Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

segunda-feira, 4 de maio de 2015


CARTA DE AMOR

Escrevo-te nestas parcas traçadas linhas,
Numa bela mensagem de amor que faço,
À musa bela do meu encantamento.
Linhas cruzadas entre as tuas e minhas,
Palavras do pensamento que disfarço,
Na ausência da tua alma, o meu tormento.

Nesta carta de amor, onde nada digo,
Beijo teus lábios na minha solidão,
Nesta triste ausência do teu sofrimento
E na tristeza de nunca estar contigo,
Desassossega o meu triste coração,
No desespero deste meu sofrimento.

Quem as não tem!... guardadas no coração,
Cartas de amor na sentida então saudade,
Na angústia de não te ter aqui presente.
Quem as não tem!... singela recordação
Nesta lembrança da eterna mocidade,
Vivida num passado ainda presente.

Carlos Cebolo
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domingo, 3 de maio de 2015


MATER

Do seu ventre surge a flor,
Corpo que deixou menina,
Seu fruto chamado amor,
Ser mãe, a que se destina.

Na seca procura a fonte,
Manter viva a fina-flor,
Caminha, subindo o monte,
Ao fruto só leva amor.

Com amor, encara a vida,
Neste Mundo enfrenta a dor,
E não se dá por vencida.

De mãe é assim chamada,
Perfeição do seu amor,
Nesta vida desejada.

Carlos Cebolo
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sábado, 2 de maio de 2015




 A RAPOSA E A TARTARUGA

Era uma vez uma velha raposa, que por ser já muito velha, não conseguia apanhar algo para comer.
A raposa estava com muita fome e fraca e andava pela floresta à procura de comida.
Ao passar junto a um lago, encontrou uma tartaruga que estava a apanhar sol para se aquecer.
A raposa, logo viu ali, uma refeição e pensou para si mesmo:
            - A tartaruga é lenta e eu posso apanha-la com facilidades. Hoje é o meu dia de sorte. Finalmente vou encher a barriga.
A raposa aproximou-se com muita cautela da tartaruga e quando já estava perto deu um salto, mas só agarrou a carapaça da tartaruga, pois a tartaruga que tinha visto a raposa, rapidamente se escondeu dentro da sua carapaça.
A raposa tentou tirar a tartaruga de dentro da sua casa. Mas não conseguia meter nos pequenos orifícios a sua longa boca, nem as suas garras.
Farta de tentar, sem nada conseguir, resolveu apelar para a inteligência, fazendo-se de boa e tentar convencer a tartaruga a sair da sua carapaça.
Disse então a raposa:
- Amiga tartaruga!... Está um dia tão bonito aqui fora!... Não quer vir apanhar um pouco de sol?
A tartaruga que não era nada burra respondeu:
- Sabe amiga raposa!... Eu apanhei um resfriado e não posso apanhar nem sol nem vento. É por isso que aqui estou metida dentro da minha carapaça.
A raposa rapidamente pensou e disse:
- Venha até cá, ou ponha a cabeça de fora para eu a examinar. Eu começo todas as ervas que curam as doenças e posso cura-te!...
- A tartaruga que era mais inteligente que a raposa respondeu:
- Sabe amiga raposa! Eu já sou muito velha, já vive muito e conheço todas as manhas dos animais e conheço bem a tua fama de matreira. Eu não estou doente. Sou lenta mas não sou burra. Se meter a cabeça de fora, tu aproveitas a oportunidade para me comeres. Vai procurar alimento noutro lugar que aqui não te safas.
A raposa vendo que a tartaruga era mais esperta do que ela, resolveu ir procurar algo mais fácil de se deixar apanhar para poder matar a fome.
E assim, com a sua inteligência e agilidade em se esconder dentro da sua carapaça, apesar de ser lenta a andar, a tartaruga salvou-se de uma morte certa.
Fim
Carlos Cebolo

            

sexta-feira, 1 de maio de 2015


DIA DO TRABALHADOR

Sonhei. Desperto senti dor,
Triste por não ter festejado,
O dia do trabalhador,
Dia ainda não consagrado.

Não me lembro da identidade
Da roda, quem foi inventor!
Só sei que o bem da antiguidade,
Foi obra de um trabalhador.

Nesta luta, não estando só,
Lembrando o internacional dia,
Do trabalhador tenho dó,
Por não sentir sua alegria.

Assim oiço o tempo passar,
Sempre com velhas tradições,
O homem sempre a trabalhar
Cada vez mais, sem condições.

Triste realidade vivida,
Num belo dia que era seu,
A escravatura então sentida,
Liberdade que já morreu.

No abismo em que será senhor,
Morre com o seu esforço vão,
Ganha para o patrão doutor,
E em casa não tem o seu pão.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 30 de abril de 2015

    
 SOM DA POESIA

E na suave lira te oiço tocada,
Numa doce rima de som perfeito,
O chorar dos anjos em voz velada,
Nesta tristeza que trago no peito,
Os sons tristes da poesia cantada.

São os sons da alegria e da tristeza,
Na ponta da pena que a escreveu,
Em traços puros de realeza,
Que pelo triste Mundo se perdeu,
Sem de nada, nunca ter certeza.

E canta-se em alvíssaras divino,
A triste alma da música que encanta,
Com todo o seu profundo desatino,
A doce poesia que se levanta,
Entre os sons tirados de um violino.

Não existe música sem poesia,
Nem o amor seria tão bem cantado,
No imaginário de pura magia,
Com este desassossego lembrado,
Que transforma a tristeza em alegria.

Sons da poesia na sua pureza,
Que cantam os amores revirados,
Neste presente cheio de incerteza,
Que na poesia são sempre lembrados,
Em sons erguidos da própria tristeza.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 29 de abril de 2015


CORAÇÃO

Não, não é esse o nosso segredo,
Esse não foi o amor desejado,
Este plantar de receio e medo,
Deixa o coração despedaçado.

Dormir sem sono assim acordado,
Fica o coração no desassossego,
Por entre arestas acorrentado,
Se inquieta com o triste degredo.

Apara o sofrido coração,
A onda forte no seu bater,
O pulsar firme da tua mão,
No meu peito se deixa morrer.

Carlos Cebolo
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TRANSPARENTE CORAÇÃO

O amor não tem fim!...
É sentimento eterno.
Na sua evolução,
Antigo ou moderno,
Com mesma condição,
Sofre também assim.

Se um dia assim fingi,
Deixei-te só no Mundo,
A dor que então senti,
Por esse amor profundo,
Foi maior que a agonia,
Foi a pura poesia.

Neste tempo presente,
Tão incerto e vazio,
A saudade crescente,
Do amor outrora frio,
Prisão de eterna dor,
Na fraqueza do amor.

Teus lábios meu desejo,
Fervor inacabado,
Na loucura do amor,
O teu primeiro beijo,
Será sempre lembrado,
Com aquele doce calor.

Neste amor sem ter fim,
Do nascer ao sol-posto,
Eterno padecer,
Que se apossou de mim,
Tristeza do meu rosto,
Tristeza do meu Ser.

Sofre o meu coração,
No amor e na aventura,
Eterno caminhar,
Desta nossa união,
Sempre bela e tão pura,
Esta forma de amar.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 28 de abril de 2015

    

 HORA MORTA

Plácidas horas da madrugada,
Em que lento, lento vai o tempo,
Sonolência da vida arrastada,
No pesadelo do contratempo.

O minuto se assemelha à hora,
Desse tempo perdido e fútil,
Que a alma, o seu próprio corpo ignora,
Pensar que deixou de ser útil.

E estando de si próprio ausente,
No tão divinamente pensar,
O desassossego que a alma sente,
Na hora oca que não quer passar.

Como náufrago em mar aberto,
Corpo perdido em sono profundo,
Desperta a alma a perigo descoberto,
No limiar de entrada doutro Mundo.

E nesta persistente morta hora,
Como a espuma que na areia morre,
Vinda duma onda do mar que chora,
A triste alma que para o corpo corre.

Um forte sentido assim presente,
Sossega a alma no seu doce leito,
Limpa das mágoas que o corpo sente,
No traçar da sina a seu preceito.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 23 de abril de 2015


LIVRO

Belas páginas, soltas de um diário,
Que a vida nos ensina dia a dia,
Cantando tristezas do seu fadário,
Enchendo a alma com sua alegria.

Livro escrito na força da paixão,
Onde se aprende o abc da vida,
Sem ser lido na sua perfeição,
Só torna a vida mais aborrecida.

É fonte pura de grande saber,
O Romance, a história ou pura poesia,
Ter no bolso um bom livro para ler,
É ver o Mundo com sua magia.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 22 de abril de 2015


LIVRO ABERTO

No prazer da escrita,
O Sonho da leitura
De um livro antigo.
No que acredita
Nesta loucura
Sonho contigo.

Escrevo ilusões,
Lendo aventuras
Em folhas Revoltas.
Dois corações,
Tua ternura
Quando te soltas.

Num livro antigo,
Leio paixões,
Escrevo sentidos.
Ficas comigo,
Nas sensações
Ficamos perdidos.

Teu livro aberto,
Fecho corrido
Na minha mão.
Fico desperto,
No teu sentido
Em comunhão.

O prazer que sinto,
Na tua leitura
Me traz alegria.
Aprendo e não minto,
Nesta aventura
De tanta magia.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 21 de abril de 2015

       

PSICANÁLISE

A tua sombra vejo em todo o lado,
No sentir dos sentidos presente,
Deixo de pensar por um bocado
Para ouvir o grito que a alma sente.

E tão abstracta é a ideia do ser,
Meus olhos no teu olhar profundo,
São raios de luz no amanhecer,
Arco-íris que ilumina o Mundo.

Tudo e nada fixa o meu olhar,
No querer saber o teu pensar,
Amor e ódio sempre presente,
Nesse ciúme que a triste alma sente.

E no consciente de ti me sinto,
Ilusão do crepúsculo luar,
Que neste ignorar-te, sempre minto,
Aquele prazer que te quero dar.

Transparente alma como o seu luar,
Meu corpo translúcido no amor,
È mal que quer partir e voltar
Na calma infernal da sua dor.

Vejo para além do meu olhar,
Dor insana d’um amor profundo,
Que retalha aos poucos o pensar
Das almas viventes deste Mundo.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 20 de abril de 2015

  
TARDE AMANHECER

Cavalga este tarde amanhecer,
Entre sonho tido por incerto,
Sem ver o Sol que tarda a nascer,
Nesta bruma do sono desperto.

Na dor talhada do seu inverno,
Ouve-se na bruma o triste grito,
Daquele amor que quer ser eterno,
Acabando com todo o conflito.

Algo que faça com o seu sentir,
Nem sempre tarde para se sonhar,
Alcançar o que não quer surgir.

Palavras escritas no seu pesar
E que libertam uma alma em conflito,
Daquela dor que teima em ficar.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 17 de abril de 2015

               

SAUDADES

Neste Mundo estrelado de coisas ocas,
Olho um passado de lembranças caídas,
Procurando sentir o gosto de outras bocas,
No crepúsculo renascente de outras vidas.

Ao meu redor, vejo um Mundo imperfeito,
Constelações brilhantes no abismo profundo,
De uma fraca sintonia seguida a preceito,
Formando este meu triste Mundo imundo.

Sinto necessidade de algo que me faça sonhar,
Que me faça recordar a quente cor vermelha,
Da terra que teima em fugir do meu olhar,
Escondida por de trás da luz que tudo espelha.

Quero encontrar-te na penumbra da névoa,
Que de África vem subindo ao encontrão,
Em batalha desigual que no tempo ecoa,
Como quem busca, o seu desejado Sebastião.

De Alcácer Quibir fazer o desejado salto,
Passar muito para além da linha do Equador,
Entrar no lindo Zaire com um padrão alto
E declamar à bela Angola, todo o meu amor.

Seria este, o meu grande e eterno desejado,
Perdido na bruma das noites das tristezas,
D’um passado para sempre lembrado e amado
E de um futuro próximo, apenas com incertezas.

O regresso do desejado passado, vivido e sentido,
Ouvido sem esperanças, no retorno de um eco,
Que salve este meu lindo reinado desaparecido,
Na ânsia de não te ver, neste Mundo em que me perco.

Sinto vivo esse desejo, na mente de ideias despida,
Sedento da tua cor e beleza de aroma perfumado,
Esquecido nas longínquas emoções da despedida,
Do silencio, no mistério daquele belo chão sagrado.

Amar-te-ei eternamente, quente e desnudada da realidade,
Sôfrego do teu doce néctar cristalino que me vicia,
Onde sacio a sede, em imagens distorcidas da verdade,
Crente na vindoura promessa que aquele povo merecia.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 16 de abril de 2015


RETRATO

Teus lábios
Doces
Salgados
Fonte pura
De desejo
Meu beijo
Na tua boca
Apetitosa
Vida louca
Tua pele
Arrepiada
Sequiosa
Retrato de ti
O que senti.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 15 de abril de 2015

    

  SOBREVIVÊNCIA

Humano do Mundo se escondeu,
Nessa dor que ficou no seu peito,
Grito de uma angustia que nasceu,
Do silêncio que se pôs a jeito.

E sangra o seu coração ferido,
Duma verdade que não venceu,
Neste país que já foi querido,
Do trabalhador que já morreu.

Vence o vil dinheiro a incerteza,
Duma vida honesta merecida,
Do coração cheio de tristeza.

Talha o ódio a desumanidade,
Na vida que se encontra vencida,
Por não sentir sua liberdade.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 14 de abril de 2015

     

PERFIL

Desta saudade que fica,
Neste silêncio da dor,
Vida triste sempre rica
No desacerto do amor.

Tem o rio sua margem,
Que controla seu correr,
Traz o vento sua aragem,
Neste Mundo a padecer.

Noite escura sem luar,
Vítima do triste amor,
A verdade no acabar,
Essa sua triste dor.

Da vida se tira o risco,
Da coragem seu valor,
Eu não como, só petisco,
Um pouco do teu amor.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 13 de abril de 2015


TEU CORPO

Teu corpo!...
Caminho aberto no nada,
Rios que traçam e sulcam,
Abrindo o vulcão do teu peito.
No habitar do amor,
A ternura consagrada
Nesse teu corpo de dor
Que te faz abençoada.
Sementes que brotam e resultam
No fruto do teu sentir,
Assim serena na vida adiada
Do amor que está para vir.

Teu corpo!...
Que mantém toda a doçura,
Nas rugas da pele sedosa
Talhada por lágrima agreste
Que faz de ti frescura.
O encanto que te faz orgulhosa
Do passado que tiveste
E deste presente que provoca
No amor, a rebeldia,
Oferendo a tua boca
Num doce beijo de magia
Que a própria vida invoca.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 10 de abril de 2015


VOZ DA POESIA

No sentir da liberdade,
O poder soberano
Pleno sentido de igualdade,
Traça o quotidiano
Dum Mundo em evolução.
O viver dos sonhos,
Em perfeita comunhão,
Numa resistência
Entre traços risonhos
No exprimir do coração,
Promove a subsistência.
Uma renúncia à mordaça,
Em perfeita união e igualdade,
Entre o valor do sangue e raça,
Pleno de liberdade.
Verdade e valor da poesia,
No seu direito universal,
Plenos ecos de magia,
Numa voz que se quer imortal.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 9 de abril de 2015


LÁGRIMAS DO MEU SOFRER

Se sentires a realidade!...
O verdadeiro amor da alma!
Se souberes o que isso é!...
Sentir ansiedade,
Mesmo nas noite calma,
Intensifica a tua fé.

Se sentires o amor ardente,
Como eu sinto por ti,
Mesmo causando-me dor!
Sentirás o que a alma sente,
Quando por ti sofri,
Dizendo querer teu amor.

Anseio pelo teu húmido beijo,
Teu toque suave e quente,
Sentir o teu calor.
Vem matar meu desejo,
Aparece assim de repente,
Traz-me o teu amor.

No arco-íris da vida,
O azul é inigualável,
Como o sentir do coração.
Sentir a alma perdida,
Num colorido inexplicável,
Como o toque da tua mão.

Não me faças chorar!...
Entrega-te de corpo e alma,
Entra na minha saudade.
Não quero mais esperar,
Quero viver com calma,
Sem aquela ansiedade.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 8 de abril de 2015


NA VIDA A ESPERANÇA
              (a uma amiga)           

A vida é como um passo de bela dança,
Que na contra-dança da vida se esfuma,
Como a onda do mar desaparece na bruma,
Na certeza do movimento da mudança,
Que na nossa vida traçamos à distância.

Em qualquer ponto do mundo se acredita,
Na esperança da vida que se acentua,
Nesta triste verdade que é minha e tua,
Poder vencer a triste doença maldita,
Com o apoio de uma amizade bendita.

A tua força de vencer nos contagia,
A boa verdade de não estarmos sós
E grande vontade de te ver entre nós,
Neste nosso Mundo de bela magia,
Com toda essa amizade que se cria.

Com ansiedade esperamos por ti amiga,
Na comunidade da nossa grande união,
Pedimos por ti com todo o nosso coração;
Com orações que a situação nos obriga
E que esta nossa amizade se torna antiga.

Desejos ardentes na tua volta,
Nesta grande roda, tua alegria,
Com a tua doce voz e simpatia,
Desta nossa vontade que se solta,
Na triste situação, tua revolta.

No querer da vida a nossa esperança,
Na tua saúde a nossa alegria,
Sentida nestes passos de magia,
Este grande desejo de mudança,
Que em ti, sentimos a confiança.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 7 de abril de 2015


ETERNAMENTE ENAMORADOS

E este tempo sempre a passar,
Com a realidade que lhe convém,
Lágrimas felizes e de dor,
Com o seu eterno caminhar,
Na alegria e dor que o Mundo tem,
Aguarelas pintadas sem cor.

Perdura o amor como sentimento,
Na aparente alegria e tristeza,
Conforme é encarado o momento,
No avançar da idade, a incerteza.

O amor que não lhe deixa morrer,
Namoro constante d’uma vida,
È a força que lhe faz viver,
Nas agruras da vida sentida.

Amor eterno da Juventude,
É lembrado sempre com saudade,
Aquele tempo de felicidade,
Já passado, ainda a ilude,
Reacendendo o velho sentimento,
Ainda novo no pensamento.

As rosas vermelhas desejadas,
Lembrando o dia dos namorados,
No espelho da vida que a engana
E que esconde as horas já passadas,
Na espera dos dias adiados
E lembrados nesta vida insana.

E passam os dias no seu correr,
Ficando o amor na eternidade,
Amor que para sempre irá viver,
No sentimento sem ter idade.

Carlos Cebolo
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