Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

terça-feira, 17 de junho de 2014


MEU ADORMECER

Adormeço nas palavras que levo,
Imaginando teu corpo em revelo,
Na memória da minha boca, o beijo,
Duma saudade e dum forte desejo.

Era eu, eras tu, éramos nós,
No sonho lúcido de estarmos sós,
O mar infinito do nosso amor,
Intensificou toda a nossa dor.

Ter a emoção pura e verdadeira,
Dum sentir, querer ter-te por inteira,
Como se quer o fruto desejado,
Paixão ardente dum apaixonado.

Na volúpia sentir o teu prazer,
Nesse meu morrer com o teu viver,
Por ente os corações entrelaçados,
No gosto dos nossos corpos suados.

Sentir surgir em nós a primavera,
Dum quente amor, em sonhos de quimera,
Com a distância a traçar o seu destino,
Nas nossas mentes, como um desatino.

No querer e morreu duma paixão,
O toque poético no coração,
Faz reviver o desejado amor,
Com o sentir de grande e eterna dor.

Imagem a saltar como gazela,
Nas velas dum pequeno barco à vela,
Que se forma na minha fraca mente,
O querer teu corpo, como presente.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 16 de junho de 2014

       

     PRECE

Promessas eu fiz à lua,
Se te visse toda nua,
Na minha cama deitada,
Estando tu acordada,
Com a beleza que é só tua.

Nas noites de lua cheia,
Com meus braços abraçar,
Teu corpo poder beijar,
Ficar preso à tua teia,
Sem me querer libertar.


Meus lábios por ti gritando,
Momentos de ardente amor,
Sem saber que estou sonhando,
E sentir aquele sabor,
Amainando a minha dor.

A paixão ardente tua,
No sabor do corpo meu,
Promessas feitas à lua,
Com a glória do Morfeu,
Num amor que renasceu.

Sem ter sede, sem ter fome
E ter-te por companheira,
Pronunciar o teu nome,
Nessa noite passageira,
Delírio que me consome.

Se graça desse por tida,
Muito antes da partida,
Com meu coração de dor,
Censura do teu amor,
Na madrugada perdida.

Carlos Cebolo






sexta-feira, 13 de junho de 2014

           

       SONHAR

Será que o sonhar deixa mágoas?
Incertezas no seu decifrar,
Este mar revolto em claras águas,
Que me turva aquele doce olhar,
Espelhado pelas noites cruas.

Não me lembro do sonho já ido,
Sonho ou pesadelo que sonhei,
Apenas sei que fiquei retido,
Mas asas do sonho onde voei
E de lá saí, sem ser ferido.

Por vezes também sonho desperto,
Com este meu espírito indeciso,
A navegar no grande deserto
Da boémia vida, sem ter juiz,
Assim, dando o incerto por certo.

Por vezes, sou como o alto mar
Com suas noites sem calmaria,
Sinto-te naquele meu amar,
Tristeza que se faz alegria.,
Ao acordar, depois de sonhar.

Com este meu constante sonhar,
Desperto na vida as emoções,
Sentidas no belo despertar,
Do sonho com as recordações
E mágoa que também quer deixar.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 12 de junho de 2014

       

       SAUDADE

Se saudade eu sentisse sem dor,
Sem dor na tristeza consentida,
Seria a morte um grande pavor,
O pavor na alegria sentida.

Sentida no chamar da Quimera,
Quimera que o sonho acabou,
Na saudade que a vida impusera,
Quando a dor na sua alma ficou.

Quantas vezes também eu pensei,
Para mais tarde, te recordar,
Recordar o muito que te amei.

Aquela saudade presa em mim,
Que me faz perdido a caminhar,
Para encontrar sossego, por fim.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 10 de junho de 2014


DIA DE PORTUGAL E DE CAMÕES

Que diabo há tão descontente,
Que se verga à economia,
Do governo e sua mestria,
Com esta dor que o povo sente,
Rijo coração tão fechado,
Do governante mal amado.

Se Camões vivesse agora,
O dia seria lembrado,
Como também foi outrora,
Por este Portugal amado.

Seria dado educação,
Fraternidade e igualdade,
Com benefícios na saúde
E liberdade de expressão,
Com a desejada liberdade,

Ao papão pedia-se então,
Que tivesse uma outra atitude,
Que mostrasse não ser em vão,
O debandar da juventude.

Ilustre povo Lusitano,
Que tudo em Abril conquistou,
Dá-se hoje ao terrível engano,
No fraco papão que criou.

Constantemente maltratado,
Na democracia aparente,
Com futuro amaldiçoado,
Povo ilustre, tudo consente.

A juventude a emigrar,
Por no país não ter trabalho,
O político quer roubar,
E viciar o seu baralho.

Com os salários de miséria,
Para o político enriquecer,
Com política pouco séria,
Fazer o rico florescer.

Na pobre lapela usa o cravo,
E quer do povo novo escravo.

Onde te encontras ó Lusitano?
Abre os olhos, vê com atenção!
De onde vem este triste encano,
No mal governar da Nação..

O papão com muito dinheiro,
Com este povo a passar fome,
É o momento derradeiro,
P’ra acabar o que te consome?

O emigrante pelo Mundo,
Traz Portugal no coração,
O País já bateu no fundo,
O povo sem opinião.

Quem em casa não tem o pão,
Na luta procura a moral,
Sonhando com a revolução,
P’ra salvar nosso Portugal.

Chamem-na da rosa ou do cravo,
Militares ou só o povo,
Não quer volta a ser escravo,
Nem ter um ditador de novo.

Se Camões agora vivesse,
Ao ver como está a Nação,
Talvez de novo morresse,
Mas diria sem querer perdão:

“ Quem pode ser no Mundo tão quieto,
Ou quem terá tão livre o pensamento,
Quem tão exp’rimentado e tão discreto,
Tão fora, enfim, de humano entendimento
Que, ou com público efeito, ou com secreto,
Lhe não revolva e espante a sentimento,
Deixando-lhe o juízo quasi encerto,
Ver e notar no mundo o desconserto?”

Aqui deixo um pouco Camões,
Neste dia de Portugal,
Por não ter outras condições,
Vive o povo sem social.

Tu que foste o senhor do Mundo,
Descobriste os continentes,
Desvendaste o mar profundo,
Plantaste a língua e sementes.

Tu, Povo Ilustre Lusitano,
Sem medo cruzaste os oceanos,
Venceste mouro e castelhano,
Luta agora contra os enganos.

Tu, heróico povo e sereno,
Também venceste o sarraceno,
E Cristo deste a conhecer,
Não de deixes esmorecer.

P’ra lembrar o grande Camões
Com a tua força reclamar,
Por mais e justas condições,
Neste recanto junto ao mar.

Carlos Cebolo





segunda-feira, 9 de junho de 2014


INCERTEZAS

Bela com sua formosura,
A rosa também tem espinho,
Murcha, perde a sua ternura,
Ao trilhar um novo caminho,
Perde a vida numa aventura.

Trocar o certo por incerto,
No final da vida vivida,
Viver o calor do deserto,
Na oferta que é sentida
Da felicidade por perto.

Incertezas de uma ilusão,
No aparente sentimento,
Ouve o seu doce coração,
Na espera desse momento,
Não quer perder a ocasião.

Sentem a infelicidade,
Naquela esperança qualquer,
Onde vê a felicidade,
Entre a doçura de mulher,
Na sua eterna mocidade.

A flor do seu lindo jardim,
Na bela floreira da vida,
Uma rosa e um só jasmim,
Nesta aventura então vivida,
É também pedaço de mim.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 6 de junho de 2014

     

   MEU AMIGO

Cruzei um dia o teu caminho,
Procurei algo que não sei!...
Aventura, talvez carinho!...
…Mas amar, nunca te amei
E por isso; sigo sozinho.

Sou amante da liberdade
E amo, por amar somente,
Com a minha moralidade,
No segredo que a alma sente,
Desde a lembrada mocidade.

De Don Juan sou então chamado,
Sedutor na sua maldade,
Nas palavras o belo fado,
De um amor sem lealdade,
Tenho o meu coração fechado.

No seu sentido mais profundo,
Amar o belo feminino,
No tempo, viver ao segundo,
Fazer do amor o belo hino,
Motor que faz rodar o Mundo.

Na lei da pura sedução,
Palavras doces ao ouvido,
Estremece o teu coração,
Com sentimento adormecido,
Acordado com emoção.

Cruzarei um dia contigo,
E chamar-me-ás, meu amigo…

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 5 de junho de 2014


O CHORAR DO VIOLINO

Ao longe, o violino chora,
Como viúva no velório,
Na dissimulação da hora,
Velada no espaço inglório.

Certeza da noite intranquila,
Os lábios secos que choram,
Com a lágrima que cintila,
Na alvorada que devoram.

Com seus lábios carmim veludo,
Alva rosa no seu encanto,
O corpo belo que desnudo.

Música ouvida como pranto,
Do som do violino mudo,
Que traça todo o seu encanto.

Ao longe, o violino chora,
Mas não oiço o seu triste pranto.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 4 de junho de 2014


AMOR ECOLÓGICO


Entre Vales e serra florida,
Percorre o rio para o mar.
Leva cinza na espuma erguida,
Produz húmus p’ra terra fertilizar.
Seja qual for o destino da dor,
Pela qual o rio passou!
Com ele levou todo o seu amor,
E a bela terra sempre amou.
Quero ser rio que corre para o mar,
Nas horas tristes da escura madrugada.
Quero ser teu companheiro e amar,
Fazer do dia noite e de ti minha amada.
Quero ser rio de água corrente,
Poder ter a flor da tua semente.
Quero ser árvore com fortes ramos,
Com folhagem que esconde o calor.
Poder amar-te para onde vamos,
Fazer do Mundo, paraíso com amor.
As águas do rio correm revoltas,
Dentro das margens que as segura,
Assim é teu amor quando te soltas,
Oferece ao teu par, toda a bravura.
Dá-lhe de beber ò rio da certeza,
Molha a sua pétala ressequida…
Ser flor, mulher, ter beleza,
Para amar, querer e ser querida.
Ó rio ardente que em mim entras,
Mata com a tua água a minha sede,
Proteges mais do que aparentas,
Fazes da Natureza mancha verde,
Necessária à vida deste planeta.
O homem destrói tudo o que toca,
Polui as águas do mar e do rio,
À procura do calor, provoca o frio,
Mata baleias e não deixa viver a foca.
Não mates os animais que contigo vivem,
Neste belo Planeta em comunhão,
Respeita a diversidade de vida que ele tem,
Ama o ser vivo teu irmão.
Protege o teu planeta, ama teu coração.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 3 de junho de 2014

       

      DESEJOS

Abre o coração com teu olhar,
Águia sedenta deste meu Ser,
Medita no gozo que quer dar,
Com amor que só faz padecer,

Sua boca pequena sedenta,
Com teu seio firme e palpitante,
Que seu próprio corpete arrebenta,
No toque doce do seu amante.

Nesse seu doce olhar reluzente,
Forte como o elo da serpente,
Que aperta este meu coração,
Como se fosse, um forte cordão.

Quente como os bosques tropicais,
Reduzem o ar do meu pulmão,
Entre os belos seios colossais,
Que derretem este coração.

E muito depois, quando o cansaço,
Derrete meu corpo e alma sã,
Entre os lençóis, com o corpo lasso,
Sinto que a aventura não foi vã.

E quisera eu ter adormecido,
Como uma sereia em alto mar,
Contemplando o brilho do olhar,
Nesse seu corpo, de nu vestido.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 2 de junho de 2014


O SOLTAR DA ALMA

Assim vou ter contigo,
Neste éter, solto a minha alma,
Refúgio e abrigo,
Na triste noite calma,
Que enfrenta e vence o perigo.

Tudo fica para trás,
Quando poisar meus lábios nos teus seios,
Sentindo-me um rapaz,
Sem sentir mais receios,
Com este amor que muito me apraz.

Assim solto a alma,
Que no mundo real, não tem sua vez,
Junto palma com palma,
Dum amor que se refez,
No amor que nossos corpos acalma.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 30 de maio de 2014


SONHO CONTIGO

À noite, sonho contigo!...
Meu refugio, meu abrigo,
Dou um momento de mim,
Com este amor sem ter fim.

Sem teu corpo, tua imagem,
A loucura que me tortura,
Nesta vida sem paragem,
O amor da minha loucura,
No crer, a tua coragem.

À noite, sonho contigo!...
Ser p’ra sempre teu amigo,
Reviver todo o momento,
Sentir o teu pensamento.

Sem maldade e sem vaidade,
Na ambição do meu amor,
Na poesia a verdade,
No corpo e alma a dor,
Sem ter a realidade.

À noite sonho contigo!...
O sonho se torna antigo,
Insensato coração,
Num amor sem condição.

À noite sonho contigo!...

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 29 de maio de 2014

    
 
 MUDANÇA

Vazio que tudo ocupa,
Seu amor feito de nada,
Nesta triste dor sem culpa,
Ser eterna desejada.

Com toda sua mestria,
O seu sentir de alegria,
Nesse modo de viver,
Sente o amor renascer,
No seu corpo em euforia.

Reviver da esperança
De uma vida em mudança
Com amargura sentida.

Nessa avidez de viver,
O seu novo renascer…

Sem ter medo da mudança,
O ganhar da confiança,
Na nova vida sentida,
Dá valor à própria vida.

Com toda esta magia,
Mostras sua alegria.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 27 de maio de 2014


TIC-TAC DO TEMPO

Tic-Tac faz o relógio,
Com este tempo peregrino,
Sem tecer qualquer elogio,
Sem distância e sem destino.

Uma distância sem ter fim,
Passado sem futuro certo,
Com o tempo a passa assim,
O Mundo se torna deserto.

Nas frias lágrimas contidas,
Espelho inútil de uma vida,
O perfume das despedidas,
Que retarda sempre a partida,
Com as mágoas sempre sentidas.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 26 de maio de 2014


O CANTAR DO PINTASSILGO

Os pintassilgos cantam,
Voam pelos pinheirais,
Com as cores que encantam,
Os seus ritmos musicais.

No bater d’asas, as voltas,
Com o seu esconde, esconde,
Batem suas penas soltas.

Assim que oiço o seu cantar,
E sem saber bem por onde,
Procuro o olhar fixar.

Uma rica melodia,
O pintassilgo vem dar,
Por essa hora tardia,
Quando teus lábios beijar.

Sereno canto se enfeita,
Que faz de ti minha eleita,
Sem mesmo saber se existe,
Um amor assim tão triste.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 23 de maio de 2014


FLASH (Dísticos)

É no verão que chega a nostalgia,
O mar, água salgada e a magia.

Num banco do jardim a solidão,
Hoje uns, amanhã outros, lá se verão.

Passamos por eles sem olhar,
Sem querer ver a velhice chegar.

Um dia seremos nós a ficar,
No banco do jardim a sonhar…

Outros passarão sem nos verem,
Com medo de um dia, velhos serem.

Nesta velhice transparente,
A incerteza de se ser gente…

Espelho baço de uma vida vivida,
A velhice ignorada, é muito sentida.

Por quem a sente num corpo enrugado,
Com o sinal da morte no rosto ensaiado.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 22 de maio de 2014

    

 ENVELHECER

Ouve músicas de sonho,
Vago ruído de chuva,
Nesses seus lábios risonhos,
Com destino que se curva,
Pelos caminhos medonhos.

Sua renúncia na entrega,
Impregnada com veneno,
Na pele nua que se esfrega,
Por este Olimpo terreno.

Constrói sua solidão,
Em pétalas que imagina,
Não ter outra condição,
Nem destino de outra sina.

Um sopro dentro da vida,
Na pura inscrição do amor,
Funde-se assim derretida,
Desde o seu interior,

Melancolia é saudade,
No sentir do sentimento,
Que aprece com a idade
E trazendo o seu lamento,
Realça a realidade.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 21 de maio de 2014

   
LIVRO RASGADO

Neste livro rasgado,
Escrevo-te entre linhas de amor,
No beijo adiado,
Entre pétalas da flor,
Que o teu corpo possui amargurado.

És um livro não lido,
Com teus triste poemas feitos de nada,
Que se torna querido,
À luz da madrugada,
Felicidade do amor renascido.

A página florida,
Do teu elegante corpo encantador,
Nos meus dedos sentida,
Em leituras d’amor,
Dão ao teu livro rasgado, outra vida.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 20 de maio de 2014


NO MARCAR DO TEMPO

No marcar do tempo,
A revolta!...
Neste contratempo,
Que se volta,
Sempre contra nós!

Dos que não têm voz…

No marcar do tempo,
A saudade!...
Como contratempo,
Da verdade
Que marca a hora,
Na demora
De quem quer ficar.

No marcar do tempo,
Morte e vida,
De um contratempo,
De tristeza.

Tristeza vivida
De quem quer amar,
Na pureza
De querer ficar.

No marcar do tempo,
Esperança!...
Num contratempo,
Da criança,
Que quer crescer,
E envelhecer.

Viver!...
No marcar do tempo,
O contratempo,
De morrer…  

Carlos cebolo
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segunda-feira, 19 de maio de 2014


LÁGRIMAS DA MADRUGADA

Na tua linda face morena,
Com belo sorriso de menina,
Uma triste lágrima cansada,
Mostra uma pobre alma serena,
Naquele triste chorar de sina,
Que talha a beleza desejada.

Numa fria noite de luar,
Apenas para te poder ver,
As estrelas mudam de lugar
E o Sol espreita pra nascer.

No triste chorar encantador,
Pétalas tímidas no florescer,
Enfeitam o nosso grande amor.

Menina com seu belo sorriso,
Luz do Sol no meu amanhecer,
Mostra-me tudo de que preciso.

Tua mestria do bem amar,
Ensina-me também a chorar…

Essa maldita dor que te aflige
E faz-me ter por ti grande estima,
Também é a dor que me atinge,
Assim como o teu amor fascina.
.
Sinto no meu peito a tua dor,
Sorriso triste de sofrimento,
Intensificar o meu amor,
Com todo aquele belo momento,
Sentido no teu doce calor.

Assim, nasceu o dia a chorar…

São as lágrimas da madrugada,
Que fez de ti, minha doce amada,
Fortalecendo este meu sonhar.

Carlos Cebolo
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