Acerca de mim

A minha foto
Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015


CARÊNCIA DE VIDA

Deixem-me só neste vendaval da vida,
Onde a lua não brilha e o sol não esquenta,
Nesta agonia duma época sentida,
Ave negra com sua voz agoirenta.

Deixem-me só no meu espaço sem brisa,
Nesta noite de madrugada serena,
Com a lágrima que pelo rosto desliza,
Duma alma que se tornou assim pequena.

A carência de vida por este espaço,
Dor sentida sem ter sua permissão,
Para muitos, apenas causa embaraço.

A carência de qualquer felicidade,
Ser condenado sem poder ter perdão,
Neste mundo que fugiu da caridade.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


terça-feira, 15 de dezembro de 2015



SUSPIRO DA ALMA

O Suspiro triste e profundo,
Que nesses teus lábios morreu,
Voo sereno para o outro Mundo,
E por lá também se escondeu.

Coração que não entendeu,
Nem se abriu, nem se pôs a jeito,
É coração que não é meu,
Pérola que não trazes no peito.

Palavras ditas sem amor,
Amor que o coração rejeita,
São palavras que trazem dor,
Dor que a própria alma não aceita.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015


SER POETA

Ser poeta é cantar constantemente,
Da tristeza fazer alegria
E sentir a dor que o mundo mente,
Transformar a vida com magia.

Ser poeta é agarrar o momento,
Acariciar a vida e a sentir,
Deixar fluir o livre pensamento,
Na morte continuar a existir.

Ser poeta é viver eternamente,
Sentir amor e ser seu cativo,
Criar emoções que o mundo sente.

Ser poeta é ter uma alma imortal,
Chorar a dor sem qualquer motivo,
Da frágil flor, fazer seu ideal.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


domingo, 13 de dezembro de 2015


Desejo (Haiku)

O Sonho constante,
Vontade de te possuir,

Sente meu desejo.

Carlos Cebolo

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015


MAR NOSSO

Este mar!... Esta brisa serena que me acalma,
Vem banhar todas as lembranças do passado
E lavar aquela pena que trago na alma,
Fazendo este meu futuro mais desejado.

No silêncio trazido pela brisa fria,
Deixo-me levar nas asas do pensamento,
Relembrando todas as mágoas que sentia
E a tristeza de todo aquele sofrimento.

Acariciando aquela maresia fria,
Agarro a vida renascida neste amor
Que agora surge com toda a sua magia.

Fragmentos doces do sol, banham a minha alma
Sedenta de uma felicidade sem dor,
Sentida na brisa serena que me acalma.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015


ÓDIO

Fecham-se os olhos de boca aberta,
A palavra destrói a esperança,
Corre o som dessa boca desperta,
Essas mágoas que a palavra alcança.

Intenções, palavras imprecisas,
Nesse sofrer da raiva, o sarcasmo,
Das palavras inteiras indecisas,
Desse viver que morre de pasmo.

Com um gesto que estrangula a vida,
As mãos cegas que nada distinguem,
Elevam a voz entristecida
Que nessa fúria, não se contem.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015



GRATIDÃO

Toque suave na noite fria,
Som ligeiro de uma batida,
Quem bate nesta hora tardia,
Arrefece o fogo que ardia.

Não é chuva nem ventania,
Solitária alma, também não,
Aquele bater não é de mão,
Nem daquele frio que fazia.

Abri a porta de mansinho,
Para ver quem assim batia,
Aninhado estava um gatinho
Que daquela neve, fugia.

Com medo, o gatinho entrou,
E com o receio que sentia,
Junto à lareira se deitou,
Com o olhar que para mim sorria.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/



terça-feira, 8 de dezembro de 2015


MÃE

No desespero de uma aflição,
A quem recorro com agrado,
Chamo por ela em oração,
Mãe tem seu nome consagrado.

Seja qual for a religião,
O nome de mãe é alento,
Em qualquer língua ou nação,
Traça no Ser, o sentimento.

Na misericórdia é lembrada,
Como palavra de união,
Sua ternura é adorada,
Pelo mais rude coração.

Se Cristo é nosso redentor,
Foi com o amor de mãe que partiu,
Por seu filho sentiu amor,
Aquela mãe que o pariu.

E mesmo na sua recusa,
Por ser filho do pai somente,
Sua mãe triste, não o acusa
E a dor dele também a sente.

Nome perfeito para se amar,
Mãe é palavra abençoada,
Está presente no pensar,
É por todos, pronunciada.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015


QUERO-TE

Quero-te!...
Imagem de loucura, na minha mente implantada,
Onde te veja ao som da lua,
Com aquela alegria imaginada.

Quero-te!...
Na tua ternura, essa tua entrega iluminada,
O toque da tua pele nua,
Que te deixa assim, tão desejada.

Quero-te!...
Na ânsia da minha procura, o teu sorriso encantado,
Teu toque brando de frescura
Que em mim, provoca o amor desejado.

Quero-te!...
Naquele silêncio que habita em nós, a tua nudez,
Com aquele teu beijar de ternura,
Que em nós se transformou alegria.

Quero-te!...
Antes da ilusão aparecer na tua loucura,
Num beijo cheio de magia,
Vencer a inércia da timidez.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/




domingo, 6 de dezembro de 2015


(Trova)

Assim voam os pardais,
Entre ninhos d’andorinhas,
Também escuto teus ais,
E as tuas dores, são as minhas.


Carlos Cebolo

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015


GÉLIDO

E de côncavo a vida se reveste,
Esperança traçada como destino,
No sentido e triste amor que não tiveste,
O sonho sentido no teu desatino,
Foi fruto que secou sem gerar calor,
Na renúncia ferida dum grande amor.

Esta terra seca que o há-de inumar,
Cobrindo esse triste corpo arrefecido,
Será frescura como a brisa do mar,
Gélido como esse amor entristecido,
Que do teu querer, transformou o calor
Naquele amor que só sentiu sua dor.

Naquele ambiente, murmúrio de queixume,
Entre espasmos de uma agonia presente,
Onde tudo esmorece com tal perfume,
Salvam-se as emoções sentidas na mente,
Que procura a custo manter seu fervor,
Tentando salvar, uma réstia de amor.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/










quinta-feira, 3 de dezembro de 2015


ROSA ANGOLANA

E sem saber o porquê de ter nascido,
A beleza que transcende toda a crença,
Vive a rosa naquele solo ressequido,
Porcelana que lhe deu nome à nascença.

Nasceu esta flor, para ser sempre bela,
Num mundo real da irrealidade vida,
A terra chão que nem sempre se revela,
Com humildade da beleza merecida.

E deste encanto, nasceu a bela flor,
Com as suas pétalas vivas de encantar,
Os variados tons, que tingem sua cor.

De rosa de Angola foi então chamada,
Beleza, flor nascida naquele altar,
Mostra a terra que também foi desejada.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/




quarta-feira, 2 de dezembro de 2015


POEMA DO EXILADO

Nada sou, nada posso e com isso convivo,
Traço na ilusão, aquele ser sempre cativo,
Cativo do amor que não sei compreender,
Nem mesmo sei, se é isso que me faz sofrer.

E paira no ambíguo, este traçado destino,
De nada eu ser, nem mesmo de valer a pena,
Viver nesta ilusão deste meu desatino,
Com esta alma que não deixa de ser pequena.

Inútil consciência de uma morta ilusão,
Deste prazer que é nada, mas fere a razão,
Entre mágoas na indiferença de viver.

Exilado num mundo que parece real,
Na procura de meios que o torne imortal,
O poeta procura de novo renascer.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

          

  NÁUFRAGO

Só, assim enlouqueço com o meu pensar!...
Triste sina do vento que me acolheu,
Naquele horizonte onde o Sol se escondeu,
O meu lamento por não saber rezar.

Nesta profunda desilusão do Ser,
A força motivada pela esperança,
Será flor frágil nas mãos duma criança,
De quem perdido, procura renascer.

Nesta praia tropical de branca areia,
No horizonte procuro uma simples vela,
Sentindo o perigo que a mente, assim receia.

Com vento suave soprando para o Norte,
Entrego à poesia o que a vida revela
E nesta mensagem, traço a minha sorte.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/



segunda-feira, 30 de novembro de 2015


VELHA ILUSÃO

O Mundo cai aos pedaços,
Mitos dos deuses antigos,
Renascem em novos espaços,
Criam velhos inimigos.

Com seus ideais subvertidos,
Aterrorizam o Mundo
Na sensação dos sentidos,
Esse meditar profundo.

Falsos ideais do aparente,
Para atingir um só final,
Tornar o Mundo impotente,
Num terror universal.

Enaltecem-se seus ritos,
Negação da liberdade,
Na procura doutros mitos,
Não aceitam igualdade.

E assim caminha este Mundo,
Neste sabor do imperfeito,
Atinge o abismo profundo,
Na emoção do preconceito.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/




domingo, 29 de novembro de 2015


Amor  ( Haiku)

Beijar teus lábios,
Estar contigo, noite e dia
É sentir amor.

Carlos Cebolo

sexta-feira, 27 de novembro de 2015


TEU SORRISO

Esconde-se o sol, nasce a lua,
Não me tires a luz desse olhar,
Essa doce presença tua.

Não me deixes nesta tristeza,
Não me tires este sonhar,
O sentir da tua beleza.

Não me tires o pão, alimento
Que da tua boca desejo,
Não me deixes no sofrimento.

Doce água da tua alegria,
Essa doçura do teu beijo,
Sentido na tua magia.

Esse teu sorriso encantado
Aquele sorriso que me apraz,
O quente beijo desejado.

O teu sorriso encantador,
O sorriso alegre e de paz
Que transpira pureza e amor.

Sorri banhada pela lua,
Ri-te deste amor maravilha,
Dessa tua beleza nua.

Não me negues o teu sorriso,
Sem ele, eu então morreria…
Ri-te sempre que for preciso.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/






quinta-feira, 26 de novembro de 2015


RENOVAÇÃO

Com os olhos cheios de lágrimas, sorri!
Olha ao seu redor e procura um olhar
Que alimente a esperança de querer viver.
Trémula, procurando sair dali,
Acelerando o seu frágil caminhar,
Mas suas pernas não param de tremer.
Ensaia os primeiros passos sem firmeza,
E sente a mão forte de alguém a seu lado
Que a ampara com aquele masculino carinho.
 A vida deixou de ser uma certeza,
Com o que acabou de ser presenciado,
No lugar que sempre fora o seu cantinho.

A traição presenciada sem agrado,
Naquela mesa de canto, no café,
Foi gota d’água na sua relação.
Embora não desejado, era esperado,
Mas tentava enganar-se com sua fé,
Sem pensar, ouvindo só o coração.

E fora de si, sem prestar atenção,
Ouviu aquela voz suave ao seu ouvido,
Que a animou por um breve momento.
Aquela mão apertando a sua mão,
Trouxe emoção naquele momento vivido,
E acabou com todo o seu sofrimento.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/



quarta-feira, 25 de novembro de 2015


FRIO

Passo a passo se aproximou,
Com seus pés de veludo cinzento,
Sem custo, entre nós se fixou,
O frio sentido ao relento.

Sem neve ou chuva miudinha,
Corta o ar na melancolia,
O inverno que se adivinha,
Será fértil na ventania.

Neste azul cinzento do céu,
A humidade que entranha,
Na alma de um chão que já perdeu,
Essa cor bela da castanha.

Fico olhando para os sinais,
Daquele irmão que hoje é mendigo,
Que por não serem imortais,
Este frio é seu inimigo.

Pés descalços e doloridos,
Teto e cama de papelão,
No rosto traços definidos,
Da verdadeira solidão.

Este frio que cai mansinho,
No cinzento da sua dor,
Foi traçado devagarinho,
Neste Mundo sem ter amor.

Carlos Cebolo



terça-feira, 24 de novembro de 2015


QUEM CALA CONSENTE

O som suave da viola havaiana,
Aos poucos, a parlenga adormece,
Na voz critica que desengana,
Aquela palestra que esmorece.

Lengalenga de contos de fadas,
Que o orador procura ornamentar,
Ao som de cordas desafinadas,
Que acompanham todo aquele falar.

No salão, ouve-se os mexericos,
O diz que disse, naquele espanto,
Que os políticos estão mais ricos,
Enquanto o povo, aumenta seu pranto.

Verdades ditas de boca em boca,
Conversas amenas em café,
Que a vida está cada vez mais louca
E o povo perdeu a sua fé.

Aos políticos já ninguém ouve,
A sobrevivência que procuram,
Com essa tenaz força que os move,
Fazem-se ouvir, só quando murmuram.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/







segunda-feira, 23 de novembro de 2015


Porque será?

Porque será Senhor!...
Porquê tanto sofrimento,
Para este Mundo que nos deste?
Pelos escritos antigos,
Pelo qual se rege a tua omnipotência,
Parábolas e mais parábolas,
Perfilam os teus ensinamentos.
Perdidos se encontram neste Mundo cão…
Perdidos, sofrem as crianças
Porque os seus pais pecaram contra a tua lei.
Por vontade ou falta dela, foi o original tocado
Pela malícia que governa o Mundo.
Pobre Mundo surgido da matéria evolutiva,
Por ti criado e imaginado.
Por que caminho se deve seguir,
Para que termine tal sofrimento?
Profetas levantaram a sua voz,
Proclamaram a boa nova,
Prepararam a tua vinda.
Para que fim Senhor!...

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/




domingo, 22 de novembro de 2015


Cinzento (Haiku)

A chuva miudinha
Bate leve, levemente,
Escondendo o sol.

Carlos Cebolo