Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

terça-feira, 29 de julho de 2014


PARA ALEM DO TEU CORPO

Para além do teu corpo e dor,
Amo a tua alma, entre as estrelas,
Voando à procura do amor,
Pelos jardins, à luz das velas,
No segredo do teu pudor.

Para além do teu corpo belo,
Tua carícia, teu amor,
Os recantos que em ti revelo,
Ao beijar tão formosa flor,
Na doçura e cor caramelo.

Para além do corpo frescura,
Que do teu sal, provo o sabor,
Viajo em ritmo de aventura,
Por entre ondas de calor,
Com o teu beijo de ternura.

Para além do teu corpo, amor,
No embalar do teu encanto,
Viver contigo a tua dor
E parar o teu triste pranto,
Mostrar-te todo o seu valor.

Para além do teu corpo mar,
Beijar a tua boca ardente,
Teus seios poder afagar,
Com a carícia que o corpo sente,
Na bela forma de te amar.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/





segunda-feira, 28 de julho de 2014

        

      VERNIZ

Brilho calmante do teu olhar,
Verniz que se desfez diluído,
Nas ondas incessantes do meu mar.
Fruto apetitoso e proibido,
Com toda a doçura do seu amar.

Capa esbelta do seu firme peito,
Toque de veludo salivar,
Da doce língua e seu nobre feito,
Nesse seu húmido deslizar,
Quente corpo, salgado e perfeito.

Verniz que estala com o passar,
Do tempo eterno da juventude,
No refrescar das ondas do mar,
Que mostram a sua plenitude,
Nessa disposição para amar.

Ao olhar seu lábio sensual
A lua azul deste meu desejo,
Provoca esse desejo infernal,
Na ânsia do doce sabor do beijo,
Que do meu Ser, se fez imortal.

Desejo seu corpo ardentemente,
Com alma e espírito de aventura,
No triste pensar que turva e sente,
Como um arrepio de ternura,
Do desejo que o meu corpo mente.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 11 de julho de 2014

    
 DOIRA O SOL

Nas nesgas agudas do areal,
Belos corpos expostos ao sol,
Bronzear com todo o seu final,
Que também põe o cérebro mole.

Areias filtram o fino sal,
Das águas lúdicas transparentes,
Que beijam a praia no final,
Na mudança das suas correntes.

Moçoila com o corpo moreno,
Na cobiça por ser desejada,
Lança no ar o doce veneno.

O lindo quadro, bom de se ver,
Salpicado com água salgada,
Faz qualquer moçoilo, padecer.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 10 de julho de 2014


CARÍCIA

Sentires d’alma presente,
Ao surgir da primavera,
Aquele desejo ardente,
Foi uma doce quimera,
Que nasceu, como se sente.

Com a tentação do desejo,
A formosa flor murchou,
Entre a carência dum beijo
E do momento que amou.

Na carícia do seu seio,
Um desejo com sabor,
Dum amor sem ter receio,
Do doce beijo da flor.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 9 de julho de 2014

     
TUAS MÃOS

Essas mãos que tocam,
Que protegem do mal,
Que te acariciam
São as mesmas afinal,
Que te podem fazer mal.

Nas tuas mãos me deito,
Este barco sem leme,
No apertar do teu peito,
Um destino que geme.
Toco-te suavemente,
Com os dedos de veludo,
Mão firme, mas docemente,
Momento que te desnudo.

Como o vento percorre,
Seu caminho sem parar,
Pelas minhas mãos escorre,
Tua vontade de amar,
Tua vontade de viver,
Que te amparam ao morrer.

Dedos entrelaçados,
A minha mão na tua,
Teus cabelos ondulados,
Deixam-te toda nua,
Ao sabor dos meus beijos,
Os teus nobres desejos.

Mãos que te fazem vibrar,
Na magia do amor,
Acompanham o teu falar,
No simbolismo da dor.

Essas mãos que são minhas,
Que são tuas afinal,
Na sina de suas linhas,
O teu destino mortal.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 8 de julho de 2014


NO SILÊNCIO DA NOITE

No silêncio, a alma sente dor!...
Um grito ouvido na solidão,
Alguém que procura por calor,
Que lhe chama entre a multidão,
Na incerteza do grande amor.

Com esse silêncio enlouquecido,
Em moldura de espelho dourado,
Um segredo mantido esquecido,
Será p’ra sempre a mais desejado,
Por se manter assim, escondido.

Escassez de amor em solidão,
Silêncio que toca a própria alma,
Nessas noites intensas de verão,
Com a melodia que a acalma
E também sossega o coração.

O silêncio da noite é martírio,
Como onda de dor que perfura,
Nas noites do seu forte delírio,
O sentir da falta de ternura,
Que provoca intenso calafrio.

Naquele febril adormecer,
O sonhar com a eterna paixão,
O acordar sem compreender
E se foi verdade ou ilusão,
O que sentiu ao amanhecer.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 7 de julho de 2014


SÍMBOLO DE AMOR

Flor cortada do seu pedestal,
Tombada na sua perdição,
Em lágrimas tolhidas de sal.

Tristeza no seu belo cantar,
São as lágrimas da rendição,
Com o seu eterno caminhar.

Essa tristeza de um grande amor,
Lágrimas de pura sedução,
Que mostram uma tão grande dor.

Por dentro de uma alma de Romeu,
Coração com grande padecer,
Na vida eterna que não morreu.

Flor cortada do seu pedestal,
É mágoa na tristeza do Ser,
Pétalas caídas dum mural.

E assim viveu angustiada,
Julieta numa vida insegura,
Até surgir a sua alvorada.

Num refúgio d’amor proibido,
Com rosto estampado d’amargura,
Foi condenada por ter fugido.

Foi Romeu o seu único amor,
Nessa aventura que quis correr,
Sem se importar com tão grande dor.

Alma virgem, simples coração,
Que não teve medo de morrer,
Tendo o amor por triste condição.

Escarnece o mal que tudo zomba,
Duma menina que muito amou,
Que nos braços do seu amor tomba.

Alvíssaras se pede ao Senhor,
Para a história este amor ficou,
Romeu Julieta, foi amor.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 4 de julho de 2014


DISCO DE VINIL

Rosas soltas ao vento,
Na neve derretida primaveril,
O sabor do lamento,
Neste disco de vinil,
Onde traço a vida de convento.

Convento onde fecho,
Alegria sentida na juventude,
Passado que remexo,
Sem que o tempo mude,
Ou altere todo este desfecho.

Saudades convertidas,
Nesta dor que sinto e não lamento,
Nas lágrimas retidas,
Deste encantamento,
Do passar dos anos e outras vidas.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 3 de julho de 2014


VIDA E MORTE

Entre o morrer e a saudade,
Fica uma vida vazia,
Com a outra identidade,
Duma alma que se esvazia
Ao perder a mocidade.

Água corrente não volta,
A passar pela paisagem,
Por onde já passou solta,
Seguindo a sua viagem,
Levando a sua revolta.

P’ra trás ficou a saudade,
Da vida primaveril
Com toda a realidade,
Duma doença febril
Que traz a mortalidade.

Passa-se a vida a correr,
Com Stress que se criou,
Tanta pressa p’ra morrer,
Com o tempo que se andou,
Nesta vida sem viver.

Com um egoísmo presente,
Que torna vazia a vida,
No correr que a alma sente,
Ser a morte merecida,
Neste Mundo que nos mente.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 2 de julho de 2014


 DÁ-ME UM ABRAÇO

Sou flor frágil no sentimento,
Preciso de um forte carinho,
Um doce abraço no momento,
Não me deixes morrer sozinho.

No abraço, sentir teu calor,
A protecção do meu viver,
Que acabe com o meu sofrer,
Nos teus braços sentir amor.

Dá-me um abraço carinhoso,
No sentir da nossa amizade,
Essa sim, sem qualquer idade.

Sem mágoas ou ressentimentos,
Que o teu sol, seja radioso,
Nestes meus últimos momentos.

Carlos cebolo
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terça-feira, 1 de julho de 2014


LÁGRIMAS RETIDAS

Entre vendavais dispersos,
Cinzas ao vento espalhadas,
Componho os meus tristes versos,
No surgir das madrugadas,
Com tristes sonhos diversos.

Ter no pensamento dor,
Ao ritmo do coração,
Na consagração do amor,
Cantando a triste canção,
P’ra minhas forças repor.

Versos ocos na nudez,
Com suas rimas perdidas,
Entre a doce embriaguez,
Numa loucura sentida,
Que assim, teve a sua vez.

Procurar o verso puro,
Com o vendaval disperso,
É destino nobre e duro,
Dentro do meu Universo,
Neste amor que procuro.

Ter vida sem sofrimento,
Um sonho tornado pó,
Por ser forte o meu lamento,
No chorar que mete dó,
Com este triste momento.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 30 de junho de 2014

  

 MALIGNA SINA

Esse imenso mar de solidão,
Pétala florida da sua alma,
Que neste mundo vive ilusão,
Em rebeldia de amor que acalma,
O florir sedento do vulcão.

Os sonhos de uma tarde menina,
Na luz duma alvorada perdida,
A felicidade que imagina,
Numa longa vida garantida,
Que a madura idade nos ensina.

Por entre a noite e a escuridão,
Maligna sina escondida na alma,
Que lhe faz perder a ilusão,
Vivida na juventude calma,
Perturba agora o seu coração.

Em tempos já idos na memória,
Altivo e determinado foi,
O corpo que grita por vitória,
No combate do mal que lhe rói
A alma, sem a outrora euforia.

A beleza da fruta madura,
Entre as verdes ramas do quintal,
Faz realçar a sua ternura,
Nos sonhos que se quer imortal,
Que a torna muito mais insegura.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 27 de junho de 2014


SEMEADORA DE ESTRELAS

Mar de rugas na fronte,
Planta estrelas no bico da lua,
Forma na sua fonte,
Imagem d’alma nua,
Plantada no cume do grande monte.

No trapézio fechada,
Assim, sofredora dum grande amor,
Sente-se acabada.
Dominada pela dor,
Vê a lua fugir na madrugada.

Tem a vida sofrida.
A deslealdade da própria mente,
Abriu sua ferida.
Dor que a alma sente,
Com sua felicidade já ida.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 26 de junho de 2014


SEPARADOS PELO DESTINO


Jardim árido de emoções,
Esconde recantos sem fim,
Com as certezas e ilusões
E alguns pedaços de mim,
Guardados entre os coração.

Amores de uma juventude,
Que o tempo não pode apagar,
No seu passar que nos ilude,
Na magia do crer amar,
Quando do amor, se faz virtude.

São fantasmas que atormentam,
O crer do destino traçado,
Nos vendavais que lamentam,
Não ter o destino forçado,
Entre as forças que o alimentam.

A conjugação que os separa,
Força divina do momento,
Que os leva ao sabor do vento,
Também é força que os ampara,
No triste e saudoso lamento.

Ninguém se sente vencedor!...
Águas passadas que não voltam,
A encontrar o mesmo amor,
Contra o Criador se revoltam,
Pelo destino e sua dor.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 24 de junho de 2014



VERBO

Ser ou não ser!...
O desafio,
Verbo a nascer,
Mundo a surgir.

O quente e frio,
Chorar e rir,
E se fez dia…

Óvulo fecundado,
A humanidade,
O inferno e Céu,
O desagrado,
Mentira e verdade,
O meu e o teu.

O passado,
O futuro,
Tudo mudado,
Tudo mais seguro.

A palavra!...
O sentir da mente,
Morte vencida.

A lavra
Com nova semente,
Na alegria sentida.

No mistério,
Da partida,
Surge Deus!...

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 23 de junho de 2014


LIVRO EM BRANCO

Páginas brancas de uma vida,
Risos que se ouvem à distância,
Nesses teus traços de inocência,
A felicidade retida,
Sem sequer, pedir clemência.

Livro em branco que se refaz,
Cores com o pincel traçado,
Com seu versar adocicado,
Que no amor se torna eficaz,
Nesse coração trespassado.

Livro com as brancas páginas,
Triste e real declaração,
No moldar do teu coração,
Esse futuro que imaginas,
Fortalece a nova união.

Folhas brancas que esvoaçam,
Por entre as pontes da emoção,
Parecem lavra do vulcão,
Que arrefecem quando passam,
Apagando a recordação.

Esse livro branco que és tu,
Com esse espírito ardente,
Aparece assim de repente,
No teu corpo esbelto e nu,
Essa ferida que a alma sente.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 20 de junho de 2014


HORAS TARDIAS

Horas profundas da noite escura,
Sentidas nos seus beijos ardentes,
Risos erguidos nas noites quentes,
Enchem o céu, com doce ternura.

Ternura no seu profundo olhar,
Com esse olhar incandescente,
No grande amor que sua alma sente,
Com essa nova forma de amar.

Puro éter da doce eternidade,
Que levantam os ecos da saudade,
Do grande amor que ainda procura.

Com esse sorriso sem lamento,
Desfruta todo o belo momento,
Nos braços do amor e da ternura.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 19 de junho de 2014

            
FESTA

Nossas festas, minha romaria,
Sempre com o pensamento em ti
E projectando luz na alegria,
Esquecendo o muito que sofri,
Pelos arraiais da fantasia.

Na distância eu te conheci,
Sem te conhecer, amo tua alma,
Entre tormentos que padeci,
Essa tua imagem que me acalma,
É sinónimo do que sofri.

Verão é tempo de festejar,
Terreno de arraiais ou salão,
Neste nosso triste viajar,
Poder encontrar teu coração,
Para contigo poder bailar.

Neste nossos bailes de verão,
Desejo do querer, por querer,
Egoísmo ou ingratidão,
Com a temperatura a aquecer,
Aqueço também o coração.

Num passo de dança e contradança,
Com os seus compassos de ansiedade,
Inerentes a qualquer mudança,
Sem ferir a sensibilidade,
Procura-se ganhar confiança.

Ter-te nos meus braços e bailar,
Pura troca de amor, por amor,
Teu corpo poder um dia amar,
Naquela ilusão da alma e ardor,
Ser sincero nesse desejar.

Carlos Cebolo
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   ENGANO

Eterno amor vivido,
Sonhos perdidos ao sabor do vento,
Forte muro erguido,
Força o sentimento,
Na procura pelo amor perdido.

Um amor sem idade,
Que na adolescência foi sentido,
Sem ter qualquer maldade,
Passou a ser sofrido,
Por não manter a sua intensidade.

O sacro sacramento,
Numa felicidade escondida,
Será forte lamento,
Duma idade perdida,
Que de novo, procura o sentimento.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 17 de junho de 2014


MEU ADORMECER

Adormeço nas palavras que levo,
Imaginando teu corpo em revelo,
Na memória da minha boca, o beijo,
Duma saudade e dum forte desejo.

Era eu, eras tu, éramos nós,
No sonho lúcido de estarmos sós,
O mar infinito do nosso amor,
Intensificou toda a nossa dor.

Ter a emoção pura e verdadeira,
Dum sentir, querer ter-te por inteira,
Como se quer o fruto desejado,
Paixão ardente dum apaixonado.

Na volúpia sentir o teu prazer,
Nesse meu morrer com o teu viver,
Por ente os corações entrelaçados,
No gosto dos nossos corpos suados.

Sentir surgir em nós a primavera,
Dum quente amor, em sonhos de quimera,
Com a distância a traçar o seu destino,
Nas nossas mentes, como um desatino.

No querer e morreu duma paixão,
O toque poético no coração,
Faz reviver o desejado amor,
Com o sentir de grande e eterna dor.

Imagem a saltar como gazela,
Nas velas dum pequeno barco à vela,
Que se forma na minha fraca mente,
O querer teu corpo, como presente.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 16 de junho de 2014

       

     PRECE

Promessas eu fiz à lua,
Se te visse toda nua,
Na minha cama deitada,
Estando tu acordada,
Com a beleza que é só tua.

Nas noites de lua cheia,
Com meus braços abraçar,
Teu corpo poder beijar,
Ficar preso à tua teia,
Sem me querer libertar.


Meus lábios por ti gritando,
Momentos de ardente amor,
Sem saber que estou sonhando,
E sentir aquele sabor,
Amainando a minha dor.

A paixão ardente tua,
No sabor do corpo meu,
Promessas feitas à lua,
Com a glória do Morfeu,
Num amor que renasceu.

Sem ter sede, sem ter fome
E ter-te por companheira,
Pronunciar o teu nome,
Nessa noite passageira,
Delírio que me consome.

Se graça desse por tida,
Muito antes da partida,
Com meu coração de dor,
Censura do teu amor,
Na madrugada perdida.

Carlos Cebolo