Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

terça-feira, 31 de julho de 2012


           
               O meu mar
                     31/07/2012

Espelho de água cristalina e pura,
Dum mar salgado com lágrimas de mulher,
Onde o olhar se fixa na saudade do inexistente,
No silêncio quebrado pelo teu olhar.
Nas figuras imaginadas nas ondas em crista,
Sinto o teu perfume em aromas de doçura,
Num sorriso rasgado que a mente quer,
Trazidas à luz pelo teu suspiro apaixonante.
Oiço o sussurro das ondas do mar,
Em lágrimas de solidão que o tempo regista,
Na mente insegura desta doce loucura,
Ao lembrar esse teu esbelto corpo de mulher.

Neste mar azul que vejo no seu infinito,
Poder nadar nas calmas ondas do prazer,
Procurar a sorte no momento que nunca tive,
Ouvindo nas suas águas, o teu próprio grito.
Um chamamento constante no meu anoitecer,
Com a grande vontade de também ser livre,
Para poder entrar no mundo das sereias,
E contigo correr, nas douradas areias.
Ao teu lado, ver o pôr-do-sol ao anoitecer,
Contigo voar por este imenso mar,
Com este grande amor que me faz renascer,
E os teus carnudos lábios poder beijar.

Carlos Cebolo

segunda-feira, 30 de julho de 2012



Cabelos da cor do Sol
                27/07/2012

Da cor do Sol, tiraste a cor dos teus cabelos,
Loiros, cor de trigo de beleza sem ter par;
Tua pele macia e branca contrasta com o luar,
Fazendo nas noites, os meus sonhos mais belos,
Na lembrança do teu belo corpo poder amar.

Sentir tuas mãos, tocarem o meu corpo moreno,
No contraste da beleza alva com o bronzeado,
Intensificar o amor que no corpo tenho guardado;
Fazer flutuar pelas nuvens, o meu espírito sereno,
E lembrar para sempre, o teu belo corpo adorado.

Sentir a tua imagem loira apertada nos meus braços,
Com os teus lábios carnudos no meu corpo quente,
São delírios constantes que a minha pobre alma sente,
Poder, na tua pele macia, desenhar os meus traços,
Para no meu coração sentir, o teu amor presente.

Ao tocar teus sedosos cabelos da cor do ouro,
Sinto a grande fúria dum quente vulcão alado,
Que do meu corpo, o teu belo calor me é dado,
E guardo com todo o cuidado de um tesouro,
No cofre-forte do meu sofrido espírito fechado.

Loucuras sentidas no simples toque da tua pele,
Suplicas e clemências do corpo a mim entregue,
Rubor no rosto e ternura perfeita que se consegue;
Na volúpia dos movimentos que não se repele,
Nos traços de magia que no amor se prossegue.

Carlos Cebolo






FLOR DO MEU SENTIR
               30/07/2012

O meu amor!...
A minha flor!....
Sem o teu Sol não vai florir.
Procuro o teu sentir,
Nesta minha constante dor.
Desejo o teu corpo amar,
Como a praia deseja o mar,
Com a onda que bate forte,
Sem causar a sua morte,
E no seu movimento enrolar.

Vivo o desejo da mente,
Quando estás presente,
Procuro o teu corpo despido,
Com tudo o que faz sentido,
E com a alegria que se sente.
Na magia do amor,
Sôfrego pelo teu odor,
Desejo o teu doce néctar sugar,
E o teu cálice poder beijar,
Refrescando o teu calor.

Vivo a fantasia,
Da lucidez que se cria,
Do nosso amor maduro,
Na promessa que te juro.
Serei alma viajante e fria,
No silêncio dum sonho acabado,
Pelo pecado realizado,
Na traição que o corpo sente,
E que tu manténs presente,
Lembrando o meu pecado.

És o meu desafio,
O calor que aplaca o frio,
No mistério da sedução,
Que arrebata o coração,
A quem o meu corpo confio.
És flor na minha alma,
A tempestade que me acalma,
O meu desejo sensual,
O doce perfume matinal,
Que refresca a minha alma.

No irresistível calor da traição,
Fortalecer a nossa união,
Na ansiedade do corpo,
Renascer o amor morto,
Intensificar a nossa paixão.
Chamar por ti na madrugada,
Sem resposta adiada,
Ouvir o teu chamamento,
Naquele belo momento,
Da felicidade esperada.

O doce brilho do teu olhar,
È por do Sol à beira mar,
Numa linda noite de verão,
No trópico da minha visão,
Quando te procuro amar.
É delírio constante,
Poder ser teu amante,
O instinto animal sossegar,
E na pele, o teu brilho apreciar,
Como se fosse um diamante.

Assim é o meu amor,
Na conjugação do teu sabor,
Em sentido provocante,
Quando bebes o espumante
E sentes o seu doce odor.
É como fruta suculenta,
Na volúpia da tormenta,
Do vício que dá prazer,
No clímax que se vai ter,
E que a nossa sede alimenta.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 26 de julho de 2012



PUDESSE EU!...
   26/07/2012

Pudesse eu ser o teu pensamento,
Ser a tua música no lindo momento,
Ser teu desejo na doce tentação,
Ser a água que apaga o teu vulcão,
Para acabar com o teu sofrimento.
Pudesse eu tocar a alma sonhadora,
Ser para ti, a tua bela musa sedutora,
Ser melodia no silêncio do prazer,
Ser o forte feitiço que te faz tremer,
Como a mágica caixa da linda Pandora.

Pudesse eu amar-te eternamente,
Na tua vida estar sempre presente,
Oferecer-te a estrela da minha magia,
Fazer da tua presença a minha alegria,
Viver a eternidade que o amor consente.
Pudesse eu criar para nós o belo instante,
Fazer do instante, permanência constante,
Ser teu vício na embriaguez do amor,
Aplacar sempre com beijos a tua dor,
Fazer de ti o meu precioso diamante.

Pudesse eu acabar com esta ansiedade,
Fazer do meu querer a eterna verdade,
No teu sorriso o meu beijo depositar,
Apagar o meu fogo sem te queimar,
Viver ao teu lado, a nossa eternidade.
Pudesse eu vislumbrar o nosso mistério,
Possuir-te sem provocar um adultério,
Amor, dado e recebido com a emoção,
Sem causar qualquer mal ao coração,
Fazer do nosso amor um caso sério.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 25 de julho de 2012



INCÓGNITA
   25/07/2012

Sinto uma ansiedade…
Uma chama tremula dentro de mim,
Um arrepio na pele,
Não sei!...
Mas é um desejo, tenho a certeza.
Quero dar e receber.
Sem pecado,
Sem paixão,
Sem dor,
Sem sofrimento,
Sem te perder.
Amar sem ser errado,
Sem ter condição,
Somente amor,
Num belo entendimento,
Deixar acontecer,
Parar o tempo esperado.
Sonhar!...
Uma esperança renascida,
Sem tabus,
Desenhar
A tua alma despida,
Nos nossos corpos nus.
A loucura do desejo,
Na incógnita do crer;
Respirar a paixão,
Em ondas de prazer,
No sabor do teu beijo,
Sentidos no coração.
Corpos quentes,
Fantasias,
Amor eterno,
O sorriso da lua.
Sermos crentes,
Sem histerias,
Ser moderno,
Quero-te nua…
Nesta minha ansiedade,
Dum sonho acordado,
Liberto o pensamento.
Amar sem ter maldade,
Abraçando o corpo amado,
E guardar o belo momento.

Carlos Cebolo

terça-feira, 24 de julho de 2012



GALOPA O CAVALO EM LIBERDADE
            24/07/2012

Galopa o cavalo em liberdade,
Feliz no seu livre pensamento,
Ama a vida e o belo momento,
Que ainda vive com a mocidade.
O sonho tornou-se uma realidade,
Duma vida tão triste e diferente,
Que sempre duvido o que sente.

Numa meta que não cumpriu,
Ser livre como o cavalo veloz,
Sempre que o povo teve voz,
Nas decisões que se proferiu.
A mentira que o povo sentiu,
Por muito falar não convence,
Da tragédia que o povo sente.

A memória de quem tem esperteza,
Para ser doutor sem ter canudo,
Deixou o país para sempre mudo,
Por ser brando, na sua natureza.
Do costume, tem o político a certeza,
Falar bem, põe o povo contente,
Apelar à grande dor, que o povo sente.

Tudo o mais é conversa ligeira,
O importante é aumentar a distância,
Fazer leis para alimentar a ganância,
Que esta crise não é brincadeira.
O povo pobre, vive à sua maneira,
Que o bom político assim consente,
A alegria que no futebol, o povo sente.

Carlos Cebolo






segunda-feira, 23 de julho de 2012



Encantamento
      23/07/2012

Minha linda sereia morena,
Sei que tudo vale a pena.
Cair no teu encantamento,
Guardar o eterno momento,
No teu olhar a minha cena.
O teu apurado sexto sentido,
No meu desejo cometido,
Germinou em mim a semente,
Da cobiça que o corpo sente,
No teu sorriso divertido.

Sem quereres ser admirada,
Passaste a ser cobiçada,
Pela tua estonteante beleza,
Que me deixou na incerteza,
De te querer, por minha amada.
Sem poder outro passo dar,
Por não te querer magoar,
Olhares cruzados que se sente,
O perigo constante presente,
Por não te poder amar.

Desde o momento em que te vi,
A alegria do momento que vivi,
Sem poder de ti, os olhos tirar,
Senti igualdade no teu olhar.
Por não ser livre, estremeci,
Com uma dor forte de paixão;
Procurei enganar o meu coração,
Guardando para mim somente,
A dor que a minha alma sente,
Sem ter outra condição.

O feitiço do teu doce olhar,
Que o meu se atreveu a cruzar,
Provocou o feitiço que sufoca,
Desejando beijar a tua boca,
E o teu belo corpo poder amar.
Infortúnios da dura realidade,
Nos meandros da boa amizade,
Que em nós nasceu de repente,
E que todo o meu corpo sente,
Travado pela moralidade.

Carlos Cebolo

sexta-feira, 20 de julho de 2012



CRISÁLIDAS EM FLOR
       20/07/2012

Crisálidas em flores,
Mariposa menina,
Essência da cor;
Com os seus amores
E tudo o que me fascina.
Suspiros duma flor,
Em choros de solidão,
Atormentam o coração,
Como a forte cocaína.
Pétalas esquecidas,
Na alma escrita,
Com o respirar da emoção,
Da dor que não se domina.
É o silêncio da saudade,
Na sensação das carícias,
Surpresa da tentação,
Que a mente anima
Num mundo de tradição.
És borboleta formosa,
De cores garridas,
Com voar ondulante,
Que te torna apetitosa.
Com tuas vestes despidas,
A loucura do instante,
Da tua boca gulosa,
Fazes-me teu amante.
Tua alma despida da solidão,
No sabor do teu beijo ardente,
Procuras refúgio constante,
Na brisa sussurrante da emoção,
Onde me encontro presente.
A ansiedade do instante,
Afagada com um beijo doce,
Aplaca o teu desejo ardente,
Como se meu sempre fosse.
Paixão!...
No teu corpo queimado,
Seda branca cobre os teus seios,
Aumentando o meu desejo.
Procuro liberta-los com cuidado,
Utilizando os diversos meios,
E deposito neles um húmido beijo.
Corpo quente, escaldante odor,
Libertado pela tua pele nua,
Intensificam o nosso amor,
Iluminado pela luz da lua.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 19 de julho de 2012



MAR DE SOLIDÃO
 19/07/2012

Neste imenso mar de solidão,
Onde navego sem ter destino,
Dispo a alma do sofrimento,
Do tempo que era um menino.
Acordo à noite com aflição,
Sem deixar fugir um lamento,
Lembrando o triste momento
Em que deixei a terra natal.
Procuro a juventude perdida,
Deixada naquela terra morena,
Onde a aventura valia a pena.
Lembrança que trago guardada,
Do povo a quem não quero mal,
E daquela terra que tanto amava,
Recordo tudo que ela nos dava.

Longe da sorte sem outra condição,
Navego sem ter rumo e sem norte,
Com um presente sem ter passado,
Traçando assim, a minha boa sorte.
Trago a boa luz à minha escuridão,
Apagando o mal, por mim herdado,
Por descendência do meu passado.
Aquela terra vermelha adocicada,
Com palmeiras juntinho ao mar,
Foi-me oferecida por nascimento,
Naquele belo e alegre momento,
Que a mãe sorriu para não chorar.
Serás sempre minha terra amada,
Esteja eu, onde estiver presente,
Com amor que o bom filho sente.
Carlos Cebolo


MELODIA DO SILÊNCIO
          18/07/2012
Oiço a tua linda melodia,
No silêncio da madrugada,
Como uma despedida adiada;
Do destino que não queria,
E o amor que não merecia.

A loucura do desafio percorrer,
Destruir todas as esperanças,
Neste teu triste mundo aparecer.
Amar, sem ter nada que temer,
Cuidando que não haja mudanças.

Gosto de ser o teu eterno vicio,
Amor sedento de espumante,
Alucinações do seu malefício,
Vivido e sentido sem sacrifício.
Ser para ti, o teu fiel amante.

Viver este prazer selvagem,
Sentir a loucura da união,
Na minha pele, a tua imagem,
Construída na tua passagem,
Com paragem no meu coração.

Esta melodia do silêncio,
Em versão por mim cantada,
Ao som do fogo de artifício;
Toca na magia do auspício,
Da nossa vida amaldiçoada.

Toco-te com os lábios e pecados,
No seios que beijos profanaram,
E que não tinham sido tocados,
Por serem lindos como bordados,
Que os meus beijos amaldiçoaram.

Foste minha na boa plenitude,
Do infinito amor constante,
Que a própria magia consente;
Sem olhar à nossa juventude,
Com o amor sempre presente.

Carlos Cebolo


terça-feira, 17 de julho de 2012



MINHA TERRA, SUA GENTE
             17/07/2012

Passos guiados na noite escura,
No silêncio da mata o inesperado,
Os sons que ainda trago guardado,
Dos belos anos da minha aventura.

Sons belos que o imaginário segura,
Em memórias do meu belo passado,
Ficará para sempre aqui confirmado,
Lembrando a minha pobre amargura.

Umas belas férias foram lá passadas,
Onde vivi a minha vida em plenitude,
Com lembranças que ficaram guardadas.

Daquela bela terra vermelha onde nasci,
Onde amei e passei a minha juventude,
Recordo o triste dia, em que te perdi.

Carlos Cebolo


sexta-feira, 13 de julho de 2012




NEGRA
13/07/2012

Negra é o tom da tua pele,
Macia,
Aveludada,
Acariciada.
Cor de destino traçado,
Incompreendida,
Maltratada,
Amaldiçoada.
Mulher do mundo encantado,
Escrava dorida do amor,
Duma juventude perdida,
Que ao Mundo se tornou flor.
És mulher da minha terra,
Cedo amadurecida,
Vendida,
Na tristeza sentida.
És menina mulher,
Mulher menina,
Sexualmente explorada,
Vencida,
Humilhada.
És tulipa negra,
Africana,
Angolana,
De beleza sem igual,
Explorada como animal…
És humana…
Que a beleza não engana.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 12 de julho de 2012


       

         SILÊNCIO
            12/07/2012

No silêncio da alma,
Um grito que não acontece,
Palavras que não digo,
Nesta triste noite calma.
O meu corpo estremece,
Sonho contigo…
És o meu anjo alado,
Meu demónio enlouquecido,
Meu espelho dourado,
O tormento esquecido.
Segredos por contar,
Deste meu tormento sofrido,
Na mudança do meu sonhar,
Sonho contigo.
Lembro-me do teu sorriso,
Recordo o som da tua voz,
Em melodia de encantar,
Que me leva ao paraíso.
Intolerância,
Desilusão,
Tormento atroz,
Uma vontade de dançar.
Ventos da abundância,
Na escassez da solidão.
O êxtase da entrega,
Na luz do prazer…
Intenso delírio,
Que o meu corpo carrega.
Ondas de ternura,
Neste triste amanhecer,
Na lembrança do martírio,
Desta dor que perfura.
Neste meu silêncio adormecer,
Sem forças para seguir em frente,
Sonhar com a eterna paixão,
Sem nunca te compreender,
Neste meu inverno presente.
Tocar essa tua pele formosa,
Em delírios de ilusão!
No meu silêncio adormecer,
Numa noite maravilhosa.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 11 de julho de 2012



MUNDO VELADO
          11/07/2012


Aos olhos de quem fica,
Visto de uma certa maneira,
A partida de quem acredita,
Numa vida mais verdadeira.

A saudade de quem parte,
Sem de nada ter a certeza,
Procura imaginar com arte,
A escuridão com clareza.

O desconhecido que atormenta,
A alma que se encontra velada,
Com um destino que se agita,
No desassossego da vida passada.

Mundo velado, frio e sombrio,
Na escuridão do céu infinito,
Espera-se o aconchego do sudário,
Com Cristo, nosso senhor bendito.

Com a esperança da luz alcançar
Percorre-se o túnel escuro e frio,
Para o verdadeiro amor encontrar,
Depois de se deixar o calvário.

Na luz de Cristo Nosso Senhor,
Com o perdão do pecado carnal,
Confiamos no seu grande amor,
Para libertar o nosso mal original.

Carlos Cebolo

terça-feira, 10 de julho de 2012


       
   TONS RUBROS
              10/07/2012

Tons rubros na tua pele molhada,
Em sinais de verdadeira alegria,
Sentida na ausência da madrugada,
Afastaram de ti a sentida nostalgia

Sentir-te na magia da noite adiada,
Arder de prazer em toques de magia,
Viver a eterna noite sem madrugada,
Nos teus braços, o amor que se sentia.

No teu olhar sentir o desejo ardente,
Da união do côncavo ao convexo,
Que dos nossos corpos, o amor sente.

Amante em dunas de paixão ardente,
Sentindo o intenso cheiro de sexo,
No vulcão do teu belo corpo presente.

Carlos Cebolo

segunda-feira, 9 de julho de 2012



JUVENTUDE PERDIDA
             09/07(2012

A minha mocidade outrora eu vivi
No belo país em África plantado;
Dias felizes e tormentos que sofri
Naquele belo país, por mim amado.


Naquela terra, belos frutos eu colhi,
Tudo o mais ficou bem guardado;
Nas belas noites de luar também sorri,
Mas agora eu choro o meu passado.


Da juventude vivida sempre com graça,
Recordações apenas, ficaram guardadas;
Na memoria do triste tempo que passa…


O tempo avança, e para trás não volta,
Juventude perdida, peles enrugadas…
São lembranças e suspiros que se solta.


Carlos Cebolo

sexta-feira, 6 de julho de 2012


    
      TUA PRESENÇA
               06/07/2012

Tua presença sentida no momento,
Deixa compreender o sofrimento,
Da loucura deste meu amanhecer,
Sentido no meu constante padecer,
Em lembranças de forte sentimento.
Cansei-me de tanto te procurar,
Neste tempo incerto para te amar,
Vejo-te constantemente distante;
Mesmo assim, sou teu fiel amante,
Com lágrimas sentidas à luz do luar.


Oiço com prazer o teu chamamento,
Em som profundo de triste lamento,
Ávido pelo teu doce mel ilimitado,
Que do teu esbelto corpo é libertado,
Em provocantes ondas de movimento.
És malícia que o meu corpo ressente,
Na sintonia do teu doce beijo quente.
Outrora, sentida na perfeita comunhão,
Que acendia o fogo da nossa paixão,
Em gesto teu, agora sempre ausente.
Carlos Cebolo


quinta-feira, 5 de julho de 2012




ILUSÕES
05/07/2012

Ilusões!
Apenas ilusões.
Vejo Angola em crescimento,
Citadinos,
Provincianos,
Aldeões.
O povo e o lamento!...
Luanda dos palatinos,
O país dos desenganos.
A economia a duas velocidades,
Políticos na corrupção,
Injustiças das precariedades,
O povo sem condição.
Trabalhadores desorganizados,
Sindicados inexistentes,
Grupos protegidos.
Cibernéticos desesperados,
Revolucionam os inconscientes,
Com argumentos sugeridos.
Uns apoiam o presidente,
Outros criticam os governantes,
A verdade que o povo sente,
A alegria dos comediantes.
Bandeiras desfraldadas,
Partidos em desunião,
Ideologia desfigurada,
O partido que quer ser Nação.
Uma bandeira Angolana,
Sem partido associado,
O símbolo que se reclama,
Para o país, por nós amado.
Já é tempo para alterações,
Um hino e uma bandeira,
Para se evitar comparações,
Com a república da bananeira.

Carlos Cebolo

 Note-se que nenhuma das bandeiras é de minha autoria. Apenas as retirei da "NET" tal e qual como estão. Para mostrar as diversas bandeiras que flutuam em Angola e nenhuma é realmente de Angola país.

quarta-feira, 4 de julho de 2012



AMOR AUSENTE
         04/07/2012

Saudades que o corpo grita,
Enquanto a tua alma chora,
Com a dor que te apavora;
Das emoções que acredita,
E das preces que medita,
Por ter uma outra condição,
Neste teu mundo de paixão.

Sentir o teu corpo quente,
Na minha cama deitado,
Num gesto experimentado,
Que o meu desejo consente;
Da saudade que se sente,
Bem no fundo do coração,
Escutando o som da paixão.

Neste mundo desordenado,
Com desamores inconstantes,
Procura-se os bons amantes,
Lamenta-se por se ter errado,
Na escolha do anterior amado.
Com tão desmedida ambição,
Que em tudo, se vê simulação.

Saudades dos tempos passados,
De uma vida sã e bem formosa,
Que mais tarde se fez mentirosa,
Dos sentimentos bem guardados,
Nos corações dos apaixonados;
São hoje uma triste recordação,
D’um mal causado, sem condição..

Perdão de um amor ausente,
Que ao mundo se escondeu,
Na felicidade que não mereceu,
Por não se encontrar presente,
Na paixão que o mundo sente;
Forma hoje, um forte cordão,
No frágil e sofrido coração.

Carlos Cebolo


terça-feira, 3 de julho de 2012


   

  TEMPO PASSADO
            03/07/2012

Com todo este tempo já passado,
Quanto tempo! temos de esperar?
Para ver esta dor no peito passar!
O nosso passado deixar guardado
E para a nossa terra, poder voltar.

Esquecer as nossas quezílias antigas,
A política que não soubemos jogar,
A grande dor que nos fizeram passar;
Esquecer todas as velhas intrigas,
E aquele nobre povo voltar a amar.

São delírios que o nosso povo sente,
Da velhice do corpo que se padece,
Na ânsia da alma que não adormece;
A esperança da juventude na mente,
Com o futuro risonho que se merece.

Com todos aqueles dias de confusão,
A ver os sentidos que prevaleceram,
E que muitos, inocentes morreram;
Em nome de uma fingida revolução,
Feita com a dor que não merecemos.

Mesmo assim, pensamos ajudar,
Aquele povo que muito amamos,
Quem já esqueceu o que choramos;
Com a perda do querido familiar,
Numa triste luta que não travamos.

Tempos passados, presentes sofridos,
Sons de um povo que grita e geme,
Sempre à deriva por perder o leme;
Em rotas e rumos para sempre idos,
Espera de um futuro, que não se teme.

Tempo passado que atrás não volta,
Seguir em frente é o nosso destino,
Lembrar o passado sem perder o tino;
Dando asas ao espírito que se solta,
Confiando sempre no Ser Divino.

Olho de longe à procura de esperanças,
Pensar em voltar, está fora de questão!
A maneira como foi feita esta revolução,
Não admite poder pensar em mudanças,
Restando-nos apenas a boa recordação.

Carlos Cebolo

segunda-feira, 2 de julho de 2012



ROMEU E JULIETA
            02/07/2012

Sinto o teu gosto nos meus lábios,
O forte toque do teu corpo no meu;
Respiro a suave mistura da frescura,
Que o teu doce odor me ofereceu.
Tua língua em dança de gestos sábios,
Provocam em mim uma doce loucura,
Potenciada com a magia da ternura.
Sinto por ti, uma tão forte ansiedade,
Num delírio de chama incandescente,
Que faz acender o fogo do coração,
E desperta em mim, o apagado vulcão.
Este desejo que sinto na alma ardente,
Faz-me desejar a vida em liberdade,
Com que Romeu e Julieta sonharam,
No romance que outros amaldiçoaram.

Liberto-me em fantasias do silêncio,
Banho-me em mergulhos de magia,
Deslizo-me na frescura da tua pele nua,
Que nem surfista em onda de alegria.
Do teu coração, oiço o doce lamento,
Apenas presenciado pela luz da lua,
Na paixão da loucura que é só tua.
Sinto na minha pele um toque ardente;
Dos beijos que me deixam queimado,
Que dos teus lábios, saem constantes,
E provoca em mim, suspiros delirantes.
Tuas carícias fazem-me sentir abençoado,
Entregues à paixão que o corpo sente,
Em contos de fantasias que se sonharam,
Nos amores que os deuses amaldiçoaram.

Carlos Cebolo