Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

terça-feira, 16 de junho de 2015


O CHORAR DA FLAUTA

Ao longe, o som suave da flauta que chora,
Perdida naquela escuridão que a exila,
Do raiar luminoso da velha aurora,
Manto negro da nova viúva intranquila.

Viuvez do amor agreste despedaçado,
Quem sabe… A dor daquela flauta que chora,
Neste derradeiro despertar da hora,
Na vida que traz o amor assim traçado.

Esperando ansioso pela tua vinda,
Nesta glória do amanhecer que demora,
Oiço o som triste da flauta que assim chora.

Nesta orgia dos clarões da noite finda,
Os meus lábios na tua boca desflora,
As pétalas rosadas da flauta que chora.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 15 de junho de 2015


DESEJO

À noite, espio as estrelas,
O sentir o seu pulsar,
Que tão bom seria tê-las,
Quando te puder amar.

O seu brilho deslumbrante,
A confundir-me a visão
E poder ser teu amante,
Nesta hora de solidão.

Numa noite sem final,
Teus lábios postos nos meus,
Sabor de um beijo imortal,
A tocar os seios teus.

À noite, olho para a lua
Invejo seu doce encanto,
Desejo de te ter nua,
Neste meu triste recanto.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 12 de junho de 2015


NOVOS VELHOS TEMPOS

Cai chuva rala. O dia cinzento
Espelha a hora que chora e sorri.
Fantasia que se solta de ti,
É vestígio de um triste sentimento.

O tédio do trabalhador que chora,
Com seus medos espraiados na areia,
E banhando-se à luz da lua cheia,
Espera pelo triste chegar da hora.

Sem nada dizer, o pensar cativo,
Olhar que lembra o que não quer viver,
Murmúrios de um sonho p’ra sempre esquivo,
Futuro agreste que quer esquecer.
No sentir da vida se sente vivo,
O trabalhador que não quer morrer.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 11 de junho de 2015


INEVITÁVEL

Este tempo a passar
E com ele, também nós caminhamos,
A correr ou a andar,
Apresados estamos
Com este nosso eterno caminhar.

 Para onde for a ida,
Aquela alma solta que se deslumbra,
Na sua despedida
Fica na eterna sombra,
Fora daquela luz pretendida.

E os sinos vão tocando,
Por este Mundo que só nos quer bem,
Os anjos vão rezando
Indicando o além,
Como bela meta a atingir, orando.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 10 de junho de 2015

  

O DESEJADO

E do nada, surge a luz,
É um sentir bem diferente,
O sentir do próprio povo,
A natureza da gente.
Gente que não se seduz,
Com falas mansas de novo.

Sebastião não voltou,
Não voltou da sua luta,
Forçada no seu ideal,
Lutar por causa impoluta,
Num país que não amou,
Libertando Portugal.

Uma força desmedida,
Que nos desvia a atenção,
Num remar contra a corrente,
Arrefece o coração,
Duma fraca e triste vida,
Que este povo agora sente.

É amar sem ser amado,
Por quem governa a Nação,
Por ser livre e ser cativo,
Neste Mundo de ilusão,
Esperando o desejado,
Sempre a rir sem ter motivo.

Desse Avis não se vê rasto,
Nem do próprio pensamento,
Aguardado na emoção,
Esperando o seu momento,
Com esse tempo já gasto,
Sem se salvar a Nação.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 9 de junho de 2015

   

ONDAS SOLTAS

Debruça-se a noite no seu seio,
Oh! Alma bendita que me afaga
Esta dor do corpo e seu receio
Fogo consumido que se apaga.

Sem saber como ela se espalhou,
Sinto a dor da alma sem esfriar,
Neste triste corpo onde morou,
A nostalgia do teu olhar.

Esta onda solta do meu oceano,
Sereno como o brilho lunar,
Esconde a dor do bom samaritano.

O meu sangue rubro se formou,
Na aventura de te querer amar,
Com a felicidade que se esfumou.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 8 de junho de 2015


PENSANDO EM TI

Pensando em ti!...
Sofro o momento de estar longe,
Querendo-te perto de mim.

Aqui, longe de ti,
Sou o eterno monge,
Entre os recantos do jardim.

Lembro-me do toque suave do teu rosto,
Do sabor ardente do teu beijo,
Entre soluços e o desejo,
Terminar este meu desgosto.

Porque será a vida assim?
Este triste momento que existe
E permanece depois do amanhecer,
Como se a noite não tivesse fim.
Longe de ti, fico triste,
Sem saber o que Fazer.

Estar longe, tendo-te por perto,
Destino deste meu degredo,
Onde sofro as agruras da vida.

Dos fortes elos que não liberto,
Sustento este triste segredo
Da felicidade assim vivida.

Pensando em ti!...
Na nossa felicidade,
Quero-te perto de mim.
Esquecer o que sofri,
Acabar esta saudade,
Dar à tristeza, o seu fim.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 5 de junho de 2015


ONDE NASCI

Eu nasci, ouvindo cantar a Natureza,
O chilrear dos pássaros da minha terra,
Aqueles recantos repletos de beleza,
Que só Angola no seu esplendor, encerra.

Onde a natureza de Deus é mais visível,
Lá no mato onde eu nasci, cheio de pureza,
Amizade se torna muito mais sensível
E a felicidade passa a ter mais certeza.

Oiço a ave cantar a sua canção amena,
Na savana do meu país abençoado,
Naquele seu tom suave, que apenas Deus ordena

Quando oiço cantar uma ave em liberdade,
Com o trinar do belo gorjeio sagrado,
Sinto na minha triste alma, a eterna saudade.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 4 de junho de 2015


ETERNO FEMININO

No teu silencio interior,
As palavras abafadas,
De amor e tamanha dor,
Das vozes desesperadas
Amadas no seu sentir,
Na triste vida a sorrir.

Sem pintar os sentimentos,
Desse rosto amargurado,
Disfarçado nos momentos,
Em que se sente agastado,
De alegria não sentida,
Nessa infelicidade tida.

Como fazer um sorriso,
Com toda essa falsidade,
Sem sentir o paraíso,
De uma vida na verdade.

Ser mulher é quanto basta,
Com sua sinceridade,
Beleza que não se gasta,
Com o avançar da idade.

Como as asas da andorinha,
Tempo ameno vai buscar,
Esse amor que se adivinha,
Estar pronta para dar,
A mulher que assim se sente,
Traz seu futuro presente.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 2 de junho de 2015


(IM)PERFEIÇÃO

Na flor do sentir,
A mesma esperança
Do amor florir,
Eterna lembrança.

Os mesmos gestos,
O mesmo gosto,
Apenas restos
Do meu desgosto.

Para além do dia,
Doce desejo,
Noite tardia,
O gosto do beijo.

Esta perfeição,
Entre dois Seres,
Um só coração,
Se o mereceres.

Chora a rosa
Do teu jardim,
O corpo goza
Delírios de mim.

Nesta perfeição,
Almas perdidas,
De mão na mão,
Estão unidas.

Humano imperfeito,
Ao querer amor,
Na falta de jeito,
Só provoca a dor.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 1 de junho de 2015


SER CRIANÇA

Bola colorida na mão,
No ar o seu pensamento,
Um boneco, arco ou peão,
Apenas vive o momento.

Os momentos de alegria
Que o vento traz a bonança,
Em tudo sente a magia,
De ser apenas criança.

No rosto o sonhar da vida,
No seu olhar, esperança
Com a sua bola colorida,
A alegria de criança.

No sonhar, inventa cor,
Sinceridade estampada,
No seu rosto mostra amor,
Vida longa desejada.

Amigo do seu amigo,
Estraga para aprender,
O sonho trá-lo consigo,
De um dia aprender a ler.

Ser criança toda vida,
Neste Mundo renascer,
Alma alegre e divertida,
Do nascer até morrer.

Carlos Cebolo
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CRIANÇA

Passa a vida a reinar,
Nos seus castelos movidos a vento,
O amor que tem p’ra dar,
É forte sentimento
Daquele coração que só quer brincar.

Somente quer ser feliz,
No ser criança com todos os seus medos,
Receios de petiz
Não guarda seus segredos,
E no querer, é dono do seu nariz.

É perfeito inventor,
Das aventuras que tem p’ra viver,
Faz tudo com amor,
Apenas por querer
Mostrar com quem brinca, que tem valor.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 29 de maio de 2015


A SAUDADE QUE VOLTA

Minha loucura sem igual,
Meu amor
Feito de fina saudade,
Minha dor
Profunda e triste,
Sabor doçura
Que se torna imortal,
Num momento de ternura.

Minha alegria,
Meu querer,
Minha doçura sonhadora,
Minha ousadia,
Desse amor
Que me faz padecer,
Alma que grita
Pela tua presença
Na vida que demora.

Por ti suspiro,
Por ti chorei,
O amor que sinto
A saudade que guardei.
Alma solta
Que em ti encontro,
Meu abrigo,
Sonho castigo
Numa revolta que vai e volta.

A tua ternura,
A minha alegria,
A minha aventura,
Doce traço de magia.

Meu castigo,
Viver sem ti,
Cantar de amigo
Dor que senti.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 28 de maio de 2015


ALMA SEM VOZ

Como a linda mariposa,
Nos seus gestos dos sentidos,
No bater de asas coloridas,
Esvoaça sempre airosa,
E abafa no ar gemidos
Do vento em plantas floridas.
Também teu amor ferido,
No seu silêncio troveja,
No evoluir do eterno amor,
Pelas veredas perdido,
No cantar da vil inveja,
Procura fugir da dor.

Os dias já nascem mortos,
Entre as manhãs de neblina,
No florir da esperança.
Esses sentires já tortos,
Que aos poucos, a vida ensina
A preparar a mudança.

O amor sofrido vegeta,
Numa música já gasta,
Espalhada pelo mundo…
E gasta se encontra a seta,
Do cupido que se arrasta,
Por esse abismo profundo.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 27 de maio de 2015


RUBOR FACIAL

Com rubor na face,
Sem suor implantado,
Olhar de disfarce,
Charme desejado,
Sente aquele calor,
Desejos de amor.

O cruzar do olhar,
Forma o encantamento,
No prazer de dar
O consentimento,
Na aproximação
Toda a sensação.

São sonhos de amor!...
Atracção fatal.
Na face o rubor
Do cio animal.
Forte sentimento
Daquele momento.

E o calor disfarça
Com o tempo presente.
Ar da sua graça,
O que o corpo sente,
Com o leque na mão,
Esconde a emoção.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 26 de maio de 2015


TEMPO PRESENTE

Este tempo presente,
Sempre incerto e vazio,
Dum futuro descrente,
A vida em desafio.

No restar da saudade,
Triste e inconveniente,
Lembrando a mocidade,
Neste tempo presente.

Da dor ficar liberto,
No chorar que a alma sente,
Do tempo sempre incerto,
Neste tempo presente.

E assim ficar pensando,
Do tempo que passou,
A vida foi andando,
A saudade ficou.

Equação imperfeita
Da realidade ausente,
Destino que se aceita,
Neste tempo presente.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 25 de maio de 2015


FORMA DE AMAR

O amor não tem fim!...
É sentimento eterno.
Na sua evolução,
Antigo ou moderno,
Com mesma condição,
Sofre também assim.

Se um dia assim fingi,
Deixei-te só no Mundo,
A dor que então senti,
Por esse amor profundo,
Foi maior que a agonia,
Foi a pura poesia.

Neste tempo presente,
Tão incerto e vazio,
A saudade crescente
Do amor outrora frio,
Prisão de eterna dor,
Na fraqueza do amor.

Teus lábios meu desejo,
Fervor inacabado,
Na loucura do amor,
O teu primeiro beijo,
Será sempre lembrado,
Com aquele doce calor!

Neste amor sem ter fim,
Do nascer ao sol-posto,
Eterno padecer,
Que se apossou de mim,
Traçado no meu rosto,
Tristeza do meu Ser.

Sofre o meu coração,
No amor e na aventura,
Eterno caminhar,
Desta nossa união,
Sempre bela e tão pura,
Tua forma de amar.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 22 de maio de 2015


UM ABRAÇO

Dá-me um abraço!...
Um aconchego do coração.
No teu regaço,
Nossos corpos em união.

Dá-me um abraço!...
Seja ele forte, sem apertar,
Um doce abraço,
Quando perto de ti, chegar.

Dá-me um abraço,
No sentir da nossa amizade,
Aquele abraço,
Do nosso amor na eternidade.

Dá-me um abraço,
Na felicidade sentida,
Um só abraço
Na tristeza da despedida.

Carlos Cebolo
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MAR DE ILUSÃO

Adoro o mar e todo o seu encanto.
Lembro-me de ti, nas noites serenas,
Lágrimas soltas do teu doce pranto,
Esse lavar suave das tuas penas.

E nada parece ser impossível!...
Beijo de loucura que espero ver
E sentir em pensamento sensível
Que de ti procuro sentir e ter.

Olhando o mar, nada nele se vê
Para além daquela azul imensidão,
Sempre sonho sem saber o por quê,
Qual a dor deste triste coração.

Também sem te ter, sinto que te tive,
Por momentos em sonhos apagados,
O sentimento que ainda em mim vive,
São segredos guardados aos bocados.

Mar de ilusão deste meu triste ser,
São rosas colhidas do teu jardim,
Motivos coloridos que vão morrer
Como morre este amor que sinto assim.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 21 de maio de 2015

   

   INVENÇÃO

Nos meus sonhos, invento sorrisos,
O sentir no toque dos teus seios,
Aqueles teus momentos indecisos,
Nas indecisões dos teus receios.

Imagino o toque do teu beijo,
Quente e suave como eu imagino,
Sentido fluido do desejo,
O eterno momento divino.

Canto glorias da minha paixão,
Invenção deste tão grande amor,
Liberto na dor do coração.

Sendo assim cativo da esperança,
Sentir constante da eterna dor,
Nos laivos incertos da lembrança.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 20 de maio de 2015


GRATIDÃO

No sentir do pensamento,
Lembro os dias já passados,
Naquele canto de alma lento,
De tempos amargurados.

A gratidão que senti,
Por te ter assim presente,
Momentos que não vivi,
Um passado que não mente.

Humildade do sentir,
No teu corpo abençoado,
Um amor sem sentir medo,
Num presente a emergir.

Em ti senti gratidão,
Pela vida que me deste,
Com a morte, tua paixão,
A túnica que te veste.

A cruz entre pecadores,
A verdade de uma vida,
Por sofrer as tuas dores,
Foi a vida renascida.

Tua morte, a salvação,
Deste Mundo então perdido,
Nossa eterna gratidão,
O amor que em ti é sentido.

No amor foste primeiro.
Grato também serei teu,
Neste Mundo cativeiro,
Com a sina que Deus te deu.

Carlos Cebolo
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