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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

       

        ILUSÃO

Certo sem pensamento,
A carícia de anónimo sorriso,
Será encantamento,
De quem perdeu o juízo,
Nas falésias de todo o seu tormento.

Esse delírio eterno,
Duma triste mentira adormecida,
É verdadeiro inferno,
Na ilusão merecida,
Por não ter tido aconchego materno.

As falsas aparências,
Qual sentir de carícias de emoção
Que forma as consciências
E a dor do coração,
Também fortalecem as exigências.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

       

      JUSTIÇA

Acorda o Mundo em desalinho.
O dia nasce tardio,
O justo sem ter carinho,
Com todo o sistema doentio.
A justiça dos sete ventos,
Neste povo moribundo,
Ouve-se ais e lamentos,
A dor dum pranto profundo.
Coração fechado, punho aberto,
Com seu grito abafado,
Caminha o povo pelo deserto,
Seguindo um caminho forçado.
No injusto com todo o poder,
A injustiça vai plantada,
Com a esperança a morrer,
Entre a gente maltratada.
A justiça tem mão pesada,
P’ra quem rouba p’ra comer,
A mesma mão é levantada,
P’ra quem sustenta o poder.
Verte-se o sangue inocente,
Pelo triste chão desejado,
Na vida planta a semente,
Outros colhem o seu legado.
Justiça com olhos fechados,
Julga o pobre, julga o rico,
Os pobres são condenados,
Liberta o poderoso político.
Para o povo, só impostos,
Para os políticos riqueza,
Os dias já nascem mortos,
Neste país da incerteza.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

     

   LUA DESENCANTADA

Segue a vida sem parar e não fica,
No mesmo lugar, ou por ele regressa,
Suor do rio que a terra gratifica,
E à sua nascente, jamais regressa.

O céu cristalino de azul brilhante,
Lágrimas dos olhos piedosos são
Como o rio triste que segue adiante,
Por caminhos feitos do coração.

Os trajes de esperança verdadeira,
 A núbil, só, triste, e bela menina
Que a seta do cupido foi certeira,
Ao ter traçado assim a sua sina.

Solene, passa a vida sem querer,
O íntimo abismo das flores virgens,
No sonhar da ilusão desse crescer,
O ser mulher, não lhe traz vertigens.

Implora outra vida com emoção,
Na fonte da vida que reconhece,
Poder assim, obter seu perdão
Ter luz, na vida que agora escurece.

Sem pedir outro amor, outra guarida,
Lágrimas soltas ornadas de dor,
Daquele rio que retarda a partida,
Entre marés e nuvens sem amor.

Imperfeita lua desencantada,
Com sua felicidade adiada,
Sofre agora essa menina nubente,
Com o triste amor que ainda não sente.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014



POVO LUSITANO

Onde te encontras?
Ilustre povo lusitano,
Que te terras de Viriato,
Partiste a desbravar o mar.
Porque não mostras?
Como venceste o castelhano,
Com todo o seu aparato,
Sem ter medo de lutar!....

És muito maltratado,
Por políticos incompetentes,
Fazendo de ti um fraco.
Não aceites um futuro desgraçado,
Com a miséria que sentes,
Apertado por forte abraço.

Povo humilde e trabalhador,
Que da tua lavra tiras o pão,
Não sejas submisso ao senhor doutor,
Que com o teu sangue lava a mão.

Até quando assim serás?
Povo ilustre Lusitano!...
A tua morte sentirás,
Às mãos destes tiranos.

O tempo é de luta popular,
Mostrando aos tiranos quem manda.
Este país é o nosso lar,
Vão reinar para outra banda!...
Sem rumo para seguir em frente,
O governo massacra o povo,
Por ter na mente presente,
Uma nova ditadura de novo.

Povo ilustre lusitano!...
Abre os olhos e vê com atenção,
De onde vem todo o engano,
Que comanda esta Nação.

O tempo é de mudança,
Radical se for preciso,
Vamos recuperar a esperança,
E eliminar o prejuízo.

Mostra a tua indignação,
Que não mais seja ignorada.
Das palavras passar à acção
Na luta política começada.
Que esta luta não seja em vão,
E não caia em ouvidos moucos,
O povo tem sempre razão,
Contra governantes loucos.

Os políticos que paguem a crise,
Por eles criada com ambição,
O bom povo que analise,
A situação desta pobre Nação.
O nosso voto é nossa força,
Nas urnas deve ser plantado,
Não ergueremos a nossa forca,
Com o voto mal orientado.


Carlos Cebolo
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

    

PROMETIDA

Deitada entre lençóis de linho,
A candura de tez morena,
Colhe o cheiro do verde pinho,
Naquele choro que só dá pena.

Chora o corpo no seu prazer,
Desprazeres que a vida dá,
Duma sorte que a fez perder,
Os seus tristes ais que há por lá.

E por fim ri, p’ra não chorar,
Dum desamor que foi medonho,
A juventude não quer dar,
Nem acabar com o seu sonho,
Por ter alguém que quer amar.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 26 de novembro de 2014


BELEZA INTERIOR


De carácter a beleza,
Dentro da alma o seu sonar,
De nada tendo a certeza,
Na outra forma de amar,
Os ecos da realeza.

Bela nobreza salgada,
Alma pura e verdadeira,
A beleza consagrada,
Faz da verdade bandeira,
Sua noite, uma alvorada.

Uma beleza invisível,
Que no corpo é talhada,
Com aquela sina terrível,
Aparência indesejada,
Na alma forma o seu nível.

Alma doce e desejada,
No interior a sua beleza,
Apaga a mágoa deixada,
Ressaltando a realeza,
Da sua alma abençoada.

Que maior beleza ter,
A bondade por medida,
Nesse seu triste sofrer,
Tem a glória merecida,
Nos olhos que querem ver.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 25 de novembro de 2014


VERDES ANOS

Coração alvo linho,
Fruto de boa cepa,
Teu corpo verde pinho,                                  
O belo amor que decepa,
Destino que adivinho.

Longos beijos sem fim,
Fala do lábio mudo,
Neste viver em mim,
Da Era que tinha tudo,
Grande amor, sem ter fim.

Numa alma sem razão,
Alvo linho do Ser,
Sangue do coração,
Com este meu sofrer,
Tremor da minha mão.

Gritos na intensidade,
Das horas fugidias,
Canto da eternidade,
Nas noites e nos dias,
Da velha mocidade.

Como amei, ser amado,
No meu dar e tomar,
Momento adocicado,
No teu corpo adorar,
O sabor nele guardado.

Bom tempo já passado,
Nos fatais desenganos,
Tudo terá mudado,
Com o passar dos anos,
Naquele tempo encantado.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

       

    ECO MUDO

Grito neste Mundo abafado,
O meu eco de solidão,
Este meu silêncio guardado,
Vagueia pela multidão,
Neste meu peito amargurado.

Minha alma grita a sua dor,
Aquela dor adormecida,
Da semente que quer ser flor,
Por esta vida esmorecida,
Dum verbo sem ter seu amor.

Anda pelas asas do tempo,
O meu grito que se escondeu,
Entre a recolha do fragmento,
Do forte eco que se perdeu,
Na procura do sentimento.

Eco p’ra sempre naufragado,
Na sua triste penitência,
Procura o grito desvairado,
Por entre a sua turbulência,
Sem nunca se ter encontrado.

Rumou, sem ter posteridade,
Semeando a sua desgraça,
Entre os gritos de liberdade,
Nesta vida por onde passa,
Os ecos da fraternidade.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

    

   PREGADOR

Caminha, Pedro caminha!...
Diz o Mestre no missal,
Boa nova, vida minha,
Neste eterno Carnaval.

Vai seguro e com coragem,
Enfrenta perigos do mal,
Só a mim, dás vassalagem
E a mais nenhum mortal.

Prega, Pedro pregador,
A compaixão por medida,
Na cruz viveu teu Senhor,
Na hora da despedida,
Na terra deixou amor.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014


O SILÊNCIO DA IDADE
(Terceira idade)
Hoje, tombada a flor da juventude adorada,
Sem o perfume da bela rosa e do jasmim,
Como me lembro do tempo da minha alvorada,
Quando o Sol estendia seus raios sobre mim.
Pensei que fosse eterna a juventude encantada,
Que a bela vida vivida não tinha seu fim,
Assim como seria eterna a rosa encarnada,
Fechada naquela torre feita de marfim.
Mas, hoje sem as asas douradas da infância,
Oiço nos ventos os ais deste corpo que chora,
Com seus ecos ouvidos para além da distância.
Sem sentir temor, mas sempre a extrema saudade,
Solto nas asas do tempo, a vida de outrora,
Nesse tempo onde vivi a minha mocidade.
Carlos Cebolo

terça-feira, 18 de novembro de 2014


SENTIRES E EMOÇÕES

Tão profundo foi este pensamento,
Que alagou minha alma na solidão,
Dum Mundo novo com seu sofrimento,
Que enfraquece toda a boa união.

Sentimentos soltos em poesia,
Compõem os soltos sonhos do Mundo,
Tristeza, alegria e sua magia,
Num desassossego de alma profundo.

Nos sentires dum coração ardente,
Os segredos retidos e escondidos,
Que somente a pureza da alma sente.

Encantos no tocar da poesia,
Emoções de tempos não esquecidos,
Da juventude com sua alegria.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

     

     ODORES E DESEJO

Aquele jardim, para mim não tinha flores,
Apenas teus odores
E a mortiça luz da lua bela
Que no céu brilhava como uma estrela.

Naquela noite fria,
Iniciei assim minha romaria,
Sem rumo e sem destino,
Com minha alma em perfeito desatino.

O destino da vida,
Que nesta noite assim esmorecida,
Perdeu a sua calma,
Nesses tristes e fatais presentes d’alma.

Uma nova aventura,
No sentir e cheirar a tua candura,
No deserto da vida,
O desejo, a ânsia e sede escondida.

Impulso derradeiro,
Amor secreto e forte, por ser primeiro,
Naquele murcho jardim,
Um lindo ramalhete, nasceu assim.

Naquele antigo jardim, nasceram flores,
Mistura de odores,
Um intenso luar
E o rei sol, voltou de novo a brilhar.

Neste meu coração,
Já cansado e com outra recordação,
Uma flor renasceu
E assim, o nosso amor rejuvenesceu.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

       

    SOL NASCENTE

O Sol nasce sempre no mesmo lugar,
Embora a terra gire no seu sentido,
Como a mágoa por não te poder amar,
Também gira libertando o amor contido.

Sempre que me encontro no meu acordar,
Tua imagem flutua na minha mente,
Acordado, procuro também sonhar,
Para te ter no amor que a minha alma sente.

Espiritualidade feita de amor,
No sentir dos sentidos da madrugada,
O entusiasmo ao sentir o teu clamor.

Sol nascente da minha alma sofredora,
Que do teu corpo se sente desejada,
Nesta aventura para sempre tentadora.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 11 de novembro de 2014



Não Mintas

Não mintas!...
A nossa amizade merece mais.
Quem gosta tudo consente,
Suspiros, gritinhos e ais
E tudo o que o coração sente.

Não mintas!...
O passado,
O presente,
No amor nada se esconde,
Se o amor não mente.

Amar não é pecado,
Ama-se apenas o bem,
Guarda-se o belo legado,
Procura-se ser alguém.

Se carnal a união,
Espiritual a seu jeito,
Deixar falar o coração,
Não levar nada a peito,
Sem exigir condição,
A tudo ficar sujeito.

Não mintas!...
Ilusões sentidas,
Devaneios escondidos,
Amores secretos ocultos!...
Alegrias merecidas,
Encontros proibidos,
Triste mundo de adultos.

Não mintas!...
Alma gasta, apagada,
No deserto da vida,
A felicidade adiada,
Na dor sentida,
Com a vista esmorecida.

No sentir da tristeza,
Como a treva da morte,
De nada ter certeza,
Procurar nova sorte…
Não mintas!...

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

          

         VOLÁTIL

Quando a minha alma voa
E penetra no intenso azul do céu,
Colorido por pedaços de algodão
Branco neve, na mistura do cinzento
Triste e espesso véu,
O meu grito ecoa,
Ao encontro do teu coração,
Seguindo os caminhos do vento.

Enquanto meu corpo descansa
Neste espaço terreno,
Ela viaja pelo Olimpo chão sagrado,
Onde ganha a confiança
Dos deuses e deusas do amor e do pecado,
Que fazem do amor, um templo eterno.

Entre as flores dum jardim perfumado,
Com cânticos e louvores em harmonia,
Vejo a luz cintilante do teu olhar,
Talhado nas nuvens daquele céu azulado,
Que me encanta com a sua magia.

Aquele teu olhar que me seduz,
Acompanhado pelos teus seios palpitantes,
Prendem-me como fortes fachos de luz,
Prendem os olhos livres na escuridão,
Das almas puras viajantes,
Que pastoreiam pelo Sertão.

Na viagem da minha alma sonhadora,
Onde o meu pensar está fora de mim,
No seu supérfluo sepulcro do destino,
Encontro a tua alma sonhadora,
Que percorre aquele caminho sem fim
E perante a qual me inclino,
Por sentir tão grande beleza,
Rainha no seu pedestal trono de realiza.

Pudesse eu acompanhar tais passos,
Na vida terrena do corpo dormente,
Com os olhos tristes e rasos
De lágrimas que agora sente,
Com o regresso da alma à realidade,
Depois de ter vivido a sua liberdade.

Este sonho dourado que me inquieta,
Na liberdade do Ser amante sonhador,
É como o grito surdo do poeta,
Quando canta a sua dor.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

      

        FILOSOFIA

Se eu penso, é porque existo!...
A verdadeira inocência é não pensar…
Se não penso, não existo,
Essa existência do amar,
A enorme inocência que vejo nisto.

Somos chamados de humanos,
Por ter a capacidade de pensar,
Por aqui não há enganos,
Faculdade de imaginar,
Depois da morte, saber p’ra onde vamos.

Quero aqui deixar em verso,
Por ser certo ou errado, este pensamento,
Um assunto controverso,
Olhando este sentimento,
Depois da morte, viver novo regresso.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

            

            NOSTALGIA

Nostálgicas lágrimas do teu sofrer
Sentidas na alma que não chora e não pensa,
Nesse misticismo que quer entender,
O tão grande volume da paixão que se adensa.

As flores sorriem no belo jardim,
Entre rios que choram as tristes mágoas,
Na esperança de belos sonhos sem fim
Que separam escuras e tristes águas.

Nostalgia do espaço eterno sem tempo,
Esse lugar de encontro da alma que grita,
O belo tardar do sonhar da esperança.

Tristezas levadas nas ondas do vento,
A nostálgica vida que não se agita,
Na bela magia de se ser criança.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 4 de novembro de 2014


 RENOVAÇÃO

Neste cinzento negro céu,
Segredos escondidos da vida,
Nova esperança renasceu.

Por entre farrapos de nuvens.
Voltar a amar e ser querida,
Libertar fantasmas reféns.

Sem esperar por caridade,
Coisa que não faz o seu génio,
Naquela fraca claridade,
Procura manter livre a alma,
Absorver o seu oxigénio,
Entre marés na noite calma.

Para encarar a realidade,
Invocar a sua forte musa
E acabar com a maldade.

Na réstia do sol, renascer,
A bela fragrância que ousa
Fazer novo amor florescer.

Talvez ainda seja cedo,
Ou tarde por já ser passado,
O escuro provoca medo
Nesse seguro indesejado,
Que provoca triste degredo.

Vagamente vem-lhe à lembrança,
E invoca o velho passado,
No silencio da contra-dança,
Desses tempos desesperados.

Liberta seus segredos sábios,
Beija ardentemente seus lábios.

Só renovando o seu amor,
Termina a sua triste dor.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 29 de outubro de 2014


 MISTICISMO/HALLOWEEN

Halloween! Halloween! que será de mim?
Lá vem a bruxa com os seus bruxedos!...
Festejos nesta noite sem fim.
Com travessuras e seus segredos,
Nas ameaças com algo ruim.

Vassouras esvoaçantes ao luar,
Os chapéus de abas, preto e bicudo,
Com feia máscara, o belo escudo,
A surpresa a quem vai assustar,
Ameaçando com o mal profundo.

Do vermelho sangue ao negro luto,
Na lua cheia, noite enlutada,
A boa fada e bruxa de susto,
Ambas em perfeita caminhada,
Passos mudos que na noite escuto.

Pagão festejo, povo cristão,
Santos e finados pelo meio,
Sem maldade estendem sua mão,
Pedem guloseimas sem receio.

Halloween! Halloween numa brincadeira,
As crianças recriam a tradição,
Pais e amigos numa cavaqueira,
Em conversas de um lindo serão.

Do grande mistério da partida,
Alguns acreditam no além vida,
Outros que com a morte, tudo acaba.

Naquele perfume da alma perdida,
Tudo termina com a despedida,
Sem aquele demónio que se baba.

Neste misticismo e seu segredo,
No tempo obscuro da humanidade,
Quando se temia o vil bruxedo,
Amando-se a imoralidade,
Na exploração dos seus próprios medos,
Queimavam-se as bruxas possuídas,
Na perseguição de almas perdidas.

Carlos Cebolo
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