Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

terça-feira, 30 de abril de 2013



ELEFANTE KALUNGA

Elefante negro majestoso
Das terras do Kuamato.
Dá o teu grito de glória,
Não passes por medroso,
Luta para fazes história.

Não fiques aí deprimido,
Cabeça erguida é dignidade,
Escolhe um caminho decidido,
Procura a tua nacionalidade.

A riqueza que o país tem,
É do povo por direito,
Não deixes de a quereres também,
Reclama-a para teu proveito.

Angola não tem dono,
Abre os olhos Kalunga!...
Combate a mosca do sono.
Angola não é só Luanda,
Não é nada de outro Mundo.
O povo não é só Kimbundu,
Vê por onde a riqueza anda,
Reclama pelo teu futundo.

Kalunga parte as correntes,
Liberta-te da depressão,
Acaba com a tristeza que sentes,
Procura por outra condição.
.
Carlos Cebolo

quinta-feira, 25 de abril de 2013



MEMÓRIAS DE ABRIL

Uns choram!...
Outros cantam.
Nas asas da liberdade a opressão,
Da lei imposta sem condição.

Vive-se pensando na saudade,
De tempos que não voltam mais.
Tempos vividos na mocidade,
Hoje lembrados com ais.

Os ses sempre presente,
Na boca do povo que sofre,
As injustiças que o corpo sente.

E tudo o mais se consente,
A democracia guardada no cofre,
Desta pobre, mas nobre gente.

Festejos da data querida,
Com sonhos de vida mudada,
Da liberdade prometida,
O povo não vê nada.

Mudam-se os tempos,
Mantêm-se as vontades.

A liberdade plena do povo,
São apenas contratempos,
Onde se escondem as verdades,
De uma ditadura de novo.

Abril de vermelhos cravos,
Gaivotas da liberdade,
Formam novos escravos,
Na política da desigualdade.

Carlos Cebolo

segunda-feira, 22 de abril de 2013




NOITE LOUCA

Noite Louca!...
Gritos no silêncio do nada…
Ouvidos mudos da minha paixão!
Um beijo na tua boca,
O teu sabor na alma guardada,
Aquecem o meu coração.
Teu brilho no meu espaço,
A magia que é só tua…
Voar ao sabor do tempo,
No teu corpo que abraço,
Sinto a tua pele nua,
Guardada no pensamento.
Lágrimas soltas do teu olhar,
Teu perfume de primavera,
Que afaga o meu amanhecer.
A tua bela forma de amar,
Sempre à minha espera,
No prazer do entardecer.
Sonhadora, traças o destino,
Em lembranças sentidas,
Na brisa do nosso Outono.
Sonhas em sons de violino,
Lembras as almas esquecidas,
Perdidas nas noites sem sono.
Noite Louca!...
Sedenta de emoções,
Gritos surdos ouvidos,
Do som da tua boca.
Recordações
De amores vividos,
Que a alma sente
E o corpo consente.

Carlos Cebolo

sábado, 13 de abril de 2013


         

         BEIJO
Se beijar pudesse eu beijar,
Uma boca húmida e ardente,
Beijaria a tua simplesmente,
Por em ti, estar eu a pensar.

Ser em ti a chama ardente,
De um amor na pura magia,
Que este coração consente,
No teu doce beijo, a alegria.

Nesses teus lábios a segredar,
O amor que agora se sente,
No teu profundo embriagar.

Esses teus lábios quero lembrar,
Com o amor sempre presente,
O grande beijo que te quero dar.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 27 de março de 2013



AGULHEIRO DOS MARES

Branco lírio que te perdeste,
Neste teu mundo encantado.

Cor com que a felicidade se veste,
No doce encontro com seu amado.

Véu esvoaçante no orgulho da magia,
Que a coroa de Neptuno ornamentou,
No longo momento da sua ousadia,
Quando a Nereu, Anfitrite roubou.

Rosa branca de véu imaculado,
Do seu seio sorveu o doce néctar,
De um amor que se quis abençoado,
Por Apolo no seu eterno cavalgar.

Recordo as Nereidas do alto mar,
Ninfas belas que se fizeram musas,
Dos poetas que souberam amar.

Este povo que se fez aventureiro,
Nas caravelas das gentes lusas,
Que do próprio mar, foi agulheiro.

Aquele bravo povo ilustre lusitano,
Que de terras de Santa Maria surgiu,
Vencendo o terror do Neptuno tirano,
Levou novas ao Mundo que descobriu.

Júpiter inconformado com tal ousadia,
Ao inferno e a Plutão ordenou punir,
Com doenças e toda a maligna magia,
Aquele povo que ousou o mar unir.

Branco lírio que te perdeste,
Neste teu Mundo encantado.

Novas portas ao Mundo abriste,
E por Vénus também foste amado.

Carlos Cebolo




terça-feira, 26 de março de 2013



MAR ETERNO

Mar!...
Ó mar eterno presente,
Nestes nossos sonhos encantados.
Foste feito para cantar,
A triste dor que o Mundo sente,
Dos poetas enamorados.
Fina-flor de espuma branca,
Castelo de alga marinha,
Que a minha boca, na tua alcança,
O sabor que a alma adivinha.
No amanhecer de puras delícias,
Encontradas no corpo teu,
Toco a imaginação com malícias,
Activo o fogo que não ardeu.
Mar!...
Ó mar eterno sonhador!...
No teu constante gemer sentido,
Cheiro-te em tons de canção,
A doce essência que procuro amar,
Na loucura da minha dor.
Neste tempo incerto sofrido,
Toco a magia da ilusão,
Do amor que quero alcançar.

Carlos Cebolo

segunda-feira, 25 de março de 2013




MUNDO IMPERFEITO QUE ME CRIASTE

Mundo imperfeito que me criaste,
Com ilusões de estrela brilhante,
Só coisas loucas em mim colaste,
E deixaste para outros o importante.
Por muito que queira sonhar,
E sentir o tempo que ecoa;
Ele teima em fugir do meu olhar,
Lembrando que a idade não perdoa.
Palavras perdidas na noite nua,
Sem norte no silêncio da distância,
Percorrem caminhos à luz da lua,
Procurando ganhar a confiança.
Escrevo em linhas tortas sem métrica,
Rimas que a própria vida consente,
Confundindo com letras a aritmética,
Da vida que quero sempre presente.
Da mente nascem versos que abraçam,
Todo o solitário e sofrido coração,
Sempre soprados com grande emoção,
Por desejos secretos que desgraçam.
És corpo e alma que não posso beijar,
Na grande magia do amor ausente,
Que a minha pobre alma à noite sente,
Quando te quer e não te pode tocar.
Crio ilusões desconhecidas,
Tento aos poemas dar voz,
Com toques e dores sentidas,
Que lembra um sentimento feroz.
Mundo imperfeito que me criaste,
Assim romântico mas não sonhador,
Em outros tempos também amaste,
Um pobre coração com muito amor.

Carlos Cebolo

sexta-feira, 22 de março de 2013


  
 CORPO E ALMA

O encanto da noite fascina!...
O vulto deambula na neblina.

Procura a sua gémea alma,
No silêncio da noite calma.

O reencontro sempre esperado,
Do seu corpo com outra alma,
No salão ardente e abençoado,
Daquele paraíso que os acalma.

Sente o desejo ardente chegar!...
Toca o odor de pétalas rosadas,
Mergulha nas ondas rasgadas,
Do doce cheiro para além do mar.

Rasga as vestes do tormento,
Em letras lidas que lhes ensina,
Amar a eterna dor do sofrimento.

Ouvem-se lágrimas que gritam,
No interior do corpo ondulado,
Onde os suaves ventos se agitam,
Compondo o momento esperado.

Lábios surdos num traço sem rumo,
Em memórias de gestos mudos,
De um vulcão ardente sem fumo.

Almas sem corpo que se desnudam,
Em ecos coloridos de outros mundos,
Na paixão dos corpos que saúdam.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 20 de março de 2013



PRIMAVERA

Flor!...
Pétala aberta e colorida,
Arco-íris da natureza
Com todo o seu primor.
Flora verdejante e sentida,
Que ao Mundo traz firmeza,
Com a primavera e o seu amor.
Chilreiam os pássaros na alegria,
De nova vida poder criar,
Na estação da bela magia,
Que ao Mundo propõe amar.
Casais de namorados animados,
Espalhados por todo o lado,
A coberto da erva colorida,
Vêem o futuro em tons dourados.
O rei sol fica enamorado,
Da terra fértil e florida,
Com uma harmonia sem idade,
Que promove a felicidade.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 14 de março de 2013



O DESEJO DE JÚPITER

Despe-se a noite quente,
No silêncio da lua,
Com traços de loucura.

Corpo de mulher ardente,
Aroma da sua pele nua,
Transmite toda a doçura.

Toques sentidos em asseio meu,
Odores que o corpo revela,
De um perfume que é só teu,
Com suave gosto a canela.

És mulher, em canto perdida,
Possuis e és possuída,
No amor que dás e sentes,
Em carinhos sempre presentes.

Ficarás para sempre retida,
Na paixão que a alma sente,
Com o calor do quente beijo.

No toque da magia sentida,
Vejo a paixão do teu desejo,
Na frescura da tua boca,
O sentir que te deixa louca.

Celeste aroma envolvente,
Desse teu corpo adocicado,
Onde o estro é libertado,
Para acordar o deus Morfeu.

Amor que a Vénus faz inveja,
Do teu corpo na noite quente,
Que Júpiter também deseja.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 13 de março de 2013



SUPERSTIÇÃO

Não gosto de preto!...
Qual a razão?
Faz-me a morte lembrar;
Ao longe ou ao perto,
É sempre escuridão,
Mesmo quando há luar!...
Superstição?
Talvez não!...
Também o 13 para uns é azar,
Para outros é confirmação.
A menina deixa de ser criança,
Vê o seu corpo mudar.
O rapaz ganha confiança
E só pensa em namorar.
Superstição!...
Descrença nas crenças,
De passar por baixo da escada,
A desculpa para as doenças,
Que aparecem do nada…
Azar!...
Sorte!...
Destino.
Acreditar!...
Aceitar a morte como desígnio divino!...
Procurar e achar a culpa,
Onde ela não existe,
Ver na superstição a desculpa,
Para o mal que persiste.
Traumas do ser humano,
Que neste Mundo se criou,
Para se incutir o medo.
A religião também se dá ao engano,
Com os pecados que formou,
Tornando o Mundo mais azedo.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 7 de março de 2013



FILHO DO MAR

Nas ondas sinto o lamento
E o desejo de te amar.
Sou mar, solidão e profundo,
Neste trono em que me sento,
És onda que procuro alcançar
Beijando o teu cálice fecundo.
Respiro o Sol que me aquece,
Beijo a chuva que me enche,
Afago a lua que não se esquece,
Com o brilho que te preenche.
És luz sentida na harmonia,
Num espaço sempre sereno,
Com tudo o que em ti se cria
E que ao Mundo se torna eterno.
Viajo com as estrelas cadentes,
Num segundo percorro galáxias,
Com amores e paixões ardentes,
Corrigindo as tristes displasias.
Filho de um deus menor,
Deste imenso mar que alimenta,
E que provoca também horror,
Nas invernias que se lamenta.
Ondas calmas e revoltas,
Na mística do gótico ardente,
De paixões que correm soltas,
E que o próprio corpo pressente.
Sou filho do mar, solidão,
Com sonhos que perturbam a mente,
Que fazem tremer o coração,
No grande amor que sempre sente.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 6 de março de 2013


   
SEM ABRIGO

Tem a noite como lar,
As estrelas por companhia,
Uma cama de cartão ao luar,
Para esquecer o dia-a-dia.
Quase sempre almoço não tem,
Ao jantar, uma côdea de pão.
Espera o novo dia que vem,
Com tristeza e resignação.
Triste vida é a sua sina,
Sem esperanças na mudança,
A vida é que lhe ensina,
Desde o tempo de criança.
Não tem poiso onde ficar,
Estende a mão à caridade,
Sente o futuro passar,
Sem viver a mocidade.
Como nós, são humanos,
Sem sorte no nascimento,
Do Mundo trazem enganos,
No apoio ao seu tormento.
No rosto trazem a idade,
De uma vida em sofrimento,
Do seu país sem moralidade,
Que lhes nega o alimento.
São filhos de um deus menor,
Olhados com todo o desdém,
Por quem se sente maior,
Com a condição que agora tem.
Neste mundo cão sem moral,
O seu número é aumentado,
Neste nosso eterno Portugal,
Onde o pobre é maltratado.

Carlos cebolo



segunda-feira, 4 de março de 2013



AIROSA VAI MARIA

Pela rua fora sempre airosa,
Vai Maria e vai segura!...
Naquele passo firme,
Com um toque de candura
Que a torna mais formosa,
Libertando todo o charme.

Maria, mulher menina,
Olhar fixo no firmamento,
Nos lábios, um sorriso contente
Pelos piropos que a anima,
Sem revelar o pensamento
E aquilo que o corpo sente.

A alegria que a acompanha,
A alma cheia de esperança,
Naquele rosto enamorado
É beleza que não se ganha,
Mas que lhe dá confiança,
No encontro com seu amado.

Nos lábios leva um desejo,
Do amor que bem merece,
Alegria espalhada no rosto,
À espera de um doce beijo.
De tristeza ela não padece
E na vida não tem desgosto.

Lá vai Maria pela tarde fora,
Com o amor no pensamento,
Vai alegre e bem formosa.
Na magia do encantamento,
Com o segredo de outrora,
No peito uma linda rosa.

Doce alma, forte coração,
Sem temer a vil inveja,
Indo onde pode chegar,
Deixa longe a solidão.
Faz aquilo que deseja
E o Mundo procura amar.

Carlos Cebolo

sexta-feira, 1 de março de 2013


      
   MENDIGO

Na vida nada tenho pra dar;
Ando a mendigar pela cidade,
No silencio da noite sonhar,
Olhando pra bela mocidade.

Tenho na lua o quente manto,
À luz das estrelas sempre durmo,
Na bela noite do meu encanto,
Onde passo este meu triste turno.

Quem me dera ser como o morcego,
Que dorme sem ouvir o seu grito,
Mantendo na vida o seu sossego.

Estar para sempre a mendigar,
Espero olhar para o infinito,
Ver o verme da morte a passar.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013




SOMBRA DE MIM

Sombra de mim,
Que outrora foste sonhadora,
Pujante na tua beleza sem fim,
Da juventude que marca a hora.
Flor-de-lis da minha alma,
Pétala branca do encantamento,
De um amor sempre secreto,
À espera do consentimento,
Ficando para sempre discreto.
Com o passar dos tempos,
O amadurecer da bela aurora,
No provir dos contratempos,
Surgido pela vida fora.
Serei tudo o que desejas,
Neste futuro presente,
Onde quer que estejas,
Com o teu amor ardente.
Esta sombra de mim,
Com forças para seguir,
Procura à tristeza pôr fim,
Com a alegria que provir.
Fim da linha da mudança,
O início da estabilidade,
Procura ter confiança,
Com o avançar da sua idade.
Anos vindouros presentes,
Chamas do ardente vulcão,
Que com a idade ainda sentes,
Na recordação da grande paixão.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013



NESTE MEU SENTIR

Neste meu sentir!...
Enlouqueço com o meu pensar,
Nos tristes momentos idos,
Com o coração que procuro abrir,
Para te poder amar.
Dou asas aos meus sentidos,
E sigo esta triste e boa magia,
Que com o teu toque de sedução,
Refazes a doce alegria
E aquece o meu coração.
Tocado pelo teu olhar,
Com tuas asas de veludo,
Em outra coisa não posso pensar,
Sem sentir este êxtase agudo.
Um sonho belo que sonhei,
Com cheiros florais na mente,
Que senti quando acordei,
Depois de um sono ardente.
À noite, respiro o teu odor
E numa madrugada tardia,
Sinto a eterna dor,
Desta triste melodia.
Desconhecidas paixões,
Em palavras sonhadas
Entre dois corações,
Com linhas cruzadas.
Mergulho no silêncio da nada,
Sonho com o amor verdadeiro,
Entre as névoas da madrugada,
Que desaparecem em passo ligeiro.

Carlos Cebolo

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013



COBIÇA E AMBIÇÃO

I
Viajam sem ter o rumo na mão,
Com as regras que fizeram,
Disfarçam o que agora colheram,
Com cobiça e ambição,
Do medo que não tiveram.

II
Corre o tempo sem leme,
Neste Mundo desgovernado.
Tudo, o vento tem levado,
Com os perigos que não teme,
O político experimentado.

III
Neste país revolto e turvado,
Com governante que não teme,
Tudo que por si foi moldado.
Todo o povo sente e geme,
Neste Mundo desorientado.

IV
Para os tolos a compreensão,
Ver os maus que prevaleceram,
O gosto que sempre primaram,
Com toda esta simulação,
E castigos que não tiveram.

V
Possuem grande galardão,
Coisas que não mereceram
E glórias que não tiveram,
Em toda esta situação,
No posto que detiveram.

VI
O país que se foi perdendo,
Destrói todas as esperanças.
O país que vamos tendo,
Na situação que não entendo,
Sempre julgo que há mudanças.

VII
Nos terrenos por onde andaram,
A riqueza, apostaram que vem.
Fazer o mal que não deixaram,
Com o poder que controlaram
E ao justo roubaram também.

VIII
Com os tormentos que vivemos,
Desesperados pela bonança,
Que nesta hora merecemos
E pela força também gememos,
Na avaliação da falsa balança.

IX
Com o poder sempre na mão,
O destino que nunca tiveram,
Continuam o mal que fizeram,
Com grande cobiça e ambição,
Destroem o que já colheram.

X
Como nunca trabalharam,
Colhem o que lhes convém.
Com conversas enganaram,
O povo que perdeu o seu bem,
Dos tempos que amealharam.

Carlos Cebolo

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


TRISTEZA

Se tristeza tivesse
Sem sentir alegria,
De tristeza não viveria.
Se daí viesse mal algum,
Não nasceria de mim
Por não sentir nenhum.
Da tristeza, alegria faria,
Se só tristeza tivesse.
Cuidando bem dela,
Tudo seria alegria,
Se viver fosse com ela,
Também com ela morreria.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013





 PERCORRE A NOITE

Percorre a noite ao som da lua,
Sombra negra solitária e discreta,
Lágrimas escondidas na face nua,
Que correm livres na alma deserta.

Sonhos sonhados, encantos meus,
Delírio constante no amanhecer,
Em soluços tristes dos lábios teus,
Que me fazem agora esmorecer.

Colorido pecado em robe de cetim,
Perfume proibido de um anoitecer,
Que faz da sombra pedaço de mim.

Luz de estrela em magia de criança,
Alma altiva, sofredora no seu viver,
Que me faz sonhar e ter confiança.

Carlos Cebolo

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013


   

 EMBRIAGUEZ

A alma voa pelo infinito,
Como Fénix renascida,
À procura do seu mito,
No fluir da mente ferida.
Sente um doce desejo
E o corpo dormente,
Pelo odor espalhado pelo chão.
O sabor de um beijo,
Está no néctar presente
E no êxtase da paixão.
Em suspiros surdos,
Na sua eterna inocência,
Provoca delírios rubros,
Com a sua insistência.
É uma embriaguez ardente,
Na ânsia de encontrar o amor,
Que do seu estro consciente,
Se sente todo o fervor.
O desejo de um vulcão ardente,
Numa incógnita ansiedade,
Procura incessantemente,
A doce taça da fertilidade.
Corpo moribundo saciado,
Do divino néctar extraído,
Que nem Baco incontrolado,
No seu jardim florido.
O sentir do toque dos teus seios,
No meu peito humedecido,
Provocam-me devaneios,
No meu corpo adormecido.
Embriaguez!...
Excitação do divino ser,
Na nossa pequenez,
Neste eterno padecer.
Lavra incandescente,
Na tua pele suave e doce,
Faz renascer a semente,
Com se, do fruto fosse.

Carlos Cebolo


      
      ROSA MURCHA

Sonetos de desejo afagam o meu coração,
Dos teus dedos feito suave melodia,
Em lembranças sentidas de quente paixão,
Que estremecem esta minha alma tardia.

Neste eterno adeus sem ver a vil despedida,
Dançam ondas em lágrimas de saudade,
Do teu olhar constante na magia sentida,
Daquele amor distante da nossa mocidade.

A rosa murcha de um tempo agora incerto,
Disfarça ainda a tua suave pele arrepiada,
De um triste amor que segue o seu deserto.

É sombra que chora na dor que sente,
De uma mudança repentina inesperada,
Que na madura idade perturba a mente.

Carlos Cebolo

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


  

ANSIEDADES

Tuas mãos perfeitas,
Percorrem o meu corpo quente,
Com toques de veludo
E sedentes.
Sensações que se sente,
No corpo suado e desnudo,
Onde se ouve a própria alma.
Ansiedades vividas
E sentidas na noite calma,
Com volúpia arrepiadas.
Um grito da alma floresce
E solta mistérios escondidos,
Que o coração não esquece,
Mas domina os sentidos.
Carente de anseios de loucura,
Oiço o teu respirar
Na noite escura,
Fundido ao meu,
Que procura acalmar.
Sinto no teu toque aprimorado,
Que o amor não esmoreceu.
Aquele teu desejo guardado,
Solto com o teu toque de veludo,
Que o meu corpo agora bebeu,
Foi com o nosso beijo selado.
Contigo está a deusa do amor,
Que forma o Olimpo ardente,
Eterna morada da paixão,
Onde se vive todo o fervor
E os prazeres que a alma sente.
Em silencioso voo nocturno,
Aqueces as frias noites caídas,
Quando me encontro taciturno,
Com as constantes recaídas.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013




VISÃO DA ALMA

Vejo-te sem te ver,
Sem te conhecer,
Conheço a tua alma como ninguém.
Almas gémeas que em sonhos se unem,
Em volúpias sagradas dos sonhos lidos.
Nossos corpos desconhecidos dormem…
Sem te conhecer,
Conheço-te na essência da alma.
O ser volátil, semelhante ao meu,
Seres superiores que não controlamos,
O verdadeiro eu, em mim;
Em ti escondido;
Que tudo vê e não se vê.
Almas gémeas que se encontram,
Trocando carícias e amor ardente,
Em sonhos paralelos do sono profundo.
Nos meus sonhos!
Sonho contigo amor.
Meus lábios percorrem a tua pele.
Toques sentidos na alma,
Enquanto o corpo dorme.
Desejos ardentes,
Satisfação presente,
Comunhão irreal dos corpos,
Na desconhecida realidade da alma.
O invólucro corpóreo desconhecido,
Do teu corpo perfumado,
Que no virtual te conheço amigo,
É no virtual, amor correspondido,
Que nos sonhos é muito amado.
A visão da alma penetra longe!...
Alcança o que o corpo não pode
E tudo que para lá se esconde,
Com a manto que o cobre.
Mistérios!...
Dogmas que o corpo desconhece
E se deixa iludir.
Sonho e fantasia,
Do corpo que a qualquer momento arrefece,
Acabando com o amor que sentia.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013


   
 RENOVAÇÃO

Foram madrugadas infinitas,
De sonos e sonhos revoltos,
Onde tudo acontece.
Magia em que acreditas,
Nos poemas soltos,
Onde o dia anoitece.
O tempo acorda vazio
E o Sol dança.
As estrelas adormecem,
Tremendo de frio,
Promovendo a mudança.
Nasce o dia!...
Outro dia, outra esperança,
Que a vida renova.
Na pouca luz entre a escuridão,
Procuro um acariciar,
Tendo o amor como prova.
Acabar assim a solidão,
Deste eterno caminhar.
No teu olhar!...
Sinto o desejo.
Mas minhas palavras o anseio,
Do teu toque de prazer.
Nos teus lábios o meu beijo,
E sem nada te dizer,
A minha mão toca o teu seio
E sinto o teu desejo.
O luar solitário escurece!...
E dá lugar a um Sol desmaiado
Com um tempo que já aquece.
Vejo no teu rosto,
A tristeza que se vai embora,
Levando consigo o desgosto,
E os pesadelos de outrora.

Carlos Cebolo


    

  RENOVAÇÃO

Foram madrugadas infinitas,
De sonos e sonhos revoltos,
Onde tudo acontece.
Magia em que acreditas,
Nos poemas soltos,
Onde o dia anoitece.
O tempo acorda vazio
E o Sol dança.
As estrelas adormecem,
Tremendo de frio,
Promovendo a mudança.
Nasce o dia!...
Outro dia, outra esperança,
Que a vida renova.
Na pouca luz entre a escuridão,
Procuro um acariciar,
Tendo o amor como prova.
Acabar assim a solidão,
Deste eterno caminhar.
No teu olhar!...
Sinto o desejo.
Mas minhas palavras o anseio,
Do teu toque de prazer.
Nos teus lábios o meu beijo,
E sem nada te dizer,
A minha mão toca o teu seio
E sinto o teu desejo.
O luar solitário escurece!...
E dá lugar a um Sol desmaiado
Com um tempo que já aquece.
Vejo no teu rosto,
A tristeza que se vai embora,
Levando consigo o desgosto,
E os pesadelos de outrora.

Carlos Cebolo