Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quinta-feira, 17 de setembro de 2015


CORAÇÃO PROSCRITO

Meu coração desce perdido
No emaranhado desta vida,
Entre flores que ecoam ao vento.
Balão apagado, proscrito
Desse fado que fecha a ferida,
Talhada no seu sentimento.

Cordas vibrantes da guitarra,
Nesse acordar do seu lamento,
Dum Outono que assim se alvura.
Corre o tempo que não se agarra,
Sem se importar com o sofrimento
Da alma que se sente madura.

Sonho inquieto da noite fria,
Daquele calor sempre agitado,
Plenitude do seu amar.
Delírio que quebra a magia,
Mantém seu olhar acordado,
Na certeza de querer sonhar.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 16 de setembro de 2015


AMENDOAL FLORIDO

Não sei se isto é dor, ou ideal desfeito.
Se aquilo era amor, o que então senti,
Ao acordar, não te encontrar no leito,
Nem Sentires o que por ti senti.

Passo a noite contigo, sempre em anseio,
Neste crepúsculo que enerva e provoca,
Sempre que demoro o olhar, no teu seio,
Com meus lábios na tua húmida boca.

Amendoal florido assim destruído,
Pelo tempo agreste que ali passou,
Deixou o fruto mais apetecido.

Esse teu fruto que guarda a semente,
Daquele tempo ido que não voltou,
Provoca arrepios que o corpo sente.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 15 de setembro de 2015


EMOÇÃO VIRTUAL

Ao ver-te assim flor!...
Se pudesse trincar e sentir um paladar,
Sentiria amor
Nesse teu beijar,
Sabor a morango vermelho na sua cor.

Cor da emoção,
Na sua felicidade pura e natural,
A confirmação
Neste virtual,
No amor que sentes e teres de dizer que não.

Luar esplendor,
Na lembrança sem voz, quando não se pode amar,
Sentindo essa dor
No seu desejar,
Pedindo aos deuses e ao vento que muda a seu favor.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

  

 O SILÊNCIO DO AMOR

No silêncio das palavras lidas e escritas,
A espera de gestos de amor na ternura,
Que nasce do nada esperado e sentido.

Palavras sentidas no silêncio que se adivinha,
Do amor confessado que nem sempre dura,
Fica o momento em que te tornaste rainha.

Aquele amor no pensamento imaginado,
Sentimento que nasce entre duas almas,
Admitido apenas, depois de muito falado.

Breves palavras num sentimento de verdade,
Que revoltam as águas nas nascentes calmas,
Traduzidas na silenciosa vertente da amizade.

O perfume que escorre no silêncio do teu rosto,
É prenúncio de amor espraiado no teu desgosto.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 11 de setembro de 2015


E VÓS NEFASTOS DO PODER

E vós nefastos do poder,
Que ao povo mentis com agrado,
Julgueis nada terdes a temer,
Tendo o povo por desagrado.
Próximo também ides ter,
Vosso destino por legado
E subjugado a duro freio,
Com este povo pelo meio.

E não esquecendo o momento,
Do triste país que criaste,
Na ganância sem sentimento,
Esquecendo de onde vieste,
Por ser luso de nascimento,
Com as duras penas se reveste,
Para aquele momento aguardado,
Mostrar todo o seu desagrado.

Sem esquecer o triste passado,
O povo ditará sentença,
No dia final desejado,
P’ra terminar a odiosa crença
E acabar com todo este fado,
Na já desejada mudança,
Que o luso no tempo presente,
Lembrará a dor que a alma sente.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 10 de setembro de 2015


ALGAS DE FRESCURA

As ondas do mar, vomitam algas de frescura,
No seu eterno balançar, rochas vão beijar
Com todo aquele carinho que nas ondas perdura,
Como perdura a frescura do teu claro olhar.

Suave baloiçar que afaga a quente e fina areia,
Onde o teu esbelto corpo se vai afagar,
Entre carícias do encantamento da sereia
E do sabor salgado e refrescante do mar.

No afagar das anémonas ao sabor do vento,
Recordo com saudades, o teu doce beijar,
E o calor do teu corpo junto ao meu, ao relento.

Naquelas noites infinitas do nosso verão,
Deitados na areia, entre as lindas dunas do mar,
Recordo teus lábios, e o toque da tua mão.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Para Onde Caminhas Mundo




PARA ONDE CAMINHA MUNDO
Para onde caminhas Mundo?
Europa unida no seu primor,
Naquele sono tão profundo,
Permite tão triste horror…
Não, não é neste Mundo profano,
Que despreza a realidade sentida,
No desrespeito ao ser humano,
Trocando o dinheiro por vida.
Não, não é naquele frio universo,
Longínquo entre as estrelas,
Que se vive sem ter sucesso.
È aqui, neste triste mundo cão
Que se vive sem condição,
Deixando morrer o nosso irmão.
Para onde caminhas Mundo?
Não podes ignorar esta viagem.
A humanidade bateu no fundo,
Perdeu toda a sua coragem.
Esgrime forças pelo poder,
Mentem e continuam a mentir,
Acusam-se, não querendo perder,
O poder que já sentem fugir.
Assim deixam em claro a morte,
De inocentes com seu pavor,
Refugiados que procuram a sorte,
De noutro sítio, sentirem amor.
Fizeram a globalização para o dinheiro,
Poder material que os atormenta,
A humanidade ficou sem paradeiro,
Duma moral que há muito se ausenta.
Esta triste imagem ficará na mente,
De quem, neste Mundo ainda sente
E na hora de todas as decisões,
Mostrar que assim, não há condições.
Carlos Cebolo
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terça-feira, 8 de setembro de 2015


MÃO DE DEUS

E acorda Deus, numa manhã de nevoeiro,
Ainda sonolento estende a mão
E liberta o sol com seus raios dourados.
Na matinal oração, quer ser o primeiro
A ver aquela perfeita comunhão
E o porquê, de haver seres amargurados.
Afasta as nuvens para ver com clareza,
A luta entre o homem irmão,
Um mundo em desordem total,
Belos lugares, cheios de tristeza,
Morte em nome de uma religião.
E triste por ter falhado,
Com o livre arbítrio então imposto
Ao homem, feito à sua semelhança.
Sem compreender tanto ódio guardado,
Tanta dor e tanto desgosto
No olhar de uma criança,
Cobre o Mundo com uma névoa fria,
Sem a ira que peca por tardia.
E Deus, que deixou de ser temido com sua bondade,
Também é muitas vezes esquecido,
Naqueles corações que o ódio refaz,
Com constantes actos de pura maldade.
E Satanás passou a ser preferido,
Com a sua tentação, cada vez mais eficaz.
Santidade que então esmorece,
Num culto cada vez mais dividido,
Num tormento que o povo não merece,
Uma crença e fé, com sentido invertido.
Onde está a tua mão Senhor!...
Aquela que abriu o vermelho mar,
Que castigou o culto ao deus pagão,
Porque permitis na criança tanta dor?
Mostra o caminho pelo qual se deve caminhar,
Não tenhas por Satanás, qualquer compaixão.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 4 de setembro de 2015


SUAVE PERFUME

Sempre aquela angustia sentida no olhar,
Aquele medo que o sonho implantou na mente,
O receio de se libertar e amar,
Como ingénuo sonhador que se faz crente.

Madrepérolas que rolam pelo rosto,
Tocam suave seu lábio húmido e quente,
No sentir do medo que forma o desgosto,
Entre espasmos duma agonia recente.

Medo que se agiganta na realidade,
Daquele sonho vivido e ainda desperto,
Na mente de quem atravessa o deserto.

Deserto da vida sem ter liberdade,
Deixa escapar um murmúrio de queixume,
Sem sentir no amor, aquele suave perfume.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 3 de setembro de 2015



SENTIMENTOS E EMOÇÕES

O poeta é tímido por natureza,
Escreve poesia que não declama,
Encara a vida com incerteza,
Sempre com medo de dizer que te ama.

Espera o reverso na timidez
E com a coragem que lhe vai faltando,
Deixa no ar, o seu simples talvez,
Aqueles seus sons que o vento vai levando.

Escreve sem coragem de falar,
Por se encontrar agarrado ao passado,
Com gosto, querer e poder amar.

Numa escrita de partir corações,
Escreve o que julga ser desejado,
Sentimentos e também emoções.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 2 de setembro de 2015


SONHO IDO

Neptuno assim o fez! Mar tenebroso…
Ninfas com seu movimento caudal,
Provocam ondas ao beijar o areal.

Noites sem brilho, com seu luar radioso.

Sem se saber se o sonho deixa mágoas,
Nem se naquele seu sonhar, na ausência dói,
Ou se o sonhar, a sua alma corrói.

No verter do olhar, suas tristes águas.

Brilho escuro do som arrefecer,
Sem se saber, qual foi o sonho ido,
Momento triste do seu padecer,
Amanhece com o semblante ferido.

Naquelas ondas do seu triste mar,
Onde Neptuno, as ninfas vai beijar
No calor das ondas, será herói,
Que navega na crista do seu mar,
No deslumbre da inveja que o rói.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 1 de setembro de 2015

     

      SUDÁRIO

Na vitrina duma capela qualquer,
Em Roma ou fora dela,
Um pouco alvo lençol de linho,
Mostra o que se ver, quer.
Centro daquela cidadela,
Outrora palco em desalinho,
Culto pagão do Império,
É hoje visto com carinho,
O poder de grande mistério.

Em linhas de acre cor traçado,
Na ternura daquela imagem
Trespassada pelo sofrimento,
O milagre desejado
De tão fina linhagem,
Que no Mundo marcou o momento
Da mudança que fez renascer,
A esperança sem o sofrimento,
De quem por nós, quis morrer.

E de espinhos se traçou o caminho,
Do homem Deus no seu querer,
O Nazareno se fez senhor.
Mostrando ao Mundo o carinho,
Combatendo com a fé, o poder,
O Ódio, transformou em amor.
Caminho à nascença traçado,
Sentiu na cruz a sua dor
E no lençol de linho, ficou marcado.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 31 de agosto de 2015


E NADA É TUDO

Cansa sentir a solidão,
Sem fim, ver a noite passar,
Com tristeza no coração
E sentir sempre frio o ar.

E nada me parece tudo,
No vazio que então existe,
Com este Mundo sempre mudo,
Todo o belo momento, é triste.

Momento sem amanhecer
E não podendo viver assim,
Sem saber o que hei-de ser
E que tudo tem o seu fim.

E nada me parece tudo,
No rigor da noite sem fim
E sempre a ouvir o eco mudo,
Sem saber o que será de mim!

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 28 de agosto de 2015


DOCES POPULARES

Cavacos e cavacada,
Com açúcar ou só com fel,
Come o povo em desfilada,
O perder do seu cartel.

A cavaca já estragada,
Na mente que não sarou,
Traz a morte anunciada,
Da política que herdou.

E vai o povo contente,
Por gostar ser maltratado,
Com a cavacada inconsciente,
Dum corpo já desgastado.

No preceito é ditador,
Tal qual a velha senhora,
Que ao povo implantou horror
E que a liberdade ignora.

O cavaco endurecido,
Quer impor e ser senhor,
Sem já ser apetecido,
Quer ainda ter valor.

Sem açúcar na dureza,
Sem o sabor da iguaria,
Já de nada tem certeza
E perdeu a confraria.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 27 de agosto de 2015


CANSA-ME A MADRUGADA

O cansar não me cansa,
Cansa-me a madrugada,
Com aquela solidão,
Que o espírito alcança.
Alma desalojada
De luz, na escuridão,
Numa noite sem fim
Que está dentro de mim.

Aquela escura vida,
Na Clareza do ser,
Da sua cripta aberta,
Com a luz esquecida,
Naquele entardecer,
Onde a vida deserta
Tomou conta de mim,
O princípio do fim.

E onde não estive,
Também não quero estar,
Com todo esse negrume,
Por onde não se vive
E não quero ficar,
Tristeza do costume,
Que me leva ao seu fim,
Esta fora de mim.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 26 de agosto de 2015


SENHOR DOS PASSOS

E Passos governa todo o senhor,
Como brutal deus de um Mundo pagão,
Dita leis como grande ditador,
E diz como governar a Nação.

Senhor do Universo cheio de dor,
Quer ser mentor do próprio Senhor Deus,
Nas mentiras que prega por amor,
Diz que os belos sonhos, também são seus.

Ser o impostor, filho do grande Zeus,
Chama de hercúleo o seu desgovernar,
Aos contrários, considerar ateus.

Ateus de uma doutrina desgastada,
Que com o diabo forma o seu par,
Apregoa ainda ser desejada.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 25 de agosto de 2015


CULTIVAR AMOR

Não! Não é à luz do dia,
Na fresca praia do encanto,
Nem naquela hora tardia,
Que afago teu doce pranto.

Não é na tua loucura,
Que se vê o romantismo,
Entre portas da amargura,
Na verdade do realismo.

O amor que ignorei de mim,
Entre as paredes ficou,
Plantado naquele jardim,
Que o teu corpo cultivou.

É aqui, dentro de casa,
Ter paredes por paisagem,
Que o romance bate as asas
E o amor, segue em viagem.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015


CONTRASTES

O chorar pálido do teu olhar,
Antecâmara da tua alma insegura,
Inocente cedência do teu amar,
Confunde o luar, na triste noite escura.

Assim brilha a estrela naquela névoa,
Sem querer passar silenciosamente,
Como silenciosa vai a luz que voa
Dos teus olhos que o meu olhar não mente.

A fria e prateada luz lunar,
No sentir de toda a nossa emoção,
Contraste do brilho do teu olhar,
Fogo vivo e quente do coração.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 21 de agosto de 2015


SENTIDOS

Não vejo o vento passar,
Mas sinto a sua aragem,
Também nas ondas do mar,
Cheiro a sua viagem.

Os sonhos passam por mim,
Sem se darem a conhecer,
O triste sonhar assim,
São sombras do entardecer.

Quando nada me restar,
Quando tudo perder som,
Com sorriso irei falar,
No beijo que foi tão bom.

Carlos Cebolo

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quinta-feira, 20 de agosto de 2015


O VOAR DAS GAIVOTAS

Voam as gaivotas no seu rodopiar,
Por entre as nesgas frescas do areal,
Bebendo as brisas refrescantes do mar,
Que te banha suavemente a moral,
Já ressequida pelo sol que ilumina,
A nudez desse teu corpo de menina.

Águas filtradas pela areia dourada,
Beijam a tua pele em néctar de cor,
Com um hálito impregnado de veneno.
Entre as asas da gaivota desenhada,
Traços deixados no teu corpo com amor,
Por um sol sem manchar o cristal sereno.

Harmoniosa luz que emana calor,
No contraste da fresca água do oceano,
Que a areia vem beijar com seu refrescar.
Sentem as gaivotas todo o seu amor,
Com aquele bater de asas e piar insano,
Esquecido apenas com o teu beijar.

Carlos Cebolo
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