Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

       

         AMOR

Amor, é querer por inteiro,
Na clareza do próprio dia,
Sentir que tudo é verdadeiro,
Com toda a energia e alegria.

É querer-te solta como o vento,
É poder dar, receber e guardar,
Respeitar todo o consentimento,
Na conjugação do verbo amar.

Amor, é força sentida na emoção,
È um abraço forte na protecção,
É mostrar o futuro no presente,
Traçar um sorriso na face ardente.

Amor, é acompanhar na solidão,
Deixar fluir o belo sentimento,
É dar e sentir com o coração,
É estar presente no mau momento.

Amor, é respeitar a desigualdade,
Lutar e vencer o preconceito,
Reprimir na sua mente a maldade,
Promover a vida e o respeito.

Amor, é dar esperança à vida iniciada,
É acarinhar a vida na triste enfermidade,
Eliminar as diferenças existentes no nada,
É dar a mão ao sentimento da verdade.

Amor, é lutar contra o preconceito da cor,
È acabar com as barreiras na humanidade,
È sorrir e fazer sorrir no combate da dor,
Ajudar o amigo sem pensar em caridade.

Amor é imortalizar o momento,
Entrega total na união,
Chamar a si o sofrimento,
Abraçar o próximo com o coração.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

   

 FRESCA BRISA

Seu segredo não desvendo,
Nem decifro o corpo seu,
Alma pura que não vendo,
Este amor que é só meu.

Tem a frescura no rosto,
O segredo da minha alma,
Morrer de amor é desgosto,
Que não aceita a vida calma.

É luz de espiga dourada,
O perfume da ousadia,
Com brancura acetinada,
Lábios de pura magia.

Tem no seu peito a doçura,
Nos seus sonhos os sentidos,
De uma vida de aventura,
Seus seios apetecidos.

É um mar de mil desejos,
Por onde passa a saudade,
Na humidade dos seus beijos,
Toque de serenidade.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015


DEPENDENTE

Do teu amor, sou dependente!...
Dependente do teu carinho,
Desse carinho que a alma sente,
No trilhar do velho caminho.

Do teu amor, sou dependente!...
E também das tuas carícias,
Os sinais de compreensão,
Doces beijos com malícias,
Que amarram este coração,
Ao teu amor sempre presente.

Do teu amor, sou dependente!...
Da pura nudez d’alegria,
Esse amor puro de loucura,
Que no teu corpo se escondia,
Regada com a tua ternura,
A alegria que a alma sente.

Do teu amor, sou dependente!...
Como a luz que vem da candeia,
Ilumina sons musicais,
Da onda espraiada na areia,
Lágrimas soltas nos beirais,
Que a onda no seu cantar, sente.

Do teu amor, sou dependente!...
Naquele amor que se procura,
A beleza do amor presente,
Sempre com traços de frescura.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

       

      JUSTIÇA

Acorda o Mundo em desalinho.
O dia nasce tardio,
O justo sem ter carinho,
Com todo o sistema doentio.
A justiça dos sete ventos,
Neste povo moribundo,
Ouve-se ais e lamentos,
A dor dum pranto profundo.
Coração fechado, punho aberto,
Com seu grito abafado,
Caminha o povo pelo deserto,
Seguindo um caminho forçado.
No injusto com todo o poder,
A injustiça vai plantada,
Com a esperança a morrer,
Entre a gente maltratada.
A justiça tem mão pesada,
P’ra quem rouba p’ra comer,
A mesma mão é levantada,
P’ra quem sustenta o poder.
Verte-se o sangue inocente,
Pelo triste chão desejado,
Na vida planta a semente,
Outros colhem o seu legado.
Justiça com olhos fechados,
Julga o pobre, julga o rico,
Os pobres são condenados,
Liberta o poderoso político.
Para o povo, só impostos,
Para os políticos riqueza,
Os dias já nascem mortos,
Neste país da incerteza.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

     
   SILÊNCIO

No silêncio da alma,
Um grito que não acontece,
Palavras que não digo,
Nesta triste noite calma.
O meu corpo estremece;
Sonho contigo…
És o meu anjo alado,
Meu demónio enlouquecido,
Meu espelho dourado,
O tormento esquecido.
Segredos por contar,
Deste meu silêncio sofrido,
Na mudança do meu sonhar,
Sonho contigo…
Lembro-me do teu sorriso,
Recordo o som da tua voz,
Em melodia de encantar,
Que me leva ao paraíso.
Intolerância!
Desilusão!
Silêncio atroz!
Sem vontade de falar.
Ventos da abundância,
Na escassez da solidão.
O êxtase da entrega,
Na luz do prazer.
Intenso delírio,
Que o meu corpo carrega.
Ondas de ternura,
Neste triste amanhecer,
No silêncio do martírio,
Desta dor que perfura.
Neste meu silêncio adormecer,
Sem pensar seguir em frente.
Sonhar com a eterna paixão,
Sem nunca te compreender,
Neste meu silêncio presente.
Tocar essa tua pele formosa,
Em delírios de ilusão!..
No meu silêncio, adormecer
Numa noite maravilhosa.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015


NEVOEIRO

Noite húmida e fria,
Este nevoeiro
Que me traz a dor,
Leva-me a alegria.
Prisioneiro
Deste amor,
Por vielas desertas
Do triste coração,
Navegam despertas
As magoas da alma,
Com recordação.
No silêncio da dor,
A saudade…
Horas incertas
Que se cruzam,
Na noite escura
Das ruas desertas,
Onde mergulham
Sem vida segura,
As almas despertas.
Esta névoa sem fim,
Dá cabo de mim.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

     

  FRIGIDEZ

A traição no seu olhar,
Nem sempre mostra o que sente,
Na sua forma de amar,
Tanto sorri, como mente,
Com seus olhos a brilhar.

Noite fria no seu leito,
Sua dor, sina maldita,
Nessa cama em que se deita,
Na mentira que acredita,
Sem haver qualquer suspeita.

Com ar de ser respeitada,
Mostra amor, o seu sorriso,
De uma vida maltratada,
Seu olhar é um aviso,
Da sua alma amargurada.

Consumida a juventude,
Promessa de fogo eterno,
No seu corpo sem virtude,
Fez da vida seu inferno,
Com essa sua atitude.

Sem ter já, um lume quente,
Com seu corpo enregelado,
Consumido lentamente,
Neste Mundo desprezado,
Com olhar que sempre mente.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015


 GRAÇA DESGRAÇADA

Caminha altiva com graça,
Com graça no seu andar,
Seu andar pela desgraça,
Com graça no seu deitar.

Tem por desgraça maior,
O sangue da sua raça,
No coração traz amor,
No corpo sua desgraça.

A graça que nela mora,
Ser linda no seu despir,
A cabeça andar à nora,
A quem a poder possuir.

Sua desgraçada graça,
Na altivez da sua dor,
A graça trouxe desgraça,
E matou seu grande amor.

Amor que nela nasceu,
Com corpo perfeito e belo,
Numa alma que já morreu,
Na graça do seu castelo.

Aos poucos perdeu a graça,
Na débil vida levada,
E ficou só a desgraça,
Duma vida desgraçada.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015


HUMILDADE

Na sua humildade,
Canta o poeta a dor do mundo,
Pede dignidade,
Para quem sofre de amor.

Na sua timidez,
Fala de sentimentos,
Do sentimento profundo,
Que na sua frigidez,
Fere o pobre coração,
Nos seus tristes momentos.

Na humildade de pensamento,
Canta as emoções,
Que o mundo sente na dor,
Em determinado momento,
Em várias condições,
Quando a alma pede amor.

Na humildade, a grandeza,
De vencer a dor,
Transformar a tristeza,
Cantando o amor,
Fazendo do feio, beleza.

Contra o prepotência,
Vence a humildade,
Da criança na sua inocência,
Ser humilde na verdade,
Forte na aparência,
No florescer da mocidade.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

  

IMPOTENTE

Se sofrer fosse contigo,
Quando, com razão ou sem,
Chorar, seria comigo,
A dor que da morte vem,
A morte de um amigo.

Depender que não existe,
Sem nada lhe pertencer
E esta dor que resiste,
Esperando por vencer,
A tua alma, nobre e triste.

Nada se pode explicar,
Nesta sombra que é a vida,
A dor que a morte quer dar,
Com a leda vida sentida,
Ter nascido para amar.

Horas que o relógio tem,
Sem te fazerem dormir,
No pior que a treva contem,
A triste morte a sorrir,
Triste dor que à noite vem.

Triste relógio fatal,
Onde a tua alma se cala,
Por a morte ser igual
À vida que desiguala,
O morrer ao seu natal.

Nesse corpo moribundo,
Onde se encontra o seu ser,
Profundeza deste Mundo,
Com tua alma a padecer,
Por este abismo profundo.

Ao teu cadaverizar,
Impotente eu assisto,
Neste triste despertar,
Por onde vejo que existo,
Sem forças p’ra te salvar.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015


DESILUSÃO

Propostas cansadas,
Palavras secas
Que a cercam
Com promessas vãs.

Esperança adiada,
Neste envelhecimento,
Tão embaraçoso
Na madrugada
Do seu pensamento.

Certamente envelheceste
Sem reter o eco
Do seu perfume,
Quando o conheceste.

Nesta sua ilusão,
O cansaço
Sempre triste,
Como recordação.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

    

  REVELAÇÃO

O eco do brilho da lua,
Ecoa no meu pensar,
De um dia poder meus olhos,
Acompanhar teu olhar.

Por esse teu corpo belo,
Os meus olhos navegar,
Viver com eles o sonho,
De um dia te poder amar.

E com este meu olhar,
Beijar o teu lindo rosto,
Teu corpo acariciar,
E pôr fim ao teu desgosto.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015


LÁGRIMA SOLITÁRIA

Era uma noite quente, sem luar.
No olhar, a lágrima solitária,
Uma dor que traduz seu olhar.

A triste dor que a inunda e acalma,
Tornou-se recordação diária,
Nesse profundo conforto da alma.

Aquele adeus que custa a passar,
Como forte elo de sangue e amor,
Com tudo que não se quer lembrar.

Aquela vida artificial,
Congelados silêncios de dor,
Aos poucos se tornou colossal.

Alma enleada na própria dor,
Aquela solitária tristeza,
De tudo que não tivera amor.

Lágrima solitária sem dor,
Corta a face com sua frieza,
Escapando-se com seu calor.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015


DIFERENÇA

Nesta angústia, o desespero,
Na vida, raiva no sentir,
Nesta indiferença do teu Ser,
A diferença que considero.

Este algo que me salienta,
Por ser humano racional,
É a distinção que alimenta,
Toda a outra parte animal.

Na dor não sentir compaixão,
De quem por ela é atingido,
Ter indiferença na emoção,
Na partida do amor querido.

No sentir da fúria, o portal
Daquela revolta que sente,
É ser diferente do animal
Sem a luz presente na mente.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015


IRREALIDADES DA VIDA

Assim sinto o vento passar,
O forte vento que me abala,
Relógio que não vai parar,
Por esta vida que se cala,
No tempo que está a chegar.

Sofrer sem poder descansar,
Este meu triste pensamento,
Sem nada que o faça parar,
Sem causar um forte tormento
Nesta alma que não quer falar.

Sopra o vento esta minha sorte,
Do mistério que me atormenta,
Haver vida depois da morte,
Meditar que também se ausenta,
Do porto que perdeu o norte.

Na vida que parece real,
Como real, parece esta vida,
Que tudo na morte é igual,
Riqueza e pobreza vivida,
Temem na mesma o seu final.

Se me perdesse em pensamento,
Na causa do bem e do mal,
Odiava todo o nascimento,
Que no Mundo não fosse igual,
O Cristo e seu ensinamento.

E relembro tempos antigos,
Numa consciência ilusão,
Quem no Mundo não tem amigos,
Rasteja triste, pelo chão,
Fica sujeito a vários perigos.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015


CAI NEVE NAQUELE MONTE

Brancura selvagem, monte agreste,
Se veste a Natureza em Janeiro,
Aquele quente beijo que me deste,
Também foi como o mês, o primeiro.

Enrola a neve no seu perfume,
Daquele beijo em seara madura,
Que no inverno se faz costume,
Fragrância do teu corpo, frescura.

Fúria indomável do teu sorriso,
Cai fria a neve no seu altar,
E no teu corpo, perco o juízo.

Como dedos do louro trigal,
Liberta a essência do seu amar,
Sussurro de gestos sem igual.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015


LEMBRAR BIBALA (ANGOLA)

A chuva e vento leste,
Também se confunde o inverno e verão,
Naquele lugar agreste,
Tomei teu coração,
Naquele húmido beijo que me deste.

Naquela terra linda dos meus sonhos,
Bibala o nome dado,
Com meus sonhos medonhos,
Por lá não ter ficado,
Recordo todos os momentos risonhos.

Por lá encontrei o meu grande amor,
Tracei a vida nova,
Sem sofrimento e dor.
Já nada se renova,
Naquela vila com muito calor.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015


NEGATIVO E POSITIVO

Acordar neste frio nevoeiro,
Por onde a alma se sente perdida,
Ténue no seu momento verdadeiro,
Intimo silêncio da hora sentida.

Nesse império de horas irreais,
Com asas das minhas tristes mágoas,
Com seus horizontes desiguais,
Na dimensão das correntes águas.

O meu pólo, sempre negativo,
No perfil de um ser que desagrada,
Sem encontrar o seu positivo
Pólo, por nesta vida agastada.

Caminhos outonais que percorre,
Indo além do que a vida espera,
Na atracção sentida, que não morre,
No surgir de nova Primavera.

Na sua saudade imperial,
A junção dos dois pólos na vida,
Forma a força do Ser imortal,
Desta triste alma, assim repartida.

Naquele paraíso que te achei,
Positiva na emoção do Ser,
Juntei, meu negativo e te amei,
Com a força deste nosso viver.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

      

    CORAÇÃO

Ilusões guardadas no peito
Dor que inundava o seu olhar,
Sofreu o coração a seu jeito,
No seu eterno caminhar.

Um adeus que jamais passou,
Sua solitária incerteza,
Cobre a alma com sua tristeza,
A dor forte que o corpo abraçou.

E sangra o triste coração,
Na esperança do amor ardente,
Perde razão e condição,
Na dor que a própria alma sente.

Coração aberto para o amor,
Fecho sagrado de emoção,
Liberta em sangue a sua dor,
Sem libertar a confissão.

E vive eterno o seu amor,
No segredo da alma guardado,
O coração cheio de dor,
Que não chega a ser libertado.

Carlos Cebolo
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ECO DA LIBERDADE

Suspiro que nasce na alma,
Anda pelas asas do tempo,
Num coração que não entende,
O seu grito na noite calma,
Que forma todo o contratempo,
Eco perdido que se prende.

Com aquele falar forte d’alma,
Ouvido entre turbulência
De pensamentos naufragados,
Sofre a alma que não se acalma
E não aceita a penitência,
Dogmas fracos e desgastados.

Voa em asas de heroicidade,
O coração que a dor alenta,
Trancando p’ra posteriade,
O triste eco que o alimenta.

E o que a morte julgou matar,
Este amor e fraternidade,
Deste sonho vai acordar,
Entre ecos de liberdade.

Carlos Cebolo
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