Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quarta-feira, 24 de julho de 2013




ACRE-DOCE

Doce lima,
Acre limão,
Do teu perdão
A minha estima,
Sem condição.

Sabor a mel
Do teu queixume,
O azedume
Do meu fel,
O escasso lume.

Lágrima salgada,
Doce beijo,
O meu desejo
Na noite adiada,
O que prevejo.

Coração frio,
Alma quente,
Amor ausente,
No calafrio,
Que o corpo sente.

Doce lima,
Acre limão,
O teu perdão
Que se afirma,
Noutra ocasião.

Doce rio,
Salgado mar,
Do meu chorar,
No teu frio,
O lastimar,

Triste momento,
Amor ausente,
Fere a semente
Do sentimento,
Que o corpo sente.

Doce lima,
Acre limão,
A negação
Neste clima,
O meu perdão.

Carlos Cebolo



ENCONTROS E DESENCONTROS

Dias cinzentos, entristecem a minha vida.
O vento gélido talha com dureza meu rosto
E vinca os profundos traços do desgosto.
A incerteza instalada com a tua partida,
Formou esta bruma constante sentida,
Que a esperança do coração afaga a dor
E reacende a lembrança do grande amor.

Esperançado, escrevo teu nome na areia
E na areia da praia, procuro o conforto,
No sonho de endireitar o que nasceu torto.
O desencontro da discórdia que semeia
E engana, como a canto da bela sereia,
Provocou esta enorme e incessante dor,
Que desapertou os laços do nosso amor.

Cantou a serpente, melodias de encantar,
Na voz de amigos, com as suas opiniões,
Nos encontros das nossas recordações.
Na esperança de poderem trocar de lugar,
Os aventureiros iludidos, procuram amar,
Com seu canto de pranto prometem amor,
A quem no coração apenas sente a sua dor.

Sempre este constante e triste desencontro,
Sem te ver, para o teu olhar poder cruzar,
Caminho pelas estrelas na magia de encantar,
E por onde caminho, procuro e não te encontro.
Pergunto por ti às lindas fadas do frio antro,
Mostrando o coração que sofre a grande dor
E que necessita urgentemente do teu amor.

No meu viajar de constelação em constelação,
No meu surfar pelas ondas do oceano sem fim,
Não te encontro e apenas vejo pedaços de mim.
Oiço gemidos profundos naquela triste solidão,
Os risos dos inimigos em constante provocação.
No arco-íris procuro a origem de tão grande dor
E as lindas ninfas dizem-me, ser um mal de amor.

Lindas lembranças rodopiam à minha volta,
Trazendo o prazer e odor das brisas delicadas
E das caminhadas junto ao mar de mãos dadas.
Oiço o teu alegre riso que na noite se solta,
Nos encontros e desencontros da tua revolta.
Vejo a agonia do teu rosto, mas não vejo a dor
Nem o sofrer constante do teu grande amor.

Nesta canção com semânticas inacabadas,
A busca incessante de um novo destino,
Deixa a tua alma neste constante desatino.
Sentes as lembranças de paixões perfumadas,
No despertar dos sentidos das vidas adiadas,
Procuras encontrar novamente o grande amor,
Nos encontros e desencontros da triste dor.

Carlos Cebolo



segunda-feira, 22 de julho de 2013


TRISTE VIDA

Sou filho do deserto,
Sem ter eira nem beira,
Tenho o destino incerto,
Mesmo que não queira.
Criação do eterno nada,
Nesta vida amaldiçoada.
Esta minha vida é triste,
Como triste é minha sina,
O meu futuro não existe,
É o que a vida me ensina.
Sem ter eira nem beira,
Sem qualquer, protecção,
Não há quem me queira,
Estender a sua mão.
Sou pobre, negro e criança,
Num país de muita riqueza!...
No governo a desconfiança,
Na minha vida a tristeza.
Se roubo um pão para comer,
Sou ladrão sem condição,
O político rouba sem esconder,
É responsável cidadão.
Passa por nós sem nos ver,
Sem nos dar explicação,
Apenas querem o poder,
Para humilhar seu irmão.
Neste país onde nasci,
Minha Angola do coração,
Tão pequeno e já muito sofri,
Por não ser filho da corrupção.
Se general fosse meu pai,
Também rico seria eu,
Apropriava-me o que por aí vai,
E tudo também seria meu.
Mas como surgi do povo
E nasci sem poder escolher,
Terei que roubar de novo,
Para ter o que comer.


Carlos Cebolo 

quarta-feira, 17 de julho de 2013




CHOCOLATE

Na magia da tua cor,
Alma livre e quente,
Chocolate o teu sabor,
Teu sangue ardente.
Porcelana de fino trato,
Beleza que dá vertigem,
Da natureza o teu retrato,
Em África a tua origem.
Tua pele aveludada,
Cor do destino traçado,
Também foste maltratada,
Neste Mundo abençoado.
És chocolate e pimenta,
Sabor doce apimentado,
Que este Mundo alimenta,
Todo amor encantado.
Chocolate sabor da paixão,
De sexualidade explorada,
Que aqueces o coração,
Por quem estás apaixonada.
Chocolate doce e quente,
Odor a âmbar e canela,
Mistura de pimenta ardente,
Com teu corpo de donzela.
Do cacau a transformação,
Na beleza que gerou,
Na mulher de perdição,
Que seu corpo mutilou.
África o triste destino,
De nascer para sofrer,
Chocolate sabor divino,
Que procura renascer.
No Mundo civilizado,
Amada na sua cor,
Chocolate aromatizado,
Dá seu corpo sem pudor.
Por ele serei guloso,
A doçura que se quer,
Doce, quente e gostoso,
No belo corpo de mulher.
Trazer a cor do pecado,
Com um corpo sedutor,
Será teu cálice fecundado,
Com os aromas do amor.


Carlos Cebolo

terça-feira, 16 de julho de 2013

  


  MEDOS

Enfrentar meus medos,
Sentir a verdade crua,
Querer-te ver nua,                                                  
Num estalar de dedos.
Ler os teus segredos,
E com isso ficar contente,
No amor que se sente.

Morrer e renascer,
Viver na esperança,
De haver uma mudança,
Com medo de te perder.
Ter o amor que merecer,
E assim ficar contente,
Com o calor que se sente.

Enfrentar meus medos,
Sentir e manter o calafrio,
De um coração vazio,
Onde guardar os segredos.
Num estalar de dedos,
Procurar ficar contente,
Com os perigo na mente.

Ouvir o som da tua voz,
Na brisa do suave vento,
Abafar o teu lamento,
Com o amor entre nós.
Ver que não estamos sós,
Cumprir o que se sente,
Guardado fica a semente.

Dar asas ao pensamento,
A esperança alcançar,
E sempre te poder amar,
Esperar o consentimento.
Nesse esperado momento,
Aceitar que seja diferente,
O amor que se consente.

Carlos Cebolo




segunda-feira, 15 de julho de 2013




POEMA ERÓTICO.

Sentir em ti fantasias,
Do corpo quente vulcão,
Em toques de magia,
Ávidos de paixão.
Como vampiro sugador,
Em êxtase selvagem,
Sugar o teu amor,
Beijar a tua imagem.
Com a língua macia,
Húmida de desejo,
Percorrer-te suavemente,
À procura do teu beijo
E da tua vulva ardente.
Sentir o corpo ardente,
No amor desejado,
Beijar teu cálice quente,
No sexo partilhado.
Teu respirar ofegante,
Gemido de prazer,
Com este sugar alucinante,
Teu corpo procurar ter.
Seres o meu segredo,
Amor sentido que acalma,
Salvação do meu degredo,
Perdição da minha alma.
Com os meus lábios beijar,
Teus seios endurecidos,
Teu sexo acariciar,
Com movimentos repetidos.
Fazer-te sentir o amor,
Do viver e querer amar,
Intensificar o teu rubor,
Com este meu acariciar.
Levar-te a ver o paraíso
E as estrelas cintilantes,
Fazer-te perder o juízo,
Com orgasmos hilariantes.


Carlos Cebolo

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Sonho à Beira Mar




SONHO À BEIRA MAR

À beira mar caminho!...
Levo apenas pensamentos
E a tua figura na mente.
Penso em ti com carinho,
Recordo alguns momentos,
A saudade que se sente.
Imagino-te nuvem,
Volátil e escorregadia,
Na beleza que o corpo tem,
O encontro que se adia.
A ânsia de te encontrar,
Teus olhos poder beijar
E sem nada dizer ou fazer,
Sentir todo o corpo tremer.
A Volúpia da magia,
Do fruto proibido,
O sabor da alegria,
No querer escondido.
Caminho lentamente,
Os pés na água fria,
Arrefece o corpo quente,
No momento de euforia.
Olho para o imenso mar,
Imagino-te onda encorpada,
Que meus lábios vem beijar,
Com aquela água gelada.
Vens em forma de sereia,
Com os olhos a brilhar,
Ficas pertinho da areia
E pronta para amar.
Olho para ti com desejo,
Mergulho nas águas frias.
Nos teus lábios um beijo,
O sentir que não resistias.
Parado a olhar o mar,
Procuro a sereia beijar.
Sinto o perigo na mente
E acordo de repente.
Deitado na areia quente,
Mesmo à beira mar,
Com o sonho na mente,
Tentei novamente sonhar…

Carlos Cebolo




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quinta-feira, 11 de julho de 2013



É VERÃO!...

É Verão!...
Sentido na emoção,
Um lance de amor,
Do corpo que pede calor,
No momento de solidão,
Sem outra condição
E sem outro sentimento,
Apenas viver o momento.

É verão!...
Corpos sedentos ao Sol,
Procuram o bronzear,
Sem medo do escaldão,
Como se fosse um girassol,
Acabado de germinar.
Com todo este movimento,
Esquecem o sofrimento.

É verão!...
Areia mar,
Água salgada,
Em perfeita comunhão.
É tempo para arrumar,
Esta vida abençoada.
Sempre com o amor presente,
Na felicidade que se sente.

É verão!...
O amor que não se toca,
O amor que não se Vê,
No sentir do coração…
O desejo da troca,
O perigo que não se prevê,
No irresistível chamamento,
De um bom acolhimento.

É verão!...
A linguagem do olhar,
O riso divertido,
O gesto de sedução.
Na forma de andar,
O convite escondido.
O amor que a alma sente,
Naquele momento presente.

Carlos Cebolo




quarta-feira, 10 de julho de 2013



NEGAÇÃO

Sou passivo fogo,
Brando Lume.
O teu azar ao jogo,
O pico do cume.
Sarça que não arde,
Fraga do abismo,
O dia que se faz tarde,
O ilusionismo.
Sou a dor na solidão,
O infiel amigo,
A tristeza do coração,
O princípio do perigo.
Sou a perfeita negação,
O belo sedutor,
A ofensa do perdão,
O caminho da dor.
Doença maldita,
O símbolo da morte,
A má sina prescrita,
O cúmulo da má sorte.
Sou a imperfeição,
O mar profundo,
A acre da negação,
Alma do outro mundo.
A mentira da verdade,
A magia que se acredita,
O fogo que não arde,
A ligação interdita.
Sou o que quero ser,
A paixão enraivecida,
O mundo do perder,
A vida esquecida.
A rude ressecção,
Do amor perdido,
Que corta o coração,
Do ente querido.
Sou a maldição,
A felicidade adiada,
Sou perdição,
A alma amaldiçoada.
A tua praga…
A tristeza inesperada,
A causa da mágoa,
A vida velada.

Carlos Cebolo





sexta-feira, 5 de julho de 2013

FOSTE FLOR EM BOTÃO




 FOSTE FLOR EM BOTÃO

Foste flor em botão,
Linda na primavera,
Aguardas a solidão,
No Outono que se espera.
Nascente de água fresca,
Das frias neves de inverno,
Que no verão sempre refresca,
O amor que se quer eterno.
Sonhos da juventude desfeita,
No passar do relógio andante,
A situação que se aceita,
De um passado radiante.
Recordações vivas na mente,
Da mocidade perdida,
Num período ainda recente,
No fechar da triste vida.
Querer parar o tempo,
Deste tempo que não pára,
Foi sempre o contratempo,
Da vaidade que sai cara.
Foste flor em botão!
De beleza sem igual!
No envelhecer a condição,
De não seres imortal.
Na juventude petulante
Do vigor que o corpo tem,
Não te sentes tão elegante
E julgas não seres ninguém.
É o engano dos olhos teus,
Que te faz pensar assim,
Olha bem dentro dos meus,
E vê que não chegou o fim.
Se tarde fosse para amar,
Seria esse entardecer,
No amor que se quer dar,
Todo o nosso esmorecer.
És linda flor aberta,
Com todo o teu esplendor,
Teu corpo ainda desperta,
Para acolher o amor.
Tens muito para dar!...
A experiência é a tua idade.
Preocupa-te apenas em amar
E sentir a felicidade.

Carlos Cebolo


quinta-feira, 4 de julho de 2013

FLOR DE LOTUS



FLOR DE LOTUS

Sentires ausentes,
Que a alma derrama.
Néctar sagrado,
Da magia que sentes,
No acender da chama,
Do amor encantado.
Sonho imaginado,
Delírio presente,
De um bem abençoado,
Da outra vertente.
Flor da beleza,
De raiz profunda,
Combates a tristeza,
Que o coração inunda.
Desafio no anoitecer,
Num beijo ardente,
No belo adormecer,
Que a alma consente.
Lágrimas de ausência,
Vazias de presença
Da tua essência,
Na triste sentença.
A eterna esperança,
Do néctar inalado,
Na eterna esperança,
Do presente inacabado.
Língua do desejo,
No Lotus perfumado,
O húmido beijo,
Por nós desejado.
Flor sentida,
Na difícil causa,
Da pétala perdida,
Na pequena pausa.
Ausência sedenta,
Sentires da flor,
Que a base sustenta,
No lindo amor.
Lotus perfumado,
Na tua pureza,
O lago encantado,
Da tua firmeza.
Magia da ilusão,
Do teu florescer,
O prazer da sedução,
No eterno anoitecer.

Carlos Cebolo



terça-feira, 2 de julho de 2013

correm serenas as águas



CORREM SERENAS AS ÁGUAS

Correm serenas as águas,
No rio que vai descendo,
Mansamente até ao mar.
Leva as tristes mágoas,
Do amor que vai crescendo,
Sem ter forma de parar.
Triste quadro pintado,
De um fogo que arde sereno,
No triste coração delicado,
Atingido por forte veneno.
Amor não permitido,
No querer e ser culpado,
Do sentimento sentido,
Que o deixa transtornado.
Tivemos o nosso momento,
Na esperança das almas perdidas,
Na fantasia do sentimento
E nas boas emoções sentidas.
No adormecer do meu sonhar,
Secam as suaves lágrimas,
Na ânsia de te poder amar,
No sentir triste das palavras.
Correm serenas as águas,
Em direcção ao mar revolto,
Que devolve as tristes mágoas,
Do tormento que me solto.
Gritos surdos calados,
Na angústia de te perder,
Nestes tramas emaranhados,
A alegria de te poder ter.
O amor no rosto espalhado,
A alegria espelhada na mente,
Com o coração apertado,
Beijo-te na face, simplesmente.

Carlos Cebolo



PÉTALAS DELICADAS


PÉTALAS DELICADAS

Pétalas delicadas,
Flor sentida,
Da boca sopradas,
Alma ferida.
De tanto procurar,
O perigo pressente,
Na forma de amar,
O amor ausente.
Sonetos de desejos,
Na pele delicada,
Nos sons dos beijos,
Da alegria sonhada.
Sinfonia sem fim,
Da flor ferida,
O choro do jasmim,
E da rosa sofrida.
Carícias suaves,
Nos dedos melodias,
Sons agudos e graves,
E que mais, merecias.
Acordes de violino,
Na mente despida,
O momento divino,
Da triste despedida.
Pétalas delicadas,
Atiradas ao vento,
Nas emoções caladas,
O triste lamento.
Da tua boca
O meu desejo,
Querer-te louca,
No sabor do beijo.
No momento da verdade,
Flor desfolhada,
No sentir da saudade,
A vida sonhada.
Sonhos vividos,
Agitam o sono,
Nos amores sofridos,
Em pleno Outono.

Carlos Cebolo



sábado, 29 de junho de 2013



MISCIGENAÇÃO

Que alquimia perfeita foi esta,
Na formação da raça sem par,
De corpos e almas em festa,
No ritmo e forma de dançar?
Esta miscigenação perfeita,
Na alegria que o Mundo sente,
Com a beleza que se aceita,
Na perfeição de tal semente.
Sangue português plantado,
Na ânsia da sua procura,
Com o crioulo misturado,
Formaram esta loucura.
Não foi ouro, a transformação,
Da obra feita com destreza,
Que faz acelerar o coração,
Ao contemplar, tal beleza.
Foi na cor da boa doçura,
No chocolate, a sua certeza,
Com os toques de ternura,
Que confirmam tal beleza.
Mulata de sangue quente,
Com ternura no seu olhar,
Na alma, o amor presente,
Nos lábios, o verbo amar.


Carlos Cebolo

terça-feira, 25 de junho de 2013



MADRE TERESA

Teu nome Teresa!...
Chamado com alegria,
Acaba com a tristeza,
Que no Mundo se cria.
Teu nome Teresa!...
É lembrado na caridade,
Onde existe tristeza,
Neste Mundo da verdade.
Teu nome Teresa!...
Sinónimo de santidade,
Num Mundo sem riqueza,
É esperança na eternidade.
Teu nome Teresa!...
Sentido nas boas emoções,
Mostraste com clareza,
Sossegar os pobres corações.
Nome santo, peregrina,
Na diáspora da vida sentida,
Desde o tempo de menina,
Até ao dia da triste partida.
Teu nome Teresa!...
Mãe perfeita da humanidade,
Com amor combateste a pobreza,
Neste Mundo sem fraternidade,
Com o nome de Santa Teresa.
Foste Santa de grande amor,
Neste Mundo de maldade,
Proclamando com fervor,
Gritando por liberdade.
Em Calcutá, viste a aflição,
Da desgraça que ninguém via,
Antes de estenderes a mão,
Ao moribundo que partia.
Comparado com Santa Maria,
Também afagaste a tristeza,
E aquilo que o povo queria,
Era chamar-te de Santa Teresa.

Carlos Cebolo


segunda-feira, 24 de junho de 2013

           
         PARTILHA

Quando se tem o dom da partilha,
Não olhando o quê, nem a quem,
O Mundo se torna na maravilha,
De quem partilha, aqui e além.
Quando se faz do dar, a alegria,
Dando sem esperar algo de volta,
Vive a vida na própria fantasia,
Em contraste de uma vida revolta.
Ajudar quem mais necessita,
Sem ficar à espera de ouvir pedir,
Só pratica o bem em que acredita,
Sem alarme e sempre a sorrir.
Se não se pode ajudar, dando,
Um bem de consumo material,
Dá o que tens de precioso, amando!
Mesmo que seja a um animal.
O dar apenas, é gratificante,
Quando dado com grande amor,
Fazer da dádiva o teu garante,
Para minimizar tão grande dor.
Dá o que podes com a mão fechada,
Não deves fazer do dar, vitoria,
Quem recebe fica sempre agraciada
E a tua acção, a tua grande glória.
Mesmo que sejas o único a saber,
Do grande bem que fizeste antes,
Só ganhas e nada tens a perder,
Com tais gestos, tão elegantes.

Carlos Cebolo



sábado, 22 de junho de 2013




ÁGUA PURA E CRISTALINA

Água pura e cristalina,
Que na natureza corres solta,
Como te invejo na tua adrenalina,
De um caminhar sem ter volta.
Corres e saltas em direcção ao mar,
Refrescas os lábios do meu amor,
Ao beber-te procuro saborear,
E sentir em ti, o gosto do seu sabor.
Como gostaria de ser a pura água,
Que nos teus lábios vai poisar,
E lavar em ti a minha mágoa,
No momento de te abraçar.
Saciar a sede de quem ama,
Banhar teu corpo com doçura,
No calor da ardente chama,
Apagar o fogo da minha loucura.
Água pura e cristalina,
Que da natureza se solta,
Refrescas a planta que germina,
Com o Sol forte à sua volta.
Também refrescas o meu amor,
Com toda a tua leveza,
Lavas as feridas, tiras a dor,
Das almas, na sua impureza.
Nascente pura de belo prazer,
Onde o meu amor te vai buscar,
Com o teu suave toque adormecer,
 E o seu belo corpo refrescar.
Água pura que a cede podes matar,
Que refrescas o meu pobre coração,
Leva-me contigo sem condição,
Para os lábios do meu amor beijar.


Carlos Cebolo

quarta-feira, 19 de junho de 2013

  
  AMOR-PERFEITO

Amor-perfeito do meu sertão,
Pétala a pétala que em ti se sente,
No teu florir, largas a semente
Que mantém viva a floração,
Do verde prado na primavera,
Com toda a vida que se espera.

Amor-perfeito que se procura,
Na incerteza criada na mente,
O desgosto que a beleza sente
Com toda a sua doce ternura,
Na procura uma nova floração,
Que mude toda a triste situação.

Amor-perfeito da minha alegria,
Flor mimosa da natural criação,
Frágil na perfeita construção
Que com a tua aparente mestria,
Mostras a beleza que se sente,
Nos estames da pequena semente.

Amor-perfeito da minha tristeza,
O aroma em perfeitas conjugações,
Amolece o mais rijo dos corações…
E mostra que em ti há uma certeza,
Na resposta da natureza que espera,
O início da nova e feliz primavera.

Carlos Cebolo








terça-feira, 18 de junho de 2013

ROSA

        

            ROSA

No belo recanto do meu jardim,
Com perícia, a linda semente plantei
E com lágrimas da alma logo reguei,
Com o amor que havia em mim.
Pranteia -a junto ao lindo jasmim,
Onde o quente Sol batia suavemente,
Com medo de magoar, a linda semente.

Da semente nasceu uma linda flor,
A quem logo, dei o nome de Rosa.
A bela flor cresceu sempre mimosa!
E trouxe com ela tão grande amor,
Que inundou o meu jardim de calor.
Beijei suas lindas pétalas suavemente
E guardo ainda hoje, o gosto na mente.

Com a amizade pura do seu coração,
É amiga que trato com muito carinho,
Na amizade duradoura que adivinho,
No amor que dá, sem outra condição.
Aqui procuro chamar a sua atenção,
Fazer ver que estou sempre presente,
Na tristeza ou alegria que o corpo sente.

Sei que com ela, posso sempre contar!
Suas pétalas não me deixam esmorecer
E a sua amizade aqui procuro merecer.
Junto ao meu coração sempre guardar,
A enorme amizade que me quis dar
E mesmo com a distância que se sente,
Ficarei com ela, sempre na minha mente.

Carlos Cebolo








VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Crime hediondo!
Comportamento desumano!
Atitude imoral!
Feito sem estrondo,
Mas que provoca grande dano,
Na vida de um casal.
É triste viver assim!...
Neste mundo de Deus esquecido.
Umas, à vida põem fim!
Outras reclamam o ter nascido.
Vida ingrata que se cria,
Numa aparente felicidade adiada,
A felicidade que se merecia,
Numa vida a dois partilhada.
O Futuro incerto apressa a partida,
De uma jovem em perturbação,
Que não aceita o seu modo de vida,
E não vê outra solução.
No sentir de uma delicadeza,
A mulher que procura amor,
Tem no futuro a incerteza,
Que no seu corpo, causa a dor.
Violência que se condena,
Numa lei, em papel escrito,
Uma condenação de fraca pena,
Que faz do agressor proscrito.
Promessas de felicidade adiada,
Na pequenez do sentimental desvio,
Que maltrata a mulher desejada,
No ciúme de um amor doentio.
O porquê de causar tanta dor,
Num aparente destino infiel,
Quando se procura o amor,
Com comportamento tão cruel?
Homem que é homem, dá amor!
Nunca agride a companheira,
Nem provoca o que lhe causa a dor,
Nem mesmo por brincadeira.
A confiança que se deposita,
Na união que a dois se escolheu,
É no amor que se acredita,
Mostrar que ele não esmoreceu.
Quem agride a sua mulher,
E pensa o triste ditado aplicado,
Brigas de casal, não metas a colher,
Deve ser sempre denunciado.
Não se aceita o comportamento odiado,
De um ciúme, no pensamento vivido,
De quem se encontra perturbado,
Por um amor, há muito perdido.

Carlos Cebolo