Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

segunda-feira, 30 de junho de 2014

  

 MALIGNA SINA

Esse imenso mar de solidão,
Pétala florida da sua alma,
Que neste mundo vive ilusão,
Em rebeldia de amor que acalma,
O florir sedento do vulcão.

Os sonhos de uma tarde menina,
Na luz duma alvorada perdida,
A felicidade que imagina,
Numa longa vida garantida,
Que a madura idade nos ensina.

Por entre a noite e a escuridão,
Maligna sina escondida na alma,
Que lhe faz perder a ilusão,
Vivida na juventude calma,
Perturba agora o seu coração.

Em tempos já idos na memória,
Altivo e determinado foi,
O corpo que grita por vitória,
No combate do mal que lhe rói
A alma, sem a outrora euforia.

A beleza da fruta madura,
Entre as verdes ramas do quintal,
Faz realçar a sua ternura,
Nos sonhos que se quer imortal,
Que a torna muito mais insegura.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/



sexta-feira, 27 de junho de 2014


SEMEADORA DE ESTRELAS

Mar de rugas na fronte,
Planta estrelas no bico da lua,
Forma na sua fonte,
Imagem d’alma nua,
Plantada no cume do grande monte.

No trapézio fechada,
Assim, sofredora dum grande amor,
Sente-se acabada.
Dominada pela dor,
Vê a lua fugir na madrugada.

Tem a vida sofrida.
A deslealdade da própria mente,
Abriu sua ferida.
Dor que a alma sente,
Com sua felicidade já ida.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 26 de junho de 2014


SEPARADOS PELO DESTINO


Jardim árido de emoções,
Esconde recantos sem fim,
Com as certezas e ilusões
E alguns pedaços de mim,
Guardados entre os coração.

Amores de uma juventude,
Que o tempo não pode apagar,
No seu passar que nos ilude,
Na magia do crer amar,
Quando do amor, se faz virtude.

São fantasmas que atormentam,
O crer do destino traçado,
Nos vendavais que lamentam,
Não ter o destino forçado,
Entre as forças que o alimentam.

A conjugação que os separa,
Força divina do momento,
Que os leva ao sabor do vento,
Também é força que os ampara,
No triste e saudoso lamento.

Ninguém se sente vencedor!...
Águas passadas que não voltam,
A encontrar o mesmo amor,
Contra o Criador se revoltam,
Pelo destino e sua dor.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


terça-feira, 24 de junho de 2014



VERBO

Ser ou não ser!...
O desafio,
Verbo a nascer,
Mundo a surgir.

O quente e frio,
Chorar e rir,
E se fez dia…

Óvulo fecundado,
A humanidade,
O inferno e Céu,
O desagrado,
Mentira e verdade,
O meu e o teu.

O passado,
O futuro,
Tudo mudado,
Tudo mais seguro.

A palavra!...
O sentir da mente,
Morte vencida.

A lavra
Com nova semente,
Na alegria sentida.

No mistério,
Da partida,
Surge Deus!...

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 23 de junho de 2014


LIVRO EM BRANCO

Páginas brancas de uma vida,
Risos que se ouvem à distância,
Nesses teus traços de inocência,
A felicidade retida,
Sem sequer, pedir clemência.

Livro em branco que se refaz,
Cores com o pincel traçado,
Com seu versar adocicado,
Que no amor se torna eficaz,
Nesse coração trespassado.

Livro com as brancas páginas,
Triste e real declaração,
No moldar do teu coração,
Esse futuro que imaginas,
Fortalece a nova união.

Folhas brancas que esvoaçam,
Por entre as pontes da emoção,
Parecem lavra do vulcão,
Que arrefecem quando passam,
Apagando a recordação.

Esse livro branco que és tu,
Com esse espírito ardente,
Aparece assim de repente,
No teu corpo esbelto e nu,
Essa ferida que a alma sente.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/







sexta-feira, 20 de junho de 2014


HORAS TARDIAS

Horas profundas da noite escura,
Sentidas nos seus beijos ardentes,
Risos erguidos nas noites quentes,
Enchem o céu, com doce ternura.

Ternura no seu profundo olhar,
Com esse olhar incandescente,
No grande amor que sua alma sente,
Com essa nova forma de amar.

Puro éter da doce eternidade,
Que levantam os ecos da saudade,
Do grande amor que ainda procura.

Com esse sorriso sem lamento,
Desfruta todo o belo momento,
Nos braços do amor e da ternura.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 19 de junho de 2014

            
FESTA

Nossas festas, minha romaria,
Sempre com o pensamento em ti
E projectando luz na alegria,
Esquecendo o muito que sofri,
Pelos arraiais da fantasia.

Na distância eu te conheci,
Sem te conhecer, amo tua alma,
Entre tormentos que padeci,
Essa tua imagem que me acalma,
É sinónimo do que sofri.

Verão é tempo de festejar,
Terreno de arraiais ou salão,
Neste nosso triste viajar,
Poder encontrar teu coração,
Para contigo poder bailar.

Neste nossos bailes de verão,
Desejo do querer, por querer,
Egoísmo ou ingratidão,
Com a temperatura a aquecer,
Aqueço também o coração.

Num passo de dança e contradança,
Com os seus compassos de ansiedade,
Inerentes a qualquer mudança,
Sem ferir a sensibilidade,
Procura-se ganhar confiança.

Ter-te nos meus braços e bailar,
Pura troca de amor, por amor,
Teu corpo poder um dia amar,
Naquela ilusão da alma e ardor,
Ser sincero nesse desejar.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/



   ENGANO

Eterno amor vivido,
Sonhos perdidos ao sabor do vento,
Forte muro erguido,
Força o sentimento,
Na procura pelo amor perdido.

Um amor sem idade,
Que na adolescência foi sentido,
Sem ter qualquer maldade,
Passou a ser sofrido,
Por não manter a sua intensidade.

O sacro sacramento,
Numa felicidade escondida,
Será forte lamento,
Duma idade perdida,
Que de novo, procura o sentimento.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/

terça-feira, 17 de junho de 2014


MEU ADORMECER

Adormeço nas palavras que levo,
Imaginando teu corpo em revelo,
Na memória da minha boca, o beijo,
Duma saudade e dum forte desejo.

Era eu, eras tu, éramos nós,
No sonho lúcido de estarmos sós,
O mar infinito do nosso amor,
Intensificou toda a nossa dor.

Ter a emoção pura e verdadeira,
Dum sentir, querer ter-te por inteira,
Como se quer o fruto desejado,
Paixão ardente dum apaixonado.

Na volúpia sentir o teu prazer,
Nesse meu morrer com o teu viver,
Por ente os corações entrelaçados,
No gosto dos nossos corpos suados.

Sentir surgir em nós a primavera,
Dum quente amor, em sonhos de quimera,
Com a distância a traçar o seu destino,
Nas nossas mentes, como um desatino.

No querer e morreu duma paixão,
O toque poético no coração,
Faz reviver o desejado amor,
Com o sentir de grande e eterna dor.

Imagem a saltar como gazela,
Nas velas dum pequeno barco à vela,
Que se forma na minha fraca mente,
O querer teu corpo, como presente.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


segunda-feira, 16 de junho de 2014

       

     PRECE

Promessas eu fiz à lua,
Se te visse toda nua,
Na minha cama deitada,
Estando tu acordada,
Com a beleza que é só tua.

Nas noites de lua cheia,
Com meus braços abraçar,
Teu corpo poder beijar,
Ficar preso à tua teia,
Sem me querer libertar.


Meus lábios por ti gritando,
Momentos de ardente amor,
Sem saber que estou sonhando,
E sentir aquele sabor,
Amainando a minha dor.

A paixão ardente tua,
No sabor do corpo meu,
Promessas feitas à lua,
Com a glória do Morfeu,
Num amor que renasceu.

Sem ter sede, sem ter fome
E ter-te por companheira,
Pronunciar o teu nome,
Nessa noite passageira,
Delírio que me consome.

Se graça desse por tida,
Muito antes da partida,
Com meu coração de dor,
Censura do teu amor,
Na madrugada perdida.

Carlos Cebolo






sexta-feira, 13 de junho de 2014

           

       SONHAR

Será que o sonhar deixa mágoas?
Incertezas no seu decifrar,
Este mar revolto em claras águas,
Que me turva aquele doce olhar,
Espelhado pelas noites cruas.

Não me lembro do sonho já ido,
Sonho ou pesadelo que sonhei,
Apenas sei que fiquei retido,
Mas asas do sonho onde voei
E de lá saí, sem ser ferido.

Por vezes também sonho desperto,
Com este meu espírito indeciso,
A navegar no grande deserto
Da boémia vida, sem ter juiz,
Assim, dando o incerto por certo.

Por vezes, sou como o alto mar
Com suas noites sem calmaria,
Sinto-te naquele meu amar,
Tristeza que se faz alegria.,
Ao acordar, depois de sonhar.

Com este meu constante sonhar,
Desperto na vida as emoções,
Sentidas no belo despertar,
Do sonho com as recordações
E mágoa que também quer deixar.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/










quinta-feira, 12 de junho de 2014

       

       SAUDADE

Se saudade eu sentisse sem dor,
Sem dor na tristeza consentida,
Seria a morte um grande pavor,
O pavor na alegria sentida.

Sentida no chamar da Quimera,
Quimera que o sonho acabou,
Na saudade que a vida impusera,
Quando a dor na sua alma ficou.

Quantas vezes também eu pensei,
Para mais tarde, te recordar,
Recordar o muito que te amei.

Aquela saudade presa em mim,
Que me faz perdido a caminhar,
Para encontrar sossego, por fim.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/

terça-feira, 10 de junho de 2014


DIA DE PORTUGAL E DE CAMÕES

Que diabo há tão descontente,
Que se verga à economia,
Do governo e sua mestria,
Com esta dor que o povo sente,
Rijo coração tão fechado,
Do governante mal amado.

Se Camões vivesse agora,
O dia seria lembrado,
Como também foi outrora,
Por este Portugal amado.

Seria dado educação,
Fraternidade e igualdade,
Com benefícios na saúde
E liberdade de expressão,
Com a desejada liberdade,

Ao papão pedia-se então,
Que tivesse uma outra atitude,
Que mostrasse não ser em vão,
O debandar da juventude.

Ilustre povo Lusitano,
Que tudo em Abril conquistou,
Dá-se hoje ao terrível engano,
No fraco papão que criou.

Constantemente maltratado,
Na democracia aparente,
Com futuro amaldiçoado,
Povo ilustre, tudo consente.

A juventude a emigrar,
Por no país não ter trabalho,
O político quer roubar,
E viciar o seu baralho.

Com os salários de miséria,
Para o político enriquecer,
Com política pouco séria,
Fazer o rico florescer.

Na pobre lapela usa o cravo,
E quer do povo novo escravo.

Onde te encontras ó Lusitano?
Abre os olhos, vê com atenção!
De onde vem este triste encano,
No mal governar da Nação..

O papão com muito dinheiro,
Com este povo a passar fome,
É o momento derradeiro,
P’ra acabar o que te consome?

O emigrante pelo Mundo,
Traz Portugal no coração,
O País já bateu no fundo,
O povo sem opinião.

Quem em casa não tem o pão,
Na luta procura a moral,
Sonhando com a revolução,
P’ra salvar nosso Portugal.

Chamem-na da rosa ou do cravo,
Militares ou só o povo,
Não quer volta a ser escravo,
Nem ter um ditador de novo.

Se Camões agora vivesse,
Ao ver como está a Nação,
Talvez de novo morresse,
Mas diria sem querer perdão:

“ Quem pode ser no Mundo tão quieto,
Ou quem terá tão livre o pensamento,
Quem tão exp’rimentado e tão discreto,
Tão fora, enfim, de humano entendimento
Que, ou com público efeito, ou com secreto,
Lhe não revolva e espante a sentimento,
Deixando-lhe o juízo quasi encerto,
Ver e notar no mundo o desconserto?”

Aqui deixo um pouco Camões,
Neste dia de Portugal,
Por não ter outras condições,
Vive o povo sem social.

Tu que foste o senhor do Mundo,
Descobriste os continentes,
Desvendaste o mar profundo,
Plantaste a língua e sementes.

Tu, Povo Ilustre Lusitano,
Sem medo cruzaste os oceanos,
Venceste mouro e castelhano,
Luta agora contra os enganos.

Tu, heróico povo e sereno,
Também venceste o sarraceno,
E Cristo deste a conhecer,
Não de deixes esmorecer.

P’ra lembrar o grande Camões
Com a tua força reclamar,
Por mais e justas condições,
Neste recanto junto ao mar.

Carlos Cebolo





segunda-feira, 9 de junho de 2014


INCERTEZAS

Bela com sua formosura,
A rosa também tem espinho,
Murcha, perde a sua ternura,
Ao trilhar um novo caminho,
Perde a vida numa aventura.

Trocar o certo por incerto,
No final da vida vivida,
Viver o calor do deserto,
Na oferta que é sentida
Da felicidade por perto.

Incertezas de uma ilusão,
No aparente sentimento,
Ouve o seu doce coração,
Na espera desse momento,
Não quer perder a ocasião.

Sentem a infelicidade,
Naquela esperança qualquer,
Onde vê a felicidade,
Entre a doçura de mulher,
Na sua eterna mocidade.

A flor do seu lindo jardim,
Na bela floreira da vida,
Uma rosa e um só jasmim,
Nesta aventura então vivida,
É também pedaço de mim.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 6 de junho de 2014

     

   MEU AMIGO

Cruzei um dia o teu caminho,
Procurei algo que não sei!...
Aventura, talvez carinho!...
…Mas amar, nunca te amei
E por isso; sigo sozinho.

Sou amante da liberdade
E amo, por amar somente,
Com a minha moralidade,
No segredo que a alma sente,
Desde a lembrada mocidade.

De Don Juan sou então chamado,
Sedutor na sua maldade,
Nas palavras o belo fado,
De um amor sem lealdade,
Tenho o meu coração fechado.

No seu sentido mais profundo,
Amar o belo feminino,
No tempo, viver ao segundo,
Fazer do amor o belo hino,
Motor que faz rodar o Mundo.

Na lei da pura sedução,
Palavras doces ao ouvido,
Estremece o teu coração,
Com sentimento adormecido,
Acordado com emoção.

Cruzarei um dia contigo,
E chamar-me-ás, meu amigo…

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 5 de junho de 2014


O CHORAR DO VIOLINO

Ao longe, o violino chora,
Como viúva no velório,
Na dissimulação da hora,
Velada no espaço inglório.

Certeza da noite intranquila,
Os lábios secos que choram,
Com a lágrima que cintila,
Na alvorada que devoram.

Com seus lábios carmim veludo,
Alva rosa no seu encanto,
O corpo belo que desnudo.

Música ouvida como pranto,
Do som do violino mudo,
Que traça todo o seu encanto.

Ao longe, o violino chora,
Mas não oiço o seu triste pranto.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 4 de junho de 2014


AMOR ECOLÓGICO


Entre Vales e serra florida,
Percorre o rio para o mar.
Leva cinza na espuma erguida,
Produz húmus p’ra terra fertilizar.
Seja qual for o destino da dor,
Pela qual o rio passou!
Com ele levou todo o seu amor,
E a bela terra sempre amou.
Quero ser rio que corre para o mar,
Nas horas tristes da escura madrugada.
Quero ser teu companheiro e amar,
Fazer do dia noite e de ti minha amada.
Quero ser rio de água corrente,
Poder ter a flor da tua semente.
Quero ser árvore com fortes ramos,
Com folhagem que esconde o calor.
Poder amar-te para onde vamos,
Fazer do Mundo, paraíso com amor.
As águas do rio correm revoltas,
Dentro das margens que as segura,
Assim é teu amor quando te soltas,
Oferece ao teu par, toda a bravura.
Dá-lhe de beber ò rio da certeza,
Molha a sua pétala ressequida…
Ser flor, mulher, ter beleza,
Para amar, querer e ser querida.
Ó rio ardente que em mim entras,
Mata com a tua água a minha sede,
Proteges mais do que aparentas,
Fazes da Natureza mancha verde,
Necessária à vida deste planeta.
O homem destrói tudo o que toca,
Polui as águas do mar e do rio,
À procura do calor, provoca o frio,
Mata baleias e não deixa viver a foca.
Não mates os animais que contigo vivem,
Neste belo Planeta em comunhão,
Respeita a diversidade de vida que ele tem,
Ama o ser vivo teu irmão.
Protege o teu planeta, ama teu coração.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 3 de junho de 2014

       

      DESEJOS

Abre o coração com teu olhar,
Águia sedenta deste meu Ser,
Medita no gozo que quer dar,
Com amor que só faz padecer,

Sua boca pequena sedenta,
Com teu seio firme e palpitante,
Que seu próprio corpete arrebenta,
No toque doce do seu amante.

Nesse seu doce olhar reluzente,
Forte como o elo da serpente,
Que aperta este meu coração,
Como se fosse, um forte cordão.

Quente como os bosques tropicais,
Reduzem o ar do meu pulmão,
Entre os belos seios colossais,
Que derretem este coração.

E muito depois, quando o cansaço,
Derrete meu corpo e alma sã,
Entre os lençóis, com o corpo lasso,
Sinto que a aventura não foi vã.

E quisera eu ter adormecido,
Como uma sereia em alto mar,
Contemplando o brilho do olhar,
Nesse seu corpo, de nu vestido.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/