Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quarta-feira, 22 de agosto de 2012



SEDE DE AMOR
            22/08/2012


Trago comigo sempre esta secura,
Que do teu corpo me faz sedento,
De uma vida sem sofrimento,
No silêncio da minha loucura;
Que da tua incessante procura,
Na ansiedade deste sofrer,
Procuro fazer por merecer.

És flor que respiro,
Da tua pele, o odor jasmim,
Que floresce no meu jardim
E por quem suspiro;
Neste meu longo retiro,
Deste constante sofrer,
Que aumenta todo o padecer.

E tendo isso por certo,
Toda a dor do meu tormento,
Não passa de um momento,
Que damos por incerto;
Neste Mundo que desperto,
Com todo o seu padecer,
Que finjo não merecer.

Esta sede que me mata,
E que me leva à loucura,
Por sentir-te nua e pura,
Neste nó que não desata;
A vida que te maltrata,
Com todo o teu sofrer,
Que procuro esmorecer.

Carlos Cebolo





terça-feira, 21 de agosto de 2012



OLHAR PARA TRÁS
        21/08/2012

Gosto de olhar para trás,
Ver o passado,
Olhar a aventura,
Condenar a guerra atroz,
Saudar a paz.
Fazer tudo a meu agrado,
Reviver a desventura,
Dar ao povo a sua voz.
Recordar Angola,
E todo o seu legado,
Olhar o país vindouro,
Saído do seu passado,
Com todo o seu ouro.
Encontrar caminhos idos,
Progresso em movimento,
Futuro com rumos definidos,
Acabar com o sofrimento.
Mais igualdade social,
A esperança do nosso povo,
Uma sociedade multirracial,
Construir o país de novo.
Reconstruir o existente,
Aumentar as oportunidades,
Dar esperanças à nova gente,
Promover as igualdades.
Recolher as cinzas do passado,
Não deixar vestígios de fumo,
Dar ao povo o seu bocado,
Traçar um seguro rumo.
Governar é compreender,
As dificuldades que o povo sente,
O governante tem poder,
Para olhar pela sua gente.

Carlos Cebolo


segunda-feira, 20 de agosto de 2012




DEIXA-ME SONHAR
20/08/2012

Deixa-me sonhar!...
Querer o teu corpo possuir,
Mesmo em pensamento sonhado,
Num sonho que quero sentir,
Os teus lábios poder beijar,
Como se estivesse acordado.
Deixa-me sonhar!...
Sentir o que no sonho sinto,
Na realidade que quero apreçar,
Falar que não te minto,
Quando te quero abraçar.
Deixa-me sonhar!...
Neste meu delírio constante,
Fazer-me teu refém,
Ser o teu amante,
Ir muito mais além.
Deixa-me sonhar!...
Que amanhã sentirei saudade,
Deste teu novo florir;
Neste meu amor sonhado,
Da vontade despertar,
Numa outra realidade
E sentir o teu sorrir.
Ter-te num sonho acordado,
Em meus braços de amparar,
Num abraço bem apertado
E sentir o teu sonhar.
Deixa-me sonhar!...

Carlos Cebolo

sexta-feira, 17 de agosto de 2012



MULHER FATAL
        17/08/2012

Mulher bonita,
Flor encantada,
Figura bendita,
No peito guardada.
Sua beleza natural,
Que ninguém leve a mal!
É uma beleza bem-vista,
Para quem a tem a seu lado.
Quando Beleza criada,
Com pinturas enfeitada,
Sai do bolso o belo agrado,
Mostrando o seu lado fatal.
Bendita aos olhos do amor,
Maldita na boca do povo,
Amante do amor carnal,
Enfeita o corpo de novo.
Para mostrar o seu valor,
Despe-se de qualquer mal.
Vestida para amar,
Mostrando todo o seu ardor,
Mulher linda, usa a cor,
Das aguarelas que quer pintar,
Oferecendo o seu amor.
Amor que o corpo sente,
Com o calor da sua beleza,
Realça a sua alma presente,
Sem de nada ter a certeza.
Pelos homens cobiçada,
Com a sua beleza fatal,
Apenas quer ser amada,
Sem dela pensarem mal.
A beleza que quer mostrar,
É um dom que tem a oferecer,
O homem vê o que quer amar,
E tudo fará para a merecer.

Carlos Cebolo




quinta-feira, 16 de agosto de 2012



Contingências
        16/08/2012

No silêncio da noite,
O meu sonho confunde-se.
Lembro o momento em que te vi,
Ali mesmo à minha frente,
Com o meu nome nos teus lábios
E um sorriso no coração.
Não te conheci!
Imaginava-te outra mulher,
Mas quando pronunciaste o teu nome,
Fiquei deslumbrado.
Tanta beleza e alegria!
Fiquei enamorado,
Da figura por quem já estava apaixonado.
Abracei-te com carinho,
Com vontade dos teus lábios beijar,
Mas sem nada te poder oferecer,
Tive medo de te magoar.
Aquele dia maravilhoso,
Num encontro de ocasião,
Fixei em ti o meu olhar
E o dia ficou radioso.
No centro de tanta ansiedade,
Ver quem queria ver,
Senti-me recompensado,
Pelo simples facto de te conhecer,
Num encontro de amizade.
O dia foi passando,
E sem ninguém se aperceber,
Cruzava o meu olhar com o teu,
Com anseios de ternura,
E a promessa que não aconteceu,
Aumentando a minha amargura.
Ao fim do dia, o teu chamamento,
Uma brincadeira de criança,
No carrossel da alegria,
Aquele alegre momento,
Testando a minha confiança,
A união que a alma queria,
Sem espaço para poder amar.
Aproximei-me para fotografar,
A Sena que me impedia,
A guardiã do meu altar.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 15 de agosto de 2012



RETRATO
15/08/2012

Linda!...
Cheia de luz e alegria.
Verdejante e húmida,
No norte o seu império.
Planaltos,
Rios,
Lagoas,
Rica fauna.
Terra que tudo cria,
O centro, rico e lindo,
Com todo o seu império.
Terra vermelha e rica,
Agricultura e seu celeiro,
Também tem o seu minério.
Terra árida,
Savana,
Deserto,
Com pecuário no seu meio,
O sul e o seu mistério.
Um litoral de ricas praias,
Areia fina,
Rochas,
Areia grossa,
Com o seu pescado,
A vida emergindo,
No rico talhão legado.
O interior distante,
Quente,
Madeireiro,
Terra vermelha,
Riqueza do diamante.
Assim era a minha Angola,
Beleza bem tropical,
E todo o seu sorriso.
Pôr-do-sol da cor do fogo,
Vida selvagem,
Contornos e contrastes,
Terminavam este belo jogo,
Recriavam o Paraíso.

Carlos Cebolo

terça-feira, 14 de agosto de 2012



 SELVAGEM SEDUÇÃO
             14/08/2012


Sinto o espírito selvagem em mim,
Sensibilidade apurada, sexto sentido,
Que controla o meu avançar e recuar;
No plano deste triste mundo ferido,
Na procura do seu sempre eterno fim,
E nele desenhar, a boa forma de amar.
Neste tempo, sem tempo para se amar,
Afagar com o teu sorriso a minha dor.
Descobrir quem sou, nesta nova realidade;
Na minha mente ser fogo e mistério,
No amor e carinho que de ti espero
E alcançar a tão desejada eternidade,
Solidificando este já grande amor.
Navegar nas belas ondas de puro prazer,
Na esperança do teu belo corpo merecer.

Ser selvagem neste mundo de paixão,
O anseio do teu toque nesta loucura,
Faz-me percorrer caminhos ausentes,
Que nem animal arisco à tua procura,
Com o sussurro que sinto no coração,
Em tons de alerta sempre presentes.
Neste meu avançar e recuar que sentes,
Como canção em sons de felicidade,
Que procuras com o sorriso encorajar,
Mantendo vivo, este meu toque de sedução,
Desvendando os segredos do coração.
O desejo ardente nos teus lábios depositar
E nos teus seios, poisar para a eternidade,
Bebendo do teu cálice sagrado, o prazer
Que a alma julga, fazer por o merecer.

Carlos Cebolo

segunda-feira, 13 de agosto de 2012


             

            Sem sentido
                   13/08/2012

A terra linda está triste e queimada,
A guerra tudo destruiu e provocou dores,
Ódios plantados numa luta desesperada,
Sangue derramado, destruiu amores.
Tua chama arde no meio da violência,
Que do norte o vento traz a mudança,
Destruindo no povo a sua inocência,
E ao som das armas tocaram a sua dança.
Reviver o belo paraíso do sol ardente,
Que outrora perfumes aromatizaram,
Nos bons odores que o povo sente,
Na companhia daqueles que tanto amaram.
Beijo o teu solo, ó terra querida,
No mapa da minha fértil imaginação,
Procuro sentir a imagem esquecida,
No recanto escondido da recordação.
Procuro a todo o custo a minha infância,
Enterrado naquele doce chão sagrado,
Para ganhar novamente a confiança,
Naquele chão e povo que me foi legado.
Tua lembrança em mim permanece viva,
E viva permanecerá até a hora da morte.
Minha juventude em ti, foi uma dádiva,
Mas foi fora de ti, que tracei a minha sorte.
Sem sentido, procuro esquecer o paraíso,
Tua fauna, tuas praias e tua gente,
Na minha tristeza lembro o teu sorriso,
E as grandes tristezas que o teu povo sente.

Carlos Cebolo





sexta-feira, 10 de agosto de 2012



ANIMAL
10/08/2012

Sentir, queria sentir,
O animal que em ti permanece,
Fantasia,
Ousadia,
Paixão,
Nesta noite longa que amanhece,
Em êxtase selvagem.
O teu cheiro,
O meu fôlego,
O teu olhar,
Em meus olhos a tua imagem
Perfumada de paixão,
Que atormenta a minha alma.
Tua boca delirante,
Prazeres que o corpo sente,
Em fortes ondas de calor
De delírio dominante,
Por te sentir presente.
O animal existente em mim,
Fazer de ti égua veloz,
Sentir o teu vulcão,
O teu fogo apagar por fim,
Ouvir a tua voz
Ser o teu garanhão.
Riso,
Gemido,
Tremor,
Construir o paraíso,
Um mundo querido
Com o teu calor.
Na areia molhada,
Da praia e ao luar,
O meu anseio,
Na areia afundar,
Fazer de ti minha amada,
Pelo teu amor lutar,
Deixar voar o meu devaneio.
Sentir o silêncio,
Alma despida de ilusão,
Eterno sabor do vício,
Nesta nossa noite de paixão.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 8 de agosto de 2012



LUA NUA
08/08/2012

A noite despe-se…
No silêncio do luar a loucura…
No teu corpo de mulher, a doçura,
Sentida nos asseios meus.
Aroma forte a canela,
Sentidos no sabor do mel,
Odor que o teu corpo revela,
Com o meu beijo na tua pele.
És mulher, igual a todas,
Possuis e és possuída,
No amor que dás e sentes,
Também és sentida.
No teu beijo,
O calor da tua boca.
O toque dos meus dedos
Que te deixa louca,
No sentir do êxtase do desejo,
Esqueces os teus medos.
Errado?
Que importa?
Pecado?
Nos prazeres sentidos?!
A loucura!...
Este prazer meu e teu,
Nossos corpos unidos;
Tocas-me com ternura,
Que acorda o deus Morfeu.
Lua nua, que a Vénus faz inveja,
Abraçada ao sol iluminado,
Desse teu corpo que se deseja,
E pelo qual estou apaixonado.
Celeste aroma envolvente,
Deste teu corpo adocicado,
Forte cheiro a sexo ardente,
Que do meu estro é libertado.
No toque do teu cálice, a loucura!
Néctares em profunda fecundação,
Trazem-nos ternura,
Que aumenta toda a nossa paixão.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 1 de agosto de 2012



Rodopiar
01/08/2012

Gira a Terra,
Gira o mar.
Num rodopiar constante,
A vida espera
Oportunidade para girar,
No seu eixo inconstante.

Ondas revoltas pela guerra,
Num mar de águas calmas,
O povo ouve na triste voz,
O chamamento da nossa Terra,
E das solitárias e tristes almas.

No Mundo que não estamos sós,
Na hora da nossa partida,
Muda-se o rumo da história,
Tentando retardar a nossa ida,
Moldando a nossa memória.

Voltar a ver o teu mar sereno,
Misturar em ti as minhas lágrimas,
Num beijo de eterna saudade,
Nesse teu oceano moreno,
Depositar as minhas mágoas.

Minha terra de mil encantos,
Foste meu encanto na mocidade,
Em ti vivi grandes amores,
Com muitas alegrias e prantos,
Também vivi os teus horrores.

Neste Mundo que não tem idade,
Cabelos brancos é recordação,
Dos belos dias vividos na juventude,
Com grandes sonhos da mocidade,
Tempos vividos em plenitude.

O rodopiar da perfeita constelação,
Tempos de mudança que se acompanha,
Numa outra, também bela latitude,
Que completa toda a nossa criação,
De espírito aberto e outra compreensão.

Carlos Cebolo

terça-feira, 31 de julho de 2012


           
               O meu mar
                     31/07/2012

Espelho de água cristalina e pura,
Dum mar salgado com lágrimas de mulher,
Onde o olhar se fixa na saudade do inexistente,
No silêncio quebrado pelo teu olhar.
Nas figuras imaginadas nas ondas em crista,
Sinto o teu perfume em aromas de doçura,
Num sorriso rasgado que a mente quer,
Trazidas à luz pelo teu suspiro apaixonante.
Oiço o sussurro das ondas do mar,
Em lágrimas de solidão que o tempo regista,
Na mente insegura desta doce loucura,
Ao lembrar esse teu esbelto corpo de mulher.

Neste mar azul que vejo no seu infinito,
Poder nadar nas calmas ondas do prazer,
Procurar a sorte no momento que nunca tive,
Ouvindo nas suas águas, o teu próprio grito.
Um chamamento constante no meu anoitecer,
Com a grande vontade de também ser livre,
Para poder entrar no mundo das sereias,
E contigo correr, nas douradas areias.
Ao teu lado, ver o pôr-do-sol ao anoitecer,
Contigo voar por este imenso mar,
Com este grande amor que me faz renascer,
E os teus carnudos lábios poder beijar.

Carlos Cebolo

segunda-feira, 30 de julho de 2012



Cabelos da cor do Sol
                27/07/2012

Da cor do Sol, tiraste a cor dos teus cabelos,
Loiros, cor de trigo de beleza sem ter par;
Tua pele macia e branca contrasta com o luar,
Fazendo nas noites, os meus sonhos mais belos,
Na lembrança do teu belo corpo poder amar.

Sentir tuas mãos, tocarem o meu corpo moreno,
No contraste da beleza alva com o bronzeado,
Intensificar o amor que no corpo tenho guardado;
Fazer flutuar pelas nuvens, o meu espírito sereno,
E lembrar para sempre, o teu belo corpo adorado.

Sentir a tua imagem loira apertada nos meus braços,
Com os teus lábios carnudos no meu corpo quente,
São delírios constantes que a minha pobre alma sente,
Poder, na tua pele macia, desenhar os meus traços,
Para no meu coração sentir, o teu amor presente.

Ao tocar teus sedosos cabelos da cor do ouro,
Sinto a grande fúria dum quente vulcão alado,
Que do meu corpo, o teu belo calor me é dado,
E guardo com todo o cuidado de um tesouro,
No cofre-forte do meu sofrido espírito fechado.

Loucuras sentidas no simples toque da tua pele,
Suplicas e clemências do corpo a mim entregue,
Rubor no rosto e ternura perfeita que se consegue;
Na volúpia dos movimentos que não se repele,
Nos traços de magia que no amor se prossegue.

Carlos Cebolo






FLOR DO MEU SENTIR
               30/07/2012

O meu amor!...
A minha flor!....
Sem o teu Sol não vai florir.
Procuro o teu sentir,
Nesta minha constante dor.
Desejo o teu corpo amar,
Como a praia deseja o mar,
Com a onda que bate forte,
Sem causar a sua morte,
E no seu movimento enrolar.

Vivo o desejo da mente,
Quando estás presente,
Procuro o teu corpo despido,
Com tudo o que faz sentido,
E com a alegria que se sente.
Na magia do amor,
Sôfrego pelo teu odor,
Desejo o teu doce néctar sugar,
E o teu cálice poder beijar,
Refrescando o teu calor.

Vivo a fantasia,
Da lucidez que se cria,
Do nosso amor maduro,
Na promessa que te juro.
Serei alma viajante e fria,
No silêncio dum sonho acabado,
Pelo pecado realizado,
Na traição que o corpo sente,
E que tu manténs presente,
Lembrando o meu pecado.

És o meu desafio,
O calor que aplaca o frio,
No mistério da sedução,
Que arrebata o coração,
A quem o meu corpo confio.
És flor na minha alma,
A tempestade que me acalma,
O meu desejo sensual,
O doce perfume matinal,
Que refresca a minha alma.

No irresistível calor da traição,
Fortalecer a nossa união,
Na ansiedade do corpo,
Renascer o amor morto,
Intensificar a nossa paixão.
Chamar por ti na madrugada,
Sem resposta adiada,
Ouvir o teu chamamento,
Naquele belo momento,
Da felicidade esperada.

O doce brilho do teu olhar,
È por do Sol à beira mar,
Numa linda noite de verão,
No trópico da minha visão,
Quando te procuro amar.
É delírio constante,
Poder ser teu amante,
O instinto animal sossegar,
E na pele, o teu brilho apreciar,
Como se fosse um diamante.

Assim é o meu amor,
Na conjugação do teu sabor,
Em sentido provocante,
Quando bebes o espumante
E sentes o seu doce odor.
É como fruta suculenta,
Na volúpia da tormenta,
Do vício que dá prazer,
No clímax que se vai ter,
E que a nossa sede alimenta.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 26 de julho de 2012



PUDESSE EU!...
   26/07/2012

Pudesse eu ser o teu pensamento,
Ser a tua música no lindo momento,
Ser teu desejo na doce tentação,
Ser a água que apaga o teu vulcão,
Para acabar com o teu sofrimento.
Pudesse eu tocar a alma sonhadora,
Ser para ti, a tua bela musa sedutora,
Ser melodia no silêncio do prazer,
Ser o forte feitiço que te faz tremer,
Como a mágica caixa da linda Pandora.

Pudesse eu amar-te eternamente,
Na tua vida estar sempre presente,
Oferecer-te a estrela da minha magia,
Fazer da tua presença a minha alegria,
Viver a eternidade que o amor consente.
Pudesse eu criar para nós o belo instante,
Fazer do instante, permanência constante,
Ser teu vício na embriaguez do amor,
Aplacar sempre com beijos a tua dor,
Fazer de ti o meu precioso diamante.

Pudesse eu acabar com esta ansiedade,
Fazer do meu querer a eterna verdade,
No teu sorriso o meu beijo depositar,
Apagar o meu fogo sem te queimar,
Viver ao teu lado, a nossa eternidade.
Pudesse eu vislumbrar o nosso mistério,
Possuir-te sem provocar um adultério,
Amor, dado e recebido com a emoção,
Sem causar qualquer mal ao coração,
Fazer do nosso amor um caso sério.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 25 de julho de 2012



INCÓGNITA
   25/07/2012

Sinto uma ansiedade…
Uma chama tremula dentro de mim,
Um arrepio na pele,
Não sei!...
Mas é um desejo, tenho a certeza.
Quero dar e receber.
Sem pecado,
Sem paixão,
Sem dor,
Sem sofrimento,
Sem te perder.
Amar sem ser errado,
Sem ter condição,
Somente amor,
Num belo entendimento,
Deixar acontecer,
Parar o tempo esperado.
Sonhar!...
Uma esperança renascida,
Sem tabus,
Desenhar
A tua alma despida,
Nos nossos corpos nus.
A loucura do desejo,
Na incógnita do crer;
Respirar a paixão,
Em ondas de prazer,
No sabor do teu beijo,
Sentidos no coração.
Corpos quentes,
Fantasias,
Amor eterno,
O sorriso da lua.
Sermos crentes,
Sem histerias,
Ser moderno,
Quero-te nua…
Nesta minha ansiedade,
Dum sonho acordado,
Liberto o pensamento.
Amar sem ter maldade,
Abraçando o corpo amado,
E guardar o belo momento.

Carlos Cebolo

terça-feira, 24 de julho de 2012



GALOPA O CAVALO EM LIBERDADE
            24/07/2012

Galopa o cavalo em liberdade,
Feliz no seu livre pensamento,
Ama a vida e o belo momento,
Que ainda vive com a mocidade.
O sonho tornou-se uma realidade,
Duma vida tão triste e diferente,
Que sempre duvido o que sente.

Numa meta que não cumpriu,
Ser livre como o cavalo veloz,
Sempre que o povo teve voz,
Nas decisões que se proferiu.
A mentira que o povo sentiu,
Por muito falar não convence,
Da tragédia que o povo sente.

A memória de quem tem esperteza,
Para ser doutor sem ter canudo,
Deixou o país para sempre mudo,
Por ser brando, na sua natureza.
Do costume, tem o político a certeza,
Falar bem, põe o povo contente,
Apelar à grande dor, que o povo sente.

Tudo o mais é conversa ligeira,
O importante é aumentar a distância,
Fazer leis para alimentar a ganância,
Que esta crise não é brincadeira.
O povo pobre, vive à sua maneira,
Que o bom político assim consente,
A alegria que no futebol, o povo sente.

Carlos Cebolo






segunda-feira, 23 de julho de 2012



Encantamento
      23/07/2012

Minha linda sereia morena,
Sei que tudo vale a pena.
Cair no teu encantamento,
Guardar o eterno momento,
No teu olhar a minha cena.
O teu apurado sexto sentido,
No meu desejo cometido,
Germinou em mim a semente,
Da cobiça que o corpo sente,
No teu sorriso divertido.

Sem quereres ser admirada,
Passaste a ser cobiçada,
Pela tua estonteante beleza,
Que me deixou na incerteza,
De te querer, por minha amada.
Sem poder outro passo dar,
Por não te querer magoar,
Olhares cruzados que se sente,
O perigo constante presente,
Por não te poder amar.

Desde o momento em que te vi,
A alegria do momento que vivi,
Sem poder de ti, os olhos tirar,
Senti igualdade no teu olhar.
Por não ser livre, estremeci,
Com uma dor forte de paixão;
Procurei enganar o meu coração,
Guardando para mim somente,
A dor que a minha alma sente,
Sem ter outra condição.

O feitiço do teu doce olhar,
Que o meu se atreveu a cruzar,
Provocou o feitiço que sufoca,
Desejando beijar a tua boca,
E o teu belo corpo poder amar.
Infortúnios da dura realidade,
Nos meandros da boa amizade,
Que em nós nasceu de repente,
E que todo o meu corpo sente,
Travado pela moralidade.

Carlos Cebolo

sexta-feira, 20 de julho de 2012



CRISÁLIDA EM FLOR
       20/07/2012

Crisálida em flores,
Mariposa menina,
Essência da cor;
Com os seus amores
E tudo o que me fascina.
Suspiros duma flor,
Em choros de solidão,
Atormentam o coração,
Como a forte cocaína.
Pétalas esquecidas,
Na alma escrita,
Com o respirar da emoção,
Da dor que não se domina.
É o silêncio da saudade,
Na sensação das carícias,
Surpresa da tentação,
Que a mente anima
Num mundo de tradição.
És borboleta formosa,
De cores garridas,
Com voar ondulante,
Que te torna apetitosa.
Com tuas vestes despidas,
A loucura do instante,
Da tua boca gulosa,
Fazes-me teu amante.
Tua alma despida da solidão,
No sabor do teu beijo ardente,
Procuras refúgio constante,
Na brisa sussurrante da emoção,
Onde me encontro presente.
A ansiedade do instante,
Afagada com um beijo doce,
Aplaca o teu desejo ardente,
Como se meu sempre fosse.
Paixão!...
No teu corpo queimado,
Seda branca cobre os teus seios,
Aumentando o meu desejo.
Procuro liberta-los com cuidado,
Utilizando os diversos meios,
E deposito neles um húmido beijo.
Corpo quente, escaldante odor,
Libertado pela tua pele nua,
Intensificam o nosso amor,
Iluminado pela luz da lua.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 19 de julho de 2012



MAR DE SOLIDÃO
 19/07/2012

Neste imenso mar de solidão,
Onde navego sem ter destino,
Dispo a alma do sofrimento,
Do tempo que era um menino.
Acordo à noite com aflição,
Sem deixar fugir um lamento,
Lembrando o triste momento
Em que deixei a terra natal.
Procuro a juventude perdida,
Deixada naquela terra morena,
Onde a aventura valia a pena.
Lembrança que trago guardada,
Do povo a quem não quero mal,
E daquela terra que tanto amava,
Recordo tudo que ela nos dava.

Longe da sorte sem outra condição,
Navego sem ter rumo e sem norte,
Com um presente sem ter passado,
Traçando assim, a minha boa sorte.
Trago a boa luz à minha escuridão,
Apagando o mal, por mim herdado,
Por descendência do meu passado.
Aquela terra vermelha adocicada,
Com palmeiras juntinho ao mar,
Foi-me oferecida por nascimento,
Naquele belo e alegre momento,
Que a mãe sorriu para não chorar.
Serás sempre minha terra amada,
Esteja eu, onde estiver presente,
Com amor que o bom filho sente.
Carlos Cebolo