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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

sexta-feira, 16 de maio de 2014


VELHO

O relógio não para…
Retardado no tempo, espera a vida,
Como uma coisa rara.
Caminhada perdida,
Rugas profundas, marcadas na cara.

Na solidão do encanto,
O abandono é seu esquecimento,
O jardim, o seu manto,
Seu olhar, o lamento
Duma sinfonia sem o seu canto.

No banco do jardim,
A bela vida que tarda a chegar,
Pensamento ruim
Que o leva a pensar,
Ter assim chegado o seu triste fim.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 15 de maio de 2014


O PECADO DA ALMA

Este meu e teu viver,
No sentido poético da vida,
Da vida que quer morrer,
Na transição perdida
Do corpo com a alma a renascer.

Lira do sentimento,
Numa rima perfeita da condição,
Neste meu juramento,
De seguir o coração,
Seja qual for, o seu triste momento.

A mocidade reluz,
Neste encanto da vida vivida,
Encontra a sua cruz,
E antes da partida,
Pratica o pecado que a seduz.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 13 de maio de 2014


AMAR EM LIBERDADE

Amor que se revela ao som da lua,
Na alegria sentida nua e crua.

Nos intensos sons do quente luar,
Poder amar assim em liberdade,
O canto do amor neste despertar,
De um sonho vivido na mocidade
E teus doces lábios poder beijar.

No silêncio daquela escura rua,
Poder olhar e ver tua alma nua.

Sem saber se é sonho ou realidade,
Na bela mistura de sonho e vida,
O tocar teu corpo com suavidade,
Na pura magia que não se olvida,
Formou essa doce e triste saudade.

Ao ver teu sorriso na noite crua,
Dei graças ao belo brilho da lua.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 12 de maio de 2014

             J O G O

Ser carpeta neste jogo de amor,
E sentir teus lábios em minha boca,
Desejo que queima esta mente louca,
No amor sentido na constante dor.

Na fortaleza da atracção do jogo,
Espadas e copas numa união,
A lança cravada no coração,
Derrama do teu coração, o fogo.

O fogo ardente da minha paixão,
Na carpeta verde do teu pensar,
As cartas que escorrem da minha mão.

Neste jogo de um amor escondido,
Lágrimas que meus lábios vão beijar,
Nesse teu rosto de traço sofrido.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 9 de maio de 2014

      

    PAIXÃO

Serena me desdobro,
Folha branca do Ser,
O beijo que te cobro,
Sem mesmo o merecer.

Uma página solta,
Do livro que não li,
Enche-me de revolta,
O corpo que reli,
Sem dele pedir volta.

Sou louca de paixão,
Fogo ardente de amor,
Com todo este vulcão,
Que só me causa dor.

Tocar tua alma nua,
Desse teu corpo ardente,
Pensando ser só tua,
No momento presente,
É sonhar ter a lua.

Serenidade da alma,
Que o corpo não sente,
Com toda a minha calma.

Eu, cheia de desejo,
Afasto da vil mente,
O sabor do teu beijo.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 8 de maio de 2014

      
     VENDAVAL

Triste vendaval que passa,
No contraste de uma vida,
Varre mágoas da desgraça,
Da triste vida vivida,
No sangue e glória da raça.

Indómita dor se sente,
Neste deserto vazio,
De uma alma de sangue quente,
Com esse coração frio,
Que assim fere a própria mente.

Vendaval no seu varrer,
Abismo da noite fria,
A fúria que quer volver,
A pobre vida vazia,
Muito antes de morrer.

A vida sem existência,
Sem de nada ter certeza,
Fere a ténue consciência,
De uma tão nobre pureza,
Com a sua consciência.

Traz a tristeza na mente,
Este vendaval que passa,
Com o seu amor ausente,
Aumenta a sua desgraça,
Surgindo assim de repente.

Nesta mágoa de ter vida,
Tristeza que a gente vê,
Com toda esta dor sentida,
Sem se ver o que se vê,
Numa alegria fingida.

Mais uma noite ao relento,
No amor que procura ter,
Velas expostas ao vento,
No velar do amanhecer,
Com sombras no pensamento.

Carlos cebolo
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quarta-feira, 7 de maio de 2014


MAR

Rebeldia sentida,
Neste mar sem ondas nem firmamento,
Com a alma retida,
No frio sentimento,
De quem quer amar, antes da partida.

Olhar que a alma tem,
Desse momento que não se esquece,
Na onda que se retém.
A dor que aparece,
Naquele mar frio com o seu desdém.

Água, névoa cinzenta,
Naquela enorme mancha corrente,
Algo que se lamenta,
No coração que sente,
Esse frio mar que o alimenta.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 6 de maio de 2014

           

         MADRIGAL

Dentro deste meu coração se faz dor,
Nuvens escuras amenas,
No teu verdadeiro contraste do amor.

É como um rio que recebe águas,
Durante as noites serenas,
No cantar da tristeza com sua mágoas.

Triste madrigal do amor assim cantado,
Onde lavo minhas penas,
Com doçura do beijo, por mim roubado.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 5 de maio de 2014


INGÉNUO SONHADOR

Ingénuo Sonhador,
Com seu triste destino,
Canta no Mundo amor,
Vazio desatino,
Provoca a sua dor.

Nas suas crenças de ouro,
Mentes claras e escuras,
Formam esse tesouro,
Na fonte onde procuras,
O belo bebedouro.

No cantar da beldade,
Magia do encantar,
Esconde a realidade,
No querer desejar,
A sua mocidade.

Com enorme frieza,
Nesse viver ingrato,
Mostra a sua beleza
E compõe seu retrato,
Com cores da tristeza.

Retrato que quer ver,
No olhar do seu amor,
Sem triste padecer,
Que lhe provoca a dor,
Mesmo antes de a ter.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/




domingo, 4 de maio de 2014


DIA DA MÃE
Apenas te direi!...
Parabéns mãezinha.
Este dia que é teu,
De Conceição chamado,
O nascimento meu,
È assim lembrado.
No teu colo chorei,
Com a dor que é minha,
Sempre te amarei,

Querida mãezinha.
Carlos Cebolo

sexta-feira, 2 de maio de 2014

          

           DOR

Abro as portas dos segredos,
Com meus flutuantes dedos,
Nem sei, sequer, se me viste,
Como de alegria triste,
Se tratasse todos os medos.

Essa dor forte, imprevista,
Que sempre me turva a vista,
Quando havia de vir, veio,
Amor metido no meio,
Nas folhas duma revista.

Na doçura da magia,
Não vou jurar que me via,
No sentir que já não penso,
Neste meu deserto imenso,
Viver sem sua alegria.

Num passado que passou,
Nas juras que se jurou,
Quem viu a sombra da luz,
Desse mal que te seduz,
Triste amor que sempre amou.

Há quantos anos que foi?
A saudade que me dói,
No peito ainda guardado,
Um beijo como legado,
Nesta dor que me corrói.

Nesta minha mente sana,
A enorme dor humana,
Na linha do horizonte,
O suor preso na fonte,
Dum amor que não engana.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/






quinta-feira, 1 de maio de 2014



  1º DE MAIO

Entre canção e canção,
A balada de uma vida,
O trabalhador sem pão,
Com sua vida perdida,
Nesta triste comunhão.

É o primeiro de Maio,
Um cantar com alegria,
O cantar do belo Gaio,
Pela escura noite fria.

Levanta a tua cabeça,
Peão do belo país,
Que a força não te esmoreça,
Ao mal, arranca a raiz
E evita que ela cresça.

Feio Cuco está no ninho,
Ninho do trabalhador,
Para lhe roubar carinho
E depositar a dor,
Traçando um outro caminho.

O teu voto, é a tua arma,
O teu suor, o teu pão,
Não percas o corpo e alma,
Numa nova escravidão.

O teu dia é de valor,
Em Maio a revolução,
Ao país que tens amor,
Mostra a força da razão
E o teu coração de dor.

Carlos Cebolo








quarta-feira, 30 de abril de 2014



TRABALHO

Árduo suor do seu Ser,
Glória de uma vida vivida,
Todo o seu padecer,
Na tristeza sentida,
Uma vida a trabalhar até morrer.

Seu corpo é lamento,
Dum trabalho forçado, mal traçado,
Lágrimas, sofrimento,
Sem choro resignado,
Ganha-pão, sem pão do seu vencimento.

Sem trabalho e ganhar,
Políticos do eterno Portugal,
Apenas sabem sonhar,
Com a vida imoral,
Fazendo crer que estão a governar.

Carlos Cebolo

terça-feira, 29 de abril de 2014

            
           
 DANÇA

Com movimentos de grande beleza,
Tentam prender a todos a atenção,
Os dançarinos cruzam com destreza,
Num rodar constante pelo salão,
No momento de alegria ou tristeza.

Com os corpos ondulantes ao vento,
Em belos passos que fazem sonhar,
Enchem de asas o livre pensamento,
Ouvindo só a música a toca,
Deixam no ar, o seu triste lamento.

Fantasias vividas na harmonia do som,
Com os violinos no seu doce lamento,
Os dançarinos mostram o seu dom,
Rodopiando num suave movimento.

Passos de dança em perfeita simetria,
Seja qual for o desejado momento,
Dançam sempre com enorme mestria,
Mostrando a leveza do sentimento.

A valsa e todo o seu movimento,
Pares de dançarinos entrelaçados,
É a dança preferida no casamento,
Sempre com movimentos ensaiados,
Mostram na dança o feliz sentimento.

O tango dançado com sentimento,
No corpo e alma dos seres divinos,
É amor com todo o consentimento,
Do espírito artístico dos dançarinos,
Que marcam assim o belo momento.

Carlos Cebolo





segunda-feira, 28 de abril de 2014

      

      NOITE

Assim se faz noite!... 
A luz dos teus olhos se esconde,
Nesse céu vazio de estrelas,
Com algo que acoite,
E também, algo que me ronde,
Com o brilho que sinto nelas.

Lágrimas soltas,
Num opaco lugar de dor,
Que ofusca o brilhante rei sol.
Nas tuas revoltas,
Sentidas na dor do amor,
Sinto-me preso ao teu anzol.

Teu olhar velado,
Que me obriga assim esquecer,
A cor do céu abençoado,
Neste padecer,
Sem ter o teu céu estrelado,
Sinto-me morrer.

Carlos Cebolo


sexta-feira, 25 de abril de 2014


ONDE ESTÁS HERÓI DE ABRIL?

Canta o cuco e a cigarra,
Neste país desalmado,
Militares no quartel,
O povo, no pega e agarra,
Mostra todo o desagrado,
De um Abril em cor pastel.

Dos heróis já não se fala,
Com os cravos fora de uso,
Liberdade para quem cala,
Aceitando o novo abuso.

Mordaça para o bom povo,
Trabalhador ser escravo,
Na ditadura de novo,
Está o povo sem cravo.

Esse Abril da liberdade,
O povo é quem mais ordena,
Dentro de ti, ó cidade,
Nem tudo já vale a pena.

Na perda da dignidade,
O político a roubar,
O que o povo libertou,
Já sem nacionalidade,
A Europa para amar,
O desemprego que herdou.

Onde estás herói de Abril?
O que foi feito de ti?
Portugal está febril,
Sem a luta que senti.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 24 de abril de 2014


REVIVER O AMOR

Teu corpo belo e ardente,
Dado com teu fervor,
Na mente está presente,
Calor do meu amor,
Preso na tua mente.

Gosto do teu olhar,
Teu cabelo e teu rosto,
Gosto do teu andar,
Dos teus lábios o gosto,
Com teu sabor a mar.

Gosto tudo que é teu,
Doce e fresco sorriso,
O corpo que me aqueceu,
Nesse tempo impreciso,
Com o amor que renasceu.

Gosto do Ser vulcão,
Que em ti também senti,
Ao pegar tua mão,
No amor que revivi,
Sem dor no coração.

Carlos Cebolo






quarta-feira, 23 de abril de 2014

    
ABRIL/LIBERDADE

Viver o momento com saudade,
Entre os cravos e os seus segredos,
Um canto de pura liberdade,
Pede o povo, ainda com seus medos.

Viver Abril neste Portugal,
Vidas perdidas, escravidão,
Democracia e todo o seu mal,
Trabalhador sem ter condição.

Com cravo vermelho na lapela,
Capitães de Abril na amargura,
O parlamento que assim revela.

A casa do povo sem o povo,
Essa liberdade que a segura,
Voz do povo calada de novo.

Carlos Cebolo



terça-feira, 22 de abril de 2014



UM PEDAÇO DE CÉU


Abro a porta dos desejos,
Da tua saudade mar,
O desaguar no teu leito
Com o poisar dos meus beijos,
Nesse desejo de amar,
Toco suave o teu peito.

Da janela do meu quarto,
Olho um pedaço de céu
E contemplando a magia
Do sol infinito e farto,
No forte olhar que é só teu
E que me enche de alegria.

Magia do amanhecer,
Visto no teu doce olhar,
Sombra nua e colorida
Da luz suave do teu ser,
Que encanta o meu acordar,
Com a bela luz que irradia.

Luz que me traz teu sorriso,
A manhã que não termina,
Ambiente do belo meio
Que forma o meu paraíso,
Com a figura que me anima,
Minha mão no firme seio.

O teu pedaço de céu,
Que se faz apenas meu.

Carlos Cebolo


segunda-feira, 21 de abril de 2014

       

      LUZ

Assim o belo dia!...
O brilho dos teus olhos cintilantes,
Mais do que merecia,
Estes seres amantes,
Que em ti projectam a alegria.

Estranhas memórias,
Um halo de um feliz pirilampo,
As tristes vitórias,
Nesse infeliz campo,
Onde a luz dos olhos são glórias.

A noite se transforma,
Teu sorriso e tudo em ti reluz,
O Sol muda de forma,
Banhado com tua luz,
No amor que em ti se tornou norma.

Carlos Cebolo

sexta-feira, 18 de abril de 2014

       

      PERDIDO

Teu penetrante olhar, desnuda-me!...
Sinto o silêncio agudo da tua alma.

Tua alma muda acaricia-me,
Com pétalas no florescer da calma,
Onde me rendo à tentação do amor
E beijo ardentemente tua flor.

Ali sinto o suspiro perfumado,
Do beijo ardente da flor da paixão,
Liberto do teu sorriso rasgado,
Que acalenta o meu pobre coração.

E naquela sedenta madrugada,
O romper do meu sonho na magia…

Magia onde reconheço o desejo,
Daquele momento que se esqueceu,
No tempo íntimo do teu doce beijo,
Nesse outro espaço que é só meu e teu.

Perdido me encontrei no teu amor,
Pétalas espalhadas pelo chão,
Ao desflorar tua tão bela flor.
Reacendi o fogo da paixão.

Carlos Cebolo


quarta-feira, 16 de abril de 2014



CHOCOLATE

Nesta magia da cor,
Alma livre, doce e quente,
Chocolate o teu sabor,
Com esse teu sangue ardente,
Ao mundo mostras amor.

És loiça de fino trato,
Beleza que dá vertigem,
Ao natural, teu retrato,
Em África tua origem,
O cacau de verde mato.

Tua pele aveludada,
Cor de destino traçado,
Também foste maltratada,
Neste Mundo abençoado,
Também és muito adorada.

És chocolate pimenta,
Sabor doce apimentado,
Que neste Mundo alimenta,
Aquele amor encantado,
De uma alma que se inocenta.

Chocolate cor paixão,
Sexualidade explorada,
Bem aquece o coração,
Daquela alma apaixonada,
Sem ter outra condição.

Chocolate doce e quente,
Odor a âmbar e canela,
Mistura pimenta ardente,
Com teu corpo de donzela,
E florais da tua mente.

Cacau na transformação,
Com a beleza que gerou,
Na mulher de perdição,
Que seu corpo mutilou,
Seguindo a religião.

África triste destino,
De nascer para sofrer,
No chocolate divino,
Que procura renascer,
Como se fosse menino.

No Mundo civilizado,
Amada na sua cor,
Cacau aromatizado,
Dá seu corpo sem pudor,
Com o pecado guardado.

Por ele serei guloso,
A doçura que se quer,
É doce, quente e gostoso,
Como o corpo da mulher,
Que também é saboroso.

Trazer a cor do pecado,
Com um corpo sedutor,
Será cálice fechado,
Nos aromas desse amor,
Mesmo sem ser fecundado.

Carlos Cebolo


terça-feira, 15 de abril de 2014


TEU SOFRER

Pura inscrição do amor,
Abre portas que se encontram fechadas,
Com todo o seu calor.
Feridas encerradas,
Neste Mundo, provoca a sua dor.

Nesse teu sonho triste,
Um descanso na paz não é senão,
O fim que nele existe.
O desespero em vão,
Onde o teu querer ser feliz resiste.

Na procura do ser,
Há um amor imenso mais real,
Nesse teu padecer.
O teu querer é mais que natural,
Com esse teu sofrer.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 14 de abril de 2014


VERSOS DE AMOR

Gostar, gosto da poesia,
Amar, só a ti te amarei,
Meus versos, são minha histeria,
O poema que te dediquei,
Mostra toda a minha magia.

Nestes belos versos de amor,
Com o coração palpitando,
Sem juízo com sua dor,
Pelos becos e cantos ando,
Cantando todo este fervor.

Para necessário vencer,
A triste angustia deste amor,
Que sinto só por te querer,
Ao meu lado com teu calor,
Para nunca mais te esquecer.

Destino traçado e perdido,
Neste momento que parou,
Sem ter o teu amor querido,
Naquela dor que ele criou,
Com o meu coração ferido.

Qualquer coisa que não a vida,
Sem sentir o meu coração,
Nesta triste dança vivida,
Viver sem outra condição
E dar a vida por perdida.

Carlos Cebolo
https://carloscebolo.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de abril de 2014

      
     BREVE ILUSÃO

Na brevidade de um sentimento,
Como se o vento que sopra a vida,
Fosse ilusões que se fazem presentes.

Na igualdade do breve momento,
A luz do Sol, em nuvens retida,
Levando-a em direcções diferentes.

Para além dos seres do profundo,
O grande oceano surge imponente,
Lavando as ilusões deste Mundo.

No nascer dos deuses e dos mitos,
A mente procura ressuscitar,
As lágrimas salgadas do mar,
Que brotam dos teus olhos aflitos,
Nos teus breves momentos do amar.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 10 de abril de 2014


MOLDURA

Estampa colorida do teu olhar,
Na moldura rija que sorri,
Quando olho para ti
E vejo-te no meu sonhar.
Olho-te por trás do espelho,
Onde o teu sorriso carmim,
Parece quer dar-me um conselho,
Sorrindo para mim.
Como reflexo de água que me abraça,
Nas noites sem dormir,
Lembrando a minha desgraça
E o futuro que há-de vir.
Enquanto tento fechar a pestana,
O sono fecha os elos da moldura,
Com a tua beleza que não engana,
Fazendo-te mais madura.
Sinto a tua alegria,
No esvaziar da alma,
A beleza que acalma,
Na magia da poesia.

Carlos Cebolo