Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014


TUDO SE RENOVA

Tristezas levadas pelo vento,
Dias e dias assim passados,
Foi o ano com o seu lamento,
Velhos, novos votos desejados.

Mais um ano que passou,
Velho ou novo se renova,
Dar amor a quem amou,
Novo ano, posto à prova.

Festas felizes desejadas,
Uma alegria do momento,
Felicidades começadas,
Para trás ficou o lamento.

Novas amizades se procura,
Com esperanças sempre renovadas,
Amor e sua grande loucura,
Em ofertas abençoadas.

Leva o velho, traz o novo,
Amor que assim se renova,
Na esperança de ser covo,
Covo será sua cova.

Ano novo com sua certeza,
Traz a força da sua alegria,
Depressa se torna em tristeza,
No perder da sua magia.

Carlos Cebolo

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

          

            M A R

 Dos tons diversos da Natureza,
Azul esverdeado profundo,
Se veste o mar na sua tristeza,
Gosto salgado que forma o Mundo,
Na sua insegurança e certeza.

Uma beleza húmida que atrai,
Corpos sedentos do seu vigor,
Num movimento de vem e vai,
Formando assim o seu grande amor,
Na atracção que o espírito recai.

Doce ventre que nos alimenta,
Essência da nossa salvação,
Que cria e mata a vida sedenta,
Com seu sal, profunda solidão,
Solidão que com ele se ausenta.

Este Mar com seus belos recantos,
Onde o incolor toma a cor do céu,
Cria ao Mundo os seus tristes prantos,
Infeliz alma que já colheu,
No chamamento dos seus encantos.

Nas lágrimas do ser imortal,
Mar profundo, caminho sereno,
Numa atracção que não há igual,
Seu sal se tornou doce veneno,
Tanto fazendo o bem, como o mal.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

             

               SE!...

Se ignorado ficasse o meu destino,
Com este anel de fogo, ar e água,
Intensificava o meu desatino
E aumentava a minha triste mágoa.

Se a chuva fosse lágrimas caídas,
Deste terreno corpo em que me sinto,
Com sinas traçadas e merecidas,
Nas feridas abertas que consinto,

Também teria a alma eterna tristeza,
Com essa escura mente que a procura,
Por entre os delírios da Natureza.

Se em sombras se fizesse a eterna luz,
Toda a magia seria loucura,
Do triste corpo e alma que a produz.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014


QUANDO O INVERNO CHEGAR

Este inverno não tarda!...
O tempo passa, a beleza fica
Nesta vida que retarda
A beleza que fabrica.
O meu amor é eterno,
Assim como a tua beleza
Permanece neste inverno
Que há-de chegar com sua certeza.
Anos passados e vividos,
Foram sentidos com emoção,
Nos rebentos então surgidos,
Gerados pela nossa união.
Madrugadas com bela magia,
Esse teu carinho abençoado,
Salientou a nossa alegria,
Com todo este tempo passado.
Quando o inverno chegar…
Juntos à lareira sentados,
Havemos de recordar,
Os nossos belos momentos passados
E aos filhos e netos contaremos,
A nossa história vivida,
Desde o dia em que nos conhecemos,
Os sonhos da nossa vida.
No Outono da vida a felicidade,
Entre altos e baixos, a confirmação,
Que o amor não tem idade
E a idade fortalece a união.
Quando o inverno chegar…
A preparação para a grande dor,
Da partida e no ficar,
Será lembrado o nosso amor.
Quem primeiro for…
Partirá feliz!...
Quem ficar com a dor…
Ficará infeliz.
Será assim o nosso amar,
Quando o inverno chegar.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

         

        TERNURA

Doçura de mãe com seu olhar,
Aquele simples gesto de carinho,
Amor que não se pode igualar,
Como aquele calor do eterno ninho.

Linda e doce ternura materna,
Que na lembrança do filho perdura,
Doce mãe que será sempre eterna,
Mesmo numa vida de amargura.

Aquele seu gesto, dedicação,
Que na tristeza, só traz alegria,
Será sempre um símbolo de união.

Num futuro sem haver certeza,
A ternura de mãe é magia,
Que mostra ao Mundo sua pureza.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014


SERÁ NATAL

Será Natal?...
Nesta data, sem data presente,
Ouve-se em todos os cantos,
A solidariedade que não se sente,
A tristeza e seus desencantos.
Será Natal?...
Uma parte do Mundo sem crer,
Sofrem na pele a desigualdade,
Com crianças a não terem o que comer,
Profundeza duma triste realidade.
Será Natal?...
Com a morte espraida no rosto,
Ausentes neste Mundo que as consome,
Com o corpo talhado de desgosto,
Crianças morrem de fome.
Será Natal?...
Repicam os sinos sagrados,
Na esperança dum Papa renovador,
Sem prendas e votos trocados,
Vegetam neste Mundo, a sua dor.
Será Natal?...
Recorda-se o Deus menino nascido,
Aquele Deus sol iluminado,
Do tempo presente já ido,
Que num estábulo foi deixado.
Será Natal?...
A descrença numa fé ausente,
Neste Mundo cão em que vivemos,
A desigualdade se faz presente,
Desde o dia em que nascemos.
Será Natal?...
A realidade que ninguém quer
Viver e ver a seu lado,
Será quando o homem quiser,
Um pesadelo acabado.
Será Natal!...
Quando se acabar com a tristeza,
Terminar com o vil sofrimento,
Neste Mundo de incertezas,
Fazer o Natal em qualquer momento.
Será Natal!...
Recordar-mos o Deus menino,
Relembrando os pensamentos,
Que nos deixou com carinho,
Parábolas com sentimentos,
Que nos indicam o caminho.
Será Natal!...
Carlos Cebolo
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014


NATAL
Natal é o tempo do tempo,
Tempo de paz e prosperidade,
Tempo de amor e amizade,
Tempo de olhar para o Mundo
E alimentar a chama do amor.
Tempo de um partilhar profundo,
De minimizar a dor.
Natal é tempo de compreensão,
Tempo de olhar para o seu irmão.
Feliz Natal a todos os amig@s e familiares.
  

  INVERNIA

Cobre a terra, cobre o mar,
No seu manto de pureza,
Neste eterno caminhar,
Sem de nada ter certeza.

Vida presa em liberdade,
Cancioneiro canta a dor,
Na poesia a mocidade,
Tempo agreste sem amor.

Alvos lírios vão voando,
Na negra noite de luar,
Toca a guitarra chorando,
A cigarra no seu cantar,
O inverno está chegando.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014


LABIRINTO

O que sei, não sinto!...
Por não sentir o que sei,
Também não sei o que sei,
Neste labirinto.

Labirinto sem ter cor,
Num Sol que não brilha,
Sem ter alegria,
Esta alma com sua dor.

Caminhos trocados,
Por onde a alma se desvia,
P’ra purgar os seus pecados
E suas fobias,
Com todos os seus legados.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014


FRIO

Fraco dia,
Noite forte,
Manto branco
Cobre a terra,
Sem alegria,
Pouca sorte,
Tempo sem espera.

Este frio
Que arde,
Invernia
Sentida,
O desafio
Na fria tarde,
Sem harmonia,
Triste vida.

Carlos Cebolo
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METADE DE MIM

Vive o corpo a liberdade,
Sua alvorada,
Com metade vivida.
A alma na igualdade
É desejada,
Nem sempre merecida.

Se uma parte de mim,
Tem sua audácia,
Outra parte sem fim,
É cobardia.

Se uma parte de mim,
É consciência,
Outra sente tristeza,
Neste Mundo sem fim,
É inocência,
De nada tem certeza.

Se uma parte de mim,
É africana,
A outra é europeia,
Injustiça sem fim,
Que não engana,
Origem que a rodeia.

Se uma parte de mim,
É a saudade,
Do tempo já passado,
Outra não será ruim,
Tem a bondade,
Dum destino traçado.

Se uma parte de mim,
Tem seu amor,
Outra será por fim
A minha dor.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 9 de dezembro de 2014


O CORRER DA VIDA

Nuvens mudam de lugar,
Em constante movimento.
Rodopiam sem parar,
Deixando fugir o lamento,
Ao esconder o luar.

Apenas para nos ver,
Anunciam novo amor,
Neste nosso amanhecer,
Apagam a nossa dor,
Não nos deixando sofrer.

E tudo o vento levou,
Levou pedaços de mim,
O amor que sempre durou,
Neste espaço sem ter fim,
Nesta hora despertou.

Sem luar, minha alma morre,
Neste universo de dor,
Bela-luz que me socorre,
Tornou-se meu grande amor,
Nesta vida que não corre.

O amor eterno nasceu,
Com a luz do lindo luar,
Permanece e não morreu,
Seu eterno caminhar,
Com este amor meu e teu.

E tudo o vento levou,
Menos pedaços de mim,
Caminhou, correu e amou,
Por este mundo sem fim,
Só sobrou o que te dou.

Carlos cebolo
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014


MINHA HEROÍNA

Tenho uma pérola guardada,
Num cantinho muito especial,
É pedra valiosa e muito amada,
Responsável pelo meu Natal.

Está guardada no meu coração,
Com outras coisa de valor,
Tenho sempre o seu perdão
E carinho com muito amor.

Minha mãe está tão velhinha,
Cansada, mas sempre bonita,
Sua pele já não é igual à minha,
Está enrugada e um pouco hirta,

Mostra bem o trabalho que teve,
Para criar com carinho os filhos,
Com mão trema ainda escreve,
Indica com saber os caminhos.

Velhinha e sem ter condição,
A vida que não lhe assiste,
Sente enfraquecer seu coração,
Na saúde que já não existe.

Mesmo com os filhos criados,
Ainda mostra a preocupação,
Dos velhos tempos já passados,
Com a mesma dor, no coração.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

       

        ILUSÃO

Certo sem pensamento,
A carícia de anónimo sorriso,
Será encantamento,
De quem perdeu o juízo,
Nas falésias de todo o seu tormento.

Esse delírio eterno,
Duma triste mentira adormecida,
É verdadeiro inferno,
Na ilusão merecida,
Por não ter tido aconchego materno.

As falsas aparências,
Qual sentir de carícias de emoção
Que forma as consciências
E a dor do coração,
Também fortalecem as exigências.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

       

      JUSTIÇA

Acorda o Mundo em desalinho.
O dia nasce tardio,
O justo sem ter carinho,
Com todo o sistema doentio.
A justiça dos sete ventos,
Neste povo moribundo,
Ouve-se ais e lamentos,
A dor dum pranto profundo.
Coração fechado, punho aberto,
Com seu grito abafado,
Caminha o povo pelo deserto,
Seguindo um caminho forçado.
No injusto com todo o poder,
A injustiça vai plantada,
Com a esperança a morrer,
Entre a gente maltratada.
A justiça tem mão pesada,
P’ra quem rouba p’ra comer,
A mesma mão é levantada,
P’ra quem sustenta o poder.
Verte-se o sangue inocente,
Pelo triste chão desejado,
Na vida planta a semente,
Outros colhem o seu legado.
Justiça com olhos fechados,
Julga o pobre, julga o rico,
Os pobres são condenados,
Liberta o poderoso político.
Para o povo, só impostos,
Para os políticos riqueza,
Os dias já nascem mortos,
Neste país da incerteza.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

     

   LUA DESENCANTADA

Segue a vida sem parar e não fica,
No mesmo lugar, ou por ele regressa,
Suor do rio que a terra gratifica,
E à sua nascente, jamais regressa.

O céu cristalino de azul brilhante,
Lágrimas dos olhos piedosos são
Como o rio triste que segue adiante,
Por caminhos feitos do coração.

Os trajes de esperança verdadeira,
 A núbil, só, triste, e bela menina
Que a seta do cupido foi certeira,
Ao ter traçado assim a sua sina.

Solene, passa a vida sem querer,
O íntimo abismo das flores virgens,
No sonhar da ilusão desse crescer,
O ser mulher, não lhe traz vertigens.

Implora outra vida com emoção,
Na fonte da vida que reconhece,
Poder assim, obter seu perdão
Ter luz, na vida que agora escurece.

Sem pedir outro amor, outra guarida,
Lágrimas soltas ornadas de dor,
Daquele rio que retarda a partida,
Entre marés e nuvens sem amor.

Imperfeita lua desencantada,
Com sua felicidade adiada,
Sofre agora essa menina nubente,
Com o triste amor que ainda não sente.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014



POVO LUSITANO

Onde te encontras?
Ilustre povo lusitano,
Que te terras de Viriato,
Partiste a desbravar o mar.
Porque não mostras?
Como venceste o castelhano,
Com todo o seu aparato,
Sem ter medo de lutar!....

És muito maltratado,
Por políticos incompetentes,
Fazendo de ti um fraco.
Não aceites um futuro desgraçado,
Com a miséria que sentes,
Apertado por forte abraço.

Povo humilde e trabalhador,
Que da tua lavra tiras o pão,
Não sejas submisso ao senhor doutor,
Que com o teu sangue lava a mão.

Até quando assim serás?
Povo ilustre Lusitano!...
A tua morte sentirás,
Às mãos destes tiranos.

O tempo é de luta popular,
Mostrando aos tiranos quem manda.
Este país é o nosso lar,
Vão reinar para outra banda!...
Sem rumo para seguir em frente,
O governo massacra o povo,
Por ter na mente presente,
Uma nova ditadura de novo.

Povo ilustre lusitano!...
Abre os olhos e vê com atenção,
De onde vem todo o engano,
Que comanda esta Nação.

O tempo é de mudança,
Radical se for preciso,
Vamos recuperar a esperança,
E eliminar o prejuízo.

Mostra a tua indignação,
Que não mais seja ignorada.
Das palavras passar à acção
Na luta política começada.
Que esta luta não seja em vão,
E não caia em ouvidos moucos,
O povo tem sempre razão,
Contra governantes loucos.

Os políticos que paguem a crise,
Por eles criada com ambição,
O bom povo que analise,
A situação desta pobre Nação.
O nosso voto é nossa força,
Nas urnas deve ser plantado,
Não ergueremos a nossa forca,
Com o voto mal orientado.


Carlos Cebolo
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

    

PROMETIDA

Deitada entre lençóis de linho,
A candura de tez morena,
Colhe o cheiro do verde pinho,
Naquele choro que só dá pena.

Chora o corpo no seu prazer,
Desprazeres que a vida dá,
Duma sorte que a fez perder,
Os seus tristes ais que há por lá.

E por fim ri, p’ra não chorar,
Dum desamor que foi medonho,
A juventude não quer dar,
Nem acabar com o seu sonho,
Por ter alguém que quer amar.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 26 de novembro de 2014


BELEZA INTERIOR


De carácter a beleza,
Dentro da alma o seu sonar,
De nada tendo a certeza,
Na outra forma de amar,
Os ecos da realeza.

Bela nobreza salgada,
Alma pura e verdadeira,
A beleza consagrada,
Faz da verdade bandeira,
Sua noite, uma alvorada.

Uma beleza invisível,
Que no corpo é talhada,
Com aquela sina terrível,
Aparência indesejada,
Na alma forma o seu nível.

Alma doce e desejada,
No interior a sua beleza,
Apaga a mágoa deixada,
Ressaltando a realeza,
Da sua alma abençoada.

Que maior beleza ter,
A bondade por medida,
Nesse seu triste sofrer,
Tem a glória merecida,
Nos olhos que querem ver.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 25 de novembro de 2014


VERDES ANOS

Coração alvo linho,
Fruto de boa cepa,
Teu corpo verde pinho,                                  
O belo amor que decepa,
Destino que adivinho.

Longos beijos sem fim,
Fala do lábio mudo,
Neste viver em mim,
Da Era que tinha tudo,
Grande amor, sem ter fim.

Numa alma sem razão,
Alvo linho do Ser,
Sangue do coração,
Com este meu sofrer,
Tremor da minha mão.

Gritos na intensidade,
Das horas fugidias,
Canto da eternidade,
Nas noites e nos dias,
Da velha mocidade.

Como amei, ser amado,
No meu dar e tomar,
Momento adocicado,
No teu corpo adorar,
O sabor nele guardado.

Bom tempo já passado,
Nos fatais desenganos,
Tudo terá mudado,
Com o passar dos anos,
Naquele tempo encantado.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

       

    ECO MUDO

Grito neste Mundo abafado,
O meu eco de solidão,
Este meu silêncio guardado,
Vagueia pela multidão,
Neste meu peito amargurado.

Minha alma grita a sua dor,
Aquela dor adormecida,
Da semente que quer ser flor,
Por esta vida esmorecida,
Dum verbo sem ter seu amor.

Anda pelas asas do tempo,
O meu grito que se escondeu,
Entre a recolha do fragmento,
Do forte eco que se perdeu,
Na procura do sentimento.

Eco p’ra sempre naufragado,
Na sua triste penitência,
Procura o grito desvairado,
Por entre a sua turbulência,
Sem nunca se ter encontrado.

Rumou, sem ter posteridade,
Semeando a sua desgraça,
Entre os gritos de liberdade,
Nesta vida por onde passa,
Os ecos da fraternidade.

Carlos Cebolo
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