Acerca de mim

A minha foto
Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quarta-feira, 19 de setembro de 2012



AMIGA!!!
(Resposta ao poema amiga)

Não te deixo ir!...
Nego-te amiga!...
Talvez o meu egoísmo seja mais forte,
Que a tua vontade de partir.
Quero-te aqui!
Aqui ao pé de nós,
A ouvir a linda cantiga,
Partilhando a nossa sorte.
Quero-te aqui!
Onde nunca estamos sós…
Obrigar-te-ei a continuar!...
Peço-te.
Não desistas de tentar.
Por ti,
Por nós,
A todos prometi,
Erguer a minha voz.
A vida é para amar!...
Mesmo reprimida
Como a tua é;
A missão que o criador de deu,
Com a vida sofrida,
Aumenta a nossa fé.
És luz,
És sentimento
De beleza interior enorme,
Que a tua imagem produz,
Neste teu triste momento,
A importância do teu nome.
Rogo-te!...
Luta para continuares.
Não desistas!...
Pela amizade
Que tão bem soubeste criar,
Pelas crianças que gostam de te ouvir,
Pela saudade!...
A vida é para amar.
No meu egoísmo,
No teu sofrer,
Não te deixo desaparecer.

Carlos Cebolo


SEGUE O AMOR
      18-09-2012

Toda a rosa tem o seu espinho,
Na bela vida que Deus nos deu,
Neste Mundo que também é teu.
Eu por aqui também caminho,
Nos teus passos devagarinho.

Procuro seguir o teu grande amor,
Em direcção à nossa amizade,
Na esperança e grande ansiedade,
Que a tua luz boa, vença essa dor
E regresses com todo o esplendor.

Aguardamos por ti querida amiga,
Neste grande palco de espectáculos,
Ajudando-te a vencer os obstáculos,
Surgidos como uma grande intriga,
Na tua doce e alegre vida de rapariga.

Segue pois com o teu grande amor,
E que ele te traga os bons momentos,
Vividos com os grandes sentimentos,
Que mostraste possuir com o teu calor,
Mesmo nos momentos de grande dor.

É esta amiga que agora cá esperamos,
No teu regresso com a tua grande luz.
És a força que tão bem nos conduz,
Nos teus grandes e belos sentimentos,
Procuramos seguir os teus ensinamentos.

O teu regresso mais que esperado,
É uma só vontade nesta nossa união,
Que partilhamos a força do coração,
No teu regresso por todos desejado,
Neste já nosso grupo muito amado.

Carlos Cebolo



    
 RAIO DE LUZ

És raio de luz que tudo ilumina!
És Sol ardente que nos aquece!
És certeza que não esmorece
E que os nossos corações anima,
Com a tua forte e boa adrenalina.

A nossa onda será a tua aura,
Que embala a tua boa vontade.
Neste nosso projecto de amizade,
Combatemos a tua amargura,
Na boa energia que tudo cura.

Em ti depositamos a nossa respiração,
Em movimentos lentos e suaves,
Numa mistura de sons agudos e graves,
De uma música vivida com paixão,
Para alegrar o teu grande coração.

És raio de luz que nos alimenta,
Com a tua sempre boa disposição,
Connosco partilhas o teu coração.
Mesmo com a dor que se lamenta,
A grande amizade que se cimenta.

No bom Deus a nossa certeza,
Da tua breve volta ao nosso seio,
Onde ocupas o lugar do meio.
Na linda roda da nossa natureza,
Saliento aqui, a tua interior beleza.

Pediste para seres por Ele ouvida.
Deus mostra que já te ouviu!...
No nosso grande apelo que sentiu,
O grande amor que ninguém duvida,
Desta grande amizade muito querida.

Carlos Cebolo


CUIDEM-SE POLÍTICOS
         19/09/2012

O povo esteve a dormir,
Mas não está morto.
Acordou de um sono solto
E começou a intervir
Para se redimir.
Os políticos que se cuidem,
Deixem de andar a brincar.
À política do enganar,
Pensando que são alguém,
A quem o povo medo tem.
Uma Europa federativa,
É tempo de urgência,
Para quem procura clemência,
Numa moeda alternativa,
Ao euro em decadência.
Acabar com a corja política,
Numa Europa desunida,
Deixar a pátria querida,
Numa união muito mais rica,
Com os produtos que fabrica.
Este povo está farto de enganos,
De políticos e de partidos,
Os sistemas estão falidos,
Depois de tantos anos,
Com os mesmos desenganos.
O povo quer uma Europa unida;
Não uma grande utopia,
Com políticos tolhidos pela miopia,
Apoiando uma união fratricida,
Enriquecida à custa da dívida.

Carlos Cebolo


terça-feira, 18 de setembro de 2012



   
   CAIS SEGURO
         18/09/2012

Águas cristalinas sem cor,
Esmeraldas da cor do limão,
São belas palavras de amor,
Que tocam o meu coração.

Num porto de abrigo, com cais,
Da união na alegre mudança,
Com juras e palavras banais,
Fortaleceram a nossa aliança.

Com amores eternos jurados,
Eternidade em cada segundo,
Nos teus mistérios inacabados.

Magia nos sentidos da tentação,
Construíram todo o nosso mundo,
Secreto no desejo da sedução.



Amor eterno por nós jurado,
Numa união de grande valor,
Foi jura pura num beijo selado,
A promessa do nosso amor.

És o cais do meu porto seguro,
Nas noites de grande tempestade,
O meu grande amor, agora maduro,
Trazido desde a nossa mocidade.

Tens magia no teu modo de pensar,
Mantendo sempre vivo o nosso amor,
És a grande protecção do nosso lar.

De ti faço mulher, mãe e amante,
No lar, orientadora de grande valor,
Compreensiva, com carinho constante.


Carlos Cebolo

segunda-feira, 17 de setembro de 2012



NA VIDA A ESPERANÇA

A vida é como um passo de bela dança,
Que na contradança da vida se esfuma,
Como a onda do mar desaparece na bruma,
Na certeza do movimento da mudança,
Que na nossa vida traçamos à distância.

Em qualquer ponto do mundo se acredita,
Na esperança da vida que se acentua,
Nesta triste verdade que é minha e tua,
Poder vencer a triste doença maldita,
Com o apoio de uma amizade bendita.

A tua força de vencer nos contagia,
A boa verdade de não estarmos sós
E grande vontade de te ver entre nós,
Neste nosso Mundo de bela magia,
Com toda a amizade que se cria.

Com ansiedade esperamos por ti amiga,
Na comunidade da nossa grande união,
Pedimos por ti com todo o nosso coração;
Com orações que a situação nos obriga
E que esta nossa amizade se torne antiga.

Desejamos ardentemente a tua volta,
À nossa grande roda, a tua alegria,
Com a tua doce voz e a tua simpatia,
Desta nossa vontade que se solta,
Na triste situação a nossa revolta.

Na vida a nossa esperança,
Na tua saúde a nossa alegria,
Sentida nestes passos de magia,
No grande desejo de mudança,
Que em ti, sentimos a confiança.

Carlos Cebolo





     
       MENTIRA
          17/09/2012

Fazer um belo jardim florir,
Neste nosso ténue amanhecer,
Sem que eu nada possa fazer,
Neste mundo que vejo ruir
E no amor que vejo não existir.

A presença da tua imagem,
Que da minha visão se furta,
Numa vivência que foi curta
E a quem prestei vassalagem,
Procura fazer outra viagem.

Novo rumo por ti foi traçado,
Com apoio de amor escondido,
Que a ti te parece mais querido,
Que este nosso pequeno agrado,
Do nosso amor amaldiçoado.

Por a outra pertencer na emoção,
Quiseste ter um futuro sonhado,
Nesse teu caminhar desesperado,
Sem qualquer outra condição,
Procuraste prender meu coração.

Sem nada te poder oferecer,
Que acalmasse o teu vulcão,
Com a nova orientada união;
Fiz a tua vontade esmorecer
E toda a magia desaparecer.

A ilusão que então sentimos,
Na visão dos corpos na nudez,
Na luta contra a nossa timidez
E a mentira que construímos,
No iniciado amor que destruímos.

Agora, liberto da tua pressão,
Vejo com muita clareza,
Que de nada tinha a certeza,
Nesta fraca e triste comunhão,
Que não passou de breve tesão.

Carlos Cebolo


sábado, 15 de setembro de 2012



POVO LUSITANO
15/09/2012

Hoje vi-te!...
Ilustre povo lusitano,
Que te terras de Viriato,
Partiste a desbravar o mar.
Hoje vi-te!...
Como venceste o castelhano,
Com todo o seu aparato,
Sem ter medo de lutar!....
Foste muito maltratado,
Por políticos incompetentes,
Fazendo de ti um fraco!
Não aceitas um futuro amaldiçoado,
Com a miséria que agora sentes,
Apertado por forte abraço.
Povo humilde e trabalhador,
Que da tua lavra tiras o pão,
Não sejas submisso ao senhor doutor,
Que com o teu sangue lava a mão.
Até quando assim serás?
Povo ilustre Lusitano!...
A tua morte sentirás,
Às mãos destes tiranos.
O tempo é de luta popular,
Mostrando aos tiranos quem manda,
Este país é o nosso lar,
Vão reinar para outra banda.
Sem rumo para seguir em frente,
O governo massacra o povo,
Por ter na mente presente,
Uma nova ditadura de novo.
Povo ilustre lusitano!...
Abre os olhos e vê com atenção,
De onde vem todo o engano,
Que comanda esta Nação.
O tempo é de mudança,
Radical se for preciso,
Vamos recuperar a esperança,
E recompor o prejuízo.
Hoje vi a tua indignação,
Que não mais será ignorada,
Duras palavras na manifestação,
Mostraram a tua luta começada.
Que esta luta não seja em vão,
E não caía em ouvidos moucos,
O povo tem sempre razão,
Contra governantes loucos.
Os ricos que paguem a crise,
Por eles criada com ambição,
Peço ao povo que analise,
A situação desta pobre Nação.
O nosso voto é nossa força,
Nas urnas deve ser plantado,
Não ergueremos a nossa forca,
Com o voto mal orientado.


Carlos Cebolo

sexta-feira, 14 de setembro de 2012


          
          Valsa
             14/09/2012

Os corpos ondulantes ao vento,
Em lustrosos salões da burguesia,
Do violino sai o doce lamento,
De uma dança com grande mestria.
Uma dança de salão por excelência,
A valsa e todo o seu movimento,
Com passos e traços sem violência,
É a dança feliz de um casamento.
Pares de dançarinos entrelaçados,
Procuram seguir o som dos violinos,
Em movimentos bem ensaiados,
Que os compara a seres divinos.
Um rodopiar deslizante pelo salão,
O dançarino conduz a dama com leveza,
Tentando prender a todos a atenção,
Com movimentos de grande beleza.
A valsa quando assim dançada,
Na perfeita conjugação de movimentos,
É uma dança por todos adorada,
Na doce harmonia dos sentimentos.
Passos de dança em simetria,
Mostram a leveza do encantamento,
Dançado sempre com enorme mestria,
Seja qual for o grande momento.
Ver dançar a valsa ensaiada,
Ou dançar, sentindo a magia,
Ao som da música bem tocada,
São momentos de grande alegria.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 13 de setembro de 2012



DO TEU QUERER
       13/09/2012

Do teu querer!...
Ao meu padecer!...
Senti-te alma passageira,
Num momento de loucura,
O que faz valer
Para o amor merecer.
Esta paixão verdadeira,
O teu corpo doçura,
No meu triste anoitecer,
A paixão esmorecer.
Apenas fica o vazio,
Num horizonte de emoções,
O teu aparecer frio,
Na falta de condições.
Navego agora sem destino,
Com as ilusões guardadas no vazio,
Sem aquele toque divino
De um amor tardio.
Morre(me) a alma com saudade,
No triste baú das lembranças,
Sem a tua piedade.
Ainda me lembro do teu sorriso,
Alegria sem ter voz,
Que me faz perder o juízo
E pensar um pouco em nós.
O meu nada,
Ser tudo o que posso dar,
Fazer de ti minha amada,
Sem te querer magoar.
Sentir em cada palavra um desejo,
Um murmúrio activo,
O gemido de um beijo,
Naquele momento cativo.
São folhas caídas ao vento,
Asas quebradas sem dor,
Que intensificam o lamento,
Deste nosso triste amor.
Do teu querer!...
Ao meu padecer.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 12 de setembro de 2012



VERÃO ANGOLANO
         12/09/2012

Nestes dias quentes de verão,
Sinto uma grande nostalgia
E lembro o meu sagrado cantão,
Com toda a sua bela magia.
Lembro Angola no mês Janeiro,
Aquele brisa seca e empoeirada,
Que no sertão chegava primeiro,
Que o ruidosa e forte trovoada.
Lembro-me da chuva quente,
Que caía forte, sem avisar,
Molhando de repente toda a gente,
Que na rua estava a trabalhar.
Lembro-me como o roupa secava,
No nosso corpo sem causar mal,
Com o calor que do Sol emanava,
Logo a seguir ao temporal.
Em Angola era assim a chuva,
Refrescava sem arrefecer,
Assentava que nem uma luva,
Num calor de enlouquecer.
Das pequenas coisas me lembro,
Da terra onde nasci,
O verão começava em Novembro
No lugar onde vivi.
Tudo o mais já é passado,
Que procuro recordar,
Lembrar o país amado,
Todos os dias ao acordar.
Não esquecer o que lá passei,
Os bons e maus momentos que vivi,
Naquele país que amei
Até ao dia em que fugi;
De uma guerra que não criei
À violência que disse não,
Deixei tudo o que amei,
Não voltei a ver aquele verão.

Carlos Cebolo




terça-feira, 11 de setembro de 2012



Eterno cativo
         11/09/2012

Porque me castigas, ó linda sereia?
Neste meu mar de sofrimento,
Sem o teu doce chamamento,
Que o meu pobre espírito anseia,
Apenas sufoco neste meu tormento.

Neste teu jogo de pura sedução,
Fizeste-me sonhar com o teu enredo.
Da tua bela teia não tive medo
E mostrei-te toda a minha paixão,
Num tormento que começou cedo.

Em ousadias do corpo e da alma,
Despi-me de preconceito aflitivo.
Vi teu doce encanto apelativo,
Na bela noite que te mostraste calma,
Fazendo de mim, teu eterno cativo.

Sinto no meu coração uma dor oca,
Por não te ver, como é meu desejo
E não sentir nos lábios o teu beijo.
Trago um amargo constante na boca,
Por não conseguir ser, quem eu invejo.

Este teu castigo, sem a tua nudez,
Em renovada posição de ocasião,
Faz sofrer o meu pobre coração;
Por não ver chegada a minha vez,
De ser senhor da tua outra paixão.

Este silêncio que habita em nós,
Na cumplicidade de grande amor;
Intensifica toda esta minha dor,
Sem poder ouvir a tua doce voz,
Acalmar este meu triste pavor.

Porque me castigas? Musa do meu sofrer,
Quero viver todo esse grande amor,
Em teus braços, sentir todo o calor,
Do vulcão que começa a arrefecer,
E aplacar esta minha imensa dor.

Carlos Cebolo


segunda-feira, 10 de setembro de 2012




OBREIROS DO BEM
         10/09/2012

Neste meu abismo de palavras soltas,
Sinto na alma uma grande tristeza,
Pelo amor sentido sem ter a certeza,
Do passado naquelas águas revoltas,
Onde firmei a minha triste natureza.

Obreiros de um império imortal,
Fomos em África bons pioneiros,
Na igualdade fomos os primeiros,
A promover o bem fundamental,
Aos nossos tristes companheiros.

Longe da terra natal continuamos,
Com a obra que não se cumpriu,
O que o político não consentiu.
Fazer do bom povo que amamos,
O belo suporte que então ruiu.

Aqui, neste belo cantinho virtual,
Continuar com a obra começada,
Naquela bela terra cobiçada.
Fazer o que é o mais natural,
Juntar toda aquela rapaziada.

Neste grupo, de querer ser bons obreiros,
Mostramos a bela cultura por lá deixada,
Na linda terra construída e por nós amada.
Lembrar que no Mundo fomos primeiros,
A ensinar como utilizar uma boa enxada.

Ao grupo, novos membros vão chegando,
E aqui se fixam com todo o agrado;
Com fotografias lembram o país amado,
Na música, mostram que estão sonhando,
Com aquele passado triste, ainda sonhado.

Carlos Cebolo


sexta-feira, 7 de setembro de 2012




Forte Teia
07/09/2012

O amor,
Doce e sublime,
No movimento dos corpos,
E todo o seu ardor.
São esmeraldas,
Em águas cristalinas,
Num rio sem cor.
Teia apertada,
De aranha divina,
Feito do nada,
Traça a nossa sina.
Enredos tecidos,
Em fios de seda pura,
No ecrã surgidos,
Apareces nua.
Uma beleza adorada.
A nudez do teu ser,
Ilustrada com mestria,
Neste meu padecer;
Da triste hora tardia,
Faz-me teu refém,
Na tua teia elaborada.
Sou teu,
Sem te ter,
Sem me possuíres,
No amor que nasceu,
Neste nosso amanhecer,
De sentidos sentires,
Neste mundo meu.
Serei teu!...
Serás minha!...
No vulcão que arrefeceu,
Na incerteza que se adivinha.
Outro consolo encontraste,
Nas tristes horas tardias,
Deixaste o que amaste,
Na chama que não ardia.
A forte teia que aperta,
A vítima que luta,
Deixou de ficar alerta,
Nesta nossa vida curta.
Soltou-se o desejado,
Alimento deste amor,
Que da teia foi roubado,
Sem causar grande dor.

Carlos Cebolo





quinta-feira, 6 de setembro de 2012



Férias no paraíso
             06/09/2012

Férias vividas e lembradas com desagrado,
Com a vontade de sempre querer voltar
E novas rimas em verso, fazer para lembrar.
Foram férias com um triste fim inesperado,
Naquele belo chão vermelho sempre amado,
Sem querer trair o meu já fraco pensamento,
Lembro as tristes situações que ainda lamento.

As sentidas emoções dos amigos guardadas,
Um verdadeiro espírito de grande amizade,
Sentimento de uma enorme imparcialidade,
Naquele terra com as férias bem passadas;
Gravamos aquelas más horas amaldiçoadas,
De uma triste guerra e todo o seu movimento,
Que feriram de morte todo o belo sentimento.

Longe da terra, encontro a alegria no escrever,
Assuntos que para muitos são controversos,
O que por aqui procuro deixar em versos,
Sem medo, por não ter nada o que esconder.
Escrevo apenas para o passado não esquecer,
Lembrando as situações que ainda lamento,
Sem querer trair o meu já fraco pensamento.

Longe da terra amada viver novas emoções,
Lembrar à minha descendência a terra virgem,
Onde nasceu o bom sangue da sua origem.
Nesta época de globalização entre nações,
Procurar esquecer as tristes recordações,
Que dos avós e pais ouvem o triste lamento
E acompanhar o Mundo neste seu movimento.

Apelar à moralidade do ambiente familiar,
Sentida e vivida na nossa passada mocidade,
Sem se importar com a sua nacionalidade.
Fazer do Mundo o seu mais importante lar,
Aprender a árdua tarefa na arte de ensinar,
Colher as oportunidades surgidas no momento
E deixar passar, todo aquele velho sofrimento.

O passado dos progenitores noutro país deixado,
Serve de base para a nova estrutura familiar,
Com os valores que aprendeu a salvaguardar,
Tendo no amor, o seu mais precioso legado.
Tudo fazer para atingir o seu desejo sonhado,
Com o apoio, carinho e com grande sentimento,
Esquecer o passado e todo o seu sofrimento.

Carlos Cebolo



quarta-feira, 5 de setembro de 2012



QUERO-TE
 05/09/2012

Quero-te!...
Imagem de loucura,
Na minha mente implantada,
A tua ternura.
A distância da tua entrega,
Em meus olhos iluminada,
Na ânsia da tua procura.
Vi-te meia nua!...
Beleza que me fez estremecer
E sonhar na loucura
De te entregar a lua.
Teus seios arredondados,
O som sem sentir a tua voz,
Nos nossos segredos guardados,
O silêncio que habita em nós.
A entrega da tua nudez,
Sem reservas e com confiança,
Mostraste o que apenas tu vês,
Mantendo viva a esperança.
Quero-te!...
Este desejo cada vez mais forte,
Assombra todo o meu ser,
Com a vontade de tentar a sorte,
Antes da ilusão desaparecer.
Os meus olhos brilham,
Sempre que vejo o teu rosto,
Sinto todo o teu desejo,
Na minha pele, uma queimadura.
Esta forte sensação de desgosto,
Por não saborear o teu beijo,
Absorvendo toda a tua doçura.
Quando te mostras!...
Esqueço quem sou,
Quero ir mais além,
Viver este lindo momento.
Dizes que de mim gostas
E que o tempo não passou,
Fazes-me de ti refém,
Sem ouvir um só lamento.
Nesta nova forma de amar,
Sem possuir, sem ter,
Espero não ver acabar,
A ânsia de te conhecer.

Carlos Cebolo

terça-feira, 4 de setembro de 2012



Rosa de Angola
04/09/2012

Rosa,
Flor,
Mulher,
Menina!...
No Mundo nascida,
Em Angola criada,
Com cor garrida,
Na terra encantada.
Porcelana pura de fino trato,
Cresces desamparada,
Naquele belo mato.
De uma beleza sem igual,
Nome de flor,
Mulher formosa,
Serás sempre o amor,
Com o nome de rosa.
Por ti suspiro,
Em lamentos de vento,
Na despedida adiada,
Deste meu retiro;
O forte lamento,
Da terra amada.
Flor natural e linda,
De rosa chamada.
Beleza do meu encanto,
Serás sempre bem vinda,
Para oferecer à minha amada,
Lembrando o meu pranto.
Distante da tua presença,
Sem o calor das tuas carícias,
Desta triste e rude sentença,
Recordo as tuas delícias.
Rosa de porcelana,
Angola de tons suaves,
Ondulas ao vento
E a ninguém enganas.
O teu belo movimento,
No voo das aves,
Fechas o círculo,
Do meu tormento
E em ti deixo o meu vínculo.

Carlos Cebolo

segunda-feira, 3 de setembro de 2012



Noite de Luar
03/09/2012

Naquela noite de lua tardia,
Com uma solitária brisa de vento,
Encontrei a escuridão vazia,
Numa dança sem movimento.
No enorme mar da minha loucura,
Naveguei sem ter destino,
No triste espírito do silêncio,
Sentindo toda a tua amargura.
Procurei o horizonte dourado,
Nas tristes ondas da despedida,
Desenhei todo o meu passado,
Nas asas de uma gaivota perdida.
Beijei a tua essência natural,
Com os meus lábios embriagantes,
Deste grande amor imortal,
Na tua boca nua e extasiante.
Querer morar no teu corpo,
Cheirar o teu odor matinal,
Na tua essência de amar;
Sentir o teu doce sopro,
Sem pudor e sem moral
E com o teu beijo despertar.
Invento-me com a tua doce carícia,
Liberto-te do manto da sedução,
Impregnado de tão doce malícia,
Em tons agudos, na sinfonia da paixão.
Naquela noite fria e sombria,
Senti a quente chama do teu vulcão,
Na fresca brisa da minha solidão,
No doce amor que em ti sentia.
Lágrimas guardadas na ousadia,
Libertas sem qualquer outra situação,
Acenderam a chama que já não ardia,
Dentro do triste e fechado coração.
Naquele meu mar sereno,
Banhado pela cheia lua,
Senti-te parcialmente nua,
E bebi o teu doce veneno.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 30 de agosto de 2012



FELICIDADE GUARDADA
30/08/2012

Dourado sonho de alma formosa,
Em ti sentido nesta hora tardia,
Que fizeste da tua noite o meu dia,
Entregando-te sempre linda e airosa.
Mostraste-te assim tão radiosa,
Na chama tremula da madrugada,
Com o bom calor que a alma guarda.

Tua flor na minha pele sofrida,
Inalando a doce essência do amor,
Que intensifica o teu doce odor,
Na aventura por nós merecida.
Nesta união dos corpos sentida,
A chama do teu vulcão guardada,
Naquela tão bela e doce madrugada.

Sugo a essência do teu belo ser,
Que dos teu lábios embriagantes,
Se solta em delírios extasiantes,
Provocando todo o meu padecer.
Do teu amor que procuro merecer,
Guardo o bom delírio da madrugada,
E deixo solta a nossa ânsia guardada.

Querer tocar o teu corpo na paixão,
Sentida em delírios da esperança,
E ficar à espera de uma mudança,
Que possa confortar o meu coração.
Sem futuro salvaguardado na união,
Que se encontra na alma guardada,
E deixar surgir a doce madrugada.

São sonhos por nós os dois sonhado,
Na esperança de um novo florescer,
No orvalho deste triste amanhecer,
De um amor há muito desesperado.
Querer possuir o teu corpo adorado,
Numa qualquer bela e linda madrugada,
É felicidade que ainda está guardada.

Carlos Cebolo





quarta-feira, 29 de agosto de 2012



retrospectiva
         29/08/2012

Daquele belo e doce chão sagrado,
Lembro a infância e a juventude.
Lembro o gosto da manga madura,
O doce sabor em toda a plenitude.
Da boa fruta com travo a salgado,
Em contraste com a sua doçura,
O imbondeiro com casca dura.
Fruta de Angola sempre cobiçada,
Com amores e odores implantados,
No intenso sabor que se adivinha
E que da sua vermelha terra vinha.
São momentos ainda hoje lembrados,
Em memória velha, quase acabada.
Retratos mostram o que por lá havia,
Trazendo ao povo, horas de alegria.

Recordo ainda o batuque e a rebita,
Tocado e dançado na noite escura,
Em redor da cubata e suas morenas.
A dança com movimentos de doçura,
Que o bom povo ainda hoje acredita,
Que lavava as mágoas e as penas.
Aqui de longe, recordo as belas cenas,
Vividas na minha linda juventude,
No longínquo país do meu nascimento,
Que recordo com grande dor no coração,
Ainda com grande tristeza e emoção.
Lembro todo aquele belo momento,
Vivido em pleno, naquela outra latitude;
Recordo agora, com a memória tardia,
As belas horas vividas em plena alegria.

Carlos Cebolo