Acerca de mim

A minha foto
Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

    

   PREGADOR

Caminha, Pedro caminha!...
Diz o Mestre no missal,
Boa nova, vida minha,
Neste eterno Carnaval.

Vai seguro e com coragem,
Enfrenta perigos do mal,
Só a mim, dás vassalagem
E a mais nenhum mortal.

Prega, Pedro pregador,
A compaixão por medida,
Na cruz viveu teu Senhor,
Na hora da despedida,
Na terra deixou amor.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014


O SILÊNCIO DA IDADE
(Terceira idade)
Hoje, tombada a flor da juventude adorada,
Sem o perfume da bela rosa e do jasmim,
Como me lembro do tempo da minha alvorada,
Quando o Sol estendia seus raios sobre mim.
Pensei que fosse eterna a juventude encantada,
Que a bela vida vivida não tinha seu fim,
Assim como seria eterna a rosa encarnada,
Fechada naquela torre feita de marfim.
Mas, hoje sem as asas douradas da infância,
Oiço nos ventos os ais deste corpo que chora,
Com seus ecos ouvidos para além da distância.
Sem sentir temor, mas sempre a extrema saudade,
Solto nas asas do tempo, a vida de outrora,
Nesse tempo onde vivi a minha mocidade.
Carlos Cebolo

terça-feira, 18 de novembro de 2014


SENTIRES E EMOÇÕES

Tão profundo foi este pensamento,
Que alagou minha alma na solidão,
Dum Mundo novo com seu sofrimento,
Que enfraquece toda a boa união.

Sentimentos soltos em poesia,
Compõem os soltos sonhos do Mundo,
Tristeza, alegria e sua magia,
Num desassossego de alma profundo.

Nos sentires dum coração ardente,
Os segredos retidos e escondidos,
Que somente a pureza da alma sente.

Encantos no tocar da poesia,
Emoções de tempos não esquecidos,
Da juventude com sua alegria.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

     

     ODORES E DESEJO

Aquele jardim, para mim não tinha flores,
Apenas teus odores
E a mortiça luz da lua bela
Que no céu brilhava como uma estrela.

Naquela noite fria,
Iniciei assim minha romaria,
Sem rumo e sem destino,
Com minha alma em perfeito desatino.

O destino da vida,
Que nesta noite assim esmorecida,
Perdeu a sua calma,
Nesses tristes e fatais presentes d’alma.

Uma nova aventura,
No sentir e cheirar a tua candura,
No deserto da vida,
O desejo, a ânsia e sede escondida.

Impulso derradeiro,
Amor secreto e forte, por ser primeiro,
Naquele murcho jardim,
Um lindo ramalhete, nasceu assim.

Naquele antigo jardim, nasceram flores,
Mistura de odores,
Um intenso luar
E o rei sol, voltou de novo a brilhar.

Neste meu coração,
Já cansado e com outra recordação,
Uma flor renasceu
E assim, o nosso amor rejuvenesceu.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

       

    SOL NASCENTE

O Sol nasce sempre no mesmo lugar,
Embora a terra gire no seu sentido,
Como a mágoa por não te poder amar,
Também gira libertando o amor contido.

Sempre que me encontro no meu acordar,
Tua imagem flutua na minha mente,
Acordado, procuro também sonhar,
Para te ter no amor que a minha alma sente.

Espiritualidade feita de amor,
No sentir dos sentidos da madrugada,
O entusiasmo ao sentir o teu clamor.

Sol nascente da minha alma sofredora,
Que do teu corpo se sente desejada,
Nesta aventura para sempre tentadora.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 11 de novembro de 2014



Não Mintas

Não mintas!...
A nossa amizade merece mais.
Quem gosta tudo consente,
Suspiros, gritinhos e ais
E tudo o que o coração sente.

Não mintas!...
O passado,
O presente,
No amor nada se esconde,
Se o amor não mente.

Amar não é pecado,
Ama-se apenas o bem,
Guarda-se o belo legado,
Procura-se ser alguém.

Se carnal a união,
Espiritual a seu jeito,
Deixar falar o coração,
Não levar nada a peito,
Sem exigir condição,
A tudo ficar sujeito.

Não mintas!...
Ilusões sentidas,
Devaneios escondidos,
Amores secretos ocultos!...
Alegrias merecidas,
Encontros proibidos,
Triste mundo de adultos.

Não mintas!...
Alma gasta, apagada,
No deserto da vida,
A felicidade adiada,
Na dor sentida,
Com a vista esmorecida.

No sentir da tristeza,
Como a treva da morte,
De nada ter certeza,
Procurar nova sorte…
Não mintas!...

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

          

         VOLÁTIL

Quando a minha alma voa
E penetra no intenso azul do céu,
Colorido por pedaços de algodão
Branco neve, na mistura do cinzento
Triste e espesso véu,
O meu grito ecoa,
Ao encontro do teu coração,
Seguindo os caminhos do vento.

Enquanto meu corpo descansa
Neste espaço terreno,
Ela viaja pelo Olimpo chão sagrado,
Onde ganha a confiança
Dos deuses e deusas do amor e do pecado,
Que fazem do amor, um templo eterno.

Entre as flores dum jardim perfumado,
Com cânticos e louvores em harmonia,
Vejo a luz cintilante do teu olhar,
Talhado nas nuvens daquele céu azulado,
Que me encanta com a sua magia.

Aquele teu olhar que me seduz,
Acompanhado pelos teus seios palpitantes,
Prendem-me como fortes fachos de luz,
Prendem os olhos livres na escuridão,
Das almas puras viajantes,
Que pastoreiam pelo Sertão.

Na viagem da minha alma sonhadora,
Onde o meu pensar está fora de mim,
No seu supérfluo sepulcro do destino,
Encontro a tua alma sonhadora,
Que percorre aquele caminho sem fim
E perante a qual me inclino,
Por sentir tão grande beleza,
Rainha no seu pedestal trono de realiza.

Pudesse eu acompanhar tais passos,
Na vida terrena do corpo dormente,
Com os olhos tristes e rasos
De lágrimas que agora sente,
Com o regresso da alma à realidade,
Depois de ter vivido a sua liberdade.

Este sonho dourado que me inquieta,
Na liberdade do Ser amante sonhador,
É como o grito surdo do poeta,
Quando canta a sua dor.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

      

        FILOSOFIA

Se eu penso, é porque existo!...
A verdadeira inocência é não pensar…
Se não penso, não existo,
Essa existência do amar,
A enorme inocência que vejo nisto.

Somos chamados de humanos,
Por ter a capacidade de pensar,
Por aqui não há enganos,
Faculdade de imaginar,
Depois da morte, saber p’ra onde vamos.

Quero aqui deixar em verso,
Por ser certo ou errado, este pensamento,
Um assunto controverso,
Olhando este sentimento,
Depois da morte, viver novo regresso.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

            

            NOSTALGIA

Nostálgicas lágrimas do teu sofrer
Sentidas na alma que não chora e não pensa,
Nesse misticismo que quer entender,
O tão grande volume da paixão que se adensa.

As flores sorriem no belo jardim,
Entre rios que choram as tristes mágoas,
Na esperança de belos sonhos sem fim
Que separam escuras e tristes águas.

Nostalgia do espaço eterno sem tempo,
Esse lugar de encontro da alma que grita,
O belo tardar do sonhar da esperança.

Tristezas levadas nas ondas do vento,
A nostálgica vida que não se agita,
Na bela magia de se ser criança.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 4 de novembro de 2014


 RENOVAÇÃO

Neste cinzento negro céu,
Segredos escondidos da vida,
Nova esperança renasceu.

Por entre farrapos de nuvens.
Voltar a amar e ser querida,
Libertar fantasmas reféns.

Sem esperar por caridade,
Coisa que não faz o seu génio,
Naquela fraca claridade,
Procura manter livre a alma,
Absorver o seu oxigénio,
Entre marés na noite calma.

Para encarar a realidade,
Invocar a sua forte musa
E acabar com a maldade.

Na réstia do sol, renascer,
A bela fragrância que ousa
Fazer novo amor florescer.

Talvez ainda seja cedo,
Ou tarde por já ser passado,
O escuro provoca medo
Nesse seguro indesejado,
Que provoca triste degredo.

Vagamente vem-lhe à lembrança,
E invoca o velho passado,
No silencio da contra-dança,
Desses tempos desesperados.

Liberta seus segredos sábios,
Beija ardentemente seus lábios.

Só renovando o seu amor,
Termina a sua triste dor.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 29 de outubro de 2014


 MISTICISMO/HALLOWEEN

Halloween! Halloween! que será de mim?
Lá vem a bruxa com os seus bruxedos!...
Festejos nesta noite sem fim.
Com travessuras e seus segredos,
Nas ameaças com algo ruim.

Vassouras esvoaçantes ao luar,
Os chapéus de abas, preto e bicudo,
Com feia máscara, o belo escudo,
A surpresa a quem vai assustar,
Ameaçando com o mal profundo.

Do vermelho sangue ao negro luto,
Na lua cheia, noite enlutada,
A boa fada e bruxa de susto,
Ambas em perfeita caminhada,
Passos mudos que na noite escuto.

Pagão festejo, povo cristão,
Santos e finados pelo meio,
Sem maldade estendem sua mão,
Pedem guloseimas sem receio.

Halloween! Halloween numa brincadeira,
As crianças recriam a tradição,
Pais e amigos numa cavaqueira,
Em conversas de um lindo serão.

Do grande mistério da partida,
Alguns acreditam no além vida,
Outros que com a morte, tudo acaba.

Naquele perfume da alma perdida,
Tudo termina com a despedida,
Sem aquele demónio que se baba.

Neste misticismo e seu segredo,
No tempo obscuro da humanidade,
Quando se temia o vil bruxedo,
Amando-se a imoralidade,
Na exploração dos seus próprios medos,
Queimavam-se as bruxas possuídas,
Na perseguição de almas perdidas.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 28 de outubro de 2014

         

         MÃOS

Tenho nas mãos o meu sentir!...
Os olhos vêem e não sentem…
Com o tacto faço emergir,
O que quero guardar na mente.
No toque vejo a perfeição,
De tudo o que me rodeia,
Tamanho, forma e textura,
O calor de uma paixão,
Os sentimentos em cadeia,
Do amor e sua ternura. 
Com a mão escrevo o que a mente dita,
Com elas acaricio o teu corpo belo,
Se a direita para uns é bendita,
Para outros, a esquerda é um castelo.
Nelas sinto o teu corpo vibrar,
No desejo que a alma sente,
Mãos que servem para matar,
O desejo que trago na mente.
Com as mãos toco aguarelas,
Das cores vibrantes da natureza,
Traço as linhas mais singelas,
Do amor com a sua grandeza.
Na sina do meu encanto,
Faço vibrar o teu coração,
Afago o teu doce pranto,
Lendo as linhas da tua mão.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014


CRAVO E ROSA

Cravo belo
E formoso,
Vermelho, amarelo
É cheiroso
No seu odor.
Seu rosto amei,
Flor de dor!...
…Não sei.

Na formosura,
A bela rosa,
Na sua armadura,
É formosa.
Flor do amor,
Cetim fagueiro,
No seu primor,
Belo cheiro…

Amor meu,
Cravo papel,
Carinho teu,
Rosa fiel.
Flor de amor?
…Não sei!...
Seu doce odor,
Sempre amei…

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014


CRISTAL PARTIDO

Pétalas sem cor correm veloz,
Num rio de águas cristalinas,
As vozes que gritam por nós,
Traçam as nossas tristes sinas,
Heranças dos nossos avós.

Diamantes, rio sem sabor,
De cores profundas sentidas,
São palavras que gritam dor,
Em certos corações contidas
E guardadas com grande amor.

São lágrimas que correm soltas,
Recordações de nostalgia,
Sentidas e tristes revoltas,
Que apagaram toda a alegria,
De uma vida com suas voltas.

Cristal partido entre nações,
De um passado que se procura,
Não vendo quaisquer condições,
Daquele sorriso de loucura,
Que arrasou muitos corações.

Gente forte com forte mente,
Erguem os valores de novo,
E espalham sua semente,
No domínio de um outro povo,
Fazendo o seu novo presente.

Fustigados por um sol forte,
Por entre serras e planaltos,
Talharam à mão, sua sorte,
Sempre com grandes sobressaltos,
Sem medo, enfrentaram a morte.

Do Cristal partido na dor,
A forte união se formou,
Num outro mundo de valor,
Sem esquecer tudo que amou,
Por vontade do Criador.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

     

     DESEJO DE SER

Aquele que desejava, deixei de ser,
Deixei de ser, o que nunca pude ser,
Nunca pude ser quem era desejado,
Desejado que deixou de ser amado,
Ser desejado com todo o padecer.

Minha alma também assim foi desejada,
Foi desejada no auspício da magia,
Da magia por ela também cantada,
Também cantada nos hinos da alegria,
Da alegria que por ela foi sonhada.

Essa triste treva pura, não existe,
Não existe o inferno, nem o doce céu,
Doce céu que no paraíso consiste,
Consiste ser, aquele lugar que é só meu,
Só meu, donde sozinha, também partiste.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

            

             P a z

Soltam-se as amarras ao tempo!...
Os povos lutam por poder!...
Com este enorme contratempo,
Tudo se meteu a perder.
-Quem ganhou?!...
Ninguém.
Tudo o que o bom mundo sonhou,
Ficou aquém.
Expectativas da igualdade,
Sem aquela paz verdadeira,
Só fez perder a humanidade.
Triste desfraldar da bandeira…

A paz que o Mundo necessita,
Os políticos a temem!...
Neles já ninguém acredita,
Já não se sabe quem é quem,
Mas a paz bendita,
Quem a tem?
Terra Santa com seus pecados,
Lutas infinitas sem fim,
O povo a cair aos bocados.
Também Cristo morreu assim.

Há povos que morrem de fome,
Em nome da paz invisível,
Triste guerra que os consome,
Está cada vez mais terrível.

Paz!...
Palavra vã, como maldita,
Para quem triste guerra faz,
Matando, na paz que acredita,
Procurando apenas poder,
Tornando a palavra bendita,
Todos a querem merecer.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 21 de outubro de 2014

      
   OUTUBRO

Com um silêncio aparente,
Aquele encanto da lua,
O Outubro frio e quente,
Na sua roupagem nua,
Folhas caem de repente.

Aquela imagem de marfim,
Com nuvens em movimento,
Que cobrem tudo de mim,
Escondem meu sentimento,
Por este mundo sem fim.

Brancas nuvens que se deitam,
Neste Outubro mês sereno,
Onde os amores meditam,
Naquele clima próprio e ameno,
Em tudo que acreditam.

Assim despe a Natureza,
Sua roupagem dourada,
Apenas fica a certeza,
Duma vida prolongada,
Que produz sua riqueza.

Esse Outubro, Ser mulher,
Madura de natureza,
Com o saber no escolher,
Transforma a sua beleza,
Não se deixa esmorecer.

Outubro mês melancólico,
Cinzento e com pouca luz,
Seu aspecto nostálgico,
A mim, nada me seduz,
Por não ser meu acólito.

Na nudez do sentimento,
Mês húmido e agreste,
Escolhe o belo momento,
Nova roupagem que veste,
Esta vida em movimento.

No esconder da realidade,
Cai a neve lá no monte.
Forma o rio da saudade,
O amor que não te conte,
Tristezas da mocidade.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

        

      INSÓNIA

Naquela noite que não durmo,
Cercado de desassossego,
Fazendo da noite diurno,
Como o costume do morcego,
No sentir da alma me desnudo.

Entro nessa estrada do sonho,
Entrada da vida, sem vida,
Com o precipício medonho,
Onde a tristeza é divertida
E o triste caminhar risonho.

Lucidez inútil do corpo,
Olhos fechados sem dormir,
Com aquele movimento tropo.

Nesse imaginar de uma coisa,
Logo surge outro assunto também,
No despertar do teu sentir.

O peso do sono em mim poisa,
Mas esse descanso não vem,
No princípio do meu dormir.

Nas pálpebras no seu fechar,
A monotonia é diferente.

Sonho sem sentido nenhum,
Num sono sem querer sonhar,
A loucura que também sente,
Por ter com a morte, algo em comum.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

   

 SONHOS SEM COR

Era menina e moça na ilusão do amor,
Sonhos sentidos cheios de felicidade,
E pouco a pouco decepados pela idade,
Em sonhos coloridos que perderam cor.

Maldito o dia em que perdeu a confiança,
Bendito apenas por não ter continuidade,
Esse poder pobre, dado por uma aliança,
Ilusórios tempos da sua mocidade.

Como o cuco, sem ninho está seu coração!
Essa chuva ácida que dos seus olhos brota,
Forma no chão nascentes cheias de emoção.

Como a roseira sem rosas perde o valor,
Sua alma vai perdendo a fé, de gota em gota,
Nas pétalas secas e caídas do amor.

Carlos Cebolo
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