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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

terça-feira, 17 de setembro de 2013




LÁGRIMAS DO SOL

São lágrimas do Sol, lágrimas de saudade,
Lágrimas sentidas e vertidas na eternidade.

São lágrimas que voam pelo cantar da amizade,
Com portas fechadas e abertas na igualdade.

São lágrimas de pesar e de tristeza da realidade,
Sentida e vivida neste Mundo sem fraternidade.

Lágrimas de um ser sofredor,
Que procura chamar a atenção,
De um Mundo sem o amor,
Com castigos sem ter perdão.

São Lágrimas da mãe Natureza,
De irmãos separados na nacionalidade,
Num país onde não há certeza,
De um dia poder haver igualdade.

Lágrimas de dor e sofrimento,
Cantadas na poesia da realidade,
Em canções que mostram o lamento,
De um povo sem a sua liberdade.

São lágrimas de impotência na mudança,
Sentidas na pele de quem sonha liberdade,
Com passos trocados da presente dança,
Que despreza neste Mundo a irmandade.

São lágrimas de sangue no verde prado,
No esconder do anonimato a revolta,
Lágrimas de um Sol muito amargurado,
De um povo que saiu e à pátria não volta.

Lágrimas tristes de quem sente injustiça,
Por ser estrangeiro na terra onde nasceu,
Ser refugiado de uma guerra sem justiça,
Fugindo ao destino do irmão que morreu.

Carlos Cebolo


segunda-feira, 16 de setembro de 2013



AGRURAS DA VIDA

Mágoa que corrói a triste alma sentida,
Na felicidade perdida no eterno olhar,
Da bela flor aberta que se sente perdida,
Com a juventude liberta no imenso mar.

Tempos alegres passados da sorridente rosa,
Recordam o florir do seu já ido amanhecer,
Mas sentem o aroma fresco liberto em prosa,
Do perfume que não trava o tempo a correr.

Amarguras sentidas que a fazem perdida,
Nas palavras nuas e cruas que agora gritam,
Entre estilhaços da velha melodia dorida,
Duma esperança mantida, em que acreditam.

Sem sentir a brilhante luz no seu sorriso,
Com lágrimas pousadas na face desenhada,
Que rolam no rosto sem qualquer aviso,
Formam a já triste vida, bastante amargurada.

Alma rasgada no veloz tempo sempre a correr,
Formam a tristeza num suspiro de insana fome,
Que corrói a alma em todo este dorido padecer,
Que o espírito sente na ânsia que o consome.

Carlos Cebolo


sexta-feira, 13 de setembro de 2013



CANTO

Canto coisas de amor em poesia,
No encanto e desencanto da magia.

Canto o mar, as flores e a natureza,
No desassossego da alma a incerteza.

Canto a esperança e a linda felicidade,
Com as mágoas da verdadeira realidade.

Como poetas e poetisas no seu louvor,
Cantam as desgraças do sofrido amor,
Também eu canto o que me vem à mente,
No amor e amizade que o corpo sente.

Canto as sentidas sensações da alma,
Nas emoções sentidas no grande amor,
Na poesia lírica onde procuro a calma,
Para encontrar na escrita o seu valor.

Canto na representação da pura poesia,
Na forma épica do momento encantado,
Dos bons amantes no amor e na magia,
Do triste coração que vive enamorado.

Momentos esquecidos no palco da vida,
Onde a poesia encontra o eco escondido,
Da felicidade gasta de uma vida perdida,
Na igualdade do amor há muito esquecido.

Canto as amarguras sentidas e vividas,
De uma alma em constante desassossego,
Que na poesia encontra as emoções idas
E um novo amor, com outro aconchego.

Carlos Cebolo



quinta-feira, 12 de setembro de 2013



SAUDADE

Sinto algo que não sei definir!...
Sensação doce e acre no sentir da alma,
Quando penso no teu partir.

Nas horas de uma madrugada calma,
Oiço os passos do avançar da idade
E sinto o azul claro de um dia de verão.

Dizem-me que é saudade!...
Ou talvez um aperto do coração.

Quando partiste para parte incerta,
Senti a mesma emoção!...
Sensação que sinto na noite deserta,
Com um apertar do coração.

Se o que sinto é saudade!...
Um sentimento de prisão e liberdade,
Que não sei bem definir!...
É uma triste realidade
Que senti ao ver-te partir.

Sonho com uma paisagem linda,
Montanhas azuis que confundem o céu,
Com a tua imagem no meio do alecrim.

Naquela triste noite finda,
Em que partiste, levando na cabeça o teu véu,
Vejo-te agora a chamar por mim.

Novamente a sensação que não sei definir.

Sinto na tua lembrança a dor!...
E como não sei mentir…
…Chamo-lhe simplesmente amor.

As estrelas dizem-me que não.

Não é amor!...
É a eterna saudade.

Limpo as lágrimas com a mão,
Como querendo afastar aquela dor
E sinto-te feliz na eternidade.

Aprendi com o meu sofrer,
Que a sensação estranha que sentia,
Com toda aquela realidade,
Era o tempo a correr.

Como um passo de magia,
Aprendi o que é a saudade.

Carlos Cebolo




AUTO-ESTIMA

Serei poeta?
Não sei nem me interessa.
Apenas sei e disso tenho certeza,
Que atingi a minha meta.
Não tenho pressa,
Escrevo alegria e tristeza,
Em versos que podem ser rimados,
Na conjugação das emoções vividas,
Que a crítica chama de poemas.
Escrevo pensamentos inacabados,
Na magia das sensações sentidas,
Procurando focar os problemas,
De vidas caídas aos bocados.
Serei Poeta?
Pouco me importa a definição.
Nos meandros do amor,
O cupido lança a sua seta,
Atingindo e ferindo o coração,
Sem pensar que pode causar dor.
Auto-estima no escrever,
Sem medo de não ter valor,
Avanço a pena pelo papel.
Emoções traçadas no nascer,
De um poema que foca a dor
De um amor que está a morrer.
Tento captar emoções,
Vividas e sentidas por alguém,
Neste Mundo cão em que vivemos.
Procuro sentir as sensações,
Que dos poemas advém,
Com os gostos que merecemos.
Serei Poeta?
Na minha maneira de pensar,
Sem ostentação,
Na grande vontade de escrever,
Sem preocupação,
Sinto-me poeta.
Tenho na mente a palavra amar
E na alma o poder de sofrer.

Carlos Cebolo



terça-feira, 10 de setembro de 2013


AMOR ETERNO

No amor eterno da utopia da vida,
Ninguém agarra a quimera sem dor.
Carência de amor que a face espelha,
Nem sempre sentida na vida perdida,
Da alma translúcida que espelha amor.
O toque astral que a loucura aconselha,
No som do violino com ar de liberdade,
A utopia do amor para toda a eternidade.

O desejo acumulado de aromas na alegria,
De um sentimento que brinca com a dor,
Com canções cantadas e tocadas no lamento.
Tudo o que se sente parece eterna magia,
No esquecimento de viver o grande amor,
Querendo roubar ao tempo o sentimento.
Esquece-se que não se vive em liberdade,
De querer um amor para toda a eternidade.

Sente-se no correr do tempo, a dor de chorar,
Procurando prender o amor que seria eterno,
No pensar leviano da menos eterna juventude.
O tempo existe para fazer sempre lembrar,
Que a felicidade só existe no amor materno
E tudo o mais; é o destino que nos ilude.
Sentindo poder alcançar a desejada liberdade,
Procura-se na utopia, o amor para a eternidade.

Acabar com a tristeza em proveito da alegria,
Seria o caos de uma vida nos meandros da dor,
Sem o prazer de em certo momento poder chorar.
Seria como a música viver sem a bela poesia,
Em murmúrios dos verbos que declamam amor,
Com os sons suaves, nos tempos do verbo amar.
Nos sons da guitarra que canta em liberdade,
A lembrança do amor eterno da nossa mocidade.

O eterno amor das mil noites de pura magia,
Que o ego insano do amante procura viver,
Na intimidade de um momento de euforia,
È o sentir da impotência do amor no sofrer.
Nada é eterno no mundo imaginário do actor,
Como também não há sofrimento sem dor.
Toda a união sem a componente da moralidade,
É sexo vadio na sua plena vida em liberdade.

Carlos Cebolo



segunda-feira, 9 de setembro de 2013


JÁ NÃO HÁ FLORES

Já não há flores!...
O jardim da saudade desapareceu! …
Na ilha dos amores,
Onde o amor o conheceu.
Do belo jardim florido,
Nada mais ficou para recordar,
Aquele momento querido,
Passado junto ao mar.

O tempo fez murchar as flores
E todos os horrores,
Vividos com a tua partida,
Naquela triste despedida.
O tempo mudou,
Assim como mudou o meu sentir.
A esperança que o vento roubou,
Voltou novamente a sorrir.

Hoje, aquele jardim nada me diz!...
Outro jardim começou a florir,
Com uma mais bela e elegante matiz.
Cuidarei dele com carinho,
Traçando a vida por outro caminho.

A tristeza que senti,
A ver o jardim desaparecer,
Apagaram a recordação de ti,
Neste novo renascer.

Já não há flores!...
Morreram as fadas da Natureza,
Perdidas por seus amores,
Naquele jardim da incerteza.

O jardim murcho desapareceu
E o meu amor por ti esmoreceu.
Nada mais sinto,
Naquele recanto junto ao mar
E confesso que não minto.

Continuarei flores a plantar,
Para de novo fazer florir,
Aquele recanto junto ao mar,
Que muito me fez sorrir.

Carlos Cebolo


sábado, 7 de setembro de 2013


ADEUS!...

Norte!...
Desnorte sentido agreste da emoção,
Que amarguras o meu coração,
Na frieza da triste sorte.
Destino traçado à nascença,
Que o ser humano transporta na vida,
Com a sua aparente indiferença,
Até à hora da derradeira partida.
Desatino das velhas montanhas,
Que perdem os filhos em desalinho,
Nascidos e criados nas entranhas,
Do colo que nos abriga com carinho.
Mãe pátria que aos poucos morre,
Na alma com falta do sentir,
Do rebento em chama que corre,
Queimando o prado que o fez emergir.
Lembranças!...
Projectos inacabados de uma vida,
Adiada na diáspora da partida,
Com todas as tristes mudanças.
Por momentos perco o norte!...
As imagens que vislumbro à distância,
Reavivam os tormentos da morte
E recordam-me o belo tempo de criança.
Coisas antigas!...
Na corrosão de tempo que tudo agrava,
A recordação de amigos e amigas,
Na alegre vida que se amava.
Tudo está diferente!...
Ou parece diferente.
Laivos na memória modificada,
Do cognitivo sempre em evolução,
Apagam a imagem antes fixada,
No recanto fechado da recordação.
È a defesa do espírito presente,
Na árdua luta da sobrevivência,
Que ainda o velho corpo sente,
Na luta travada com a inocência.
Dizer que o passado foi perdido,
É o mesmo que dizer, ter o futuro ganho,
No presente que se encontra indefinido,
Em todo o processo que acho estranho.
Com grande aperto no coração
E por não ver outra condição,
Resta-me apenas dizer!...
Adeus terra que me viu nascer.


Carlos Cebolo

quinta-feira, 5 de setembro de 2013



ORÁCULO


Sons suaves que entram em mim,
São anúncios da tristeza sem fim.

Flauta falante da perturbada alma,
Que o passar do tempo não acalma.

Justiça divina que o corpo aguenta,
Com a triste vida que o alimenta.

A alma chora em constante desatino,
Um destino traçado desde menino.

Sofrimento de dor de quem quer amar,
Com um coração que só sabe chorar.

Pronuncio do oráculo da ilha deserta,
Na consulta feita na palma da mão,
Pela linda cigana que em tudo acerta,
Menos nas dores sofridas do coração.

Com o seu corpo, abriu o encantamento,
Na promessa do amor puro e ardente,
Que a visão da alma previu o momento,
No seu fixar do olhar e rosto sorridente.

Engano do corpo no sentir da mente,
Com gestos falantes no colorir da alma,
Que a tela da vida desenhou rapidamente.

História sentida e vivida na amizade,
Do amor secreto que o espírito acalma,
Com o passar do tempo e a realidade.

Carlos Cebolo



quarta-feira, 4 de setembro de 2013



CORAGEM

Poderia dizer-te simplesmente!
Amo-te. Fica comigo amor…
Não é tão fácil dizer o que se sente,
Sem provocar em alguém, dor.
Ter uma alma mesclada de sentimentos,
Sem a liberdade desejada,
Num corpo agarrado aos preconceitos,
Que o prende no desejo de fazer a viagem…
Para além da timidez demonstrada,
É pura falta de coragem.
Coragem para enfrentar perigos exteriores,
Abundam neste corpo talhado pelo tempo,
De guerreiro audaz que ao inimigo provoca pavores.
Emoção de uma timidez no contratempo,
Dos meandros do amor que existe em mim,
Quando procuro coragem para tal fim.
Minha timidez mostra toda a fragilidade,
De um corpo aparentemente forte, ser fraco,
Quando procura a felicidade.
Sem coragem para te olhar de frente
E dizer-te o que sinto,
Por falta de coragem, minto
E não digo o que a alma sente.
Desejo-te ardentemente ter-te nos meus braços,
Enroscar o teu corpo no meu e vibrar.
Procuro em todos os rostos os teus traços,
Na esperança de te poder alcançar.
Qualquer dia, o amor triunfará a timidez
E terei coragem para os teus lábios beijar.
Nesse dia amor!...
Alcançarei a felicidade na tua embriaguez
E estarei pronto para contigo me partilhar.

Carlos Cebolo


segunda-feira, 2 de setembro de 2013



 SÃ AMIZADE

Andorinha do meu beiral,
Que sorte me queres trazer?
Canta o melro no quintal,
Com a luz do Sol a nascer.

Traz-me a tua amizade,
Bela ave da primavera,
Mostra-nos a liberdade,
No futuro que se espera.

O pardal perdeu o pio,
Na solidão do seu voar.
Á noite treme com frio,
Sem amigo para o acoitar.

Sã amizade procura ter,
Límpida como a fresca água,
Quem teu amigo procura ser,
Afagando as tuas mágoas.

A amizade não se procura,
Cultiva-se com muito amor.
Rejeita-la será uma loucura,
Que se paga com muita dor.

O cuco solitário coitado,
Não tem ninho onde ficar,
Sempre foi um desgraçado,
Que apenas vive a enganar.

Sem uma amizade presente,
È o velho cuco amaldiçoado,
Sem ninho que o esquente,
Vive toda a vida desgarrado.

O meu cão é meu amigo,
A minha gata confidente;
No teu coração me abrigo,
Com a amizade que se sente.

Pintassilgo com as cores alegres,
Teu chilrear é de grande magia,
Do Rouxinol não há quem negue,
Ter um cantar de muita alegria.

Aprender com os seres da Natureza,
A pura amizade que nos oferecem,
Com os animais tenho a certeza,
De ter amigos que não nos esquecem.


Carlos Cebolo

quinta-feira, 29 de agosto de 2013




AMIZADE

Um grande aperto no coração,
Saudades sentidas na inocência,
De quem na nossa vida aparece.
À nossa volta tudo é recordação,
De uma vida passada na vivência,
Que o voar do tempo não esquece.

Palavra amigo é grande tesouro,
Na intimidade guarda o amor,
Na ausência a sentida amizade.
Riqueza mais valiosa que ouro,
Sentida na separação grande dor,
Da perda do apoio e da verdade.

Amigo existe no espelho da mente,
Onde depositamos os nossos segredos,
Sempre que a situação se faz triste.
Felizes com a amizade que se sente,
Na cumplicidade sem os seus medos,
Da verdadeira amizade, quando existe.

Confiança mútua numa grande amizade,
Onde sentimos o apoio de abrigo seguro,
Nas confidências da alma sem condições.
Amor e amizade se confunde na realidade,
Em gestos, sem palavras no valor maduro,
Onde guardamos as nossas confissões.

Amizade é algo que nasce sem querer,
Na confiança que o outro nos transmite,
Com atitudes, gestos e palavras sentidas.
É não ser indiferente com o nosso sofrer,
È procurar ajudar, sem esperar convite,
É cantar na tristeza, as maravilhas vividas.

Carlos Cebolo


quarta-feira, 28 de agosto de 2013



DEPRESSÃO

Abre-se a noite no meu horizonte;
Oiço a tua voz no meu interior,
Tua imagem de mim se esconde,
Numa cavalgada febril e de dor.

Vejo fantasmas na minha mente,
Pesadelos com os meus anseios,
Por te amar assim perdidamente,
Com trevas constante no meu seio.

A loucura do futuro a enegrecer,
Prendem-me à húmida e fria cama,
Como se a alma estivesse a morrer.

Vejo a noite fria que se desfaz…
Consumida nas cinzas da quente chama
E o novo dia nasce com a cor lilás.


Carlos Cebolo

terça-feira, 27 de agosto de 2013



O DESPIR DA LUA

Despe-se a noite de luar,
No interior do imenso mar.
O brilhante silêncio da loucura,
No corpo de mulher a doçura,
Do forte desejo em ser sentida,
No momento de ser possuída.
Dos sentires presentes na mente,
A bela magia que o corpo sente.

Os retoques sentidos no amor,
São pinceladas na alma sem cor,
Do corpo em constante desatino,
De uma mente sem o seu destino.
Cruzados caminhos que se revela,
Nas noites escuras à luz da vela,
De uma alma que ama intensamente,
A liberdade que o corpo consente.

Traços de aromas em plena lua,
Da beleza que se apresenta nua,
Forma o arco-íris de mil cores,
Dos bons amantes e seus amores.
Neste constante e belo movimento,
A translação desde o seu nascimento,
Revela o amor que a alma sente,
No brilho da lua sempre presente.

Romântico néctar da fecundação,
Na ternura liberta de forte paixão,
Duma flor silvestre no chão perdida.
A mulher com a sua alma dorida,
Melodia de um perfume sem prosa,
Na terra sem vida, colhe a sua rosa.
No belo encantamento envolvente,
O toque de loucura no corpo ardente.

Palavras vestidas de azul veludo,
Gestos sentidos num olhar mudo,
De um corpo que grita por paixão,
Com belas tatuagens de pura ilusão.
Sonhos na intimidade da saudade,
Dos tempos vividos na mocidade,
De uma estrela que se diz cadente,
Mas mantém o corpo e alma ardente.

Ser carta aberta e fechada no sentir,
De um corpo maduro que quer florir,
Com um toque suave de pura magia,
Na loucura que a sua mente recria.
Saber e sentir, ter muito para dar,
Com o seu corpo pronto para amar,
Na alegria que a própria alma sente,
Nos sonhos floridos da sua mente.

Carlos Cebolo


segunda-feira, 26 de agosto de 2013


O CONTRASTE DO VERÃO

Gosto da lua e do luar,
Tenho pelo mar, paixão!...
Tempo perfeito para amar,
No calor ardente do verão.

Corpos ao sabor do vento,
Os pés na areia molhada,
O amor daquele momento,
Com a felicidade partilhada.

Sem queixume, sem lamento,
Olhares encontrados e cruzados,
O florir do doce sentimento,
Nos prazeres físicos desejados.

Murmúrios e vozes da malta,
Trazidos pelo suave vento,
Nas maré rasa, ou maré-alta,
A salgada água do encantamento.

Praia, quente praia, frio mar,
Corpos ardentes em satisfação,
No refrescar dos corpos o olhar,
De quem ama e procura a perfeição.

Este quente verão que nos intimida,
Sempre fogos lavrados no olival,
Tem na onda do mar, uma amiga,
E no incêndio que mata o seu mal.

O Acre-doce da mãe Natureza,
Que à beira mar forma alegria,
Fora dele, fomenta a tristeza,
No fogo que aparece por magia.

No humano, o coração saltita,
À procura de alguém para amar,
A beleza nem sempre interdita,
Naquele cantinho junto ao mar.

Seu corpo também pega fogo,
No incêndio da alma animada.
No flirt tem o seu forte jogo,
Para convencer a sua amada.

Passado o verão e o momento,
Do amor temporário e ardente,
Na bela praia apenas o lamento,
Da paixão que o corpo sente.


Carlos Cebolo




sexta-feira, 23 de agosto de 2013




O SENTIR DA POESIA

Navego com o vento
Por trilhos soltos duvidosos.
Oiço o triste lamento,
Dos espíritos receosos.
Chamam por mim!...
Perguntam por ti!...
Dizem que cheguei ao fim
Da triste vida que escolhi.
Recuso a aceitar!...
Sons marinhos numa concha vazia,
Choro errante do acordar
De um mar triste na maresia,
Lembram-me o teu olhar.
O fascínio do mistério,
O cheiro ardente do adultério,
No meu pensar de loucura,
Acentuam a minha amargura.
Como opaca e negra rocha,
Que no teu caminho se atravessa,
Reacende a fraca tocha,
Da esperança que regressa.
Coração duro como o diamante,
Percorre por maus caminhos,
Na felicidade do mau amante,
No calvário coroado de espinhos.
Procuro fugir!...
Tua sombra em perseguição
Neste meu triste florir,
Aperta forte a minha mão.
Desejo forte sentido,
Passo a passo na madrugada,
Deste triste amor sofrido
De uma alma amaldiçoada.
O que fiz para o merecer?
Nada que tenha na mente,
Para este constante sofrer,
Que a pobre alma consente.
Sonho vivido em poesia,
Atinge alguém no seu sentir,
Com a firmeza da magia,
Da poesia no seu exprimir.

Carlos Cebolo


quinta-feira, 22 de agosto de 2013



O FASCÍNIO DA LUA

A Lua cheia me fascina!...
Lobo uivante sonhador,
Espírito selvagem em evolução.
O forte brilho da lua que ilumina,
A busca constante do amor,
Sem encontrar grande solução.
Nesta constante infeliz procura,
O eterno avançar da triste loucura.

Ser vampiro, espírito sugador,
De um amor forte e carnal,
Que a lua cheia sempre agita.
Estrela cadente do eterno amor,
Num sentimento feroz animal,
Que a sua própria alma grita.
Forte indício da triste loucura,
De uma vida vivida e já madura.

Lua cheia do meu encantamento!...
O teu brilho em mim se reflecte,
Na magia do grande amor errante,
Deste sofrer no derradeiro momento.
Sonho na esperança que se repete,
Na procura daquele futuro radiante,
Do tempo em constante contratempo.
No brilho da lua a felicidade perdura,
Em contraste com a vida de amargura.

Loba solitária de pensamento errante,
Que cruzas o firmamento no teu correr,
Atrás do querido Sol, sempre sorridente.
Ao teu amante apresentas-te brilhante
E por ele morres e voltas a nascer,
Sempre com o mesmo sentido presente.
Beijar o Sol na tua constante loucura,
Nos momentos que o seu eclipse dura.

Lua cheia, brilhante, fria e sonhadora,
Que poetas procuram cantar em verso,
No deslizar da pena, o encantamento.
Continuas com a tua beleza tentadora,
A enganar os amantes deste Universo,
Com romance eterno sem sofrimento.
Nessa tua incessante e triste procura,
Acentuas na bela poesia, a sua loucura.


Carlos Cebolo

quarta-feira, 21 de agosto de 2013


MEDO

Medo!...
Sim. Tenho medo…
Do querer e não poder,
De amar e não ser correspondido,
Do ter e do perder,
Medo de ser esquecido.
Medo!...
Sim. Tenho medo…
De querer sem merecer,
De escrever e não ser lido,
Medo de sofrer…
De ser um espírito perdido.
Medo!...
Sim. Tenho medo…
De ter um sentimento de culpa
De ser a causa do mal,
De fazer sofrer e não pedir desculpa,
De agir como um animal.
Medo da mentira,
Da tristeza sentida,
De ser tomado pela ira,
Medo da triste partida.
Medo!...
Sim. Tenho medo…
Da vil solidão,
Da felicidade perdida,
De não ter quem me estenda a mão,
Na derradeira despedida.
Medo de não sonhar,
Da alma entristecer,
De não ter a quem amar
Das faculdades perder.
Medo!...
Sim. Tenho medo…
Não tenho medo de morrer,
Não tenho medo de tentar,
Tenho medo de viver a sofrer
E de um dia deixar de andar.
Medo!...
Sim. Tenho medo…

Carlos Cebolo


segunda-feira, 19 de agosto de 2013




AGARRA O TEMPO QUE CORRE


O tempo não pára!...
Como o vento, rodopia constantemente,
Numa aspirai elíptica sem fundo,
Que no seu próprio mar, amara.
Altos e baixos que a vida pressente,
Nos caminhos sinuosos deste Mundo,
Onde o corpo se sente quente
E a alma sente os perigos da mente.

Sinto-te no vento que gira!...
Em ti, vejo florais aromas de primavera,
No teu fechado olhar de sedução.
Neste tempo que não se retira,
Com o seu voar em constante espera,
De um tempo, no tempo de uma união.
O querer viver a vida num belo presente,
Vive-se a felicidade que a vida consente.

Se parasse o tempo por um momento
E poisasse meus olhos no teu olhar,
Com lábios mudos, falava-te do meu amor.
Escolheria no tempo o belo momento,
Sentido e vivido no secreto amar,
Deste pobre coração com a sua dor.
Falar-te-ia com o olhar sorridente,
Tudo o que a pobre alma sente.

Se por um momento pudesse parar,
O tempo que não pára no seu correr,
Falar-te-ia dos meus segredos…
Teu belo corpo, corria a abraçar,
Com o meu coração sempre a tremer
E o desejo a formigar nos meus dedos.
Mostrava-te a ternura que a alma sente,
Ao querer-te na vida, sempre presente.

Agarrava no tempo, o tempo que corre,
Para os profundos confins do firmamento,
No silêncio da boa magia da vã procura,
Da felicidade desejada que não morre.
Fosse qual fosse o eterno momento,
Certamente seria o momento de ternura,
De quem procura na vida estar presente,
Oferecendo o amor que a alma sente.


Carlos Cebolo