Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quarta-feira, 18 de março de 2015

        

  PAI
      
O nome que vem do pai,
Não é nosso afinal!...
É nome que connosco vai,
Até ao destino final.
Foi herdado com carinho,
De geração em geração
Para nos ensinar o caminho,
Amando com o coração.
Pai é salvador permanente,
Semente da flor que nos criou,
É protecção sempre presente,
No mundo que sempre amou.
Pai,
É orientação,
Fortaleza,
União,
Apoio com que conto,
Sem qualquer condição.
Ser pai é ser presente,
Nas boas e más horas,
É estar sempre pronto,
Embora pareça ausente,
Aparecer quando choras.
É ponte,
É porto seguro,
Abrigo constante,
Faça luz ou esteja escuro,
É presença incessante.
Pai!
É força,
Segurança,
Certeza,
Afirmação.
É nome sagrado em escrituras,
Proclamado como rei,
Pintado em muitas figuras,
A quem também orei.
Pai,
É progenitor,
Criador,
Amor escondido.
Força da natureza,
Lembrado na hora da aflição,
Um amigo querido.
Com ele tenho a certeza,
De alegrar meu coração,
Com toda a clareza,
Neste Mundo sofrido.
Carlos Cebolo
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terça-feira, 17 de março de 2015



ESTAREI CONTIGO

Sempre que te sentires triste,
Estarei contigo,
A enxugar as tuas lágrimas.
Estarei contigo,
No triste momento da dor,
Para te alegrar.
Ao sentires a brisa passar,
Na tua face molhada,
Serei eu a enxugar a tua lágrima.
Sempre que sentires calor,
Será o meu beijo quente,
Lembrando-te o meu amor.
Estarei contigo,
Ao sentires o arrepio,
Aquela pele de galinha em teu corpo,
Que te deixa frágil,
Serei eu amor, cobrindo-te do frio.
Estarei contigo,
Em todo o bom ou mau momento,
Quando sentires medo,
Chama-me em pensamento
E estarei contigo,
Neste nosso segredo.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 16 de março de 2015


TEMPO SEM TEMPO

Este tempo está cada vez mais pesado,
Sem eu saber se devo crer ou descrer,
Com o pensamento de estar enganado,
Sempre com esta forma de se viver.

No querer viver com a hora que morre,
Acabar com a triste desilusão,
Querendo parar este tempo que corre,
Entre suspiros do pobre coração.

Outros tempo com uma vida que fica,
Neste tempo que corre para o seu fim,
Com esta pobreza que se julga ser rica.

E com esta vida insana sempre constante,
Pensamento que corre dentro de mim,
O momento que não o quero distante.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 13 de março de 2015


TRANSFORMADOR

No meu isolamento,
Teu olhar embalou meu coração.
Saiu do sofrimento
Contigo pela mão
E deixou fluir todo o sentimento.

Assim se faz poesia,
Versos populares d’alma da gente,
Fértil em fantasia
Que vive alegremente,
Fazendo da sua dor, alegria.

É o poeta cantante,
Dono e senhor da eterna magia,
Eterno caminhante,
Naquele sonho que o guia,
Transforma a dor, com magia constante.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 12 de março de 2015


A ESPERANÇA MATOU A FLOR

A esperança matou a flor,
E murchou o belo jardim,
Lugar onde não há amor,
Tornou-se p’ra sempre ruim
Nem mesmo para passear,
Já não é o mesmo lugar.

E por onde a foi procurar,
Aquele jardim que sempre amou,
Foi deserto no seu pensar,
O amor que não encontrou,
Quando por lá foi passear,
Levando n’alma o seu pensar.

Por onde andou a afeição,
A flor murcha não quis florir,
Por lá não andou o perdão
E o amor se negou a sorrir,
Por não ter casa onde habitar,
Seu corpo e alma sossegar.

Na nascente que lá secou,
A água deixou de correr
E o amor que o tempo levou,
Também fez o jardim morrer,
Sem nada mais ter para dar,
Não continua a caminhar.

Não mais pensou ter esperança,
Nem afeição que lhe desgaste,
Enquanto tiver na lembrança,
Aquele amor que tu rasgaste,
Por não o quereres mais usar,
Nesse teu pobre caminhar.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 11 de março de 2015

      
   
RENASCER

Quanta saudades, que loucura!...
Desejo de recomeçar,
Que sinto na minha procura,
O meu eterno caminhar.

Coisa sem ter explicação,
Fraqueza que quero ocultar,
Nesta constante prontidão,
Esta vontade de te amar.

Ser bela Fénix renascida,
Nas cinzas da renovação,
Sonhos desfeitos, despedida,
Sons suaves duma canção.

Este lindo momento eterno,
Duma saudade singular,
Belos dias quentes do inverno,
Aquecidos com o teu beijar.

O renascer da esperança,
Dum jardim sem ter sua cor,
Novos motivos da mudança,
Brotar do meu peito sem dor.

Neste colher dia após dia,
Sem ter nada para explicar,
O sentir fugir da alegria,
No renascer que quer brotar.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 6 de março de 2015

     
 SER POETA

O que outros não encontram,
O poeta lá vai buscar,
Na alegria e na tristeza,
O gesto de puro amar
Belas palavras que encantam
O sentir da Natureza.

É um sentir diferente,
Força do bem e do mal,
No escrever o seu legado,
Tornando-o imortal.
Essa dor que o Mundo sente,
À poesia está ligado.

E do próprio pensamento,
De onde sai sua evasão,
No remar contra a corrente,
Entre a luz e a escuridão,
Retrata todo o momento,
Que o próprio Mundo consente.

Num amar constantemente,
Os sentires da emoção,
Vai traçando seu ideal,
Sem desviar a atenção,
Dessa dor que o Mundo sente,
Nas forças do bem e mal.

No amar sem ser amado,
Deixa correr o seu pranto,
Do coração já cativo,
Espraiando o seu encanto,
Correndo estando parado,
Sentir dor sem ter motivo.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 5 de março de 2015


AQUELA NOSSA CANÇÃO

Aquela nossa canção,
Amor, lembra-te agora!...
Fecha os olhos, ouve a tua voz,
Faz-me doer o coração,
A minha alma também chora,
Mas não estamos sós.

Para a eternidade ficou o momento,
O tempo não parou,
Floriram sentimentos,
Mas o tempo não voltou.

Passou o tempo, ficou o desejo,
Aquele luar que não vinha da lua,
Aqueceu o teu doce beijo,
Sentidos na alma nua.

Aquela nossa canção, Amor!...
Nas estrelas ainda toca,
Sente-se o violino e a sua dor,
O desejo que provoca,
Aquela sensação de calor.

Cantarolavas só para ti,
Tua voz meiga e calma,
O aroma que senti,
No abrir da tua alma,
A canção que repeti.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 4 de março de 2015

       

SER MULHER

Ser mulher é ser diferente,
É ter magia, é estar presente.

Laços de amor em seu semblante,
Corpo e alma na alegria constante.

No seu espírito, amor não mente,
Numa perfeita sedução,
Seu corpo o florir da semente,
O fruto da sua união.

É corpo e alma que se sente,
Frágil na sua fortaleza,
Com o perdão sempre na mente,
No amar, a sua certeza.

É fogo brando em corpo quente,
Amor puro na relação,
Na dor está sempre presente,
Traz o perdão no coração.

É flor de pura beleza,
Com uma raiz profunda,
Combatente da tristeza,
Que o seu coração inunda.

Ser perfeito que gera vida,
Na sua alegria sentida,
No seu corpo a maternidade,
Na pureza da Conceição,
Traz ao Mundo fraternidade,
Na sua dor, a comunhão.

Ser mulher é ser amor,
No sorrir da própria dor.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 3 de março de 2015


TUDO É TEU
Descansa um momento,
Olha este céu, vislumbra o mar!...
Não apenas com o olhar,
Mas também o pensamento.
Tudo o que vês é teu!...
Não no sentido de posse,
Porque também é meu
Como se nosso sempre fosse,
Como a luz e o escuro breu.
Este belo Universo,
A terra que nele habita,
Apenas um único verso
Cantado por quem acredita.
União de todos os seres,
Vários tons formam a cor,
Do rei Sol no seu brilhar.
É teu, tudo o que mereceres,
Tua saúde, tua dor,
Teu eterno caminhar.
Por aqui tudo é reforma,
Nada se perde, tudo se cria,
Nada morre, tudo se transforma,
Na tristeza, também há alegria.
Assim, tudo é teu!...
É nosso. Teu e meu,
Também de toda a gente,
Gente que se sente.

segunda-feira, 2 de março de 2015

  

 SEM RECOMEÇO

O amor que perdeu a alma,
Não há sorte que o segure,
P’ra viver com vida calma,
A aventura que perdure,
P’ra começar nova Era,
Um amor que sempre espera.

Folhas caídas ao vento,
Tristes almas desesperam,
Ao Mundo lançam lamento,
Preces ouvidas que esperam,
No surgir da primavera,
A idade desespera.

Som sentido na madrugada,
Que embriaga o seu viver,
Na solidão já desgraçada,
Sem sentir o Sol florescer,
Na vida que não recupera,
Com a triste demorada espera.

Procuram seu recomeçar,
Na amizade que vão sentindo,
Nos sonhos do seu despertar,
Amor que aparece sorrindo,
Como sorri a primavera,
No recomeço de nova Era.

Sem o ar do seu esplendor,
Querer amar perdidamente,
Ser alma vivida sem dor,
No cantar que a própria alma sente,
Esse amor que seu corpo espera,
Com o passar que desespera.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

   

  LOTUS

Sentires ausentes,
Que a alma derrama.
Néctar sagrado,
Da magia que sentes,
No acender da chama,
Do amor encantado.
Sonho imaginado,
Delírio presente,
De um bem abençoado,
Da outra vertente.
Flor da beleza,
De raiz profunda,
Combates a tristeza,
Que o coração inunda.
Desafio ao anoitecer,
Num beijo ardente,
Belo adormecer,
Que a alma consente.
Lágrimas de ausência,
Vazias de presença
Da tua essência,
Na triste sentença.
A eterna esperança,
Do néctar inalado,
Na eterna esperança,
Do presente inacabado.
Língua do desejo,
No Lotus perfumado,
O húmido beijo,
Por nós desejado.
Flor sentida,
Na difícil causa,
Da pétala perdida,
Na pequena pausa.
Ausência sedenta,
Sentires da flor,
Que a base sustenta,
No lindo amor.
Lotus perfumado,
Na tua pureza,
O lago encantado,
Da tua firmeza.
Magia da ilusão,
Do teu florescer,
O prazer da sedução,
No eterno anoitecer.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015


ESCREVER SILÊNCIOS

Cai o peso do tempo em nós,
A noite se debruça enfim,
Com companhia estamos sós,
Na vida que chega ao fim,
Quem terá pena de mim?

Silencio da dor que não dói,
O corpo se verga pesado,
Com essa idade que corrói,
Sem ter a culpa do pecado,
Passa a ser indesejado.

Qualquer dia lá chegaremos,
Onde outros terão já lá estado,
Sofrimento que nós não vemos,
No Mundo que nos foi legado,
Ser no seu fim, desgraçado.

Assim é o anoitecer,
Ser humano, ter curta vida,
Nascer, padecer e morrer,
Nunca pensar em despedida,
Retardando a sua ida.

A velhice é sabedoria,
Que com o tempo foi colhida,
Deveria ser alegria,
Chegar a velho nesta vida,
Ter descanso na partida.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

          

        LUZ

Essa luz do teu querer,
Fortaleza que te ilumina
Esse teu amanhecer,
Traços da própria sina,
Na beleza do querer renascer.

Luz de sorriso franco,
Amor no teu rosto espelhado,
Com dor do doce pranto,
Num sorriso rasgado,
Mostra todo esse teu encanto.

É Sol do teu sorriso
Esse amor cheio de alegria,
Canto do paraíso,
Teu amor e magia,
Luz que me faz perder o juízo.

Carlos Cebolo

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015



EI-LOS QUE PARTEM

Ei-los que partem!...
Como folhas levadas pelo vento,
Sem destino certo traçado,
Lembrança que a mente retém.
Na alma levam o lamento,
Para trás deixam o legado.
Ei-los que partem!...
Na bagagem a esperança,
Na alma o desalento,
Por deixarem a terra natal.
Ei-los que partem!...
Para trás fica a lembrança,
No olhar trazem o relento,
Lágrimas soltas, dor carnal.
Tudo deixaram para trás,
Apenas levam a dor,
A dor que a alma sente,
Sente o que o corpo traz,
Na esperança e seu amor.
Ei-los que partem!...
Como cordeiros desgarrados,
Separados do seu pastor,
Seguem em várias direcções.
Um pouco desgastados,
Pela tristeza e sua dor,
Levam mágoa nos corações.
Ei-los que partem!...
Com esperança no regressar,
Uma vida para trás deixada,
Emigrar para não sofrer.
As dificuldades ultrapassar,
Com a vida desgastada,
Num tempo sempre a correr.
O país sem oportunidades,
Governos desumanizados,
Partem procurando igualdades,
Para onde são mais desejados.
Ei-los que partem!...

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

   

 PERPÉTUO

Este amor cândido sem fim,
Perpétuo no seu caminhar,
É sol vivo vindo até mim,
Alegria no seu brilhar.

Amor pelo vento levado,
Percorre tempos que vivi,
Mas sempre à procura de ti,
Sente ser também desejado.

Como nau que no mar navega,
Entre caminhos navegados,
Assim é o amor que se entrega,
Aos bons sentires desejados.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

       

    AVENTURA

Nas horas plácidas da vida,
Recordo com a minha saudade,
Teu olhar azul como o céu,
Dia da nossa despedida,
No momento da eternidade,
Já foste minha e eu fui teu.

Depois de nós, outros momentos
Compuseram a vida perdida
E moldaram os sentimentos,
Caminhos traçados da vida.

Hoje, recordo com saudade,
Teu sorriso, tua doçura,
Teu corpo, eterna mocidade,
Teus lábios de doce frescura.

Do teu corpo, guardo o momento,
Vivido a dois naquele quarto,
Onde trocamos corações.
Sem falar-nos em sentimento,
Sem propostas ou qualquer trato,
Sem impor quaisquer condições.

Apenas foi uma aventura,
Vivida a dois na solidão,
Duas almas na desventura,
Sem um pedido de perdão.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

        

      MÁSCARA

Máscara solta que te faz feliz,
No encanto do seu triste tacto,
De uma alegria que não condiz,
Com a falsidade do seu retrato,
Que esconde a triste alma infeliz.

No fingir de uma sã amizade,
Talha os caminhos obscuros
E promovendo a pura maldade,
Tenta desfazer laços seguros,
Insinuando falsa lealdade.

Jogo de xadrez a descoberto,
A máscara deixa assim cair,
No caminhar pelo seu deserto,
Procura ainda assim infligir
Com ódio, o coração já desperto.

Na tentativa de possuir,
Com sua inveja a felicidade
Que sente nos outros emergir,
Procura plantar sua maldade,
Na amizade que não quer sentir.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015



MINHA ALMA CHORA


Chove!...
Não vejo nenhuma chuva cair!...
Nada se move,
Mas o ruído da chuva a cair,
Intensifica a minha agonia,
Nesta já noite tardia.

O ruído triste da chuva,
Inunda o meu pensamento,
E minha alma se curva,
Com todo o seu tormento,
Como folha caída ao vento.

Gota a gota, oiço o barulho,
Naquele escuro sem ter fim,
Que abala o meu orgulho,
Faz chover dentro de mim.

Chove!...
Lá fora, o Sol brilha!...
O que oiço então cair?
Algo se move!...
Alguém aparece na trilha!...
O som dum alegre sorrir
Chega até mim,
Acabou o deserto por fim.

Ah!... Minha alma chora,
Eis a chuva a cair,
Nunca mais se vai embora!...
Em mim, fica o sentir.
Carlos Cebolo
 carlosacebolo.blogspot.com/



    

     CARNAVAL

Costume antigo, moda nova,
Assim o Mundo se renova,
Na dança e seu feliz sabor,
O Carnaval promove amor.

Vários trajes e seus dizeres,
Grande emoção e seus prazeres,
No esquecer da tristeza!...
O Mundo da incerteza.

O esquecer da rude vida,
E na brincadeira vivida,
Com palhaços nos divertimos,
As mágoas que também sentimos.

Entre abraços e doces beijos,
Também se pede bons desejos,
Com samba e sua folia,
Cria-se o Mundo de magia.

A bela máscara desenha,
Sem possuir chave nem senha,
O artista que a quer usar,
P’ra com ela também sambar.

Festa da carne e abundância,
Promove-se a vil ganância,
No desfile e seu festival,
Sem se importar com a moral.

Do berço teve Veneza,
A fama e a incerteza,
Em salões da burguesia,
Traições com as fantasias.

Com a máscara a inibição,
No pensar livre da traição,
Promessas e juras de amor,
Talham no futuro a sua dor.

Carlos Cebolo
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