Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

sexta-feira, 12 de setembro de 2014


MINHA TERRA

Minha Terra?
Minha terra era uma estepe palpitante,
Formosa!...
No mistério que só África encerra,
Incessante;
Frágil como a mais linda mariposa.

Minha terra?
Minha terra era doce como o seu mel,
Perfeição,
Naquele sopé de uma magnífica serra,
Cor pastel,
Que a lembrança faz doer o coração.

Minha terra?
Minha terra com o seu cheiro a maboque,
Ardente,
Tristemente devastada pela guerra,
Com seu toque,
Preenche de saudades a minha mente.

Minha terra?
Minha terra, Bibala por sua graça,
Bela flor,
Os sentidos nos sentires que encerra,
Na raça,
Ao impor aos seus filhos, tão triste dor.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

      

     BELEZA

Fino véu de loiro trigo,
Na cabeça vai voando,
Traz no peito o som amigo,
Dos amores que vai somando.

Esbelta flor e seu pranto,
Beleza da natureza,
No olhar o seu encanto,
No amor a incerteza.

Loiros fios de encantar,
Naquele corpo de donzela,
Voam com o meu soprar,
Fazendo-a ainda mais bela.

No seu toque a sedução,
Que arrasa o meu coração.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

     

     OLHARES

Gosto de olhar para trás,
Ver o passado chegar,
Na ânsia que não morreu
E tudo o que ele me traz,
Todo esse teu doce olhar,
O desejo que é só meu.

Reviver a desventura,
Anos passados no crer,
Aquela doce ternura,
Nos teus braços reviver,
Suspiros do teu amor,
De um coração sem ter dor.

Com aquele teu doce olhar,
Que outrora eu bem senti,
Mantendo o gosto guardado.
Aquele teu tom de falar,
O que recordo de ti,
Gosto do rosto salgado.

No peito tens bela flor,
Aquele coração ardente,
Que se abre para o amor,
Com o ardente olhar que sente,
Vontade de caminhar,
No delírio de sonhar.

Os olhos que tudo dizem,
No olhar sentir o prazer,
Faíscas que reluzem,
Várias cores do teu ser,
Mostra ira e toda a calma,
Daquilo que traz tua alma.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 9 de setembro de 2014

      
  DESESPERO

Quem eu quero ver, não vem!...
Quem vem, só traz a saudade,
De quem na realidade,
Nos meus sonhos é alguém,
Lembranças da mocidade…

Ouvindo as noites passar,
Com todos os desassossegos,
Os noctívagos morcegos,
Também se põem a cantar
Elevando os seu egos.

À noite chamo por ti,
No brilho da escuridão
Desperta o meu coração,
Na dor que sempre sofri!...
…O toque da tua mão.

Desespero só por dar
Um beijo no lábio teu,
Nosso amor que não morreu,
Com a força do nosso amar,
O sentir que é só meu.

Há muito que não te vejo,
Desde o tempo de menina,
Quando ainda eras franzina.
Conheces o meu desejo
E traçaste a minha sina.

Quero os teus lábios beijar,
Sentir o gosto d’outrora,
Quando te fostes embora.
No desejo de te amar,
O destino marca a hora.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

             

        RECOMEÇO

Pararei no caminho, p’ra te apanhar,
Seguiremos sem um destino traçado,
Por entre os recantos da alma, caminhar,
Esquecendo o coração despedaçado.

No encanto desta nossa nova alvorada,
Caminhemos de mãos dadas com o amor,
Naquela felicidade já guardada,
Que o coração agora liberta a dor.

Seremos namorados no eterno luar,
Na carência sentida no sentimento,
Intensivo na nossa forma de amar.

Sem esquecer velhos traumas já sofridos,
Esquecemos todo o passado tormento,
Daqueles momentos por nós já vividos.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

         

       PASSADO

Do meu passado, não sinto nada!...
Um nada que dói!
Num corpo e alma desesperada,
A dor que destrói.

Aquela mocidade esquecida,
Alma lusitana
Com o fechar da sua ferida,
Na mente insana.

Um futuro p’ra sempre forçado,
Na dor do momento,
Por não seguir caminho traçado
Pelo sentimento.

Saudoso passado que se foi,
Futuro que fala,
A tremenda saudade que dói,
Dor que não se cala.

Sentimento inglório do nascer
Sonho adormecido,
Alma na glória do padecer,
Coração ferido.

Com sossego do seu coração,
A dor não sentida,
Num corpo com outra condição,
Já foi esquecida.

Na sua definida estrutura,
Povo sem Nação,
Para trás ficou essa aventura,
Dor do seu irmão.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 4 de setembro de 2014


 ONDAS DO MEU SAL

Brutalmente avança a onda do mar
Na areia se lança p’ra descansar,
Fúria selvagem na mansidão,
Galga caminhos sem ter o seu chão.

Assim vai a lágrima com seu sal,
Neste amor dormente, com seu final,
Rola pelo rosto sem ter calor,
Deixa no coração, eterna dor.

Chão cansado com o seu caminhar,
No chorar do corpo, com seu sofrer,
Assim vai serena, a onda do mar.

No rolar da lágrima o sofrimento,
Doce sal do meu triste padecer,
Na areia branca espraia o sentimento.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

        

          LOUCURA

E tudo se consente!...
Neste chão sagrado da minha mente,
Já tudo rodopia,
Num rasgar dos sentidos da fantasia.

Loucura a enegrecer,
Os já tristes sentidos do padecer,
Nas trevas do meu seio,
Com tanto pesadelo, insónia e anseio.

Neste meu sonho Louco,
Minhas frias mãos seguram o cérebro oco,
Vogar só, sem destino,
Nestas águas tristes do meu desatino.

No deserto da vida,
A sede d’uma loucura não sentida,
Com este meu despeito,
Pela dor que trago escondida no peito.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 2 de setembro de 2014



  PAPOILAS RUBRAS

Aqui, nos campos da redondeza,
Singelas, perfumadas e belas,
Com sua histórias, sem ter grandeza,
Papoilas parecem aguarelas,
Fruto da boa mãe Natureza.

Lembro aquele pic-nic feito,
Ali, junto ao riacho das rolas.
Discreta, mostravas o teu peito,
Ao apanhares as lindas papoilas,
Um ramalhete rubro perfeito.

E chegado a hora da merenda,
Estendemos nossa toalha à sombra,
Com teus seios a saltar da renda,
Mostravam aquela tão bela obra,
De um lindo quadro sem ter legenda.

Num impulso ardente de paixão,
Colhi a mais bela flor silvestre,
Dando asas ao meu coração.
Naquele lugar lindo, campestre,
Com um beijo, pedi tua mão.

E hoje recordo com saudade,
Sempre que vejo as rubras papoilas,
Do nosso tempo da mocidade,
E do lindo riacho das rolas,
Aquele quadro para a eternidade.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

   

 OUTONAL

No sentido da dor!...

Procuro o tempo ido,
Na floresta já seca,
Que o teu amor refresca.

Neste outonal florido,
Em folhas de papiro
Do teu corpo, me inspiro.

Vulcão arrefecido,
Neste corpo usado,
O teu beijo guardado,
O amor que respiro.

Assim é meu amor!...

Outonal do meu ser,
O mal que não me deixa,
Guardar do meu sofrer,
Riacho que se queixa.

Assim meu coração,
Este cofre fechado,
Sina da minha mão.

Cantar velado e lento,
Dum destino guardado,
Lá no meu pensamento.

De ti, guardo o momento…

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

            

            OCASO

Há quem fique feliz com o pôr-do-sol!...
A mim, isso simplesmente me aflige,
Não por ser apenas o pôr-do-sol,
Mas talvez, porque a escuridão me atinge.

Assim como me preocupa o momento,
De ver o rei sol desaparecer,
Levando consigo o forte lamento,
De um dia que espera para renascer,
Também minha alma fica na saudade,
Para voltar ao bom calor do sol,
Ouvindo o vento com sua verdade.

O vento que passa e nada me diz,
Naquela escuridão do pôr-do-sol,
Apenas me fala do que não fiz.

À noite, todos os gatos são pardos!...
O branco é negro no profundo ser,
E o próprio tempo, aumenta os seus retardos,
Com receio de desaparecer.

Muito me diz, o seu encantamento,
Procuro no pôr-do-sol o momento…

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

       

    SER FINGIDOR

Dizem que escrevo o que não sinto,
Em tudo o que escrevo não minto,
Falo de puros sentimentos,
Sentidos em vários momentos.

Se não sinto, outros sentirão,
Este escrever do coração,
Nesta imaginação do Ser,
Imaginando o seu sofrer.

Neste escrever sou fingidor,
Sonho com este padecer,
Que ao mundo causa sua dor.

Se daí algum mal provir,
Sem querer ver alguém sofrer,
Passo a escrever a mentir.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 26 de agosto de 2014

      

      ESPLENDOR

Naquele sorriso franco e solidário,
De vermelho em horas silenciosas,
Acompanha o eterno solitário,
Por entre o jardim de flores ditosas.

Pudesse eu ser lenço de seda bela,
Onde ela limpa a lágrima singela.

Pele morena como as doces africanas,
Seios firmes na sua indecisão,
Naquela altivez próprio das ciganas,
Faz fraquejar este meu coração.

Fosse eu os seus vestidos alongados,
E pudesse escutar os seus pecados.

Naquela noite de perfeito luar,
Ecoa o seu grito silencioso,
De mulher frágil que só quer amar,
Com seu belo encanto malicioso.

Pudesse eu ser lua com o seu luar,
E seu belos lábios poder beijar.

Aquelas noites belas e saudosas,
No jardim ricamente ornamentado,
Por entre as flores frescas e amorosas,
Foi o seu amor também renegado.

Pudesse eu ser o sol da sua vida,
Não a queria assim, arrependida.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014


DEUS MENOR

Não vejo tão boa sorte,
Nem aventura que valha,
Mesmo tendo a vida velha,
Há quem já não tema a morte.

Tendo um só sopro de vida,
Esse tempo vai correndo,
Com a morte por escondida,
Na vida que vai vivendo.

No fim, tudo se consome,
Não tendo nada por certo,
Essa alma que nunca dorme,
Vive com o fim tão perto.

Se cá entre nós nascemos,
Filhos menores da terra,
No incerto também vivemos,
Com a sina que nunca erra.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014


CABO DO MUNDO

Subi ao cabo do Mundo,
Apenas para te ver,
Chamei pelo mar profundo,
Até o deus sol nascer.

Não te vi no horizonte,
O teu calor não senti,
Coberta por grande monte,
Escondeste-te de mim.

Subi ao cabo maior,
Para o teu cheiro obter,
Na alma só trago dor,
Sem estar por lá a viver.

Não te vi por onde olhei,
Terra vermelha de amor,
A terra que tanto amei,
Também me causou a dor.

Subi ao cabo do mundo,
Apenas para te ver,
Ao ver um país imundo,
Não te quis reconhecer.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 21 de agosto de 2014


MISTÉRIO DO SONHO

Sonhei!... Que saiba nada de concreto,
Mas já desperto, veio a confusão,
Daquele sonho que tive tão discreto,
Na confusão que só os sonhos dão.

As calmarias em mares imensos,
Essa realidade da ilusão,
Que ao dormir, soltam outros universos,
Sombras piores que a escuridão.

Nos sonhos, tudo é pura confusão,
Uma mescla de fortes sentimentos,
Num universo de pura emoção.

Na irrealidade indefinida,
Dum sonho com os eternos momentos,
Que não se sabe se é sonho, ou vida!...

Carlos Cebolo
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terça-feira, 19 de agosto de 2014



O SENTIR DA AMIZADE

Sou flor frágil no sentimento,
Preciso de um forte carinho,
Um doce abraço no momento,
Não me deixes morrer sozinho.

No abraço, sentir teu calor,
A protecção do meu viver,
Que acabe com o meu sofrer,
Nos teus braços sentir amor.

Dá-me um abraço carinhoso,
No sentir da nossa amizade,
Essa sim, sem qualquer idade.

Sem mágoas ou ressentimentos,
Que o teu sol, seja radioso,
Nestes meus últimos momentos.

Carlos cebolo
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014


CORAÇÃO FECHADO

Aquele fumo que troveja,
Fogo do seu coração,
Essa beleza que inveja,
Toda a perfeita união,
Esse corpo que deseja.

O alvo carvão em chama,
Fogo frio do vulcão,
Feliz vida que reclama,
Impondo uma solução,
Reacender sua chama.

E novamente tentar,
Na certeza de vencer,
A força do crer amar,
Sabendo que vai sofrer,
Nesse novo caminhar.

Esse temporal de amor,
Que em tudo é natural,
Nesse inverno traz calor,
Como um doce vendaval,
Que amaina a triste e vil dor.

Frio escaldante, pecado,
Alma triste sofredora,
Dum passado amargurado,
Nesta vida acolhedora,
Abre o coração fechado.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014


LÁGRIMAS MAGOADAS

Naquela triste, mas linda madrugada,
Cheia de magia, senti a saudade,
Duma vida celebrada e desgastada,
Em tempos idos da minha mocidade.

Lua prateada na sua vontade,
Ilumina o amor na triste alma apagada,
Sai da escuridão e vai p’ra claridade,
Para alegrar esta triste madrugada.

E se vires cair lágrimas a fio,
Que dos meus tristes olhos são derivadas,
Forma com elas, um lago junto ao rio.

Ao sentires essas lágrimas magoadas,
Entre tristes palavras dum fogo frio,
Dá descanso a esta alma desgovernada.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

  

  SANGUE VIVO

No veludo olhar, afirmação!...
No seu corpo um mundo a descobrir,
Cada toque, nova sensação
Entre os seus gemidos, o florir,
Num desabrochar, a emoção.

Sentir o seu pulso acelerado,
No desejo do real amor,
É ter um prazer anunciado,
Com o paladar do seu suor,
Na descoberta do desejado.

Naquela ansiedade apaixonante,
Os seios na boca, doce mel,
Com um palpitar hilariante,
Desse seu belo corpo infiel,
Nos braços quentes do seu amante.

Nudez no mistério da mulher,
Carícias em dedos perfumados,
Que seus caminhos sabem escolher,
Entre gemidos aprofundados,
Desse sedento corpo, colher.

O sangue vivo em pétala nua,
Que a faz vibrar apaixonada,
Com o querer gritar, serei tua,
Respira-se pela madrugada,
O belo néctar, ao som da lua.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

        

      MINHA TERRA

Tenho no meu sangue, aquele cheiro doce,
O cheiro da terra molhada e do mar,
Terra vermelha, como se sangue fosse,
Que atormenta este meu já tristonho olhar.

Tenho saudades da terra onde nasci,
De seu nome Lubango, terra formosa,
Onde ao nascer, os belos olhos abri
E contemplei paisagem maravilhosa.

Naquela terra humilde de grande valor,
A minha boa sina não se cumpriu
E a partida, provocou minha dor.

O triste destino traçado ao nascer,
Ser triste, na maneira como surgiu,
Não me leva a querer ir por lá viver.

Carlos Cebolo
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