R  asgando as lembranças do teu amor.

E  mbeleza-me com a tua cor, esta nudez!...

A  companha-me nesta longa e triste jornada,
C  ontigo sempre presente em pensamentos,
O  nde quer que seja a minha triste morada,
M uitas vezes com terríveis sofrimentos.
almilho caminhos imaginários sem fim,
mando neste palmilhar todos os momentos,
unca antes vividos e sentidos dentro de mim,
avendo neles um outro forte sentimento.
A ndo sempre triste sem o teu forte sabor,
espirando  os ecos de um outro amor.

nde procuro constantemente a tua imagem.

uturo em constante desenvolvimento,
nindo se possível o útil ao agradável,
estando mais políticas de igualdade.
nir todo o povo, ao mesmo sentimento,
estaurando para todos, uma vida aceitável,
ferecendo ao povo a esperada liberdade.

ngola é um país rico e multirracial,
N  ão pode ser esquecida e ignorada,
uardada como se fosse um animal
ferecido a uma família acomodada.
utas terríveis fizeram esta grande nação,
mante da liberdade então alcançada,
uma conquistada e esperada união,
nde o povo foi sempre, gente amada.

Carlos Cebolo

sexta-feira, 25 de maio de 2012


           
                SEGREDOS
                   25/05/2012

Palavras soltas, respiram rimas de ilusões,
Em volúpias transparentes desnudadas,
No aconchego quente, das grandes paixões,
Com delírios das nossas mentes alteradas.

Mistérios cantados no silêncio do soluçar,
Envoltos em névoa colorida da paixão,
Tendem mostrar o esplendor do querer voar,
Alcançando a esperada e eterna perfeição.

Sem perder a consciência na loucura contida,
Guardando segredos dos prazeres sentidos,
Sacio a sede da ânsia, no meu corpo sentida.

Mergulho no profundo mar, em ondas de delírio,
Escondendo os meus segredos mais temidos,
Aplacando a loucura deste meu eterno martírio.

Loucuras trazidas e fechadas no meu coração,
Amando loucamente quem não posso amar,
Que me fazem prisioneiro sem outra condição,
Navegando na garupa das ondas, do teu doce mar.

Queria ser poeta, na tua mente florescida,
Melodias soltas, em palavras perfumadas,
Música de violino, ouvido na madrugada,
No teu belo corpo, de linhas emocionadas.

Conter os teus anseios na flor da ilusão,
Beijar-te as lágrimas soltas e inacabadas,
Ser beija-flor no teu voar de perfeição.

Desvendar os segredos em toques de loucura,
Sugar teu néctar nas doces madrugadas,
Acabar de vez, com a tua triste amargura.

Carlos Cebolo