Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

terça-feira, 19 de maio de 2015


TU

No sorriso do teu olhar,
Tua imagem,
Teu querer,
Húmido e doce beijar,
Bela paisagem
Que guardo com prazer…

Luz vincada
Em rima sem fim,
De uma prosa aberta,
Que se faz desejada.
Pedaço de mim
Que a noite desperta,
Neste canto da vida,
Assim dividida.

Rosa flor,
Toque de alegria
Do teu doce lábio,
Sôfrego de amor.
Bela magia,
Momento sábio,
Do teu viver
Que me faz sofrer.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 18 de maio de 2015


PÁGINAS DE UM DIÁRIO

Leio-te incessantemente nas entrelinhas da vida ,
Passo a passo como folhas de um diário que se deu
Perdido na esperança, daquele amor que não morreu,
E que vive na recordação, da triste alma perdida.

Assim, leio-te com o prazer daquele velho sentimento,
Como diário da vida que um dia foi também sofrida
E guardada no recanto escondido do pensamento,
Nessa triste incerteza, da felicidade perdida.

Essas folhas amareladas de um coração sofrido,
São assim lidas na emoção deste corpo envelhecido,
Na eterna dor da saudade que outrora em ti encontrou.

Naquele nosso momento de um beijo que não foi trocado,
Sentido no desejo da timidez de namorado,
Estampado está, no velho diário que a vida traçou.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 15 de maio de 2015

   

 AQUÉM-DEUS

Olho este pedaço do Mundo,
Que os meus olhos fracos alcançam,
Imagem do abismo profundo,
De um mar e terra que se amparam,
Na alegria sentida e dor,
A vontade do criador.

Vácuo sentido no lugar,
Também abrange tudo, um pouco,
Estando eu também a pensar,
Nesse abismo profundo e oco,
Em que a minha alma se tornou,
Com a dor que por ela ficou.

Se existe amor no coração,
Na tristeza que segue o Mundo,
Entre seres de uma Nação,
Sem o sinal de amor profundo,
E sem de nada ter certeza,
Também se promove a pobreza.

Será uma glória esperada,
O ponto eterno de mudança,
De uma felicidade adiada,
Onde se renova a esperança,
Deste Mundo cão decadente,
Na dor que o próprio povo sente.

Na procura do Ser perfeito,
Olhando tudo ao meu redor,
Na conjugação do preceito,
Para saber o que é o amor,
Natureza dos crentes e ateus,
No fim, aparece só Deus.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 14 de maio de 2015

    
 DEIXEM-ME SÓ

Nas horas idas do meu pensar,
Deixem-me só com o meu tormento,
Desvairos tristes do pensamento,
Que não me deixam sequer sonhar.

E deixem-me só nessa triste hora,
Fria, plácida da madrugada,
Quando a alma se encontra amargurada,
No silêncio que também devora.

Deixem-me só nessa fria brisa,
Nessas noites frias e serenas,
Por onde minha alma só, desliza.

Noites em que a lua não brilhou,
Noites longas e também pequenas,
Deixem-me com a flor que desfolhou.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 13 de maio de 2015


ECOS DO DESTINO

Ecos da minha memória,
Nesse ecoar da sua história,
São as causas deste Mundo,
No seu aspecto profundo.

O que me perturba a mente,
Na dor que o coração sente,
Sentires assim perdidos,
Ecos surdos dos sentidos.

E de destino se trata,
Esta alma que se retrata,
Na vida que vai vivendo,
Com esta dor que vai sofrendo.

Esta dor que não se cala,
Será a forte cabala,
Deste destino sofrido,
Por não ser por ti querido.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 12 de maio de 2015


MAGIA DA POESIA

Separe-se o joio do saboroso trigo,
Na escrita do crente, a poesia se faz,
Este fogo ardente nos cantares de amigo,
Ler a boa escrita, sempre me satisfaz.

Escrever sem rima e métrica sem ter fim,
Entre os espaços e as virgulas ausentes,
Toque de poesia que também sai por fim,
Estes cantares de amigo, sempre presentes.

E por se sentir poeta em esforço elaborado,
Sem se negar a existência do triste Ser,
O fraco pensar, também o é perdoado.

Com essa enorme força de pura magia,
Surgem versos, estrofes no seu padecer,
E assim, se compõe a maravilhosa poesia.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 11 de maio de 2015

     

 RENASCER

Quanta saudades, que loucura!...
Desejo de recomeçar,
Que sinto na minha procura,
O meu eterno caminhar.

Coisa sem ter explicação,
Fraqueza que quero ocultar,
Nesta constante prontidão,
Esta vontade de te amar.

Ser bela Fénix renascida,
Nas cinzas da renovação,
Sonhos desfeitos, despedida,
Sons suaves duma canção.

Este lindo momento eterno,
Duma saudade singular,
Belos dias quentes do inverno,
Aquecidos com o teu beijar.

O renascer da esperança,
Dum jardim sem ter sua flor,
Novos motivos da mudança,
Brotar do meu peito sem dor.

Neste colher dia após dia,
Sem ter nada para explicar,
O sentir fugir da alegria,
No renascer que quer brotar.

Carlos Cebolo
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sábado, 9 de maio de 2015


A VIDA ALEGRE NA QUINTA

            Numa herdade agrícola, todos os animais acordam com o cantar do Galo, bem cedo, logo pela manhã e antes do Sol nascer.
            A mãe galinha e os seus pintainhos correm para o pátio e começam logo a debicar a terra à procura de minhocas ou outros insectos que possam comer.
            O gatinho cinzento com listas pretas, olha com muita atenção para tudo a seu redor, procurando encontrar algo com que brincar.
A mãe pata e os seus patinhos amarelos, nadam alegremente no lago da quinta e mergulham por baixo dos nenúfares, saindo do outro lado sempre alegres e irrequietos.
Assim nasce o dia na Quinta do país do faz de conta onde todos os animais vivem felizes.
É primavera e as animais da quinta tiveram as suas crias recentemente:
A vaca teve um bezerro muito lindo que corre pela quinta, acompanhado pelos cordeiros; pelos coelhinhos e pelo cachorrinho castanho e branco. Nasceram todos há pouco tempo e como as crianças, todos são amigos uns dos outros.
O bezerro salta por cima de um tronco e um cordeiro emita-o, mas como é mais pequeno, tem uma certa dificuldade e cai.
 O cachorrinho corre atrás deles, com o seu instinto de guarda, procurando protege-los de um perigo imaginário.
Também a égua teve o seu filhote, um potro castanho claro, quase alaranjado, com crinas castanhas e uma mancha branca no focinho mesmo entre os olhos e o nariz.
Todos os pequenos animais cresceram na barriga das suas mães, antes de nascerem e verem a luz do dia.
Todos não!...
Os pintainhos e os patinhos nasceram dos ovos que as mães chocaram sempre com muito carinho e amor.
Um dia estes bebés animais, vão crescer e trabalhar na quinta. Mas até lá, apenas sabem brincar uns com os outros, embora cada um adquira a sua própria característica.
O potro gosta muito de saltar;
O bezerro corre pela quinta procurando sempre as maninhas da mãe para mamar;
Os cordeiros brincam nas ervas ao mesmo tempo que comem os rebentos mais tenros;
 Os patinhos mergulham no lago sempre acompanhados de perto pela mãe pata;
 Os pintainhos arranham a terra com as suas patitas, aprendendo com a sua mãe como se procura minhocas para comer;
 Os cachorrinhos brincam com qualquer coisa que apanham pelo caminho e o gatinho apenas quer dormir sem que ninguém o aborreça, sempre enrolado na palha do celeiro.
Quando crescerem, todos vão ajudar o seu dono a ganhar mais dinheiro.
As vacas dão o leite que o lavrador vende na cidade e com o qual faz também alguns queijos;
 Os cavalos trabalham na quinta, ajudando nos trabalhos agrícolas e puxam a carroça;
As ovelhas além do leite também dão a lã com a qual se fazem os casaquinhos;
As galinhas e as patas dão os ovos e também as penas para se encher almofadas;
O cão guarda a quinta e os rebanhos e o gato apenas dorme, apanhando de vez em quando algum rato para comer.
É assim a vida dos animais domésticos numa quinta. Todos trabalham, mas todos vivem felizes ao ar livre e saudável e acordam sempre com o cantar do galo.
FIM

Carlos Cebolo

sexta-feira, 8 de maio de 2015

       
    MATINAR

Lá vem o lindo rouxinol,
Vem cantar à minha janela,
Traz o calor do próprio Sol
E no cantar, o beijo dela.

O cantar de pura magia,
Entre o silêncio e o vazio,
Traz com ele a pura alegria,
No seu cantar ao desafio.

Canta sonhos da realidade,
Dos prazeres e dos tormentos,
Entre a mentira e a verdade,
Lança no ar, doces lamentos.

Por ente a sublime verdade
Na lembrança dos lábios teus,
O encanto da realidade,
Reacende desejos meus.

Cá está o lindo rouxinol
Neste meu jardim reflorido,
Cantando na beleza do Sol,
Seu eterno amor renascido.

Na luz, a imagem reflectida,
A melodia de encantar,
Ser presente na própria vida,
O rouxinol no seu cantar.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 7 de maio de 2015

  

HORAS QUE PASSAM

Horas alegres, tristes que passam,
Entre segundos de um tempo que voa,
Nesse rápido passar que alcançam
O veloz eco que também ecoa.

São apenas punhados de esperança
Que vão passando todo o nosso fado,
Desde o sonhar íntegro de criança,
Lembranças vivas do nosso passado.

O coração dorido e palpitante,
Entre os sons moribundos da certeza,
Desse passado ainda mais distante.

Com olhar vago, coração ausente,
Recordam tempos de eterna beleza,
Nas velhas quimeras do antigamente.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 6 de maio de 2015


TEMPORAL DE AMOR

Dentro de mim, o temporal começou,
Lágrimas de sangue correram sem fim,
Alma triste que vive em mim chorou,
Este temporal de amor, dentro de mim.

Primavera seca numa inquieta aurora,
Este torpor sentido de uma alma fria,
Que nos sentires do amor tardio chora,
Como uma flor fraca que nasceu tardia.

Adensa-se na minha alma o temporal,
De um amor tardio que teima em ficar,
Pelo jardim que deixou de ser floral.

E triste é este meu temporal de amor,
Na distância, querer e poder amar,
A outra alma sofrida na eterna dor.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 5 de maio de 2015


VESPERTINA

Nessa minha vespertina,
Os sentires despertos do teu amor,
Nesta sede repentina
Sentido da tua dor,
Esse beber incessante que ensina.

Essa tua perfeição,
Cruza o meu peito ao sabor da dor,
Purifica o coração
Na vespertina de cor,
Efeitos de varinha de condão.

Sol-posto do meu sertão,
Chega a noite na alegria sem fim,
Vespertina de verão
Que tomou conta de mim,
Com o amor que invadiu meu coração.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 4 de maio de 2015


CARTA DE AMOR

Escrevo-te nestas parcas traçadas linhas,
Numa bela mensagem de amor que faço,
À musa bela do meu encantamento.
Linhas cruzadas entre as tuas e minhas,
Palavras do pensamento que disfarço,
Na ausência da tua alma, o meu tormento.

Nesta carta de amor, onde nada digo,
Beijo teus lábios na minha solidão,
Nesta triste ausência do teu sofrimento
E na tristeza de nunca estar contigo,
Desassossega o meu triste coração,
No desespero deste meu sofrimento.

Quem as não tem!... guardadas no coração,
Cartas de amor na sentida então saudade,
Na angústia de não te ter aqui presente.
Quem as não tem!... singela recordação
Nesta lembrança da eterna mocidade,
Vivida num passado ainda presente.

Carlos Cebolo
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domingo, 3 de maio de 2015


MATER

Do seu ventre surge a flor,
Corpo que deixou menina,
Seu fruto chamado amor,
Ser mãe, a que se destina.

Na seca procura a fonte,
Manter viva a fina-flor,
Caminha, subindo o monte,
Ao fruto só leva amor.

Com amor, encara a vida,
Neste Mundo enfrenta a dor,
E não se dá por vencida.

De mãe é assim chamada,
Perfeição do seu amor,
Nesta vida desejada.

Carlos Cebolo
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sábado, 2 de maio de 2015




 A RAPOSA E A TARTARUGA

Era uma vez uma velha raposa, que por ser já muito velha, não conseguia apanhar algo para comer.
A raposa estava com muita fome e fraca e andava pela floresta à procura de comida.
Ao passar junto a um lago, encontrou uma tartaruga que estava a apanhar sol para se aquecer.
A raposa, logo viu ali, uma refeição e pensou para si mesmo:
            - A tartaruga é lenta e eu posso apanha-la com facilidades. Hoje é o meu dia de sorte. Finalmente vou encher a barriga.
A raposa aproximou-se com muita cautela da tartaruga e quando já estava perto deu um salto, mas só agarrou a carapaça da tartaruga, pois a tartaruga que tinha visto a raposa, rapidamente se escondeu dentro da sua carapaça.
A raposa tentou tirar a tartaruga de dentro da sua casa. Mas não conseguia meter nos pequenos orifícios a sua longa boca, nem as suas garras.
Farta de tentar, sem nada conseguir, resolveu apelar para a inteligência, fazendo-se de boa e tentar convencer a tartaruga a sair da sua carapaça.
Disse então a raposa:
- Amiga tartaruga!... Está um dia tão bonito aqui fora!... Não quer vir apanhar um pouco de sol?
A tartaruga que não era nada burra respondeu:
- Sabe amiga raposa!... Eu apanhei um resfriado e não posso apanhar nem sol nem vento. É por isso que aqui estou metida dentro da minha carapaça.
A raposa rapidamente pensou e disse:
- Venha até cá, ou ponha a cabeça de fora para eu a examinar. Eu começo todas as ervas que curam as doenças e posso cura-te!...
- A tartaruga que era mais inteligente que a raposa respondeu:
- Sabe amiga raposa! Eu já sou muito velha, já vive muito e conheço todas as manhas dos animais e conheço bem a tua fama de matreira. Eu não estou doente. Sou lenta mas não sou burra. Se meter a cabeça de fora, tu aproveitas a oportunidade para me comeres. Vai procurar alimento noutro lugar que aqui não te safas.
A raposa vendo que a tartaruga era mais esperta do que ela, resolveu ir procurar algo mais fácil de se deixar apanhar para poder matar a fome.
E assim, com a sua inteligência e agilidade em se esconder dentro da sua carapaça, apesar de ser lenta a andar, a tartaruga salvou-se de uma morte certa.
Fim
Carlos Cebolo

            

sexta-feira, 1 de maio de 2015


DIA DO TRABALHADOR

Sonhei. Desperto senti dor,
Triste por não ter festejado,
O dia do trabalhador,
Dia ainda não consagrado.

Não me lembro da identidade
Da roda, quem foi inventor!
Só sei que o bem da antiguidade,
Foi obra de um trabalhador.

Nesta luta, não estando só,
Lembrando o internacional dia,
Do trabalhador tenho dó,
Por não sentir sua alegria.

Assim oiço o tempo passar,
Sempre com velhas tradições,
O homem sempre a trabalhar
Cada vez mais, sem condições.

Triste realidade vivida,
Num belo dia que era seu,
A escravatura então sentida,
Liberdade que já morreu.

No abismo em que será senhor,
Morre com o seu esforço vão,
Ganha para o patrão doutor,
E em casa não tem o seu pão.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 30 de abril de 2015

    
 SOM DA POESIA

E na suave lira te oiço tocada,
Numa doce rima de som perfeito,
O chorar dos anjos em voz velada,
Nesta tristeza que trago no peito,
Os sons tristes da poesia cantada.

São os sons da alegria e da tristeza,
Na ponta da pena que a escreveu,
Em traços puros de realeza,
Que pelo triste Mundo se perdeu,
Sem de nada, nunca ter certeza.

E canta-se em alvíssaras divino,
A triste alma da música que encanta,
Com todo o seu profundo desatino,
A doce poesia que se levanta,
Entre os sons tirados de um violino.

Não existe música sem poesia,
Nem o amor seria tão bem cantado,
No imaginário de pura magia,
Com este desassossego lembrado,
Que transforma a tristeza em alegria.

Sons da poesia na sua pureza,
Que cantam os amores revirados,
Neste presente cheio de incerteza,
Que na poesia são sempre lembrados,
Em sons erguidos da própria tristeza.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 29 de abril de 2015


CORAÇÃO

Não, não é esse o nosso segredo,
Esse não foi o amor desejado,
Este plantar de receio e medo,
Deixa o coração despedaçado.

Dormir sem sono assim acordado,
Fica o coração no desassossego,
Por entre arestas acorrentado,
Se inquieta com o triste degredo.

Apara o sofrido coração,
A onda forte no seu bater,
O pulsar firme da tua mão,
No meu peito se deixa morrer.

Carlos Cebolo
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TRANSPARENTE CORAÇÃO

O amor não tem fim!...
É sentimento eterno.
Na sua evolução,
Antigo ou moderno,
Com mesma condição,
Sofre também assim.

Se um dia assim fingi,
Deixei-te só no Mundo,
A dor que então senti,
Por esse amor profundo,
Foi maior que a agonia,
Foi a pura poesia.

Neste tempo presente,
Tão incerto e vazio,
A saudade crescente,
Do amor outrora frio,
Prisão de eterna dor,
Na fraqueza do amor.

Teus lábios meu desejo,
Fervor inacabado,
Na loucura do amor,
O teu primeiro beijo,
Será sempre lembrado,
Com aquele doce calor.

Neste amor sem ter fim,
Do nascer ao sol-posto,
Eterno padecer,
Que se apossou de mim,
Tristeza do meu rosto,
Tristeza do meu Ser.

Sofre o meu coração,
No amor e na aventura,
Eterno caminhar,
Desta nossa união,
Sempre bela e tão pura,
Esta forma de amar.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 28 de abril de 2015

    

 HORA MORTA

Plácidas horas da madrugada,
Em que lento, lento vai o tempo,
Sonolência da vida arrastada,
No pesadelo do contratempo.

O minuto se assemelha à hora,
Desse tempo perdido e fútil,
Que a alma, o seu próprio corpo ignora,
Pensar que deixou de ser útil.

E estando de si próprio ausente,
No tão divinamente pensar,
O desassossego que a alma sente,
Na hora oca que não quer passar.

Como náufrago em mar aberto,
Corpo perdido em sono profundo,
Desperta a alma a perigo descoberto,
No limiar de entrada doutro Mundo.

E nesta persistente morta hora,
Como a espuma que na areia morre,
Vinda duma onda do mar que chora,
A triste alma que para o corpo corre.

Um forte sentido assim presente,
Sossega a alma no seu doce leito,
Limpa das mágoas que o corpo sente,
No traçar da sina a seu preceito.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 23 de abril de 2015


LIVRO

Belas páginas, soltas de um diário,
Que a vida nos ensina dia a dia,
Cantando tristezas do seu fadário,
Enchendo a alma com sua alegria.

Livro escrito na força da paixão,
Onde se aprende o abc da vida,
Sem ser lido na sua perfeição,
Só torna a vida mais aborrecida.

É fonte pura de grande saber,
O Romance, a história ou pura poesia,
Ter no bolso um bom livro para ler,
É ver o Mundo com sua magia.

Carlos Cebolo
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