Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

sexta-feira, 12 de outubro de 2012


         
           MORTE
             12/10/2012

Morte!...
Porque persegues a humanidade?
Tu que és mancha negra nefasta,
Que nunca de importas com a idade,
Nem tão pouco ligas à casta,
Queres traçar a nossa sorte?
Quem és tu velha hedionda,
Que percorres o mundo sem descansar,
Com a foice na mão provocas a onda,
Procurando alguém para levar?
Não tens qualquer critério,
Na escolha que fazes!...
De ti falam em mistério,
Que elimina os incapazes.
És o grande desconforto nunca visto,
Nem sentido neste pobre corpo teu,
Que sobreviveste a Jesus Cristo,
Mesmo sabendo que Deus não morreu.
E andas tu por este mundo,
Enganando os incautos humanos,
Com o teu pesar profundo,
Lembrando a perda de quem amamos?
Digo-te morte!...
Sempre que levares um menino,
Renovarás a nossa sorte,
Transformando-o em Ser divino.
O meu corpo é carne putrefacta,
Que as lavras o hão de comer!
E de ti, a minha alma ficará farta
E te vencerá sem nunca morrer.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 11 de outubro de 2012






CAMINHOS OBLÍQUOS
            11/10/2012
      
Percorro oblíquos caminhos,
Como as ondas do oceano sem fim;
Vejo montes e vales marinhos,
Mas não vejo pedaços de mim.
Viajo de constelação em constelação,
Na esperança de te encontrar desnudada,
Com aquele teu ar de provocação,
Mas do teu corpo, não vejo nada.
Oiço gemidos profundos,
Que rodopiam ao meu redor,
Trazem o cheiro dos teus fluidos,
Mas da tua angústia, não vejo a dor.
Sinto o prazer nas brisas delicadas,
Que transportam o mundo de magia,
Onde percorro as ruas e calçadas,
Sem sentir a tua incessante agonia.
Continuo sem traçar o meu destino,
Nas lembranças de paixões perfumadas,
Seguindo os passos de um dançarino,
Na canção com semânticas inacabadas.
Com este tão forte desatino,
Que o próprio cosmo se sobrepôs,
Procurando encontrar outro destino,
P’ra canção que ele próprio compôs.
No despertar dos nobres sentidos,
Com o sussurro da forte paixão,
Respira-se letras em livros divididos,
Sem encontrar uma outra solução.
Caminho sem destino e sem sentido,
Escrevendo no espaço da imaginação,
Em lugares para muitos escondido,
No profundo recanto do coração.
É este o meu malfadado destino,
De uma sensualidade em liberdade,
Que me acompanha desde menino,
E que me levará à eternidade.

Carlos Cebolo


quarta-feira, 10 de outubro de 2012



ESSÊNCIA
10/10/2012

Meu doce oceano quente e pardacento,
Onde mergulhei minha mágoa triste,
Na magia do teu confortante lamento.
Sou alma errante e despida nesta solidão,
Na triste melodia do silêncio que persiste,
Em manter este malfadado sentimento,
Que desnuda qualquer outra ocasião.
Tua essência perfumada e penetrante,
Que à noite despe-se em brisa suave,
Tornando-se desafio constante,
No gracioso voo da bela ave.
Meu sonho em primoroso desafio,
Que do teu amor se sente ausente,
Dum fogo que se torna frio,
E que todo o meu corpo sente.
No teu pouco, procuro o consenso,
De uma bela constelação,
Entre a luz da lua prateada
E a luz de um pau de incenso,
Encontrar uma forte ligação,
Nesta triste vida adiada.
Foges da minha linha de visão,
Como o orvalho foge à luz do sol,
Nas primeiras horas da madrugada.
A ilusão prendeu este pobre coração,
Como um peixe preso na ponta de um anzol,
Mergulhado neste oceano do quase nada.
Continuo a escrever para ti,
Mulher de muitos rostos,
Mostro-te que de amor não morri,
Por amar diferentes gostos.
Tua ausência na visão do paraíso,
Mostra(me) a leveza do beija-flor,
No encanto do teu doce sorriso,
E afasta (te) o meu amor.

Carlos Cebolo

terça-feira, 9 de outubro de 2012





FILHO DO VENTO
     09/10/2012

Sou o tempo sem tempo,
Sou loucura paixão,
Aroma na brisa do vento,
Expelido pelo lindo vulcão.
Sou mar com ondas de veludo,
Abismo profundo na escuridão,
Poema triste em que me desnudo,
Das tristes vestes da solidão.
Sinto um desejo astral,
Um permanente frenesim,
Carisma do mundo celestial,
Que existir dentro de mim.
Flutuo de olhos vendados,
Num desejo ligeiro de magia,
Onde colho aramas perfumados,
Da bela flora que tudo cria.
Sou filho do vento!
Névoa do mar também,
O meu sorriso é o lamento,
De quem mostra o que não tem.
Ausento-me do mundo em balanço,
Nas asas de um violino,
Que toca a música que danço,
Nos paços do pai divino.
Sou livro errado que lês,
Uma página escura do nada,
Uma nódoa na tua nudez,
A tua paixão errada.
Uma tristeza preocupante,
O teu pecado ausente,
Dum amor sempre distante,
Que o teu coração sente.

Carlos Cebolo

segunda-feira, 8 de outubro de 2012




UM NOME
08/10/2012

Meu nome?
Serei eu apenas amiga!...
Olhar penetrante que consome,
Essa doce alma de rapariga,
Que em ti sente o medo,
Deste novo belo segredo.
Olhas para além da terra,
Vislumbras o infinito mar,
Mergulhando no teu coração,
Que aos poucos se encerra.
Na tua grande vontade de amar,
Arranjas uma outra solução.
Os teus olhos falam de dor,
A tua alma sente a saudade
E o coração chora por amor,
Gritando por liberdade.
O teu nome?!...
Apenas sei que em ti tudo se cria,
No teu colo a lua dorme,
E as estrelas chamam-te Maria.
Mulher, doce e eterna semente,
Com carícias que lembram um sorriso,
Vontade infinita sempre presente,
Que me quer mostrar o paraíso.
Sou incógnita aflição,
Símbolo e marca de mistério,
Com ilusão na escuridão,
Que personifica o adultério.
És bela adormecida,
Fada de contos encantados,
Com angústia esquecida,
Nestes elos entrelaçados.
És mulher sofrida,
Guardiã na magia do sofrer,
Viagem enriquecida,
Com o teu nome de mulher.

Carlos Cebolo

sábado, 6 de outubro de 2012


          
                   AS AVENTURAS DE KALÓ - KALÓ E A ATLÂNTIDA


Desta vez o aventureiro Kaló resolveu utilizar o seu manto mágico (Kaló e o Gigante) para visitar a antiga cidade de Atlântida que segundo a história que ouvia, contada pelo seu avô, era uma cidade muito linda que desapareceu e nunca mais ninguém soube o que aconteceu.
Kaló foi à biblioteca da cidade onde vivia e pediu livros que falassem de Atlântida a cidade perdida, para saber mais sobre aquele maravilhoso povo já desaparecido.
Depois de estudar a história conhecida sobre a Atlântida, Kaló colocou o seu manto mágico nos ombros e pediu que o levasse até à época em que a bela cidade existiu.
Assim, Kaló viajou no tempo e depois de muito girar numa espiral que se formou à sua volta, foi parar a um largo muito bonito, com muitas árvores, iluminação e um pavimento todo coberto de placas de madrepérola.
Kaló estava deslumbrado com tanta beleza. E como o seu manto o tinha dado também vestes iguais aos dos habitantes de Atlântida, passou despercebido no meio deles.
Kaló andou por toda a cidade e viu um povo muito trabalhador, mas ao mesmo tempo um pouco triste.
Preocupado com este facto, Kaló procurou ouvir os comentários que principalmente a juventude fazia em reuniões secretas, nos bancos dos jardins, ao fim do dia.
Assim, Kaló teve conhecimento que Atlântida estava a ser governada por gente corrupta, que só sabia exigir do povo cada vez mais trabalho. Os jovens não tinham emprego e os filhos dos governantes tinham sempre um emprego à sua espera, mesmo sem terem preparação ou formação para ocupar o lugar.
 O povo era quase escravo comandados por gente sem escrúpulos que gastavam muito dinheiro em festas e banquetes, nos grandes palácios onde viviam.
O povo para não passar fome, ao fim do dia procurava os restos dos banquetes dos governantes, para se poderem alimentar, uma vez que o dinheiro que honestamente ganhavam com o seu rude trabalho, não dava para nada.
Kaló que não gostava de injustiças, começou a infiltrar-se no meio do povo e a falar que as coisas não poderiam continuar assim. Algo tinha de ser feito para punir esses governantes.
O povo depois de ouvirem Kaló, tomou coragem e começou a fazer manifestações pela cidade e a exigir honestidade aos governantes e iguais oportunidades para os seus filhos.
Atlântida era uma linda cidade que ficava no meio do Oceano Atlântico, numa ilha de origem vulcânica e com um grande vulcão, que necessitava de cuidados especiais para não entrar em actividade.
O povo de Atlântida tinha inventado um sistema de protecção da cidade que impedia que o vulcão entrasse em erupção.
 Sempre que ocorresse alguma mudança no vulcão, as máquinas entravam em acção e retiravam a pressão do vulcão para que este estabilizasse.
O povo era quem trabalhava para manter a cidade sempre segura, enquanto os governantes apenas se preocupavam em viver bem.
Os mais velhos e sábios da cidade, resolveram convocar o povo para as manifestações e se as manifestações nada resolvessem, então teriam de partir para as greves e outras formas de luta, para obrigarem os governantes também a trabalharem para o bem da cidade e de todo o povo, fazendo os mesmos sacrifícios que o povo trabalhador.
Os governantes quando viram o revolta do povo, mandaram o seu exército prender os trabalhadores.
Os chefes dos trabalhadores ainda disseram que os trabalhadores eram necessários para o bom funcionamento da cidade e para evitar que o vulcão entrasse em erupção, mas os governantes não ligaram nenhuma e mandaram prender também os chefes dos trabalhadores e meteram no lugar os seus próprios filhos.
Com o povo sem nada poder fazer, os governantes continuaram com as festas e a gastar cada vez mais o dinheiro da cidade.
Os filhos dos governantes, em vez de trabalharem para manter a cidade em segurança, queriam era festas e não ligavam nenhuma às máquinas.
Com o passar dos dias, o vulcão começou a ficar muito quente.
As máquinas sem a manutenção do povo trabalhador, ficaram estragadas.
Com muita pressão acumulada dentro do vulcão, este começou a deixar sair cá para fora muito fumo.
Os chefes do povo trabalhador, mesmo na cadeia, ainda alertaram os governantes para o perigo do vulcão, mas eles não ligaram nenhuma.
Kaló quando viu a vulcão quase a entrar em erupção, cobriu-se com o seu manto mágico e voltou para casa.
O vulcão explodiu e levou toda a ilha para o fundo do mar.
A ilha e a linda cidade de Atlântida desapareceram para sempre e ainda hoje, ninguém sabe onde ela foi parar.
Apenas se sabe, em livros mais antigos, que Atlântida era uma cidade muito bonita e o seu povo era muito inteligente, mas que foi muito mal governada.
Fim
Carlos Cebolo

segunda-feira, 1 de outubro de 2012



 NÉVOA TRAIÇOEIRA
                01/10/2012


Sou água cristalina que corre solta,
Sou névoa que esconde o belo brilho,
Nesta tua e minha grande revolta,
De uma arma que se aperta o gatilho.
Nestas vidas sempre em cruzamento,
Percorro a frágil ponte a baloiçar,
Procurando acabar com o sofrimento,
Desta terrível e nova forma de amar.
Sempre a deslizar neste oceano de desejo,
Entre estrelas e promessas adiadas,
Querer saborear o teu doce e quente beijo,
Em várias madrugadas acordadas.
Neste meu mundo de amor adormecido,
Com desejos e sonhos flutuantes,
Recordar o novo desejo aparecido,
Sentir, o que já não sentia antes.
Ficou na ternura, os teus doces abraços,
Na alma, os beijos da tua ternura,
Neste coração agora feito em pedaços,
Com toda a triste situação de amargura.
Do teu meigo olhar agora me lembro,
Com saudade de uma doce delícia,
Lembrando a suave brisa em Setembro,
Sentido na tua refrescante carícia.
Asas quebradas caídas no chão,
De noites levadas em perfeito delírio,
Reacenderam a chama do velho vulcão,
Que entra agora, no seu novo declínio.
Sou a boa e eterna fonte da juventude,
Que procura os corpos rejuvenescer,
De uma triste e mesquinha atitude,
Que Lúcifer, procura amadurecer.
Sem fôlego, o orvalho ainda escorre,
Por entre brumas frias do pensamento,
De um fraco amor que também morre,
Por não ter na alma, o seu sustento.

Carlos Cebolo




APENAS SONHOS
28/09/2012

Neste meu sentir de sentidos,
Enlouqueço com o teu pensar,

De tristes momentos convertidos,
Sem nunca de poder vir a amar.
Foram momentos de pura magia,
Com o teu toque de sedução,
Que abalaram a minha alegria,
E quase se tornaram paixão.
Paixão num êxtase agudo,
Tocado por um olhar sem asas,
Com os suaves toques de veludo,
Arrefecendo as quentes brasas.
Desse sonho belo, também acordei,
Com cheiros aflorados na mente,
Que sempre julgo que sonhei,
Ter vivido um amor ardente.
A noite respira o doce odor,
Surgido na madrugada tardia,
Que poderá ter causado alguma dor,
Com sons de tão triste melodia.
Nesta vida desconhecida de paixões,
Traçado com palavras sonhadas,
Não existe apenas dois corações,
Em tramas e linhas cruzadas.
Mergulhar no silêncio do nada,
Sonhar com um amor verdadeiro,
É névoa de perfeita madrugada,
Que desaparece em passo ligeiro.

Carlos Cebolo

sexta-feira, 28 de setembro de 2012





APENAS SONHOS
        28/09/2012

Neste meu sentir de sentidos,
Enlouqueço com o teu pensar,
De tristes momentos convertidos,
Sem nunca de poder vir a amar.
Foram momentos de pura magia,
Com o teu toque de sedução,
Que abalaram a minha alegria,
E quase se tornaram paixão.
Paixão num êxtase agudo,
Tocado por um olhar sem asas,
Com os suaves toques de veludo,
Arrefecendo as quentes brasas.
Desse sonho belo, também acordei,
Com cheiros aflorados na mente,
Que sempre julgo que sonhei,
Ter vivido um amor ardente.
A noite respira o doce odor,
Surgido na madrugada tardia,
Que poderá ter causado alguma dor,
Com sons de tão triste melodia.
Nesta vida desconhecida de paixões,
Traçado com palavras sonhadas,
Não existe apenas dois corações,
Em tramas e linhas cruzadas.
Mergulhar no silêncio do nada,
Sonhar com um amor verdadeiro,
É névoa de perfeita madrugada,
Que desaparece em passo ligeiro.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 27 de setembro de 2012




DE QUEM A CULPA?
         27/09/2012

Só sei que nada sei!...
Como é actual esta frase,
Com os políticos que temos!...
Eu sou do povo e pensei!...
Mas que fraca a nossa base!...
Tão fracos assim seremos?
Para justificar a incompetência,
Falamos no passado,
E apelamos à consciência,
Para deixar tudo acabado.
Se a culpa é do passado ou do presente,
Ao povo pouco importa!
A assembleia só mostra ser incompetente,
Com uma política já morta.
Muda de atitude deputado!
O povo já acordou!
Estamos fartos de incompetência,
Não nos interessa quem errou!
Queremos futuro para a descendência.
Se continuarem a remar cada um para o seu lado,
O povo não deixará as manifestações!
Defenderá sempre o seu legado,
Até haver boas decisões.
Deixem de mentir, com ataques pessoal,
O tempo é de consciência!
Lutem por Portugal,
Utilizando a competência.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 26 de setembro de 2012



RETALHOS
26/09/2012

No teu olhar!...
O meu mar!
Nos teus lábios o meu poema,
Pronunciado de vagar,
Como se fosse um problema.
No meu sorriso,
Um beijo teu,
Com forte sabor a aviso,
De algo que não aconteceu.
Retalhos de uma vida sofrida,
Espelhado no céu,
Sem qualquer simetria.
O fechar da grande ferida,
Coberta com um espesso véu,
Lembra-me a tua partida.
Esse teu ar carinhoso,
Que me faz acreditar,
Num futuro radioso,
Já não me satisfaz.
Procuro outro caminho trilhar,
Seguro na caminhada,
Por este Mundo glorioso,
Espero encontrar a paz.
Pequenos retalhos da tua vida,
Teimam em permanecer,
Na minha mente sofrida,
Que procura fazer desaparecer.
A tua oportunidade surgiu do nada
E em nada se esfumou.
Aquele desejo astral,
Que em mim se intensificou
Já não é celestial.
Sou alma magoada, ferida,
Asas cortadas ao vento,
Novamente erguida,
Sem um sequer lamento.

Carlos Cebolo


terça-feira, 25 de setembro de 2012


       
       TROIKANOS
              25/09/2012

Por mais que me doa a garganta,
Não calarei jamais a minha voz,
Enquanto houver entre nós,
Quem nos roube a poupança,
Valendo-se da sua liderança
E com isso ficar contente,
O que cumpre ou o que mente.

Desigualdades que não se aceita,
Neste nosso eterno Portugal,
Onde o bom povo quer ser igual
E ao seu bom nome não rejeita,
Em nome de uma qualquer seita,
Que tem a economia na mente,
Que sempre julgo que mente.

Se valores altos eu sentisse,
Nestas medidas sem ter lei,
Por muito que eu já perdoei
E algo de bom se construísse;
Ou futuro de valor se previsse,
Naquela ressequida mente,
Não mais direi que mente.

Tudo que por nós foi conseguido,
Neste nosso eterno Portugal,
É sagrado contrato conjugal,
Que agora se encontra corroído,
Com este divórcio construído.
Há quem zumbe de quem sente
E quer que o povo fique contente.

Neste novo Mundo sem moral,
Rouba-se em plena luz do dia,
Utilizando a força ou a mestria,
Aplicando-se uma lei temporal,
Num ambiente por si só imoral.
O povo chora porque sente,
Que o país não fica contente.

Má memória tem minha amada,
Esta terra das mais formosas,
Que já foste das mais poderosas,
Noutros tempos e Era passada,
Cumpriste sempre a palavra dada.
Vê agora esta rude e triste gente,
O poderoso governante que mente.

Povo lusitano de bom coração,
Sempre teve costumes brandos,
Com gente ilustre nos comandos,
Desta tão nobre e bela Nação,
Que em Camões já foi canção.
Neste chão que já foi semente,
Sente agora que o nobre mente.

Carlos cebolo

segunda-feira, 24 de setembro de 2012



CONTRASTES
    24 /09/2012

És doce céu!
Pura Lua!
Noite nua...
No fascínio do mistério,
Liberto-te do espesso véu,
A coberto do adultério.
Sou Terra!
Sol e gente!
Vulcão ardente…
Na esperança do desejo,
Nesta prisão que me encerra,
Na loucura do teu beijo.
Neste rendilhado de emoções,
O fascínio da loucura,
Na nudez da magia,
Arrebata os corações.
A flor da tua ternura,
Liberta o perfume da alegria,
Mostrando a tua candura.
És água pura!
Etéreo líquido transparente,
Que inunda o meu doce mar.
Em contraste com a tua beleza,
A minha estrela já cadente,
Que procura na tua água amarar,
Sem de nada ter a certeza.
Sou opaca rocha,
Matéria impura,
Que ilumina o teu caminho,
Com a luz de uma simples tocha.
Nesta tua candura,
Nas tristes horas da madrugada,
A esperança do teu carinho,
Nesta alma amaldiçoada.

Carlos Cebolo






sexta-feira, 21 de setembro de 2012



NO TEU SENTIR
      21/09/2012

No teu sentir!
A tua força.
No teu sentir!
A nossa alegria.
Na tua presença de amizade,
Os valores que se reforça,
Neste projecto de magia,
Que fundou a nossa irmandade.
O teu carinho,
A tua maneira simples de estar,
O teu dom de te fazer amar,
Indicou-nos o caminho.
Mais unidos ficamos.
E tu, amiga!
Sem nada pedires,
Sem nunca te lamentares,
Mostraste quem somos.
O teu sorriso de rapariga,
Sem nunca omitires,
Sem nunca mudares os rumos,
Seguiste o caminho d’amizade.
E aqui estamos, amiga!
À tua volta,
Com o teu sentir,
Com o nosso sentir,
Numa fase de revolta.
Procurando o futuro florir,
Esperando a tua volta,
Ao meio que fazes parte
E ao qual não podes fugir.
Apoiado na tua bela arte,
Na tua bela maneira de escrever,
Procuro aqui referir,
A tua grande força de vencer.
Bem hajas amiga de belo sorriso,
Por me teres dado a tua amizade,
Por mostrares o pouco que é preciso,
Para se merecer esta continuidade.
Bem hajas, amiga!...

quinta-feira, 20 de setembro de 2012



NA ÂNSIA DE TE VOLTAR A VER
                 20/09/2012

Na ânsia de te voltar a ver,
Esqueço-me quem sou.
Sou pó,
Sou povo,
Sou nada.
A incerteza do encantamento,
De viver tão belo momento;
A grande vontade de vencer,
No longínquo dia de te voltar a ver.
Não me encontro só!
Apenas falo de novo,
Na nossa terra amada
E em todo este envolvimento.
Daqui, não vejo nada,
Deste nosso sofrimento.
Passam-se os anos,
Os meses vão rodando,
Os dias desaparecendo.
A terra tem novos amos,
O novo povo cantando,
A pátria e o seu sofrimento.
De longe nada vejo.
A terra vermelha na noite sonhada,
Enfraquece o meu desejo,
No amor da terra amada.
Tudo na mesma!...
O desenvolvimento que se apregoa,
Anda como uma lesma,
Devagar que até magoa.
O rico cada vez mais rico,
O pobre, miserável!...
Eu por aqui me fico,
Nesta outra terra saudável.

Carlos Cebolo


quarta-feira, 19 de setembro de 2012



AMIGA!!!
(Resposta ao poema amiga)

Não te deixo ir!...
Nego-te amiga!...
Talvez o meu egoísmo seja mais forte,
Que a tua vontade de partir.
Quero-te aqui!
Aqui ao pé de nós,
A ouvir a linda cantiga,
Partilhando a nossa sorte.
Quero-te aqui!
Onde nunca estamos sós…
Obrigar-te-ei a continuar!...
Peço-te.
Não desistas de tentar.
Por ti,
Por nós,
A todos prometi,
Erguer a minha voz.
A vida é para amar!...
Mesmo reprimida
Como a tua é;
A missão que o criador de deu,
Com a vida sofrida,
Aumenta a nossa fé.
És luz,
És sentimento
De beleza interior enorme,
Que a tua imagem produz,
Neste teu triste momento,
A importância do teu nome.
Rogo-te!...
Luta para continuares.
Não desistas!...
Pela amizade
Que tão bem soubeste criar,
Pelas crianças que gostam de te ouvir,
Pela saudade!...
A vida é para amar.
No meu egoísmo,
No teu sofrer,
Não te deixo desaparecer.

Carlos Cebolo


SEGUE O AMOR
      18-09-2012

Toda a rosa tem o seu espinho,
Na bela vida que Deus nos deu,
Neste Mundo que também é teu.
Eu por aqui também caminho,
Nos teus passos devagarinho.

Procuro seguir o teu grande amor,
Em direcção à nossa amizade,
Na esperança e grande ansiedade,
Que a tua luz boa, vença essa dor
E regresses com todo o esplendor.

Aguardamos por ti querida amiga,
Neste grande palco de espectáculos,
Ajudando-te a vencer os obstáculos,
Surgidos como uma grande intriga,
Na tua doce e alegre vida de rapariga.

Segue pois com o teu grande amor,
E que ele te traga os bons momentos,
Vividos com os grandes sentimentos,
Que mostraste possuir com o teu calor,
Mesmo nos momentos de grande dor.

É esta amiga que agora cá esperamos,
No teu regresso com a tua grande luz.
És a força que tão bem nos conduz,
Nos teus grandes e belos sentimentos,
Procuramos seguir os teus ensinamentos.

O teu regresso mais que esperado,
É uma só vontade nesta nossa união,
Que partilhamos a força do coração,
No teu regresso por todos desejado,
Neste já nosso grupo muito amado.

Carlos Cebolo



    
 RAIO DE LUZ

És raio de luz que tudo ilumina!
És Sol ardente que nos aquece!
És certeza que não esmorece
E que os nossos corações anima,
Com a tua forte e boa adrenalina.

A nossa onda será a tua aura,
Que embala a tua boa vontade.
Neste nosso projecto de amizade,
Combatemos a tua amargura,
Na boa energia que tudo cura.

Em ti depositamos a nossa respiração,
Em movimentos lentos e suaves,
Numa mistura de sons agudos e graves,
De uma música vivida com paixão,
Para alegrar o teu grande coração.

És raio de luz que nos alimenta,
Com a tua sempre boa disposição,
Connosco partilhas o teu coração.
Mesmo com a dor que se lamenta,
A grande amizade que se cimenta.

No bom Deus a nossa certeza,
Da tua breve volta ao nosso seio,
Onde ocupas o lugar do meio.
Na linda roda da nossa natureza,
Saliento aqui, a tua interior beleza.

Pediste para seres por Ele ouvida.
Deus mostra que já te ouviu!...
No nosso grande apelo que sentiu,
O grande amor que ninguém duvida,
Desta grande amizade muito querida.

Carlos Cebolo


CUIDEM-SE POLÍTICOS
         19/09/2012

O povo esteve a dormir,
Mas não está morto.
Acordou de um sono solto
E começou a intervir
Para se redimir.
Os políticos que se cuidem,
Deixem de andar a brincar.
À política do enganar,
Pensando que são alguém,
A quem o povo medo tem.
Uma Europa federativa,
É tempo de urgência,
Para quem procura clemência,
Numa moeda alternativa,
Ao euro em decadência.
Acabar com a corja política,
Numa Europa desunida,
Deixar a pátria querida,
Numa união muito mais rica,
Com os produtos que fabrica.
Este povo está farto de enganos,
De políticos e de partidos,
Os sistemas estão falidos,
Depois de tantos anos,
Com os mesmos desenganos.
O povo quer uma Europa unida;
Não uma grande utopia,
Com políticos tolhidos pela miopia,
Apoiando uma união fratricida,
Enriquecida à custa da dívida.

Carlos Cebolo


terça-feira, 18 de setembro de 2012



   
   CAIS SEGURO
         18/09/2012

Águas cristalinas sem cor,
Esmeraldas da cor do limão,
São belas palavras de amor,
Que tocam o meu coração.

Num porto de abrigo, com cais,
Da união na alegre mudança,
Com juras e palavras banais,
Fortaleceram a nossa aliança.

Com amores eternos jurados,
Eternidade em cada segundo,
Nos teus mistérios inacabados.

Magia nos sentidos da tentação,
Construíram todo o nosso mundo,
Secreto no desejo da sedução.



Amor eterno por nós jurado,
Numa união de grande valor,
Foi jura pura num beijo selado,
A promessa do nosso amor.

És o cais do meu porto seguro,
Nas noites de grande tempestade,
O meu grande amor, agora maduro,
Trazido desde a nossa mocidade.

Tens magia no teu modo de pensar,
Mantendo sempre vivo o nosso amor,
És a grande protecção do nosso lar.

De ti faço mulher, mãe e amante,
No lar, orientadora de grande valor,
Compreensiva, com carinho constante.


Carlos Cebolo