Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quarta-feira, 19 de agosto de 2015


EMOÇÃO VIRTUAL

Ao ver-te assim flor!...
Se pudesse trincar e sentir um paladar,
Sentiria amor
Nesse teu beijar,
Sabor a morango vermelho na sua cor.

Cor da emoção,
Na sua felicidade pura e natural,
A confirmação
Neste virtual,
No amor que sentes e teres de dizer que não.

Luar esplendor,
Na lembrança sem voz, quando não se pode amar,
Sentindo essa dor
No seu desejar,
Pedindo aos deuses e ao vento que mude a seu favor.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 18 de agosto de 2015


SE PINTOR FOSSE

Se pintor fosse e soubesse pintar,
Traçaria na tela o meu destino,
Com fundo de luz do luar a brilhar,
Quadro belo do teu corpo divino.

Pintaria o amor que tens para dar,
O fogo que em mim, teu beijo ateou,
Com a tua formosa forma de amar,
Meu amor que por ti, cego ficou.

Pintaria o apagar da minha dor,
Com meu corpo quente juntinho ao teu,
Desenhava no céu, o nosso amor.

E pintaria o brilhar do teu rosto,
Com teu húmido lábio unido ao meu,
Com o esquecer de todo o meu desgosto.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

      

 PEDOFILIA

És pétala de cálice profundo,
De estame fechado, humedecido
Que projecta sua luz no Mundo,
Embora se sinta adormecido.

Pérola negra do seu sentir,
Com o seu sorriso, assim inocente,
Nesse seu corpo puro e decente,
De um Mundo triste que o fez ruir.

A rosa sem se sentir florida,
Da madrugada já esquecida,
Naquele pesadelo sem presente,
Com o seu amor, para sempre ausente.

Em ti se sente a sexualidade,
No sentido perverso e animal,
Ainda na sua tenra idade,
Levado por alma sem moral.

O desejo sem moralidade,
Dos seres podres da sociedade
Pedófilos no seu Mundo irreal,
Na ocasião, plantam todo o mal.

Naquele inocência de menina,
O crime de violência sexual,
Que na boa mente se abomina,
Desprezando este ser animal.

Necessita-se de lei severa,
Aqueles castigos exemplares,
Uma condenação que se espera,
A todo violador e seus pares.

Uma juventude assim perdida,
Bela inocência da própria idade,
Assim fica para sempre ferida
Ao perder sua sexualidade.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 14 de agosto de 2015


CRIANÇA DO FUTURO

Não sei a que distância,
O som é alcançado,
No tic-tac da vida,
Essa vida tardia,
Sem ter o seu legado,
Duma vida sentida.

Aquela criança negra,
Jaz na poeira da rua,
Num colorido cinzento,
Sem ter lei e sem regra,
Jaz pela poeira nua,
Sem grito nem lamento.

Que futuro terá,
À beira do caminho,
Tão longo e sempre escuro?
Que vida lhe dará,
O Mundo sem carinho,
À criança do futuro.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 13 de agosto de 2015


HUMANO SEM “SER”

Aqui, na orla do Mundo cão,
Morrer antes de ter vivido,
Se encontra o pequeno órfão,
Na amargura de ter nascido.

Vida sombria indesejada,
Encontra-se triste e vazia,
Sempre com a certeza adiada,
Da vida nascida e tardia.

Neste Mundo encontra-se só,
Perdido num imenso rio,
Repleto de mágoas e dó.

E sem ter verdades, nem fé,
Jaz por ali, no seu vazio,
Sem ao menos saber quem é.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015



AROMA SILVESTRE

Brisa suave do verde prado,
Aroma que teu corpo tem,
Assim tão frágil e agitado,
Teu perfume que até mim vem.

Primaveril colher da flor,
Bem antes de poder murchar,
Doce aroma do teu amor,
Alegre forma de beijar.

O belo som em harmonia,
Em teus lábios, o meu desejo,
Duma muda e firme alegria,
O sentir do teu doce beijo.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 11 de agosto de 2015


(IM)POSSIBILIDADES

Pouco a pouco, entre frases antigas,
Vejo-a e deixo de pensar…

Pouco a pouco, dentro de mim, a angústia
De não a poder beijar…

Na virtualidade da sua imagem,
Um raio de luar da sua beleza,
Lança-me um convite na incerteza,
De um dia poder fazer tal viagem.

Em sonhos, sinto o seu meigo abraço,
Nos meus lábios, o seu doce beijo,
Com a cabeça posta no seu regaço,
Esse culminar do meu desejo.

Pouco a pouco, sinto a possibilidade,
De a ter nos meus segredos…

Pouco a pouco a vontade de a alcançar
E vencer todos os medos.

Carlos Cebolo
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domingo, 9 de agosto de 2015


ABANDONADO

O relógio não para…
Retardado no tempo, espera a vida,
Como uma coisa rara.
Caminhada perdida,
Rugas profundas marcadas na cara.


Na solidão do encanto,
O abandono é seu esquecimento,
O jardim, o seu manto,
Seu olhar, o lamento
Duma sinfonia sem o seu canto.


No banco do jardim,
A vida que já por ele passou,
Pensamento ruim
Duma vida que amou
E que aqui vê chegar o seu fim.


Carlos Cebolo
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sexta-feira, 7 de agosto de 2015


ORIGENS

O Sangue corre pelas veias,
Branco e negro do seu legado,
Vermelho sangue que receias,
Da terra se sente afastado.

Nascer angolano e não o ser,
Por valor, a vida salvar,
Usurpado foi seu nascer,
Por não se deixar dominar.

Não querer viver acorrentado,
No país que sempre foi seu,
Com o terror que lá foi plantado,
Na mente de quem lá nasceu.

E pela liberdade, optou
Viver uma vida sentida,
Esquecendo o país que amou,
Com a tristeza também retida.

A força do sangue reclama,
A justiça que vai tardar,
Com o tempo, o arder da chama,
Destino que não vai falhar.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 6 de agosto de 2015


FERIDO POR NASCIMENTO

Minha alma gosta de viajar!...
Caminha sempre solitária,
No seu eterno caminhar,
Altiva e com sua mestria,
Olha o Mundo com o pensamento
E dele, guarda todo o momento.

Seu olhar triste e profundo,
Vê mágoas ainda retidas,
Tristezas estampadas do Mundo,
Abertas nas suas feridas,
Deixando ver o sofrimento,
Sem gritar por um só lamento.

Ódios estampados no rosto,
São visíveis a olho nu,
Por quem também sente desgosto,
Por ver o Mundo triste e cru,
Ser ferido por nascimento,
Com o futuro espalhado ao vento.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

    

 DESCONHECIDO

 No ignoto Mundo em que te perdeste,
A zona árida do meu coração,
O feliz amor que sempre me deste,
Perdido ficou na recordação.

Sentido profundo da solidão,
Nesse ignoto grito mudo perdido,
Vagueias teu corpo na perdição,
Daquele amor, que já não é querido.

E assim passa os anos no sofrimento,
Deixando ao longe ouvir o seu lamento,
Na tristeza que sua alma consente.

Vivendo os dias tristes, amargurada,
Vai-se sentindo ainda desejada,
Naquele amor que surge de repente.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 4 de agosto de 2015


OBSCURO

Por vezes, um pensamento insulta,
Com se fosse um punhal afiado,
Nessa hora em que a insónia avulta,
Vencendo aquele sono já adiado.

Entre os fantasmas duma alma inculta,
Habitam as sombras em repouso,
Daquele Mundo que tem o seu gozo,
Na tristeza que se encontra oculta.

Sonhos em delírios da certeza,
Sem Deus e sem sua Natureza,
Tudo fica tão triste na dor.

Sem a fé, o Mundo fica mudo,
Numa noite em que o fim é tudo,
Na repetição do seu torpor.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 3 de agosto de 2015


BASTA

E do verbo se fez amor,
Desumana mente que agride,
Inocentes com seu pavor,
Criminoso que assim transgride,
Não é um louco indesejado,
Será antes um Ser odiado.

Se me queres fazer feliz,
Não me venhas pedir perdão,
Evita fazer-me infeliz.
Não levantes a tua mão,
Assim como a voz que me cala,
Tua violência que me abala.

O gritar também é violento,
No insulto que deixas ficar,
O arrepender no teu lamento,
Dizendo que me queres amar
E que o ciúme é o vil culpado,
Do teu comportamento odiado.

Fraca mente que assim produz,
Essa violência para se impor,
Filho das trevas sem ter luz,
No seu amor, só causa dor,
Com comportamento imoral,
A índole doente e animal.

Carlos Cebolo
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DESEJOS

Vejo e sinto-te sensual,
Invento o gozo que promete,
Tua boca fresca e real,
Felicidade que me deste.

Desejo que sinto gigante
E firme no meu pensamento,
O teu coração palpitante,
Encostado ao meu, num momento.

Sabor e cheiro tropical,
No teu abraço de serpente,
Laços dum amor colossal,
Libertam um amor presente.

E quando o cansaço chegar,
Fruto da nossa letargia,
Contigo abraçado ficar,
Até que chegue o novo dia.

Quisera eu adormecido,
Os fantasmas do nosso amar
E por baixo do teu vestido,
Teu belo corpo acariciar.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 31 de julho de 2015


REFLECTIDO OLHAR

Na linha ténue de partida,
No limiar que não é meu,
Deixo reflectir meu olhar
E esboço uma despedida,
Relembrando o que se perdeu,
Sem poder deixar de notar,
A luz suave daquele cantão
Que abraçou o meu coração.

E por entre os campos sem fim,
Sinto correr o suave vento,
Ou aquela dor que consinto,
Deixar ficar dentro de mim,
Com o incessante lamento,
Do correr da angustia que sinto,
Apertar o meu coração,
Na lembrança daquele cantão.

Numa objectiva universal,
Com ideais de sonhos perdidos,
Penso ainda, não ser verdade,
Aquele passado que foi real,
Com os seus desejos escondidos,
Ser hoje a grande realidade,
Daquele belo e doce cantão,
Onde ficou o coração.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 30 de julho de 2015


NOVO AMOR

Percorro as ruas estreitas,
Ruas que me levam à capela,
Lá no cimo do monte Sião.
Não vi alma penada, nem maleitas,
Apenas uma imagem e uma vela
Acesa naquele pequeno salão.

Lá dentro, o silêncio,
Quase sepulcral, se não fosse o vento
Que entra pelas frinchas da janela,
Trazendo um leve cheiro a incenso,
Como um roído de lamento,
Que faz oscilar a fraca luz da vela.

Olho aquela capela nua!...
Num altar, ao centro apenas uma cruz
Que reflecte a luz da lua
E ilumina o monge de capuz.

Sento-me ao seu lado em silêncio,
Respirando aquele mudo momento,
Como se observasse o adversário, num desafio,
Ou por onde entra o fresco vento.

Oiço uma voz suave que me pergunta!...
Irmão o que o traz por cá?
Este é um lugar de culto Jesuíta
E Jesus é o nosso maná.

Com voz baixa, digo que Jesus morreu,
Ali está apenas uma cruz.
No silêncio das palavras, o lugar escureceu
E a vela pouco já reluz.

Oiço uma voz no meu interior!...
Ao meu lado, o monge já não está,
…Jesus não morreu, vive no amor
E o seu pensamento anda por cá.

Perturbado, procuro o monge,
Não o encontro em lugar nenhum,
Encontro-me só, naquele lugar tão longe,
Com uma enorme vontade de fazer jejum.

Levanto-me devagar, olhando aquela cruz,
Sentindo de momentos, no peito uma dor.
No meu pensamento, o monge de capuz
E no meu coração, sinto um novo amor.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 29 de julho de 2015


ESPELHO D’ÁGUA

No reflectir da mente,
Gosto de ver o luar no espelho d’água,
Tua imagem presente,
Afastando as mágoas
Que surgem nesta vida de repente.

Aquele luar prateado,
Que do teu doce olhar me faz cativo,
Dum amor desejado,
Sempre de porte altivo,
Que no meu coração ficou guardado.

Sem me querer lembrar,
Do momento que não posso esquecer,
Recordo o teu olhar,
Espelho d’água ser,
Sem te ter e não te poder amar.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 28 de julho de 2015


DESEJO -TE

À noite serei eu vampiro,
Não de sangue que me entristece,
Mas do teu sabor que respiro
E dos versos que a mente tece.

Por entre os teus lençóis de linho,
Deslizar suave o pensamento,
Tecelão do seu próprio ninho,
No bater da aurora, o momento.

Bater à porta da aventura,
Num beijo do teu lábio ardente,
Antes que chegue a sepultura,
Do amor que o corpo ainda sente.

E depois da noite alcançada,
Teus olhos meigos de fadiga,
Deixam-te ainda desejada.

Esse teu corpo perfumado,
Sedosa pele de rapariga,
Que intensifica o meu pecado.

Serei vampiro desse amor,
Com o nosso beijo selado,
Fica o segredo do fervor,
Nos lençóis de linho, bordado.

Na nossa união passageira,
Liberta-se o odor do prazer,
Com esta aventura ligeira
Acabar com meu padecer.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 27 de julho de 2015


LUAR TARDIO

Haste murcha duma vida,
Deixou de ser divertida,
Sem a visão do seu luar,
Naquele sonho de encantar.

Doce pomba enamorada,
Rasga minha infância atada,
Estende as asas em mim,
Que o dia não tenha fim.

Assim morre os meus sonhos,
Pensamentos medonhos,
Entre mágoas antigas,
Formando-se cantigas.

Na vontade de ser teu,
Foi fogo que não ardeu,
No fugir da ocasião,
Fechou o teu coração.

E ninguém o abriu em vão,
Ouvindo-o em confissão,
Reacendendo a velha chama,
Partilhando a mesma cama.

Pudesse eu assim fazer,
Ao sentir o teu querer,
Num amor que não perdeu,
A esperança que não morreu.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 24 de julho de 2015


E O LÍRIO NATO SECOU

E o lírio nato secou,
Estepes negras do além,
O colibri que não voou,
Por lá não ficou alguém.

E o lírio nato secou,
Nas terras do fim do Mundo,
O vento por lá passou
E deixou o ai profundo.

E o lírio nato secou,
Secou de tanta saudade,
Naquelas terras que amou,
Lá deixou a mocidade.

E o lírio nato secou,
Nas lágrimas do seu chorar,
A sua alma transformou,
Todo aquele lindo luar.

E o lírio nato secou,
Nessa dor que então sofreu,
Com o amor que lá ficou,
Juventude que perdeu.

E o lírio nato secou,
Com o luar que se escondeu,
Nas terras onde brincou,
Com a alegria que viveu.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 23 de julho de 2015

    

DESAFORTUNADO

Num ninho de pardal abandonado,
No símbolo da vida que se refaz,
Encontra-se o futuro indesejado,
No degredo que não o satisfaz,
Entre os ramos das árvores frondosas,
Não encontrar flores apetitosas,
Nem néctar com seu intimo sabor,
Daquele nascer feito de puro amor.

Nasce o homem no seu berço dourado,
Hora alegre na tristeza que fica,
Da vida de sabor amargurado,
Que ao longo do tempo se verifica.
Nessa tristeza presa ao pensamento,
Deixa no ar o seu triste lamento,
Duma alma que não encontrou o amor,
Nesse seu mundo, repleto de dor.

O coração nobre que não descansa,
Sem poder dormir com sonhos pesados,
Aflição desde o tempo de criança.
Os sonhos negros na alma desenhados,
Aumentam mais o seu desassossego,
Negando nesse seu Ser, o aconchego,
Dum forte abraço repleto de amor,
Que reprima a sua tristeza e dor.

Carlos Cebolo
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