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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

sexta-feira, 20 de maio de 2016


(ODE)  EVOLUÇÃO

Um pequeno clic mudou o mundo!...
Na tela aparece a realidade de uma nova Era,
No virtual sentido cego e mundo,
Do inovador futuro que se espera.

Antigas rodas dentadas duma engrenagem confusa,
Num piscar de olhos, desaparecem.
Transformam a vida ao som de um clic inaudível,
Num mundo em rápida aceleração difusa,
Que compõem a nova engrenagem,
Desta vida tolhida de um stress terrível.
É a civilização no seu princípio do fim,
Onde o trabalho humano, é aos poucos substituído
Por robots, cada vez mais sofisticados,
Libertando o homem, de todo o trabalho ruim
E de todo aquele antigo e doentio ruído,
De uma maquinaria a cair aos bocados.

A febre de uma evolução que abala o mundo
De quem, por desconhecimento se atrasa,
Deixando-se ficar num passado profundo,
Naquela incivilização que os arrasa.
Bla, bla, bla!... e mais bla, blasssss…
E assim ficamos nós, em conversa virtual,
Onde o amigo é desconhecido
E tudo o que se pensa e diz é natural,
Ficando o verdadeiro amor escondido,
Como escondida fica a moral.
Naquela oferta de um fruto proibido.

O canto de sereia para os nossos antigos,
De um rumo nas estrelas escolhido e traçado,
Na pequena tela encontram-se amigos,
Companheiros nas caminhadas do seu passado.
Zim,zim,zimmmmmm!...
E o mundo rola e avança,
Num acelerar constante dos seus passos,
Que chega a confundir a mente de uma criança,
No deslumbre de uma vida sem seu compasso.
Que futuro espera a humanidade,
Deste constante evoluir da tecnologia,
Que disfarça toda esta realidade,
Compondo o mundo, numa só alegria.
Crás, crás, crásssssssssss!...
Num lado esbanja-se alimento,
Num outro, morre-se de fome,
No ar, apenas um lamento,
Hum,hum,hummmmmmm!...
Da tristeza que nos consome.

E tudo se torna mistério,
Quando se muda de hemisfério.
O norte sadio, evoluído, desejado
E o sul atrasado, faminto, cobiçado.
E o mundo rola e avança,
Num silêncio sem esperança.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 19 de maio de 2016


POEMA MEU E TEU

Qualquer dia, qualquer hora, quando sonhar,
Farei talvez um poema que seja só meu,
As coisas da alma que o corpo nunca esqueceu,
Um poema próprio deste eterno caminhar.

E lembrarei esta novela inacabada,
Em traços de rima que o destino teceu,
Num pensar sem fingir ser apenas tu e eu,
Nesta história que se adivinha desgastada.

Entre essas sombras reflectidas que nos cobre,
Fazer um poema do lugar que não foi meu,
Onde aquele nosso belo mundo se escondeu.

Poema que aos olhos do pensador, será nobre,
Como nobre é o destino que escureceu,
Aquele triste destino que foi meu e teu.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 18 de maio de 2016


ESPERANÇA

E com ele, leva o vento o lamento,
Deixa-me só naquele triste momento,
Sem destino, numa esperança perdida,
Ouvindo esse murmúrio da partida.

Vem a noite poisando devagar,
Neste tormento inútil sem fim,
Procurando ouvir a esperança chegar
Em pés de veludo, perto de mim.

A saudade presa nos teus abraços,
Será dona desta minha emoção,
Na esperança de ouvir esses teus passos.

A triste visão, em nada me acalma,
Sem brilho, fica a minha solidão,
Que enfraquece a esperança da triste alma.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 17 de maio de 2016


SEGREDO       

E quem te disse ao ouvido, o que eu não digo
Em voz alta, para também não ser escutado.
O meu desejo cheio de crença e medo,
Aquele belo e constante sonhar contigo,
Mistério que em mim sempre ficou guardado,
Por sete chaves, fechado este segredo.

Amor verdadeiro não é segredado,
Por esse vento que assim o revelou.
Por ser segredo também o não direi,
Nem sei, se por ti também foi escutado,
Esse amor que a tua alma diz que sonhou,
Ou se fingir, dizes saber o que sei.

Naquela incerteza de ouvir levemente,
Este segredo que guardo na minha alma,
Mas que não deixa este meu pensamento,
Ficará para sempre guardado na mente,
Nesta magia de um sonho que me acalma
 E que em ti, traça esse breve momento.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 16 de maio de 2016


SONHO INACABADO      

Em sonho completo o pensamento,
Pensamento que não era meu,
Escondido em casa de Morfeu,
Deus medonho deste meu tormento.

Para além da tristeza que gera,
Nesta penumbra seca da mente,
A triste verdade que não mente,
Sonho inacabado que não era.

Esse pensamento inacabado,
Naquele pesadelo se escondeu,
O triste sonho que não é meu,
Foi um sonhar precoce acordado.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 13 de maio de 2016


CANTO NEGRO

Por entre a névoa, num descortinar incerto,
Esse cansaço sentido no pensamento,
É como caminhar por um quente deserto,
Sem sentir esperança no triste momento.

Sem poder sentir no ar da noite, a madrugada,
Sem conter a fúria da imensa solidão,
Muito antes do raiar da manhã esperada,
Esse negro astral arrefece o coração.

Tudo no momento, parece muito pouco,
Comparado com aquele tormento surdo,
Dum mundo que parece cada vez mais louco,
Contendo essa voz ouvida num grito mudo.

E canta o povo o tormento da sua dor,
De uma outra vida que em si, procura viver,
Fugindo ao abraço do próprio criador,
Que com enganos, promove o seu padecer.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 12 de maio de 2016


SER PÓ

No côncavo sossego do seu Ser,
O triste desassossego de uma alma,
No cinzento tédio que não o acalma,
Nem acalma essa vontade do crer.

Será grato ao pó que é e que será,
Na ilusão de uma vida aparecida,
A morte ser uma desconhecida,
No profundo sentido que achará

Sempre noite, frio, negror sem fim,
Neste viver de um silêncio sentido,
Com o poder do crer sempre invertido,
Terá de viver neste mundo assim.

Quando menos se esperar, será pó.
Daquele mesmo pó que outrora viveu,
De um outro mundo que sentiu ser seu
Na amargura de ter de partir só.

Sente o constante momento que existe,
Consciente de todo esse amanhecer,
Saber o que será e o que há-de ser,
Neste insano mundo, p’ra sempre triste.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 11 de maio de 2016


LUA CONSELHEIRA

Sentado num canto da minha varanda,
Colho a penumbra da noite,
Olhando o céu cintilante à minha volta,
Admirando o brilha das estrelas,
Desabafo com a lua cheia.
Aquela linda lua cheia que será
Essa minha amiga e conselheira.
Com ela partilho minhas tristezas
E também minhas alegrias,
Quando me sinto sozinho,
Sem ter com quem falar ou desabafar.
É nela que encontro um pouco e paz.
A paz que me anima e fortalece,
Que me leva a ter esperança,
Na vida futura que se adivinha.
Ao meu surdo desabafo, a lua responde
Com o seu sempre belo luar.
Diz-me para continuar a ter fé,
Pois nem tudo é tão mau como parece.
Sempre com aquele seu frio brilhar,
Diz-me para confiar mais nos meus instintos,
Deixar voar o meu pensar.
Naquela noite estrelada, vejo o tempo passar.
Imagino aquele rosto desejado
E recolho aquela imagem um pouco distorcida,
Guardo-a no meu coração trespassado.
Fixando naquela lua prateada,
E com o meu olhar de gratidão,
Procuro fechar os olhos desta alma desgastada,
Sem tirar, deste momento, qualquer conclusão.

Carlos Cebolo
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OUTRO DESTINO

Num espanto, todo o horror,
Duma laje a soar a oco,
E sem sequer estar louco,
A morte traz sua dor.

Uma vida amortecida,
Loucura do verme Ser,
Mórbido prazer no ver,
Ter a vida por vencida.

É a morte, essa traidora,
Que comanda este destino,
Visto aos olhos de um menino,
Que nasceu na manjedoura.

Ímpio templo do prazer,
Desse vil verme asqueroso,
Que será pra sempre odioso,
Simples facto de morrer.

Na glória da redenção,
Surge esse amor salvador,
Para amainar aquela dor,
Confortando o coração.

E sem se dar por vencida,
A alma segue outro destino,
Com todo aquele desatino
Sentido com a partida.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 10 de maio de 2016


GLOSA – PASSADO TEMOR

O tempo passa e a memoria segue viagem,
Viagem que nos trazem boas e más lembranças,
São ecos fortes traçados pelas mudanças
Dos tempos sem tempo na sua passagem,
Lembranças levadas ao sabor da aragem.
Cada mágoa, cada queda, traz sua dor,
Vincadas na alma sem carinho e sem amor,
Na verdade que não gostamos de lembrar,
No desejo forte de querer voltar a amar,
Esquecendo todo aquele passado temor.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 9 de maio de 2016


 ABISMO DA NOITE

Naquele infinito do meu Ser,
Onde o amor procuro e vou buscar,
Sonho sentido no caminhar
Por onde medito este meu crer,
O silêncio gasto do sonhar.

Nessa ânsia que intensifica a dor,
Seus abismos, entre estrelas fito
Esse triste sonho em que medito,
Numa angústia que transpira amor,
Aquele belo amor em que acredito.

Sonho onde se mistura mistério,
Entre o céu e o abismo em ascensão,
Sem chegar a qualquer conclusão,
Se o grande amor será adultério,
Ou será apenas confusão.

E assim caminho nesta consciência,
Entre o abismo da noite e o lamento,
Entraves rijos do pensamento,
Desta minha já fraca existência,
Nesse triste e frágil sentimento.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 6 de maio de 2016


FRAGILIDADES       

Sempre aquele meu tempestuoso sonhar,
De um náufrago esperando a salvação,
Num mar tenebroso do coração,
Vontade crescente do libertar.

Fios de seda que prendem a mente,
Num casulo, com o tempo desgastado,
Relíquias trazidas daquele passado,
Teias apertadas que o corpo sente.

Ficar preso sem aquela vontade,
Casulo do corpo onde a alma se ausenta
E que por ela, também se alimenta.

Triste amor transformado em amizade,
Sem fortuna daquele destino ardente,
Aceitando um pouco de amor somente.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 5 de maio de 2016


JUSTIÇA PARA QUANDO?

Neste meu modo de viver,
Vestígio do tempo passado,
Lembra todo aquele desagrado,
Mantendo hoje, o meu descrer.

Sempre a mesma desilusão,
A boa justiça que morre,
A má que por lá sempre ocorre,
Aquele querer de esperança em vão.                                                                       

Angolanos que já não são,
Sem haver outra condição.

Pelo nascer o seu legado,
Dum país que lhe é negado.

Mais de meio mundo exilado,
De uma guerra que se agravou,
Naquele país que sempre amou,
Ter por lá, seu bem confiscado.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 4 de maio de 2016


VOLUNTARIADO

Quando se tem o dom da partilha,
No seu rosto, o espelho da bondade,
Não olhando o quê, nem para quem,
O mundo se torna maravilha,
No voluntariado da amizade,
Para quem partilha aqui e além.

Quando se faz do dar, a alegria
De um voluntariado em perfeição,
Dando sem esperar algo de volta,
Voando com aquela sua magia,
Arrebata todo o coração,
Em contraste com a vida revolta.

Na ajuda de quem mais necessita,
Sem ficar à espera de um pedir,
Fazer o voluntariado, amando,
Praticando o bem em que acredita,
Sem alarme e sempre com o sorrir,
Vai, na ajuda, um pouco de si dando.

Dar, não apenas bem material,
Mas também conforto e confiança,
Deixa quem recebe agraciado,
Com o elevar da fraca moral,
Naquele aparecer de esperança.
E quem dá, se sente desejado.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 3 de maio de 2016


LIVRE VOAR

Também serei um sentimental,
Se falar de tristeza constante,
E manter a alma sempre radiante,
Na esperança de qualquer mortal,
Com um coração forte, livre e quente.

E viver por gosto um sentimento,
Que o triste transforma em alegria,
Com aquele toque de bela magia,
Lançada no preciso momento,
Em que transforma a sua energia.

Ser eternamente um sonhador,
Querer amar e amar por amar,
Beber um pouco do que quer dar,
Sem nunca sentir e criar dor,
Com aquele amor livre no seu voar.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 2 de maio de 2016


DESPREZADO

Eles cantam, no ritmado trabalho,
Absorvem a vida na condição,
No correr, no chorar quebram a fronte,
Na triste vida onde não há atalho,
Para a felicidade de um coração,
Essa água pura na ilusão da fonte.

Do nascer do sol, à hora tardia,
Vai o trabalhador no seu rebanho,
Naquele seu vogar, sem ter um destino,
A mando de uma triste economia,
Que observe todo esse esforço tamanho,
Causador de todo esse desatino.

Seu esforço num trabalho grosseiro,
Sem ser, na justiça recompensado,
Jorra a fé na promessa sem verdade,
Daquele triste suspiro derradeiro
Que espera ser um dia, consagrado
Sem aquele último olhar de piedade.

Verdadeiro corpo da economia,
Seu esforço, cabeça de motor,
Que gira nessa roda da fortuna,
Trabalhando duro dia após dia,
No desprezo de ser trabalhador,
Simples cinza, desprezada na urna.

Carlos Cebolo
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domingo, 1 de maio de 2016


MINHA MÃE

No seu espírito guerreiro e protector,
Naquele passado saudável,
Minha mãe esteve sempre presente,
No educar, no encaminhar, no amainar da dor,
Sempre aquele seu carinho amável,
Que ainda hoje, no seu toque se sente.
Neste presente em corpo, fugiu-lhe a mente
Levada pela doença que a dominou,
Mas em espaços lúcidos da doentia mente,
Lembra os nomes dos filhos que criou.
Já não os reconhece na fisionomia
Que se lhe apresenta, envelhecida,
Comparada com a imagem guardada.
Mas quando lhe é anunciado o nome,
A  luz do seu olhar, deixa de estar apagada.
Ilumina-se-lhe o espírito e erradia alegria.
Aquela alegria que outrora se via naquela mãe protectora.
Rapidamente se esquece envolta em nostalgia,
Entregue à terrível doença dominadora,
Que traça o seu actual mundo no esquecimento.
Minha mãe, minha heroína, foi na minha juventude
O meu porto seguro, a minha âncora de salvação,
A quem recorria em momentos de aflição.
Minha mãe, por tudo que me deste,
Pelo grande amor que sempre tiveste,
Pela protecção que sempre demonstraste,
Aqui estou eu, para te agradecer minha mãe.
Muito obrigado mãezinha!...


Carlos Cebolo

sexta-feira, 29 de abril de 2016


ESPERANÇA

À soleira da sua alma, abre a persiana da esperança,
Percorre aqueles caminhos espelhados de pura dor,
E o seu olhar se perde na fragrância daquele amor,
Ainda cheio de emoção sentida nessa mudança.

Abre a janela de par em par daquela solidão,
Para deixar entrar essa fresca aragem do sentimento,
Que a esperança transporta consigo naquele triste momento,
Firmando a realidade sentida naquela ocasião.

Ao respirar, sente a alma aquela alegria de viver,
Na procura de olhar aquele horizonte de saudade,
Que a transporta neste voo de uma nova realidade.

Sente no peito aquele calor de um novo sol a nascer,
Que ilumina a soleira da alma aberta na perfeição,
Deixando aquela quente luz, entrar no seu coração.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 28 de abril de 2016


SORRISO

Há!... Esse teu sorriso seguro e encantador,
Enche a alma de um tempo, sem tempo no seu perder,
Sorriso floral, aberto que despreza a dor
Na ternura dos teus lábios, voltar a viver
Aquele sonho que conforta todo o grande amor.

Doce ternura do teu sorriso, branca flor,
Pétalas vivas, soltas da tua fresca boca,
De um perfume de aromas silvestres, sua cor,
Arco-íris floral que a natureza provoca,
Nesse teu doce sorriso que irradia amor.

Encantador sorriso de uma alma selvagem
Que contagia a própria flora da natureza,
Desse teu beijar de bela e fina linhagem
Que do teu corpo, se formou com toda a certeza,
Com esse amor que agora presto vassalagem.

Esse sorriso brilhante de moça madura,
Lábios quentes e doces, de vibrante mulher,
Numa fresca aguarela de incessante ternura,
Sempre predisposta ao amor, quando ele vier
E desfolhar num quente beijo, toda a doçura.

Carlos Cebolo
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FIOS DE SEDA

O invisível querer da alma,
Um grito silencioso,
Sem querer ser precioso,
A mente que se acalma.

Fios imaginados,
Seda pura do Ser,
Prende a alma no viver
E junta os seus bocados.

Sentir a liberdade,
No dormir, o lamento
Ao sabor daquele vento,
Que disfarça a igualdade.

No sonho a sensação,
No sentir solitário,
Guardado nesse armário,
Chamado coração.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 26 de abril de 2016


DEIXEM-ME SÓ NESTE LAMENTO

Deixem-me só, neste lamento,
Deixado pelo vendaval,
Neste meu triste roseiral.
Deixem-me só, neste tormento.

Deixem-me só, com esta dor,
Para muitos desconhecida,
Na tristeza da alma escondida.
Deixem-me só, neste pavor.

Deixem-me só, colher espinhos,
Da rosa bela que desliza,
Que acaricia como a brisa,
Neste vendaval sem carinho.

Deixem-me só, com esta pena,
Tristes quimeras que a alma implora,
Seco outono da verde flora,
De uma vida que foi serena.

Deixem-me só, com o sofrimento,
Com esta juventude perdida,
Num tempo sem tempo de vida.
Deixem-me só, no meu lamento.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/