Acerca de mim

A minha foto
Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

sexta-feira, 20 de novembro de 2015


O PODER DAS PALAVRAS

Sentido pungente das palavras que fazem mal,
Aquele vazio que magoa, penetra e não mata,
É palavra dita no calor da mágoa sem ter final
Que forma o sentimento e o maltrata.
Palavras, apenas palavras, leves como o vento,
Tornam-se pesadas, acabando com o sentimento.

Palavras meigas em plena confissão,
Talhadas na beleza e forma da poesia,
Entre a tristeza irrespirável duma solidão,
Arrebata o coração de quem a lê, naquela magia
Sentida na dor da alma que a pressente,
Na imprecisão da já ferida e fraca mente.

Palavra dita em tão penoso e triste estado,
No grito surdo de uma boca calada,
Vida perdida dum amor descuidado.
A palavra já não sentida e desejada,
Na entrega da honra e pura castidade,
Deixa de tal; haver necessidade.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/




quinta-feira, 19 de novembro de 2015


MAGIA DO SONHAR

Naquele céu imenso, brilham estrelas sem cessar,
Transporta em sonhos, quem vela sem adormecer,
Encaixado em toda aquela beleza e magia,
Em que se transformou o seu alegre sonhar,
Alegrando o seu dia, depois do amanhecer
E concedendo-lhe aquela vida de alegria.

Vida sentida com a liberdade de sonhar,
Para deixar fluir todo aquele seu pensamento,
Que enfeita o quociente dum amante adolescente.
Noite em que o coração se retira para voar,
Deixando-se levar como folha pelo vento,
Naquele sonhar que a própria razão, não o consente.

Não distante, repousa o seu corpo adormecido,
Por entre os lençóis de seda, frios no aconchego,
Numa noite em que apenas o corpo descansa,
Voa o espírito com seu coração aquecido,
Poisando de estrela em estrela o seu desassossego,
Naquela brilhante noite que o sonho avança.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


quarta-feira, 18 de novembro de 2015


 REPENSAR A SOLIDARIEDADE

Incessante lagrimar sentido,
Chora o mundo o seu triste futuro,
Escuridão, o dogma esquecido,
Desse crer que se tornou impuro.

Vítimas inocentes lembradas,
Entre lágrimas, as emoções
Sentidas nos tristes corações,
Nessas revoltas indesejadas.

Solidariedade que se sente,
Na decadência da humanidade,
Duma dor, sem nacionalidade
Que fere o pensar de muita gente.

Sem querer culpar a religião,
Repensar a solidariedade,
Usos e costumes de ocasião,
De quem não aceita a igualdade.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


terça-feira, 17 de novembro de 2015


INVISÍVEL

Ficam apenas as mágoas e não os desejos,
Nesta vida, apenas quer que o deixem viver,
Sem criticas e sem ver rejeitado os seus beijos,
Sabedoria que o novo não quer perceber.

Por ser velho, tornou-se também invisível,
Se falar, ninguém o ouve ou fingem não ouvir,
Sua figura deixou de ser aprazível
E parece que dor, também deixou de sentir.

Brincava com filhos e netos, com alegria,
Agora que seu corpo não o deixa brincar,
Também parece que não existe, por magia.

Neste falso mundo que a sociedade recria,
Só tem perdas, sofrimento e não pode chorar,
Por ser invisível, sem sentir o que sentia.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/



segunda-feira, 16 de novembro de 2015


SONS DO MEU SERTÃO

Ingénuo sonhador que não deixa derruir o passado,
Essas doces lembranças do seu alvo berço de bambino,
Floresce na mente, em lembranças do seu EU desejado,
Momentos de pura alegria, naquele espaço divino.

Noites de um intenso e brilhante luar duma abóbada celeste,
Onde se ouve o constante e melancólico coaxar das rãs,
Associado ao cantar das cigarras na noite que se veste,
Dum sereno esvoaçar dos morcegos entre as horas vãs,
Vindo-me à memória o aroma floral das mangueiras em flor
E o piar dos tecelões na construção dos ninhos de amor.

Naquela emoção vivida, em memórias na mente retida,
Sente-se a procura da melancolia criada do nada,
Nesta nostalgia de uma vida Já muito desgastada,
Recorda com saudade os sons noctívagos daquela vida.

Serenas madrugadas vividas ao som da batucada,
Ainda ecoam no seu pensamento, em espasmos de aventura,
Aquela crença que há muito deixou de ter sua alvorada,
Mas que se encontra viva, naquela alegria que procura.

Na serra dos “macópios”, ouve-se a saudação ao sol nascente,
A vila acorda em mais uma alvorada, na sua beleza,
O cheiro da flor do eucalipto que por lá também se sente,
Perfuma aquele calor húmido que afasta toda a tristeza.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/



domingo, 15 de novembro de 2015


(Trova)

Não gosto do teu sofrer,
Tua tristeza eu lamento,
Com este teu padecer,
Se fere meu sentimento.


Carlos Cebolo

sexta-feira, 13 de novembro de 2015


ESPERANÇA MUDA DE NOME

E todo aquele tempo já passado,
Se renova na forma do ser,
Na incerteza do desejado,
Aquele desejo, não se descrer,
Num coração assim trespassado.

A vida voa em todo o momento,
Como aquela hora que passa e morre,
Fazendo voar o meu pensamento,
Nessa ilusão dum tempo que corre,
Traçando o fim do meu sentimento.

Naquela fuga em que se medita,
Saudade, esperança muda de nome,
Como muda a vida que acredita,
Ser essa triste alma que a consome,
Na ilusão, não se tornou maldita.

Sempre o lapso indeciso e constante,
Do fim próximo que se julga estar,
Dessa vida passada e radiante,
Que procura aquela alma encontrar,
O tempo cada vez mais distante.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


quinta-feira, 12 de novembro de 2015


JURAMENTO

Há!... Este cativeiro…
Se ser triste fosse o meu fim real,
Aquele fim derradeiro
Sem ter qualquer sinal,
Desse mal, não seria eu, o primeiro.

Procuro desatar,
Os laços com que, eu próprio me atei,
Neste meu caminhar,
Lembrar o que passei,
Na certeza de te poder amar.

Amando o corpo teu
E guardar todo este meu sentimento
Que o teu amor me deu,
Farei em juramento,
Que o meu amor, será pra sempre teu.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

            

  IMORTALIDADE

As memórias de um sonho agora perdido,
Na nobreza duma vida, seus cuidados,
Num canto surdo que a própria vida assenta,
Naquele coração solitário e ferido,
Preso na realidade de elos dourados,
Por onde a própria vida também se ausenta.

São as lembranças trazidas pelo vento,
Madrepérolas que rolam pelo rosto,
Que talham na face essa infelicidade.
E por sentir na memória um só lamento,
Na sua solitária alma, o mesmo gosto
Ressequido naquela sua saudade.

Maçãs de ouro tecidas em porcelana,
Na perfeição da vida a imortalidade,
Duma felicidade que aos poucos ruiu,
No sentir de perda duma mente insana.
Cobre-se o céu duma tristeza saudade
E fica pouco do que nunca existiu.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


terça-feira, 10 de novembro de 2015


MOMENTO MÁGICO

E tudo fica suspenso no momento,
Esse cansaço de um coração mendigo,
O breve momento em que se abraça o tempo,
Aquela incerteza que vive contigo.

O desassossego no fundo do copo,
Angustia constante de todo o prazer,
Desnuda esse preconceito do teu corpo,
No momento ardente desse teu sofrer.

No momento ardente da minha ternura,
Beijo teus lábios tingidos de carmim,
Onde se encontra o cerne da tua loucura.

E vivi dentro dos teus insanos sonhos,
No momento em que a tristeza teve fim,
Como fim, teve os pesadelos medonhos.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


segunda-feira, 9 de novembro de 2015


BARCO DE PAPEL

Zéfiro sopra suave o seu suspiro,
No baloiçar das ondas, frio mar,
Húmido ar agreste que respiro,
Barco de papel, avança ao luar.

Segue firme na rota não traçada,
Sempre fiel no seu frágil baloiçar,
Sem asas de uma vida desejada,
Vela içada, enfrenta o seu triste mar.

Ajuda o deus com o seu respirar,
Aquele frágil barquinho de papel,
Com poesia escrita de par em par,
Que daquele navegar, se fará fiel.

Fiel daquele amor em letras traçadas,
Navega o barquinho ao sabor do vento,
Procura aquelas areias douradas,
Que a poesia canta aquele seu lamento.

Pede a Zéfiro que lhe dê o bom tempo,
Para navegar, cumprindo a sua sina,
No coração transporta o sentimento,
Da mulher que deixou de ser menina.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/

domingo, 8 de novembro de 2015

S. Martinho (Haiku)

O sol veio forte
As folhas do castanheiro secaram,
É São Martinho!

Carlos Cebolo

quinta-feira, 5 de novembro de 2015


SER POETA É!...

Com aquele brilho escuro do som,
O frio luar deixa no mar o seu tom,
Espelhando a sua prata em raios oblíquos,
Que traçam a enrugada superfície em traços lisos,
Sempre com aquele seu profundo olhar.

Assim é a poesia no seu traçar de emoções,
Que liberta os sentidos do pensamento.
Luar intenso na pureza das sensações
Daquela pálida luz que ilumina a profundeza,
Esperando e aguardando o certo momento
De um mar revolto com suas condições,
Onde de tudo e nada, tem certeza.

Lagarta incolor tornando-se linda mariposa,
Entre tortas linhas esclarecer a prosa
Da magia sentida ao criar alas aladas
Que lhe permitam voar em livre pensamento.

Belas, tristes e escuras madrugadas,
Deixam fluir no ar, em forma de esperança, o lamento.
Na certeza e incerteza do Ser com seu fraco sopé,
A dúvida surge: - Ser poeta é!...

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


quarta-feira, 4 de novembro de 2015


FLOR VIVA

Do misticismo sou amante.
Na poesia de sentimentos,
A Natureza que se encante,
Com a beleza deste momento.
No sentir do maltrato, a dor
Sente a flor no seu ferimento.
Perde a beleza e sua cor,
Mostrando todo o sofrimento.

Ser separada do seu pé,
Da raiz do seu nascimento,
Deixa de ser, quem bela é
E mostra todo o seu tormento.

Como Ser vivo sente a dor,
Sem alma e sem ter pensamento,
Por ser apenas uma flor,
Também tem o seu sofrimento.

Carlos Cebolo

carlosacebolo.blogspot.com/

terça-feira, 3 de novembro de 2015


IMPUDOR DA MOCIDADE

Alma pura, sentida de praia deserta,
Chora entre sons marinhos, alga de frescura,
Aquela dor retida na concha vazia.
Meu amor, por onde andará nesta hora certa,
Aquele teu olhar confortante de ternura,
Que no meu olhar plantou aquela magia,
Então sentida naquele doce sentimento
Que marcou para sempre, o nosso belo momento.

Por teu amor, trilho todos os maus caminhos,
Traço rotas, no desfiladeiro profundo
E ao Céu, elevo tua estrela radiante.
Naquela paixão, alivio teus espinhos,
Entre os poderes fortes, deste tristonho mundo,
Cravo este nosso amor na pedra diamante,
Para que outros corpos não te desejem
E aquelas impuras bocas te não beijem.

E naquele divino impudor da mocidade,
Este forte êxtase que traça a nossa sorte,
Felicidade errante que enfraquece o mar,
Seja prémio vibrante na nossa ansiedade.
Bebo desses teus lábios, esse néctar forte
Que embriaga com esse teu doce beijar,
Minha alma sôfrega do carinhoso amor,
Destronando do seio aquela triste dor.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/





segunda-feira, 2 de novembro de 2015


DIA TRISTE

Deprime-me este tempo cinzento,
Também vejo a natureza triste,
Oiço nas aves, o seu lamento,
Porque aquele sol, hoje não existe.

Chuva fria, assim cai miudinha,
Ouve-se os prantos, naquele som profundo,
Acentua esta tristeza minha,
Este Novembro, o dia segundo.

Dedica-se este dia aos finados,
Mas que triste maneira de estar,
Perdoa-se assim os seus pecados,
Esta névoa veio p'ra ficar.

Névoa que na vida se acentua,
Com o passar do triste tempo agreste,
Esta tristeza que em mim flutua,
Recorda esse amor que não me deste.

Para mostrar que se tem tristeza,
Gasta-se dinheiro em lindas flores,
Nessa homenagem, sem se ter certeza.

Se com a morte, toda a vida acaba,
Acaba também todos os horrores,
Duma vida que por cá desaba.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/




sexta-feira, 30 de outubro de 2015


SER OU NÃO SER

Neste meu olhar interior, nem mesmo sei quem sou!
Se reflexo do pensamento, simples paisagem,
Ou tempo agreste da vida que por aqui passou
E que, no triste caminhar, se tornou miragem.

Esta sorte que me foge com o voar do vento,
Leva consigo toda a minha alegre roupagem,
Sina de um fracasso que partiu com o pensamento
E nunca mais voltou, para me trazer a coragem.

Essa coragem que me faz encarar todo o amor,
Amor pelo triste mundo que se tornou meu fado,
Sangrentas chagas que intensificam a minha dor.

Serei, talvez pétala surgida na haste duma flor,
Que neste mundo se perdeu, na origem do pecado,
Surgido nesta mãe terra, com a palavra amor.

Carlos Cebolo

carlosacebolo.blogspot.com/

quinta-feira, 29 de outubro de 2015


FRACO LAMENTO

Forçou-me um dia, o lamento que me lamentasse,
Das coisas que o amor, obriga que sejam desfeitas,
Como se um jogo de cartas, assim se jogasse,
Guardando aqueles altos trunfos que se rejeita.

Desse fraco lamento que também foi rasgado,
Se vangloriou o amor que assim o convenceu
Que o triste lamento deixou de ser desejado,
No sentimento ardente que com ele nasceu.

Com aquele triste tempo passado, também presente,
Deixou aquele lamento de se tornar lembrado,
Deixando fluir toda a emoção presa na mente.

Floriu assim na sua magia, aquele amor,
Com aquele sentimento puro que ficou guardado,
No fraco coração que deixou de sentir dor.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/



quarta-feira, 28 de outubro de 2015


SEM PEJO DO TEU BEIJAR

O dizer tudo num olhar,
Boca selada na emoção,
Nesse cantar do coração,
Fere a alma, no seu caminhar
E no fundo quer seu perdão.

Sonho de amor e de ilusão,
Traçado numa sina real,
Ser réprobo em condição,
Sem ter pejo do teu beijar,
Selando esse meu coração.

Receoso dessa grande dor,
Sem torpeza no respeitar,
Recito a poesia de cor,
Saboreando esse teu beijar,
Para aumentar o nosso amor.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


terça-feira, 27 de outubro de 2015


DUAS LÁGRIMAS

Dois brilhantes rolam pelo rosto,
Lágrimas triste com a sua cor,
A luz solar no seu decomposto,
Deixando fluir a sua dor,
Traz no sal, o seu eterno gosto.

Pérolas deixadas pelo olhar,
Transparentes como o diamante,
Com a alegria formam o seu par,
Na sua tristeza segue adiante,
Também rolam na emoção de amar.

São duas lágrimas de saudade,
Na perda de quem, também amou,
A saudade de uma mocidade,
Do belo tempo que não voltou,
Rolam na sua serenidade.

Duas lágrimas de decepção
Na sua cor, se tornam preciosas,
Alegrando o triste coração,
Rolando pelo rosto, radiosas,
Sem verter o sal da salvação.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

CINZA CÉU

Moldou-se o céu dum manto cinzento,
Manto que turva a minha visão,
Húmido, esconde o belo horizonte
E deixa escapar um só lamento
Profundo e triste, dum fim de verão,
Com o triste Outono já de frente.

Essa névoa que pernoita fria,
Escondendo toda a sensação,
Duma lua que sobe tardia,
Quando essa névoa, andar pelo chão.

É o Outono que mostra a chegada,
Duma era em sua renovação
Que mantém o seu corpo húmido,
Na sua beleza desejada.
Esse corpo cheio de emoção,
Esquece o mau momento já ido.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


domingo, 25 de outubro de 2015


HAIKU" VERDADE"
Só vê a verdade,
A infância no seu primor.
O velho não vê.

Carlos Cebolo