Acerca de mim

A minha foto
Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

terça-feira, 21 de outubro de 2014

      
   OUTUBRO

Com um silêncio aparente,
Aquele encanto da lua,
O Outubro frio e quente,
Na sua roupagem nua,
Folhas caem de repente.

Aquela imagem de marfim,
Com nuvens em movimento,
Que cobrem tudo de mim,
Escondem meu sentimento,
Por este mundo sem fim.

Brancas nuvens que se deitam,
Neste Outubro mês sereno,
Onde os amores meditam,
Naquele clima próprio e ameno,
Em tudo que acreditam.

Assim despe a Natureza,
Sua roupagem dourada,
Apenas fica a certeza,
Duma vida prolongada,
Que produz sua riqueza.

Esse Outubro, Ser mulher,
Madura de natureza,
Com o saber no escolher,
Transforma a sua beleza,
Não se deixa esmorecer.

Outubro mês melancólico,
Cinzento e com pouca luz,
Seu aspecto nostálgico,
A mim, nada me seduz,
Por não ser meu acólito.

Na nudez do sentimento,
Mês húmido e agreste,
Escolhe o belo momento,
Nova roupagem que veste,
Esta vida em movimento.

No esconder da realidade,
Cai a neve lá no monte.
Forma o rio da saudade,
O amor que não te conte,
Tristezas da mocidade.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

        

      INSÓNIA

Naquela noite que não durmo,
Cercado de desassossego,
Fazendo da noite diurno,
Como o costume do morcego,
No sentir da alma me desnudo.

Entro nessa estrada do sonho,
Entrada da vida, sem vida,
Com o precipício medonho,
Onde a tristeza é divertida
E o triste caminhar risonho.

Lucidez inútil do corpo,
Olhos fechados sem dormir,
Com aquele movimento tropo.

Nesse imaginar de uma coisa,
Logo surge outro assunto também,
No despertar do teu sentir.

O peso do sono em mim poisa,
Mas esse descanso não vem,
No princípio do meu dormir.

Nas pálpebras no seu fechar,
A monotonia é diferente.

Sonho sem sentido nenhum,
Num sono sem querer sonhar,
A loucura que também sente,
Por ter com a morte, algo em comum.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/




quinta-feira, 16 de outubro de 2014

   

 SONHOS SEM COR

Era menina e moça na ilusão do amor,
Sonhos sentidos cheios de felicidade,
E pouco a pouco decepados pela idade,
Em sonhos coloridos que perderam cor.

Maldito o dia em que perdeu a confiança,
Bendito apenas por não ter continuidade,
Esse poder pobre, dado por uma aliança,
Ilusórios tempos da sua mocidade.

Como o cuco, sem ninho está seu coração!
Essa chuva ácida que dos seus olhos brota,
Forma no chão nascentes cheias de emoção.

Como a roseira sem rosas perde o valor,
Sua alma vai perdendo a fé, de gota em gota,
Nas pétalas secas e caídas do amor.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/

quarta-feira, 15 de outubro de 2014


      SOLIDÃO

Encerram-se as vestes do céu,
Cobre-se o rei sol protector,
Tempo vivido se perdeu,
Encanto e beleza do amor,
Por onde a vida se escondeu.

Naquele recanto do jardim,
Deixo voar o pensamento,
Pensamento que existe em mim,
De outros tão belos momentos,
De um Mundo esquecido, sem fim.

Recordo o tempo já passado,
Porte altivo da juventude,
O muito que fui admirado,
Toda aquela embriaguez que ilude,
Um corpo jovem desejado.

Neste presente de tristeza,
Estando triste e abandonado,
De nada conta a velha beleza
E as glorias do lindo passado,
Num futuro da incerteza.

Só, neste banco de jardim,
Parece que ninguém me vê!...
O tempo já passou por mim,
E na velhice ninguém crê,
Como ninguém crê no seu fim.

Aqui, neste triste jardim,
Ninguém olha p’ra bela flor,
As cores vivas do jasmim,
Essa beleza do interior,
Que existe no interior de mim.

Talvez o receio de ver,
O futuro da sua dor,
Na velhice, antes de morrer,
Depois de viver seu amor,
E também aqui padecer.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


terça-feira, 14 de outubro de 2014


SÓ A POESIA VENCEU

Mas esta tristeza é desassossego,
Por não ser justa nem pura
Na alma que a sustenta,
Sem pensar em existir,
Com algo que já existe.
No contraste da vida sonhada,
O pensamento voa descontente,
Num corpo alegre que resiste,
Ao ser triste, por estar contente.
Sem ambição nos seus desejos,
Faz a alma a sua jornada,
Tendo a solidão por companhia,
Encontrando-se sempre sozinha.

Uma ovelha sem pastor,
Que a negra nuvem, lhe corta a luz,
Com sua mão ossuda de algodão
Amargo na sua cor,
Traz tremor ao passar
Com a sombra que produz.

No cimo de um cipreste,
Colhe a ovelha o alimento,
Ao som da nuvem passante
Que de negro se veste.
Na brancura do seu pensamento,
Segue a ovelha adiante,
Escrevendo sem mestria,
Lindos versos em poesia.

No final dos tempos, a ovelha chorou
Com o triste fim que se aproxima,
Tudo o mais, o vento levou,
Colhendo com sua magia
No ceifar que se adivinha,
Os lindos versos da poesia.

Já tudo se esqueceu,
Neste Mundo rotativo,
Seja qual for o motivo,
Só a poesia venceu.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

        
       BAILARINAS

Ao som do violino, seu desgosto,
Olhar triste, rosto sorridente,
Começa a bailarina a dançar.
Um arrebol ligeiro no rosto,
Sete sedas no corpo somente,
Lançam o corpo no seu colear.

Os belos ventres arredondados,
No calor do corpo, o suor ardente,
Dos castigos incertos dos pecados.

Foi do ventre é esta dança chamada,
Moda de costume oriental,
Oferta sexy em dança ondulada,
Da juventude, ser imortal.

No cosmos seus sinais da incerteza,
No seduzir com doce colear,
Entre os serões de certa impureza.

Vida difícil da juventude,
P’ra liberdade poder ganhar,
Naquele estrelado que a ilude.

Bela dança e seus perfeitos passos!...
Das jovens, no recolher da idade,
Mostram seus tristes olhares baços,
Na ilusão da bela mocidade.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


quinta-feira, 9 de outubro de 2014


 INÓPIA DOS SENTIDOS

Minhas grandes mágoas,
Caminhos sem fim,
Coisas aos bocados,
Estas tristes águas,
Pedaços de mim,
Em sonhos trocados.

Este cansaço de pensar,
No existir, por existir,
Espírito ausente, passar
Por este tempo sem partir,
Para trás a vida ficar.

Universo oco de ideias,
Tédio do corpo esquelético,
Luz severa das candeias,
Dum poder já eléctrico.

Fúria de um traçado destino,
Causa e efeito da confusão,
A própria mente em desatino,
Escura luz da escuridão.

Para quem a vida tem usada,
Prazer dos prazeres da alegria,
Também a tem assim acabada,
No cantar mudo da poesia.

Na ilusão do espaço e do tempo,
Falsas memórias construídas,
Nos claustros do meu pensamento,
Que abrem de novo, as feridas,
Então fechadas no convento.

Como a água do rio, a vida passa!...
Deixa para trás o nascimento,
Vai a carne e só fica a carcaça,
Em papiro, fica o pensamento.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


quarta-feira, 8 de outubro de 2014


DIA DE CHUVA

Nasce cinzento o dia de chuva,
Dia e noite se confunde,
O céu parece traje de viúva,
No passado que o prende.

Sem luz, nasce o dia meio escuro,
Chuva miúda por cá.
Ao longe, na linha, vê-se um muro,
Nada se vê para lá.

Não sei que dia teremos hoje,
Nem o que nele, farei.
Esta triste vida que me foge
E para onde irá não sei.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/

terça-feira, 7 de outubro de 2014


ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Entre a cruz e a espada,
O povo cantava feliz,
Na simplicidade esperada,
Água parada de um chafariz.

Duma felicidade cativa,
Da infelicidade já cativo,
Sem querer que apenas viva,
O triste povo ainda vivo.

Tratado como humidade,
Que de negro pinta a parede,
É fungo gasto pela idade,
A água que não mata a sede.

Tirar o trabalhador ao Mundo,
Ser oco de pensamento,
Querer por a nau ao fundo,
Com negação do sentimento.

A quem prezar com tais favores,
Este povo trabalhador,
Na descrença de tais senhores,
Para ganhar tamanha dor.

Pau queimado de incenso mudo,
Traduz a luz do belo olival,
Da boca fria que pensa tudo,
Atitude de um animal.

Fósforo queimado da boa cepa
Para quem não tem memória,
A força que o rei decepa,
Torna o reinado sem glória.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/




segunda-feira, 6 de outubro de 2014



CHUVA DA ALMA

Nuvem negra do pensar,
Que ondula nesse céu suave,
Como o cantar da bela ave,
Ouvindo o vento passar.
Nesse eterno caminhar.

Tão doce como o chover,
Em dia de sol radioso,
Negro no seu padecer,
O passeio vagaroso,
Que se torna doloroso.

Passear entre o azul do céu
E levando água ao seu moinho,
Neste jardim meu e teu,
Onde me encontro sozinho,
Esperando o teu carinho.

E negra fosse minha alma,
Bendita na natureza,
Sem de nada ter certeza,
Do bem e do mal que acalma.

Peso enorme, vida breve,
Dentro de mim escondido,
A dor, que alguém a leve,
Antes do corpo perdido.

Girar da força, razão,
Que endireita já rijo leme,
Triste e pobre coração,
O velho corpo que treme,
Por já não ter condição.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

  

 CONTADOR DE SONHOS

Quando sou chamado a escrever versos,
Ou quando a minha alma assim se dispõe,
Escrevo no papiro da memória o sentimento
Que no ar andam dispersos,
Quase sempre à hora que o rei se põe,
Lá nos confins do firmamento.

Os que lêem os meus versos,
Para me agradar, chamam-me poeta,
Nestes momentos controversos,
Onde o Mundo se sente alerta,
Na vanguarda dos sentimentos,
Ao atravessar os tristes momentos,
De uma vida que tem a morte por certa.

Não passo de um contador de sonhos,
Que pelas frias mãos das estações,
Procura o norte da vida real,
Que faça os dias sombrios mais risonhos
E acabe com todas as confusões,
Duma mente que não encontrou o seu ponto cardeal.

Sem ambições, mas com desejos,
Ser poeta não consta deles,
Como os meus lábios não vivem de beijos,
Nem tão pouco procuro por eles.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

         

       MÚSICA

Sons vibrantes, enchem o ar,
Melodias soltas na dor,
Das flautas livres ao luar,
Aquele deus Pan que traz amor,
Com aquele seu suave tocar.

Música com toda a harmonia,
Chama que acende o coração,
Nessa desgarrada euforia,
Dum trinar como condição,
No encantar daquela alegria.

Poder a música chamar,
Pelos caminhos da saudade,
Essa nostalgia do amar,
Chama sentida em liberdade,
Esperança no caminhar.

É música do coração,
Som vibrante do violino,
Tocado com grande paixão,
Pelas doces mãos dum menino,
Na glória da sua emoção.

Numa tristeza ou alegria,
A música que eleva a alma
E tudo transforma em magia,
Que a própria solidão acalma,
Com sons em perfeita harmonia.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


terça-feira, 30 de setembro de 2014

       
  ENERGIA AZUL

Soltam-se as rédeas ao vento,
Pás gigantes rodam sobre o seu eixo,
No seu eterno lamento,
Queixume do seu desleixo,
No rodar do seu descontentamento.

Castelos soltos no céu,
A transformar o ar em energia.
Esse poder belo que a concebeu.
O corpo que à mulher deu,
Com toda a sua magia,

Bela fonte de energia,
Libertada com seu doce clamor,
Mulher na sua alegria,
Traz ao Mundo o seu amor,
Na igualdade que ela próprio cria.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

       

    INSEGURANÇA


Das palavras doces tenho medo…
As paredes não guardam segredo.
O esconder no doce, o veneno,
Enquanto o tempo estiver sereno.

Medo de amar a tua canção,
Salvaguardar o meu coração.

Tenho medo das boas intenções,
P’ra proteger fracos corações,
Entre o encantar de pura magia,
O sentir de uma nova alegria.

P’ra te confiar o meu destino,
Provoco todo este desatino.

Tenho medo do nosso segredo,
Ter nos teus braços o meu degredo
E em tuas lágrimas o frio,
Deste meu temor, meu calafrio.

Tenho medo de ficar rendido,
Ao amor, por ti oferecido.

É fácil e vil esse encantamento,
Querer acabar o sofrimento,
Na magia pura da beleza,
Sem mostrar querer impor firmeza.

Tenho medo de sentir amor
E tenho medo do teu fervor…

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/



sexta-feira, 26 de setembro de 2014


NEM TUDO SE PERDEU

Se olhaste bem, os montes erguidos,
Guardaste os momentos derradeiros,
Os lugares belos e queridos,
Os belos e imponentes embondeiros,
Alva neve, campos de algodão,
O amarelo acre do sertão.

Saudade! ai amor, que saudade!
Aquela verde e velha mangueira,
O espírito da liberdade,
Da bela fruta, quem não se lembra?
O crescer de inocência e vigor,
Tom flamejante da sua cor.

Aquela inocência do pudor
E tocar aquele céu de ventura,
Imaginando o velho condor,
Naquele voar de triste candura,
Por entre um sertão com sua sorte,
Ter de rir nas angústias da morte.

Ai não!... A vida não acabou,
Aqueles gigantes embondeiros,
Na nossa imaginação ficou,
Os belos momentos derradeiros,
Das saudades que agora teremos,
Dos belos tempos que então vivemos.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


             

            N I N A
      (Em tua memoria)  

Perpétua serás na minha memória,
Felina com teu meigo olhar, cinza cor,
Na curta vida que fizeste história,
Sempre nos destes o teu grande amor.

Assim serás para sempre lembrada,
Meiga, amiga na tua condição,
Bela gata por muitos desejada,
O perfeito animal de estimação.

Para nós foste mais que um animal,
Foste mais um elo da nossa vida,
Tristes ficamos, com este final.

Ver-te sofrer do mal que te acolheu,
Doença maldita e muito temida,
A dor que sentes, também me doeu.


Carlos Cebolo

terça-feira, 23 de setembro de 2014

      

       SERENATA

Canto palavras doces de amor,
Que nos teus lábios são pronunciadas.
Ao inverno da alma dou calor,
No contraste das vidas passadas,
Lembro-te da nossa triste dor.

Vem à janela sem altivez,
Entre cortinas na madrugada,
No sonhar da tua embriaguez,
Neste cantar, da tua alvorada,
O meu grito na tua surdez.

Que a magia desta serenata,
Leve teus sonhos a adormecer,
Desta vida que foi muito ingrata.

Declamo só meus poemas de amor
E acordo-te no amanhecer,
Fazendo esquecer a tua dor.

Linda menina vem à janela!...
Dá-me o prazer do teu doce olhar!
Vem ver a lua que está tão bela…
Lança-me um beijo neste luar,
Minha doce e querida donzela.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/





segunda-feira, 22 de setembro de 2014

  


 ELES CANTAM

Canta o pobre trabalhador,
Canta na sua timidez,
Canta com uma voz de dor,
À espera da sua vez.

Canta como um pobre pardal,
Na liberdade condição,
Sem ter de voar do seu beiral,
Trabalho por confirmação.

O som triste no amanhecer,
Voz do campo na sua lida,
Canta até ao anoitecer,
Esse cantar da própria vida.

Por cantar sempre sem razão,
Com o seu destino traçado,
Derrama o cantar pelo chão,
Da terra que o há condenado.

Trabalhador de vida breve,
No seu cantar a inocência,
Morre pobre com alma leve,
Leva consigo a consciência.

No cantar o seu ganha-pão,
Trabalho árduo, seu suor,
Ter a míngua por condição,
Beijar a mão ao seu senhor.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

     
 
ALÉM – MAR

Por aqui sou imigrante,
Neste belo país que me acolheu.
Sem quer ser emigrante,
Calem-se as vozes, de quem cá nasceu.

Nuvem alvacenta e nua,
Que nesta cabeça pesada vai,
Caminha pela amargura,
Com a teimosa lágrima que não cai.

Quem me dera ter a dor,
Do meu tempo de emigrante nascido,
Naquele Mundo de calor,
Aquele além-mar desaparecido.

O resplendor do meu sal,
Que a lágrima derrama no jardim,
Consolando meu igual,
Fruto que brotou e saiu de mim.

E sem perder o juízo,
Com todo este meu tremendo degredo,
Lembro todo o prejuízo
E de novo começar, sem ter medo.

Pôr fim a esta jornada,
De estar faminto na grande abastança,
Nova vida desejada,
Tendo o triste passado na lembrança.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/