Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

sexta-feira, 15 de agosto de 2014


LÁGRIMAS MAGOADAS

Naquela triste, mas linda madrugada,
Cheia de magia, senti a saudade,
Duma vida celebrada e desgastada,
Em tempos idos da minha mocidade.

Lua prateada na sua vontade,
Ilumina o amor na triste alma apagada,
Sai da escuridão e vai p’ra claridade,
Para alegrar esta triste madrugada.

E se vires cair lágrimas a fio,
Que dos meus tristes olhos são derivadas,
Forma com elas, um lago junto ao rio.

Ao sentires essas lágrimas magoadas,
Entre tristes palavras dum fogo frio,
Dá descanso a esta alma desgovernada.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

  

  SANGUE VIVO

No veludo olhar, afirmação!...
No seu corpo um mundo a descobrir,
Cada toque, nova sensação
Entre os seus gemidos, o florir,
Num desabrochar, a emoção.

Sentir o seu pulso acelerado,
No desejo do real amor,
É ter um prazer anunciado,
Com o paladar do seu suor,
Na descoberta do desejado.

Naquela ansiedade apaixonante,
Os seios na boca, doce mel,
Com um palpitar hilariante,
Desse seu belo corpo infiel,
Nos braços quentes do seu amante.

Nudez no mistério da mulher,
Carícias em dedos perfumados,
Que seus caminhos sabem escolher,
Entre gemidos aprofundados,
Desse sedento corpo, colher.

O sangue vivo em pétala nua,
Que a faz vibrar apaixonada,
Com o querer gritar, serei tua,
Respira-se pela madrugada,
O belo néctar, ao som da lua.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

        

      MINHA TERRA

Tenho no meu sangue, aquele cheiro doce,
O cheiro da terra molhada e do mar,
Terra vermelha, como se sangue fosse,
Que atormenta este meu já tristonho olhar.

Tenho saudades da terra onde nasci,
De seu nome Lubango, terra formosa,
Onde ao nascer, os belos olhos abri
E contemplei paisagem maravilhosa.

Naquela terra humilde de grande valor,
A minha boa sina não se cumpriu
E a partida, provocou minha dor.

O triste destino traçado ao nascer,
Ser triste, na maneira como surgiu,
Não me leva a querer ir por lá viver.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 12 de agosto de 2014


NUNCA É TARDE

A esperança não morre!...
Nunca é tarde para ver o sol nascer,
Cristalina água que corre,
Faz este amor florescer,
Lume brando que dos teus seios escorre.

À noite, chega a ansiedade!...
Desdobra-se em requintes de beleza,
Traz consigo a saudade,
Promovendo a incerteza,
Daquele débil amor da mocidade.

Nunca é tarde para amar,
Aquele turvo e triste olhar martirizado,
Sentido no teu olhar,
Entre o sorriso gelado,
Que dos lindos lábios, sorvo o teu beijar.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014


MELANCOLIA

Olhar fixo nesse azul do céu,
Exercício de pura ficção,
Uma alma coberta com seu véu,
Traça o destino do coração.

Aquele olhar mortiço sem chama
Rosto sombrio no seu olhar,
A felicidade que reclama,
Esse tempo que vê a passar.

Naquele quadro traçado sem arte,
Reflectido nessa chama fria,
Que do seu coração, assim parte.

Na distracção da vida, o sentir
Dum amor que perdeu a magia,
Na grande vontade de fugir.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 8 de agosto de 2014


DE LONGE

De longe!....
Olho-te com saudades…
Receio de te ver,
Saudades de te amar,
Esquecendo as maldades.
Sim!...
As maldades que teu povo praticou,
Escorraçando seu irmão,
Que aquela terra amou
E traz no coração o perdão.
De longe!...
Vejo o teu florescer…
O teu eterno caminhar,
O irmão negro a padecer,
O político a roubar.
Oiço o grito das zungueiras,
Na luta da sobrevivência,
Recordo as velhas mangueiras,
O imbondeiro e a inocência.
De longe!...
Vejo o irmão da mocidade,
A liberdade acorrentada,
A luta pela liberdade,
A juventude amordaçada.
De longe!...
Vejo o político enriquecer,
O povo a passar fome,
A juventude a morrer,
A tristeza que as consome.
De longe!...
Oiço o grito dos inocentes,
O batuque da saudade,
A vida que se retira.
Maldades inconscientes,
Proclamando a verdade,
No impor da mentira.
De longe!...
Oiço o teu grito de revolta,
No matar por matar,
A vontade que se solta,
Por não querer voltar!...

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 7 de agosto de 2014


RECLAMAÇÃO

Algo fria, noite breu,
Casta alma no mundo te perdeste,
Com o devaneio teu,
Amor que não tiveste,
No eterno mundo que se escondeu.

Flor silvestre do jardim,
Entre outras de tamanha beleza,
Serás pedaço de mim.
Disso tenho certeza,
Por seres rosa e eu puro jasmim.

Queres o teu corpo dar,
Na esperança de um grande amor,
Emoção no teu amar,
Que acabe com a dor
Na alma que não para de reclamar.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

          
       
FÉRIAS

Sem querer nada fazer,
Descansa o corpo e a alma,
Com o corpo a merecer,
Junto ao mar que o acalma,
Belo espaço de lazer.

Demoraram a chegar,
Estas férias merecidas,
São rápidas a acabar
Mas não serão esquecidas,
Quando ao trabalho voltar.

O importante é descansar
Ser no campo ou na praia,
O lindo país lembrar,
No litoral ou na raia,
É sempre útil passear.

Voltar à terra Natal,
Mesmo que, por pouco tempo,
É um descanso real,
Com pequeno contratempo,
Ser rápido o seu final.

Ver bailes e romaria,
Lembrar sua mocidade,
A terra e sua alegria,
Agora com mais idade,
Mostram a mesma magia.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 5 de agosto de 2014


POEMA DA VIDA

Vida por vida sentir,
Os sentires de uma vida intemporal,
Do querer chorar e rir,
Por entre o bem e o mal,
Quando uma vida se apresenta a sorrir.

Ter de nascer p’ra morrer,
A felicidade terrena que alcança,
No querer ter e não ter,
Promovendo a mudança
De uma vida, neste mundo a padecer.

Triste realidade humana,
Na serenidade do amar e odiar,
Contraste que não engana,
Em todo este caminhar,
Por este mundo egoísta e muito sacana.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 4 de agosto de 2014


INEXISTÊNCIA

Viver saudades do nada,
Uma dor de alma sem crer,
Felicidade adiada
Na vontade de morrer,
Com esta vida agastada.

No caminhar sem lhe ver,
Em direcção ao sol poente,
Atrasando o entardecer…
Querer um mundo diferente,
Nova vida a florescer.

Não existes no caminho,
Encantamento do Ser,
Onde existe o seu carinho.
Nesse corpo entristecer
E continuar sozinho.

Se for esta a sua sina,
Do amor sempre procurar,
Esse sonho de menina,
Com seu corpo feito mar,
Entre ondas de cafeína.

Aos fantasmas do passado,
Com o dever de enterrar,
Mar revolto desejado.
Seu esbelto corpo mar,
Em destino procurado.

Essa saudade que arde,
Na poesia o seu legado,
Destino que se faz tarde,
Desse segredo guardado,
Sentindo a realidade.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 1 de agosto de 2014


MULHER MENINA

Ser mulher menina,
Espírito jovem, uma rebeldia,
No amor traçar a sina,
Da vontade tardia,
Que esta triste vida, também ensina.

Ser capaz de viver,
Construir um intenso e doce amor,
Com a alma a florescer,
Neste corpo de dor,
Que procura o eterno renascer.

Ser mulher menina,
Com vontade de aprender e ensinar,
Querer ser cafeína,
Que droga com o amar,
E por ti, ser chamada de divina.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 31 de julho de 2014

       
RETORNO

No teu rosto, vejo o meu,
Os traços doutrora, vejo agora,
Amor, que o amor deu,
Vida que foi embora,
Mas aquele grande amor, não morreu.

O forte abraço meu,
Último amor que foi o primeiro,
A luz não esmoreceu.
Momento derradeiro,
Ao guardar o amor que sempre viveu.

Na tua voz o mundo!...
Bem antes da terra e depois do céu,
O amor mais profundo,
Igual ao meu e ao teu,
Não existe, mesmo no outro mundo.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 30 de julho de 2014


RETALHOS

No teu olhar!...
O meu mar!
Nos teus lábios o meu poema,
Pronunciado de vagar,
Como se fosse um problema.
No meu sorriso,
Um beijo teu,
Com forte sabor a aviso,
De algo que não aconteceu.
Retalhos de uma vida sofrida,
Espelhado no céu,
Sem qualquer simetria.
O fechar da grande ferida,
Coberta com um espesso véu,
Lembra-me a tua partida.
Esse teu ar carinhoso,
Que me faz acreditar,
Num futuro radioso,
Já não me satisfaz.
Procuro outro trilhar,
Seguro na caminhada,
Por este Mundo glorioso,
Espero encontrar a paz.
Pequenos retalhos da vida,
Teimam em permanecer,
Na minha mente sofrida,
Que procura fazer desaparecer.
A oportunidade surge do nada
E em nada se esfuma.
Aquele desejo astral,
Com algo que o consuma,
Já não é celestial.
Sou alma magoada, ferida,
Asas cortadas ao vento,
Novamente erguida,
Sem procurar o lamento.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 29 de julho de 2014


PARA ALEM DO TEU CORPO

Para além do teu corpo e dor,
Amo a tua alma, entre as estrelas,
Voando à procura do amor,
Pelos jardins, à luz das velas,
No segredo do teu pudor.

Para além do teu corpo belo,
Tua carícia, teu amor,
Os recantos que em ti revelo,
Ao beijar tão formosa flor,
Na doçura e cor caramelo.

Para além do corpo frescura,
Que do teu sal, provo o sabor,
Viajo em ritmo de aventura,
Por entre ondas de calor,
Com o teu beijo de ternura.

Para além do teu corpo, amor,
No embalar do teu encanto,
Viver contigo a tua dor
E parar o teu triste pranto,
Mostrar-te todo o seu valor.

Para além do teu corpo mar,
Beijar a tua boca ardente,
Teus seios poder afagar,
Com a carícia que o corpo sente,
Na bela forma de te amar.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 28 de julho de 2014

        

      VERNIZ

Brilho calmante do teu olhar,
Verniz que se desfez diluído,
Nas ondas incessantes do meu mar.
Fruto apetitoso e proibido,
Com toda a doçura do seu amar.

Capa esbelta do seu firme peito,
Toque de veludo salivar,
Da doce língua e seu nobre feito,
Nesse seu húmido deslizar,
Quente corpo, salgado e perfeito.

Verniz que estala com o passar,
Do tempo eterno da juventude,
No refrescar das ondas do mar,
Que mostram a sua plenitude,
Nessa disposição para amar.

Ao olhar seu lábio sensual
A lua azul deste meu desejo,
Provoca esse desejo infernal,
Na ânsia do doce sabor do beijo,
Que do meu Ser, se fez imortal.

Desejo seu corpo ardentemente,
Com alma e espírito de aventura,
No triste pensar que turva e sente,
Como um arrepio de ternura,
Do desejo que o meu corpo mente.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 11 de julho de 2014

    
 DOIRA O SOL

Nas nesgas agudas do areal,
Belos corpos expostos ao sol,
Bronzear com todo o seu final,
Que também põe o cérebro mole.

Areias filtram o fino sal,
Das águas lúdicas transparentes,
Que beijam a praia no final,
Na mudança das suas correntes.

Moçoila com o corpo moreno,
Na cobiça por ser desejada,
Lança no ar o doce veneno.

O lindo quadro, bom de se ver,
Salpicado com água salgada,
Faz qualquer moçoilo, padecer.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 10 de julho de 2014


CARÍCIA

Sentires d’alma presente,
Ao surgir da primavera,
Aquele desejo ardente,
Foi uma doce quimera,
Que nasceu, como se sente.

Com a tentação do desejo,
A formosa flor murchou,
Entre a carência dum beijo
E do momento que amou.

Na carícia do seu seio,
Um desejo com sabor,
Dum amor sem ter receio,
Do doce beijo da flor.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 9 de julho de 2014

     
TUAS MÃOS

Essas mãos que tocam,
Que protegem do mal,
Que te acariciam
São as mesmas afinal,
Que te podem fazer mal.

Nas tuas mãos me deito,
Este barco sem leme,
No apertar do teu peito,
Um destino que geme.
Toco-te suavemente,
Com os dedos de veludo,
Mão firme, mas docemente,
Momento que te desnudo.

Como o vento percorre,
Seu caminho sem parar,
Pelas minhas mãos escorre,
Tua vontade de amar,
Tua vontade de viver,
Que te amparam ao morrer.

Dedos entrelaçados,
A minha mão na tua,
Teus cabelos ondulados,
Deixam-te toda nua,
Ao sabor dos meus beijos,
Os teus nobres desejos.

Mãos que te fazem vibrar,
Na magia do amor,
Acompanham o teu falar,
No simbolismo da dor.

Essas mãos que são minhas,
Que são tuas afinal,
Na sina de suas linhas,
O teu destino mortal.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 8 de julho de 2014


NO SILÊNCIO DA NOITE

No silêncio, a alma sente dor!...
Um grito ouvido na solidão,
Alguém que procura por calor,
Que lhe chama entre a multidão,
Na incerteza do grande amor.

Com esse silêncio enlouquecido,
Em moldura de espelho dourado,
Um segredo mantido esquecido,
Será p’ra sempre a mais desejado,
Por se manter assim, escondido.

Escassez de amor em solidão,
Silêncio que toca a própria alma,
Nessas noites intensas de verão,
Com a melodia que a acalma
E também sossega o coração.

O silêncio da noite é martírio,
Como onda de dor que perfura,
Nas noites do seu forte delírio,
O sentir da falta de ternura,
Que provoca intenso calafrio.

Naquele febril adormecer,
O sonhar com a eterna paixão,
O acordar sem compreender
E se foi verdade ou ilusão,
O que sentiu ao amanhecer.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 7 de julho de 2014


SÍMBOLO DE AMOR

Flor cortada do seu pedestal,
Tombada na sua perdição,
Em lágrimas tolhidas de sal.

Tristeza no seu belo cantar,
São as lágrimas da rendição,
Com o seu eterno caminhar.

Essa tristeza de um grande amor,
Lágrimas de pura sedução,
Que mostram uma tão grande dor.

Por dentro de uma alma de Romeu,
Coração com grande padecer,
Na vida eterna que não morreu.

Flor cortada do seu pedestal,
É mágoa na tristeza do Ser,
Pétalas caídas dum mural.

E assim viveu angustiada,
Julieta numa vida insegura,
Até surgir a sua alvorada.

Num refúgio d’amor proibido,
Com rosto estampado d’amargura,
Foi condenada por ter fugido.

Foi Romeu o seu único amor,
Nessa aventura que quis correr,
Sem se importar com tão grande dor.

Alma virgem, simples coração,
Que não teve medo de morrer,
Tendo o amor por triste condição.

Escarnece o mal que tudo zomba,
Duma menina que muito amou,
Que nos braços do seu amor tomba.

Alvíssaras se pede ao Senhor,
Para a história este amor ficou,
Romeu Julieta, foi amor.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 4 de julho de 2014


DISCO DE VINIL

Rosas soltas ao vento,
Na neve derretida primaveril,
O sabor do lamento,
Neste disco de vinil,
Onde traço a vida de convento.

Convento onde fecho,
Alegria sentida na juventude,
Passado que remexo,
Sem que o tempo mude,
Ou altere todo este desfecho.

Saudades convertidas,
Nesta dor que sinto e não lamento,
Nas lágrimas retidas,
Deste encantamento,
Do passar dos anos e outras vidas.

Carlos Cebolo
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