Acerca de mim

A minha foto
Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

EMOÇÕES


               I
São coisas velhas eu sei,
A nossa recordação.
São coisas que lá amei,
E vejo com emoção.

O tempo passado, presente,
Vidas alegres vividas,
È tudo o que o povo sente,
As boas épocas já idas.

Retratos da nossa terra,
Tirados em outro tempo,
Nos lembram a nova era.

Era vivida então,
É o nosso passatempo,
Recordar com o coração.
                  II
Angola que sempre amamos,
Cidades por nós erguidas.
Têm hoje outros amos,
Albergam lá outras vidas.

Vidas sem recordações,
Da infância lá passada.
Destroem as emoções,
Que por lá foi deixada.

Verdadeiros donos ausentes,
Procuram sempre lembrar,
As fotos agora presentes.

Com tristeza no coração,
Procuram algo para amar,
Sempre com grande emoção.

FIM

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

AMIGOS


          
Amigo é belo tesouro,
Que aparece na nossa vida.
É fruto da nossa vivência,
Mais valioso que o ouro.
È abrigo e nossa ermida,
Guardião da nossa inocência.

Amigo virtual existe,
No espelho da nossa mente.
Para ele contamos segredos,
Sempre que estamos tristes,
Sem medir o perigo presente,
Iludindo os nossos medos.

Medos que sentimos na vida,
A todos pedimos clemência.
Procuramos recordações,
Da amizade então vivida.
No virtual e sua aderência,
Guardamos as confissões.

Confiança no amigo,
Sem grandes preocupações.
Procura-se no virtual
O nosso seguro abrigo.
Não se impõe condições!
Não se vê qualquer mal.

FIM

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

DESTINO TRISTE


Seu destino é ser triste
Alegre procura ser
O passado não existe
Neste seu novo viver

Seu destino é ser triste
Contraria a sua sina
O seu presente insiste
Lembrando o que o anima

Seu destino é ser triste
O fim se adivinha
O mal por cá existe

Seu destino é ser triste
Para lá também caminha
A lembrança que persiste
                II
Seu destino é ser triste
Lembrando Angola bem
Futuro que não existe
Naquele que de lá vem

Seu destino é ser triste
Recorda a boa vida
Angola já não existe
E retarda a sua ida

Seu destino é ser triste
No cantinho que é seu
Com a dor que resiste

Seu destino é ser triste
Lembrando o que era teu
O dia que de lá partiste
FIM




terça-feira, 20 de setembro de 2011

PASSADO MORTO



Deixaste a minha cama vazia…
No chão do meu quarto vejo a tua
                                          Pegada.
Recordo o teu cheiro a mar,
Nas tristes horas da madrugada.
Nas estrelas procuro o teu olhar…
Encontro a tua linda imagem
                               Apagada.
Alma perdida que te encontro,
Nesta minha triste desventura.
Procuro mas não te encontro,
Nos locais da nossa aventura.
Deixaste a minha cama vazia…
Sem o calor do teu esbelto
                                Corpo.
A casa quente está agora fria,
Teu corpo entregue a outro.
Encontrei paz e harmonia,
Nas lembranças do passado já
                                     Morto.
Noutra terra e clima me encontro…
Deixei a terra que é minha.
Saudades e com lágrimas no
                                   Rosto.
Oiço a bela música que me
                                  Anima.
Deixaste teu cheiro no meu
                                Corpo,
Como quem deixa um perfume.
De ti já não quero mais nada…
A tristeza apagou o meu fogo,
Da terra amada, não me resta
                                     Nada.
Recordação ou outra coisa
                              Qualquer,
Procuro o teu maravilhoso
                               Gosto,
Nos braços de outra mulher.

FIM



sexta-feira, 16 de setembro de 2011

QUINTAL DO RETORNADO




Canto o que me vai na alma com dor,
Lembranças de um passado glorioso.
E do desassossego da alma que sinto,
Inalando o inúmero e delicioso odor,
Das desventuras vividas sem gosto,
E das aventuras vividas não minto.

O intenso cheiro a nocha madura,
Que se sente ao descer a chela,
Lembra saudades então vividas,
Imagem que para sempre perdura,
Com um forte travo a maboque e
                                         Canela
Lembranças para sempre perdidas.

Canto a dor que sinto perdida,
Que vagueia no meu interior.
Lembro percursos percorridos,
Com uma dor há muito sentida.
Pela selecção feita sem rigor
Afastando os seus filhos mais
                                   Queridos.

Angolanos são todos os que lá
                                Viveram,
Sem distinção de cor e raça.
Brancos, mulatos e negros são,
Filhos da terra onde nasceram.
Longe da pátria vivem sem graça,
Sempre prontos a estender a mão.

Ao gosto da amora silvestre,
Procuram outros sabores.
Sabores de Angola encontrados,
De outra roupagem se veste,
Procurando os mesmos odores,
Nos quintais dos retornados.

É esta a nossa grande vivência,
Nestas terras de Portugal
Lembrar Angola para sempre,
Deixando à sua descendência,
Como triste prenda de Natal,
O sofrimento da sua gente.

FIM

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

PAI



Chegou a vez de fazer uma homenagem aos pais.
Infelizmente já não tenho o meu comigo.
       PAI

Pai é muralha forte,
Que eu sempre procuro,
Na hora da aflição.
É porto, abrigo da sorte,
Ao qual sempre procuro
Agarrando sua mão.

É âncora do meu navio,
Firme como convêm.
Leme leve e seguro.
É estrela com que me guio,
A quem recorro também,
Quando estou em apuro.

Pai é nome firmado,
Seguro como ninguém.
Ao mundo não quer mostrar,
O amor aos filhos dado!
Sentimento sente também,
Por tanto querer e amar.

Pai é nome que conduz,
Nas noites de escuridão.
Nome doce como o mel!
Cristo chamou-o na cruz,
Quando invocou perdão,
Para o ladrão infiel.

Meu pai é um tesouro,
Que guardo com emoção.
Sempre pronto a ajudar!
O seu apoio é ouro,
Que trago no coração!
E nunca deixarei de amar.

FIM

terça-feira, 13 de setembro de 2011

ANGOLA TERRA LEMBRADA (ALMA VAZIA)


              I
Deixaste a minha alma vazia,
Sinto o teu cheiro em vão.
Teu silêncio asfixia,
O que trago no coração.

Caramelo é a tua cor,
E da natureza que te criou.
Do teu corpo sinto o odor,
Da terra que tanto me amou.

Angola terra lembrada.
Como paraíso perdido,
Por nós foi muito amada.

Canto todos os horrores,
Do país muito ferido,
Só lembro grandes amores.
               II
A minha partida foi dura.
Deixei o berço adorado.
Assim fugi da loucura,
Deixando todo o passado.

Independência pediam,
Lacaios de outro lado.
Corpo e alma feriam,
Roubando todo o legado.

O horror que provocaram,
Com objectivo final!...
A opressão lembraram,

De tempos já passados.
Fazer ir para Portugal!...
Deixando bens amados.

FIM

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ANGOLA AMOR




Gosto de Angola e ponto final.
Gosto de Angola que conheci,
Gosto de Luanda a capital!
Gosto da terra onde nasci.

Da terra vermelha me lembro,
Nos sítios por onde andei.
Uige, Malange e Bengo,
Carmona, Caxito amei.

Zaire, Cabinda, Luena,
Terras de Angola também.
Terra de gente morena,
Alegres como ninguém.

Huambo, Benguela, Lobito,
Terras da gente angolana.
O Mundo ouve o grito,
Da grande dor africana.

Gosto de Angola num todo,
Conjunto perfeito para amar.
Gosto da lama e do lodo,
Dos rios, ribeiras e mar.

Ondjiva, Luena, Menongue,
Terras lindas do interior.
Onde o Sol também se esconde,
Com medo do grande Calor.

M’Banza Congo é chamado,
De Salvador português.
Lembrando o seu passado,
E a luta que ali se fez.

N’Dalatando terra de fé,
Com homens de barba dura.
Onde se cultivava café,
Semente de grande amargura.

Amargura não no sabor,
Que a bela fruta trazia,
Por lá se sentiu o horror,
Da luta que o povo temia.

Malange, Locapa, Saurimo,
Terra de grandes amantes.
Locais que muito estimo,
Riqueza dos diamantes.

Kuito, Sumbe, Caála,
Terras de Angola são.
Aqui recordo Bibala,
O meu preferido cantão.

Tombua, Namibe, Lubango,
E tudo recordo então.
Sem esquecer o Cubango,
Cuanza, Cunene, que são,

Rios que Angola tem.
País que amo tanto.
Igual admito também!
Haver um tamanho pranto.

Cuca era a nossa cerveja,
Gosto de Angola natural.
Da nocal não há quem veja,
Produto também nacional.

Assim como era Sbell,
O nosso whisky também.
Cheirando a flores e mel,
O cheiro que Angola tem

N’gola a cerveja local,
Também boa bebida.
Não fazia nenhum mal,
E dava ânimo à vida.
Eka a loira tropical,
Também lá era bebida.

Às maçãs da humpata,
A bela água juntou.
Nasceu a carbo cidral,
Bebida que a sede mata,
Às gentes que muito amou,
A quem não quer nenhum mal.

 FIM

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

MÃE TRISTE (ANGOLANA)




Mãe triste não fiques só,
Pensando nos filhos teus.
A dor recorda com dó,
E graças dá-las a Deus.

Por teres saído com vida,
Do tormento que te criaram.
Verdade então bem sofrida,
Mentira que te pregaram.

A luta que não era tua,
A ti te impuseram também.
A verdade nua e crua,
Da guerra que o Mundo tem.

Liberdade então sentiste,
Como refugiada distante.
O que era teu não existe,
Perdeste o teu diamante.

Diamante não é pedra não,
È o fruto do teu trabalho.
Que por lá foi deixado em vão,
Estrada, caminho, atalho.

Que por lá foi percorrida,
Na juventude que passou.
Riqueza então perdida,
Na terra que sempre amou.

Maior riqueza é o tempo,
Que por lá, foi passado.
Amigos eu relembro,
Tudo que lá foi deixado.

Mãe triste não chores mais,
Seca as lágrimas do rosto.
A terra que lá deixaste,
Já não tem o mesmo gosto.

Tenta esquecer o amado,
Iludindo o pensamento.
Recorda pois o passado,
Como um grande momento.

FIM

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

MÃE

No dia em que a minha mãe faz anos, (84), deixo aqui uma pequenina homenagem a todas as mães do Mundo.   

   
         MÃE

Mãe, és o meu alento
Nas noites de escuridão
És fonte és alimento
E sempre estendes a mão.

Tua força é um primor,
Como ela não há igual.
Aos filhos tens grande amor,
Nunca lhes vês nenhum mal.

Cristo é nosso redentor,
Amor de mãe Também viu.
Por Ela sentiu amor,
No momento que partiu.

Minha mãe é meu tesouro,
Amor, carinho me dá.
Seu coração é de ouro,
Maior no mundo não há.

Mãe é palavra adorada,
Constante no meu pensar.
Por todos prenunciada,
Perfeita p’ra se amar.

Palavra mãe tem três letras,
Três letras bem também tem.
Mãe é a nossa ampulheta,
E porto de abrigo também.

FIM


PERFUME SUAVE




Sinto o perfume suave,
Doce lembrança tem,
Que adoça com o seu aroma
O ar que do Norte vem.
Com ele trás a maldade,
Do movimento infiel,
O povo que casas arromba,
Não respeitando ninguém.
A chuva cai de mansinho,
Troteando a sua balada.
Toca a terra com carinho,
Cheirando a terra molhada.
O cheiro tão doce que agrada,
Misturado com fruta madura,
Trás também à sua guarda,
Homens de pele escura.
Destruem com as suas armas,
O muito que por lá se fez.
Pedem agora com calma,
Que volte para lá outra vez.
O que roubaram já está a acabar,
Queimaram o que lá foi deixado.
Esperam agora roubar,
O que para lá for levado.
A chuva cai persistente,
Molhando o mais incauto.
Choram os que agora sentem,
Gritando justiça bem alto…
Justiça não há quem faça,
Ao povo que de lá veio.
De gente que renega a raça,
Está este Portugal cheio.
Foram nossos governantes,
Destruíram o ouro deixado
Que o tempo da outra amante,
Aqui deixou colocado.
Homem rico, morreu pobre,
O povo ficou desgraçado.
De riqueza já não se cobre,
O tesouro amealhado.
Enriqueceu o país inteiro,
E o povo que muito amou.
Políticos ficaram ricos,
Deixaram o país na miséria,
No exterior possuem sem risco,
Em offshore a nossa miséria
O povo que pague a crise
È para isso que serve
A troika para isso exige
Tudo que o povo não deve.
O rico está bem guardado,
A sua fortuna também…
É este o nosso legado,
Trabalhar como ninguém!...
E ficou tudo acabado!...

FIM

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Maboques e Mirangolos que o amigo José Sousa e a Manuela me mandaram

RETORNADO



Eu canto o que tenho na alma,
Lembrando as coisas antigas.
Escrever é que me acalma,
A ira da terra perdida.

Procuro lembrar o passado,
Vivido com muita alegria.
Recordação não é pecado!
È a tristeza que se cria….

Filho da terra nascido,
Angolano pois então!...
Recorda o tempo perdido,
Vivido com tradição.

Tradição da nossa gente,
Apenas lá se vivia.
São coisas que o povo sente,
Comunhão que lá havia.

Não havia a distinção,
Por crença ou social.
Amar a mesma Nação,
Sentimento por igual.

Angola no coração!...
E Lembrando Portugal!
País e sua Nação,
Agora não tem moral.

Desprezou os filhos seus,
Saídos do além-mar.
Confiança se perdeu.
Nas gentes do Ultramar.

Gente que fez Portugal,
Grande entre os seus pares,
Tratados como o mal,
Vindo de outros mares.

Acolheu como igual,
Os tais que nada fizeram.
Vieram p’ra Portugal,
Os que agora imperam.

Da Europa saíram então,
Políticos de fraca monta.
Tomaram conta da Nação,
Engrossando a sua conta.

De comboio vieram então,
Sem pompa e grande emoção.
Fizeram a revolução,
Tramando pois a Nação.

Sem ter grande conhecimento,
Entregaram suas colónias,
À Rússia como pagamento,
Proclamando grandes vitórias.

Portugueses esquecidos…
Que em África estavam,
Vieram p’ra cá perdidos,
E espalhados ficavam.

Retornados fomos chamados,
Preconceito de maldade.
Para sempre serão lembrados,
Como grande irmandade.

A África que nos uniu,
É fonte de grande saudade.
Da gente que de lá partiu,
Trazendo nacionalidade.
FIM




terça-feira, 6 de setembro de 2011

AMOR SOFRIDO




Amor constante.
Amor presente.
Tudo o que sente,
A minha gente.

Fera ferida.
Terra esquecida.
Flor ressequida,
Vida perdida.

Amor que dura.
Amor que cura.
Amor ausente,
O povo sente

Passado triste,
Também amado.
Algo que existe,
É recordado.

Minha amargura,
Tristeza sente.
A dor que cura,
Ferida da gente.

Povo que fomos,
Já não existe.
Gente que somos,
P’ra sempre triste.

Futuro terás,
Terra adorada.
P’ra sempre serás,
A terra errada.

O povo partiu,
Sem despedidas.
Ferida abriu,
Chagas antigas.

Ódio não sente,
Daquela terra.
Despreza a gente,
Da nova Era.

FIM
.

domingo, 4 de setembro de 2011

NOITE DE LUTO AFRICANA




Ouve-se o batuque lá na sanzala!
È o homem velho sentado que toca.
Recorda com saudades, a triste calma,
Sentindo a perda da mulher já morta.
Som triste, melodia solta, toca então…
Lembra o tempo antigo, com saudade.
Os mais novos escutam então,
A sabedoria de quem tem idade.
O mais velho, tem o cachimbo na mão…
Recorda o velho com o olhar triste!
A fartura de outros tempos, já não existe!...
Da fumaça do cachimbo, olha o fumo que sobe.
O som do batuque também consome,
O silencio triste da sanzala e tudo o que existe.
A panela de barro, com água a ferver está pronta,
A receber a fuba e fazer o pirão.
Peixe seco não há e carne também não!…
Palavras ditas pelo velho, ouvidas com atenção,
Pelos jovens que de cócoras, na roda fazem serão.
Mãe morta, não tem panos para se cobrir.
O corpo depositado na gruta, é coberto com folhas
                                                                Das árvores.
Velas que no outro tempo havia, não há!...
Ouve-se o batuque tocado na sanzala!...
Manda atear o fogo da fogueira e ouve com atenção
                                                        Os pios das aves.
O velho reacende o cachimbo já apagado.
É um mocho que solta ao longe, o seu piar arrepiante.
Sinal de passagem. Diz o velho agachado.
A alma da mãe já está na pastagem.
Os jovens choram em silêncio, o velho não tem lágrimas.
No centro das cubatas, o batuque solta os seus sons.
As mulheres choram e dançam ao ritmo das palmas.
Todos cantam, louvando a alma da defunta.
É uma dança com cantares de tristeza.
Ouve-se o som do kissange, tocado na penumbra
                                                                 Da mata
Á luz da fogueira, junta-se o brilho da lua cheia.
A noite está quente e quente está a alma que passeia.
O espírito da morta, todos pressentem com respeito,
                                                   Ao redor da cubata.
Ao longe, o mocho deixa de cantar, o velho bebe um pouco
                                                                                 De Macau.
Pirão e leite azedo é servido como refeição, em honra da mulher
                                                                       Em pratos de pau.
O quimbanda aparece e manda tocar o mpwita.
É sinal de respeito e ajuda a alma a seguir o seu caminho.
Todos cantam e dançam, acompanhando com palmas,
                                                      O batuque com carinho.
O homem velho chora , canta as suas mágoas e grita.
O tocador do kissange acelera o ritmo e o batuque está
                                                                           Frenético
É a vez do quimbanda dizer palavras mágicas que ajudam
                                                                      Na caminhada.
O homem velho lamenta não ter panos coloridos e vinho
                                                                 E explica ao neto.
No tempo do branco, tudo havia!... Agora não há comida!...
A massambala é pouca e o Macau é fraco!... Ao certo…
Temos de recorrer à ocisangua de gongo. Também é pura.
Mas o vinho do branco era melhor bebida!...
A lua desce no horizonte e o fogo da fogueira está fraco.
Os tocadores do batuque estão cansados. A noite foi dura!...
Um pouco pelo cansaço da cerimónia, mas também pela
                                                                              Bebida.
O Sol nasce e nas cubatas todos dormem e sonham com
                                                                           A subida.
FIM