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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quarta-feira, 30 de abril de 2014



TRABALHO

Árduo suor do seu Ser,
Glória de uma vida vivida,
Todo o seu padecer,
Na tristeza sentida,
Uma vida a trabalhar até morrer.

Seu corpo é lamento,
Dum trabalho forçado, mal traçado,
Lágrimas, sofrimento,
Sem choro resignado,
Ganha-pão, sem pão do seu vencimento.

Sem trabalho e ganhar,
Políticos do eterno Portugal,
Apenas sabem sonhar,
Com a vida imoral,
Fazendo crer que estão a governar.

Carlos Cebolo

terça-feira, 29 de abril de 2014

            
           
 DANÇA

Com movimentos de grande beleza,
Tentam prender a todos a atenção,
Os dançarinos cruzam com destreza,
Num rodar constante pelo salão,
No momento de alegria ou tristeza.

Com os corpos ondulantes ao vento,
Em belos passos que fazem sonhar,
Enchem de asas o livre pensamento,
Ouvindo só a música a toca,
Deixam no ar, o seu triste lamento.

Fantasias vividas na harmonia do som,
Com os violinos no seu doce lamento,
Os dançarinos mostram o seu dom,
Rodopiando num suave movimento.

Passos de dança em perfeita simetria,
Seja qual for o desejado momento,
Dançam sempre com enorme mestria,
Mostrando a leveza do sentimento.

A valsa e todo o seu movimento,
Pares de dançarinos entrelaçados,
É a dança preferida no casamento,
Sempre com movimentos ensaiados,
Mostram na dança o feliz sentimento.

O tango dançado com sentimento,
No corpo e alma dos seres divinos,
É amor com todo o consentimento,
Do espírito artístico dos dançarinos,
Que marcam assim o belo momento.

Carlos Cebolo





segunda-feira, 28 de abril de 2014

      

      NOITE

Assim se faz noite!... 
A luz dos teus olhos se esconde,
Nesse céu vazio de estrelas,
Com algo que acoite,
E também, algo que me ronde,
Com o brilho que sinto nelas.

Lágrimas soltas,
Num opaco lugar de dor,
Que ofusca o brilhante rei sol.
Nas tuas revoltas,
Sentidas na dor do amor,
Sinto-me preso ao teu anzol.

Teu olhar velado,
Que me obriga assim esquecer,
A cor do céu abençoado,
Neste padecer,
Sem ter o teu céu estrelado,
Sinto-me morrer.

Carlos Cebolo


sexta-feira, 25 de abril de 2014


ONDE ESTÁS HERÓI DE ABRIL?

Canta o cuco e a cigarra,
Neste país desalmado,
Militares no quartel,
O povo, no pega e agarra,
Mostra todo o desagrado,
De um Abril em cor pastel.

Dos heróis já não se fala,
Com os cravos fora de uso,
Liberdade para quem cala,
Aceitando o novo abuso.

Mordaça para o bom povo,
Trabalhador ser escravo,
Na ditadura de novo,
Está o povo sem cravo.

Esse Abril da liberdade,
O povo é quem mais ordena,
Dentro de ti, ó cidade,
Nem tudo já vale a pena.

Na perda da dignidade,
O político a roubar,
O que o povo libertou,
Já sem nacionalidade,
A Europa para amar,
O desemprego que herdou.

Onde estás herói de Abril?
O que foi feito de ti?
Portugal está febril,
Sem a luta que senti.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 24 de abril de 2014


REVIVER O AMOR

Teu corpo belo e ardente,
Dado com teu fervor,
Na mente está presente,
Calor do meu amor,
Preso na tua mente.

Gosto do teu olhar,
Teu cabelo e teu rosto,
Gosto do teu andar,
Dos teus lábios o gosto,
Com teu sabor a mar.

Gosto tudo que é teu,
Doce e fresco sorriso,
O corpo que me aqueceu,
Nesse tempo impreciso,
Com o amor que renasceu.

Gosto do Ser vulcão,
Que em ti também senti,
Ao pegar tua mão,
No amor que revivi,
Sem dor no coração.

Carlos Cebolo






quarta-feira, 23 de abril de 2014

    
ABRIL/LIBERDADE

Viver o momento com saudade,
Entre os cravos e os seus segredos,
Um canto de pura liberdade,
Pede o povo, ainda com seus medos.

Viver Abril neste Portugal,
Vidas perdidas, escravidão,
Democracia e todo o seu mal,
Trabalhador sem ter condição.

Com cravo vermelho na lapela,
Capitães de Abril na amargura,
O parlamento que assim revela.

A casa do povo sem o povo,
Essa liberdade que a segura,
Voz do povo calada de novo.

Carlos Cebolo



terça-feira, 22 de abril de 2014



UM PEDAÇO DE CÉU


Abro a porta dos desejos,
Da tua saudade mar,
O desaguar no teu leito,
Com o poisar dos meus beijos,
Nesse desejo de amar,
Toco suave o teu peito.

Da janela do meu quarto,
Olho um pedaço de céu,
E contemplando a magia,
Do sol infinito e farto,
No forte olhar que é só teu,
E que me enche de alegria.

Magia do amanhecer,
Visto no teu doce olhar,
Sombra nua e colorida,
Da luz suave do teu ser,
Que encanta o meu acordar,
Com a bela luz que irradia.

Luz que me traz teu sorriso,
A manhã que não termina,
Ambiente do belo meio
Que forma o meu paraíso,
Com a figura que me anima,
Minha mão no firme seio.

O teu pedaço de céu,
Que se faz apenas meu.

Carlos Cebolo


segunda-feira, 21 de abril de 2014

       

      LUZ

Assim o belo dia!...
O brilho dos teus olhos cintilantes,
Mais do que merecia,
Estes seres amantes,
Que em ti projectam a alegria.

Estranhas memórias,
Um halo de um feliz pirilampo,
As tristes vitórias,
Nesse infeliz campo,
Onde a luz dos olhos são glórias.

A noite se transforma,
Teu sorriso e tudo em ti reluz,
O Sol muda de forma,
Banhado com tua luz,
No amor que em ti se tornou norma.

Carlos Cebolo

sexta-feira, 18 de abril de 2014

       

      PERDIDO

Teu penetrante olhar, desnuda-me!...
Sinto o silêncio agudo da tua alma.

Tua alma muda acaricia-me,
Com pétalas no florescer da calma,
Onde me rendo à tentação do amor
E beijo ardentemente tua flor.

Ali sinto o suspiro perfumado,
Do beijo ardente da flor da paixão,
Liberto do teu sorriso rasgado,
Que acalenta o meu pobre coração.

E naquela sedenta madrugada,
O romper do meu sonho na magia…

Magia onde reconheço o desejo,
Daquele momento que se esqueceu,
No tempo íntimo do teu doce beijo,
Nesse outro espaço que é só meu e teu.

Perdido me encontrei no teu amor,
Pétalas espalhadas pelo chão,
Ao desflorar tua tão bela flor.
Reacendi o fogo da paixão.

Carlos Cebolo


quarta-feira, 16 de abril de 2014



CHOCOLATE

Nesta magia da cor,
Alma livre, doce e quente,
Chocolate o teu sabor,
Com esse teu sangue ardente,
Ao mundo mostras amor.

És loiça de fino trato,
Beleza que dá vertigem,
Ao natural, teu retrato,
Em África tua origem,
O cacau de verde mato.

Tua pele aveludada,
Cor de destino traçado,
Também foste maltratada,
Neste Mundo abençoado,
Também és muito adorada.

És chocolate pimenta,
Sabor doce apimentado,
Que neste Mundo alimenta,
Aquele amor encantado,
De uma alma que se inocenta.

Chocolate cor paixão,
Sexualidade explorada,
Bem aquece o coração,
Daquela alma apaixonada,
Sem ter outra condição.

Chocolate doce e quente,
Odor a âmbar e canela,
Mistura pimenta ardente,
Com teu corpo de donzela,
E florais da tua mente.

Cacau na transformação,
Com a beleza que gerou,
Na mulher de perdição,
Que seu corpo mutilou,
Seguindo a religião.

África triste destino,
De nascer para sofrer,
No chocolate divino,
Que procura renascer,
Como se fosse menino.

No Mundo civilizado,
Amada na sua cor,
Cacau aromatizado,
Dá seu corpo sem pudor,
Com o pecado guardado.

Por ele serei guloso,
A doçura que se quer,
É doce, quente e gostoso,
Como o corpo da mulher,
Que também é saboroso.

Trazer a cor do pecado,
Com um corpo sedutor,
Será cálice fechado,
Nos aromas desse amor,
Mesmo sem ser fecundado.

Carlos Cebolo


terça-feira, 15 de abril de 2014


TEU SOFRER

Pura inscrição do amor,
Abre portas que se encontram fechadas,
Com todo o seu calor.
Feridas encerradas,
Neste Mundo, provoca a sua dor.

Nesse teu sonho triste,
Um descanso na paz não é senão,
O fim que nele existe.
O desespero em vão,
Onde o teu querer ser feliz resiste.

Na procura do ser,
Há um amor imenso mais real,
Nesse teu padecer.
O teu querer é mais que natural,
Com esse teu sofrer.

Carlos Cebolo
https://carloscebolo.blogspot.com/

segunda-feira, 14 de abril de 2014


VERSOS DE AMOR

Gostar, gosto da poesia,
Amar, só a ti te amarei,
Meus versos, são minha histeria,
O poema que te dediquei,
Mostra toda a minha magia.

Nestes belos versos de amor,
Com o coração palpitando,
Sem juízo com sua dor,
Pelos becos e cantos ando,
Cantando todo este fervor.

Para necessário vencer,
A triste angustia deste amor,
Que sinto só por te querer,
Ao meu lado com teu calor,
Para nunca mais te esquecer.

Destino traçado e perdido,
Neste momento que parou,
Sem ter o teu amor querido,
Naquela dor que ele criou,
Com o meu coração ferido.

Qualquer coisa que não a vida,
Sem sentir o meu coração,
Nesta triste dança vivida,
Viver sem outra condição
E dar a vida por perdida.

Carlos Cebolo
https://carloscebolo.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de abril de 2014

      
     BREVE ILUSÃO

Na brevidade de um sentimento,
Como se o vento que sopra a vida,
Fosse ilusões que se fazem presentes.

Na igualdade do breve momento,
A luz do Sol, em nuvens retida,
Levando-a em direcções diferentes.

Para além dos seres do profundo,
O grande oceano surge imponente,
Lavando as ilusões deste Mundo.

No nascer dos deuses e dos mitos,
A mente procura ressuscitar,
As lágrimas salgadas do mar,
Que brotam dos teus olhos aflitos,
Nos teus breves momentos do amar.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 10 de abril de 2014


MOLDURA

Estampa colorida do teu olhar,
Na moldura rija que sorri,
Quando olho para ti
E vejo-te no meu sonhar.
Olho-te por trás do espelho,
Onde o teu sorriso carmim,
Parece quer dar-me um conselho,
Sorrindo para mim.
Como reflexo de água que me abraça,
Nas noites sem dormir,
Lembrando a minha desgraça
E o futuro que há-de vir.
Enquanto tento fechar a pestana,
O sono fecha os elos da moldura,
Com a tua beleza que não engana,
Fazendo-te mais madura.
Sinto a tua alegria,
No esvaziar da alma,
A beleza que acalma,
Na magia da poesia.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 9 de abril de 2014

       
     
VIAGEM

Sem saber qual o sentimento,
Que me desvia do caminho,
Sempre que penso viajar.

São as condições do momento,
A incerteza do carinho,
Neste constante caminhar,
Que traça assim o meu pensar.

Na viagem de uma vida,
Que se dá assim por perdida,
Neste sentimento de dor,
Com arranjos florais de amor,
Nem sempre do nosso contento,
Ferem de morte o sentimento.

Querer viajar sem destino,
Nas asas do seu pensamento,
Forma na mente o desatino,
Na confusão do sentimento.

É a sina do Ser amante!...

O correr mundo na alegria,
Do encanto e sua magia,
Ir ao encontro da amizade
Virtual da realidade,
Com todos os momentos criados,
Vividos e também amados,

Formam ânsia no inconstante!...

Carlos Cebolo


terça-feira, 8 de abril de 2014


PROCURA DO AMOR
Dos erros, má fortuna se apossou,
Em sua perdição que conjuraram,
Na triste sina de quem nunca amou,
As dores dos amores que passaram.
Esperança de algum contentamento,
Nos amores onde só viu enganos,
Com as cores vivas do seu tormento,
Os erros de percurso dos seus anos.
No querer para ele, amor somente,
Das dores e causas que passaram,
Dos seus erros, surgiu amor ardente.
Não vendo no amor, senão triste dor,
Que as duras tormentas lhe ensinaram,
Na procura constante desse amor.
Carlos Cebolo

segunda-feira, 7 de abril de 2014


CREPUSCULAR
Agarra-se o grito negro, na noite fria,
Foices solares, decepam escuridão.
Rei Sol aparece na aurora que sorria,
Acordando outras aves com o seu clarão.
No sonhar solto de uma triste alma ferida,
Não há nada que nos acorde desta maleita,
Deste sonho que nos prende na cama perdida,
Com seu campo de nuvens, a dor que se aceita.
Amargo cálice do licor matinal,
Saboreando o sol que desponta na cor
E ouvindo os tristes sons da noite final.
Sons que não magoa o corpo, mas fere a alma,
Logo desponta o dia no seu esplendor,
Transportando alegria que produz a calma.
Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/

sexta-feira, 4 de abril de 2014



ETERNA DOR

Deixa de sofrer assim!...
Esquece se algum dia choraste,
E se choraste por mim,
Lembra o que amaste,
Recorda os belos momentos sem fim.

No teu e no meu sentir,
Juntos choramos e amamos a dor,
Sabemos por onde ir,
Com esse grande amor,
Que, para além do tempo nos faz rir.

Deixa de sofrer amor!...
Esse momento de felicidade,
Duradouro no calor,
Do corpo e idade,
Foi a causa da nossa eterna dor.

Carlos Cebolo

carlosacebolo.blogspot.com/

quinta-feira, 3 de abril de 2014



RECORDAÇÕES

Teu corpo é um rio, onde o amor corre,
Na procura do feliz desaguar,
Onde a esperança nunca morre.

Olhos tristes no amor desejado,
Dor que teus lábios querem beijar,
No resguardar do velho pecado.

Nessa tua boca dos desejos,
Onde vêm os cântaros encher,
Toda a doçura mel, dos teus beijos,
Sinto e vejo os teus sentimentos,
Na água que adoro poder beber
E recordar os belos momentos.

Esses belos peitos que são ninhos,
Onde poiso meus beijos molhados,
E sinto palpitar teus carinhos.

São seixos de bela porcelana,
Talhados com a mais bela mestria,
Por lágrimas que a ninguém encana.

Dor sentida nos belos momentos,
Na saudade da falta de amor,
De quem se esquece dos sentimentos.

Recordo com mágoa tua vida,
Nos sonhos cor-de-rosa sentidos,
Com toda a amargura ressentida.

Pequenos momentos recordados,
Momentos que são apenas teus,
Ainda no coração guardados.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/







quarta-feira, 2 de abril de 2014



SORRISO DE CRIANÇA

Que coisa linda de se ver,
Neste Mundo que rola e avança,
O sorriso no amanhecer,
Entre os lábios de uma criança,
Programada para nascer.

Alegria contagiante,
Esse sorriso da alegria,
Trás os sonhos de um gigante,
E na vida a sua magia,
Da felicidade constante.

Que pequerrucho encantador,
Magia da continuidade,
O belo sorriso do amor,
De uma flor na tenra idade,
Que mostra todo o seu valor.

É resplandecente este amor,
Entre suas faces rosadas,
É luz que transmite calor,
Com suas graças desejadas,
O seu sorriso amaina a dor.

Mesmo não sendo programada,
No seu nascer trás alegria,
E passa a ser criança amada,
No calor da bela magia,
Não deixa de ser abençoada.

Carlos Cebolo


terça-feira, 1 de abril de 2014

       

      ENJEITADO

Soltam-se os ventos no pólo
Lágrimas sem terem cor,
Uma criança no colo,
Fruto do verbo sem dor,
Todo este meu consolo.

Os braços que o embalam,
Falam sem nada fazer,
Fortes ventos que falam,
Sem nada querer dizer.

Sonho desfeito no amor,
Tem só a maternidade,
Que o protege da cor,
Numa outra irmandade.

Nasceu o menino assim,
Órfão de paternidade,
Uma flor no seu jardim,
Sem poder e sem maldade,
Com o cheiro do jasmim.

No berço foi rejeitado,
Sua sorte foi madrasta,
Sem lhe deixar um legado,
Nesta vida que se arrasta,
P’ra formar o seu reinado.

Sua mãe não é ninguém,
Que lhe possa assim valer,
Dois avós somente tem,
Neste Mundo p’ra vencer.

Assim cresceu o menino,
Entre flores do jardim,
Sem nunca perder o tino,
Nunca conheceu seu fim.

Homem de honra se fez,
O enjeitado sem fim,
Também teve sua vez,
Neste mundo de Caim.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/