Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012





APENAS SONHOS
        28/09/2012

Neste meu sentir de sentidos,
Enlouqueço com o teu pensar,
De tristes momentos convertidos,
Sem nunca de poder vir a amar.
Foram momentos de pura magia,
Com o teu toque de sedução,
Que abalaram a minha alegria,
E quase se tornaram paixão.
Paixão num êxtase agudo,
Tocado por um olhar sem asas,
Com os suaves toques de veludo,
Arrefecendo as quentes brasas.
Desse sonho belo, também acordei,
Com cheiros aflorados na mente,
Que sempre julgo que sonhei,
Ter vivido um amor ardente.
A noite respira o doce odor,
Surgido na madrugada tardia,
Que poderá ter causado alguma dor,
Com sons de tão triste melodia.
Nesta vida desconhecida de paixões,
Traçado com palavras sonhadas,
Não existe apenas dois corações,
Em tramas e linhas cruzadas.
Mergulhar no silêncio do nada,
Sonhar com um amor verdadeiro,
É névoa de perfeita madrugada,
Que desaparece em passo ligeiro.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 27 de setembro de 2012




DE QUEM A CULPA?
         27/09/2012

Só sei que nada sei!...
Como é actual esta frase,
Com os políticos que temos!...
Eu sou do povo e pensei!...
Mas que fraca a nossa base!...
Tão fracos assim seremos?
Para justificar a incompetência,
Falamos no passado,
E apelamos à consciência,
Para deixar tudo acabado.
Se a culpa é do passado ou do presente,
Ao povo pouco importa!
A assembleia só mostra ser incompetente,
Com uma política já morta.
Muda de atitude deputado!
O povo já acordou!
Estamos fartos de incompetência,
Não nos interessa quem errou!
Queremos futuro para a descendência.
Se continuarem a remar cada um para o seu lado,
O povo não deixará as manifestações!
Defenderá sempre o seu legado,
Até haver boas decisões.
Deixem de mentir, com ataques pessoal,
O tempo é de consciência!
Lutem por Portugal,
Utilizando a competência.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 26 de setembro de 2012



RETALHOS
26/09/2012

No teu olhar!...
O meu mar!
Nos teus lábios o meu poema,
Pronunciado de vagar,
Como se fosse um problema.
No meu sorriso,
Um beijo teu,
Com forte sabor a aviso,
De algo que não aconteceu.
Retalhos de uma vida sofrida,
Espelhado no céu,
Sem qualquer simetria.
O fechar da grande ferida,
Coberta com um espesso véu,
Lembra-me a tua partida.
Esse teu ar carinhoso,
Que me faz acreditar,
Num futuro radioso,
Já não me satisfaz.
Procuro outro caminho trilhar,
Seguro na caminhada,
Por este Mundo glorioso,
Espero encontrar a paz.
Pequenos retalhos da tua vida,
Teimam em permanecer,
Na minha mente sofrida,
Que procura fazer desaparecer.
A tua oportunidade surgiu do nada
E em nada se esfumou.
Aquele desejo astral,
Que em mim se intensificou
Já não é celestial.
Sou alma magoada, ferida,
Asas cortadas ao vento,
Novamente erguida,
Sem um sequer lamento.

Carlos Cebolo


terça-feira, 25 de setembro de 2012


       
       TROIKANOS
              25/09/2012

Por mais que me doa a garganta,
Não calarei jamais a minha voz,
Enquanto houver entre nós,
Quem nos roube a poupança,
Valendo-se da sua liderança
E com isso ficar contente,
O que cumpre ou o que mente.

Desigualdades que não se aceita,
Neste nosso eterno Portugal,
Onde o bom povo quer ser igual
E ao seu bom nome não rejeita,
Em nome de uma qualquer seita,
Que tem a economia na mente,
Que sempre julgo que mente.

Se valores altos eu sentisse,
Nestas medidas sem ter lei,
Por muito que eu já perdoei
E algo de bom se construísse;
Ou futuro de valor se previsse,
Naquela ressequida mente,
Não mais direi que mente.

Tudo que por nós foi conseguido,
Neste nosso eterno Portugal,
É sagrado contrato conjugal,
Que agora se encontra corroído,
Com este divórcio construído.
Há quem zumbe de quem sente
E quer que o povo fique contente.

Neste novo Mundo sem moral,
Rouba-se em plena luz do dia,
Utilizando a força ou a mestria,
Aplicando-se uma lei temporal,
Num ambiente por si só imoral.
O povo chora porque sente,
Que o país não fica contente.

Má memória tem minha amada,
Esta terra das mais formosas,
Que já foste das mais poderosas,
Noutros tempos e Era passada,
Cumpriste sempre a palavra dada.
Vê agora esta rude e triste gente,
O poderoso governante que mente.

Povo lusitano de bom coração,
Sempre teve costumes brandos,
Com gente ilustre nos comandos,
Desta tão nobre e bela Nação,
Que em Camões já foi canção.
Neste chão que já foi semente,
Sente agora que o nobre mente.

Carlos cebolo

segunda-feira, 24 de setembro de 2012



CONTRASTES
    24 /09/2012

És doce céu!
Pura Lua!
Noite nua...
No fascínio do mistério,
Liberto-te do espesso véu,
A coberto do adultério.
Sou Terra!
Sol e gente!
Vulcão ardente…
Na esperança do desejo,
Nesta prisão que me encerra,
Na loucura do teu beijo.
Neste rendilhado de emoções,
O fascínio da loucura,
Na nudez da magia,
Arrebata os corações.
A flor da tua ternura,
Liberta o perfume da alegria,
Mostrando a tua candura.
És água pura!
Etéreo líquido transparente,
Que inunda o meu doce mar.
Em contraste com a tua beleza,
A minha estrela já cadente,
Que procura na tua água amarar,
Sem de nada ter a certeza.
Sou opaca rocha,
Matéria impura,
Que ilumina o teu caminho,
Com a luz de uma simples tocha.
Nesta tua candura,
Nas tristes horas da madrugada,
A esperança do teu carinho,
Nesta alma amaldiçoada.

Carlos Cebolo






sexta-feira, 21 de setembro de 2012



NO TEU SENTIR
      21/09/2012

No teu sentir!
A tua força.
No teu sentir!
A nossa alegria.
Na tua presença de amizade,
Os valores que se reforça,
Neste projecto de magia,
Que fundou a nossa irmandade.
O teu carinho,
A tua maneira simples de estar,
O teu dom de te fazer amar,
Indicou-nos o caminho.
Mais unidos ficamos.
E tu, amiga!
Sem nada pedires,
Sem nunca te lamentares,
Mostraste quem somos.
O teu sorriso de rapariga,
Sem nunca omitires,
Sem nunca mudares os rumos,
Seguiste o caminho d’amizade.
E aqui estamos, amiga!
À tua volta,
Com o teu sentir,
Com o nosso sentir,
Numa fase de revolta.
Procurando o futuro florir,
Esperando a tua volta,
Ao meio que fazes parte
E ao qual não podes fugir.
Apoiado na tua bela arte,
Na tua bela maneira de escrever,
Procuro aqui referir,
A tua grande força de vencer.
Bem hajas amiga de belo sorriso,
Por me teres dado a tua amizade,
Por mostrares o pouco que é preciso,
Para se merecer esta continuidade.
Bem hajas, amiga!...

quinta-feira, 20 de setembro de 2012



NA ÂNSIA DE TE VOLTAR A VER
                 20/09/2012

Na ânsia de te voltar a ver,
Esqueço-me quem sou.
Sou pó,
Sou povo,
Sou nada.
A incerteza do encantamento,
De viver tão belo momento;
A grande vontade de vencer,
No longínquo dia de te voltar a ver.
Não me encontro só!
Apenas falo de novo,
Na nossa terra amada
E em todo este envolvimento.
Daqui, não vejo nada,
Deste nosso sofrimento.
Passam-se os anos,
Os meses vão rodando,
Os dias desaparecendo.
A terra tem novos amos,
O novo povo cantando,
A pátria e o seu sofrimento.
De longe nada vejo.
A terra vermelha na noite sonhada,
Enfraquece o meu desejo,
No amor da terra amada.
Tudo na mesma!...
O desenvolvimento que se apregoa,
Anda como uma lesma,
Devagar que até magoa.
O rico cada vez mais rico,
O pobre, miserável!...
Eu por aqui me fico,
Nesta outra terra saudável.

Carlos Cebolo


quarta-feira, 19 de setembro de 2012



AMIGA!!!
(Resposta ao poema amiga)

Não te deixo ir!...
Nego-te amiga!...
Talvez o meu egoísmo seja mais forte,
Que a tua vontade de partir.
Quero-te aqui!
Aqui ao pé de nós,
A ouvir a linda cantiga,
Partilhando a nossa sorte.
Quero-te aqui!
Onde nunca estamos sós…
Obrigar-te-ei a continuar!...
Peço-te.
Não desistas de tentar.
Por ti,
Por nós,
A todos prometi,
Erguer a minha voz.
A vida é para amar!...
Mesmo reprimida
Como a tua é;
A missão que o criador de deu,
Com a vida sofrida,
Aumenta a nossa fé.
És luz,
És sentimento
De beleza interior enorme,
Que a tua imagem produz,
Neste teu triste momento,
A importância do teu nome.
Rogo-te!...
Luta para continuares.
Não desistas!...
Pela amizade
Que tão bem soubeste criar,
Pelas crianças que gostam de te ouvir,
Pela saudade!...
A vida é para amar.
No meu egoísmo,
No teu sofrer,
Não te deixo desaparecer.

Carlos Cebolo


SEGUE O AMOR
      18-09-2012

Toda a rosa tem o seu espinho,
Na bela vida que Deus nos deu,
Neste Mundo que também é teu.
Eu por aqui também caminho,
Nos teus passos devagarinho.

Procuro seguir o teu grande amor,
Em direcção à nossa amizade,
Na esperança e grande ansiedade,
Que a tua luz boa, vença essa dor
E regresses com todo o esplendor.

Aguardamos por ti querida amiga,
Neste grande palco de espectáculos,
Ajudando-te a vencer os obstáculos,
Surgidos como uma grande intriga,
Na tua doce e alegre vida de rapariga.

Segue pois com o teu grande amor,
E que ele te traga os bons momentos,
Vividos com os grandes sentimentos,
Que mostraste possuir com o teu calor,
Mesmo nos momentos de grande dor.

É esta amiga que agora cá esperamos,
No teu regresso com a tua grande luz.
És a força que tão bem nos conduz,
Nos teus grandes e belos sentimentos,
Procuramos seguir os teus ensinamentos.

O teu regresso mais que esperado,
É uma só vontade nesta nossa união,
Que partilhamos a força do coração,
No teu regresso por todos desejado,
Neste já nosso grupo muito amado.

Carlos Cebolo



    
 RAIO DE LUZ

És raio de luz que tudo ilumina!
És Sol ardente que nos aquece!
És certeza que não esmorece
E que os nossos corações anima,
Com a tua forte e boa adrenalina.

A nossa onda será a tua aura,
Que embala a tua boa vontade.
Neste nosso projecto de amizade,
Combatemos a tua amargura,
Na boa energia que tudo cura.

Em ti depositamos a nossa respiração,
Em movimentos lentos e suaves,
Numa mistura de sons agudos e graves,
De uma música vivida com paixão,
Para alegrar o teu grande coração.

És raio de luz que nos alimenta,
Com a tua sempre boa disposição,
Connosco partilhas o teu coração.
Mesmo com a dor que se lamenta,
A grande amizade que se cimenta.

No bom Deus a nossa certeza,
Da tua breve volta ao nosso seio,
Onde ocupas o lugar do meio.
Na linda roda da nossa natureza,
Saliento aqui, a tua interior beleza.

Pediste para seres por Ele ouvida.
Deus mostra que já te ouviu!...
No nosso grande apelo que sentiu,
O grande amor que ninguém duvida,
Desta grande amizade muito querida.

Carlos Cebolo


CUIDEM-SE POLÍTICOS
         19/09/2012

O povo esteve a dormir,
Mas não está morto.
Acordou de um sono solto
E começou a intervir
Para se redimir.
Os políticos que se cuidem,
Deixem de andar a brincar.
À política do enganar,
Pensando que são alguém,
A quem o povo medo tem.
Uma Europa federativa,
É tempo de urgência,
Para quem procura clemência,
Numa moeda alternativa,
Ao euro em decadência.
Acabar com a corja política,
Numa Europa desunida,
Deixar a pátria querida,
Numa união muito mais rica,
Com os produtos que fabrica.
Este povo está farto de enganos,
De políticos e de partidos,
Os sistemas estão falidos,
Depois de tantos anos,
Com os mesmos desenganos.
O povo quer uma Europa unida;
Não uma grande utopia,
Com políticos tolhidos pela miopia,
Apoiando uma união fratricida,
Enriquecida à custa da dívida.

Carlos Cebolo


terça-feira, 18 de setembro de 2012



   
   CAIS SEGURO
         18/09/2012

Águas cristalinas sem cor,
Esmeraldas da cor do limão,
São belas palavras de amor,
Que tocam o meu coração.

Num porto de abrigo, com cais,
Da união na alegre mudança,
Com juras e palavras banais,
Fortaleceram a nossa aliança.

Com amores eternos jurados,
Eternidade em cada segundo,
Nos teus mistérios inacabados.

Magia nos sentidos da tentação,
Construíram todo o nosso mundo,
Secreto no desejo da sedução.



Amor eterno por nós jurado,
Numa união de grande valor,
Foi jura pura num beijo selado,
A promessa do nosso amor.

És o cais do meu porto seguro,
Nas noites de grande tempestade,
O meu grande amor, agora maduro,
Trazido desde a nossa mocidade.

Tens magia no teu modo de pensar,
Mantendo sempre vivo o nosso amor,
És a grande protecção do nosso lar.

De ti faço mulher, mãe e amante,
No lar, orientadora de grande valor,
Compreensiva, com carinho constante.


Carlos Cebolo

segunda-feira, 17 de setembro de 2012



NA VIDA A ESPERANÇA

A vida é como um passo de bela dança,
Que na contradança da vida se esfuma,
Como a onda do mar desaparece na bruma,
Na certeza do movimento da mudança,
Que na nossa vida traçamos à distância.

Em qualquer ponto do mundo se acredita,
Na esperança da vida que se acentua,
Nesta triste verdade que é minha e tua,
Poder vencer a triste doença maldita,
Com o apoio de uma amizade bendita.

A tua força de vencer nos contagia,
A boa verdade de não estarmos sós
E grande vontade de te ver entre nós,
Neste nosso Mundo de bela magia,
Com toda a amizade que se cria.

Com ansiedade esperamos por ti amiga,
Na comunidade da nossa grande união,
Pedimos por ti com todo o nosso coração;
Com orações que a situação nos obriga
E que esta nossa amizade se torna antiga.

Desejamos ardentemente a tua volta,
À nossa grande rádio, a tua alegria,
Com a tua doce voz e a tua simpatia,
Desta nossa vontade que se solta,
Na triste situação a nossa revolta.

Na vida a nossa esperança,
Na tua saúde a nossa alegria,
Sentida nestes passos de magia,
No grande desejo de mudança,
Que em ti, sentimos a confiança.

Carlos Cebolo





     
       MENTIRA
          17/09/2012

Fazer um belo jardim florir,
Neste nosso ténue amanhecer,
Sem que eu nada possa fazer,
Neste mundo que vejo ruir
E no amor que vejo não existir.

A presença da tua imagem,
Que da minha visão se furta,
Numa vivência que foi curta
E a quem prestei vassalagem,
Procura fazer outra viagem.

Novo rumo por ti foi traçado,
Com apoio de amor escondido,
Que a ti te parece mais querido,
Que este nosso pequeno agrado,
Do nosso amor amaldiçoado.

Por a outra pertencer na emoção,
Quiseste ter um futuro sonhado,
Nesse teu caminhar desesperado,
Sem qualquer outra condição,
Procuraste prender meu coração.

Sem nada te poder oferecer,
Que acalmasse o teu vulcão,
Com a nova orientada união;
Fiz a tua vontade esmorecer
E toda a magia desaparecer.

A ilusão que então sentimos,
Na visão dos corpos na nudez,
Na luta contra a nossa timidez
E a mentira que construímos,
No iniciado amor que destruímos.

Agora, liberto da tua pressão,
Vejo com muita clareza,
Que de nada tinha a certeza,
Nesta fraca e triste comunhão,
Que não passou de breve tesão.

Carlos Cebolo


sábado, 15 de setembro de 2012



POVO LUSITANO
15/09/2012

Hoje vi-te!...
Ilustre povo lusitano,
Que te terras de Viriato,
Partiste a desbravar o mar.
Hoje vi-te!...
Como venceste o castelhano,
Com todo o seu aparato,
Sem ter medo de lutar!....
Foste muito maltratado,
Por políticos incompetentes,
Fazendo de ti um fraco!
Não aceitas um futuro amaldiçoado,
Com a miséria que agora sentes,
Apertado por forte abraço.
Povo humilde e trabalhador,
Que da tua lavra tiras o pão,
Não sejas submisso ao senhor doutor,
Que com o teu sangue lava a mão.
Até quando assim serás?
Povo ilustre Lusitano!...
A tua morte sentirás,
Às mãos destes tiranos.
O tempo é de luta popular,
Mostrando aos tiranos quem manda,
Este país é o nosso lar,
Vão reinar para outra banda.
Sem rumo para seguir em frente,
O governo massacra o povo,
Por ter na mente presente,
Uma nova ditadura de novo.
Povo ilustre lusitano!...
Abre os olhos e vê com atenção,
De onde vem todo o engano,
Que comanda esta Nação.
O tempo é de mudança,
Radical se for preciso,
Vamos recuperar a esperança,
E recompor o prejuízo.
Hoje vi a tua indignação,
Que não mais será ignorada,
Duras palavras na manifestação,
Mostraram a tua luta começada.
Que esta luta não seja em vão,
E não caía em ouvidos moucos,
O povo tem sempre razão,
Contra governantes loucos.
Os ricos que paguem a crise,
Por eles criada com ambição,
Peço ao povo que analise,
A situação desta pobre Nação.
O nosso voto é nossa força,
Nas urnas deve ser plantado,
Não ergueremos a nossa forca,
Com o voto mal orientado.


Carlos Cebolo

sexta-feira, 14 de setembro de 2012


          
          Valsa
             14/09/2012

Os corpos ondulantes ao vento,
Em lustrosos salões da burguesia,
Do violino sai o doce lamento,
De uma dança com grande mestria.
Uma dança de salão por excelência,
A valsa e todo o seu movimento,
Com passos e traços sem violência,
É a dança feliz de um casamento.
Pares de dançarinos entrelaçados,
Procuram seguir o som dos violinos,
Em movimentos bem ensaiados,
Que os compara a seres divinos.
Um rodopiar deslizante pelo salão,
O dançarino conduz a dama com leveza,
Tentando prender a todos a atenção,
Com movimentos de grande beleza.
A valsa quando assim dançada,
Na perfeita conjugação de movimentos,
É uma dança por todos adorada,
Na doce harmonia dos sentimentos.
Passos de dança em simetria,
Mostram a leveza do encantamento,
Dançado sempre com enorme mestria,
Seja qual for o grande momento.
Ver dançar a valsa ensaiada,
Ou dançar, sentindo a magia,
Ao som da música bem tocada,
São momentos de grande alegria.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 13 de setembro de 2012



DO TEU QUERER
       13/09/2012

Do teu querer!...
Ao meu padecer!...
Senti-te alma passageira,
Num momento de loucura,
O que faz valer
Para o amor merecer.
Esta paixão verdadeira,
O teu corpo doçura,
No meu triste anoitecer,
A paixão esmorecer.
Apenas fica o vazio,
Num horizonte de emoções,
O teu aparecer frio,
Na falta de condições.
Navego agora sem destino,
Com as ilusões guardadas no vazio,
Sem aquele toque divino
De um amor tardio.
Morre(me) a alma com saudade,
No triste baú das lembranças,
Sem a tua piedade.
Ainda me lembro do teu sorriso,
Alegria sem ter voz,
Que me faz perder o juízo
E pensar um pouco em nós.
O meu nada,
Ser tudo o que posso dar,
Fazer de ti minha amada,
Sem te querer magoar.
Sentir em cada palavra um desejo,
Um murmúrio activo,
O gemido de um beijo,
Naquele momento cativo.
São folhas caídas ao vento,
Asas quebradas sem dor,
Que intensificam o lamento,
Deste nosso triste amor.
Do teu querer!...
Ao meu padecer.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 12 de setembro de 2012



VERÃO ANGOLANO
         12/09/2012

Nestes dias quentes de verão,
Sinto uma grande nostalgia
E lembro o meu sagrado cantão,
Com toda a sua bela magia.
Lembro Angola no mês Janeiro,
Aquele brisa seca e empoeirada,
Que no sertão chegava primeiro,
Que o ruidosa e forte trovoada.
Lembro-me da chuva quente,
Que caía forte, sem avisar,
Molhando de repente toda a gente,
Que na rua estava a trabalhar.
Lembro-me como o roupa secava,
No nosso corpo sem causar mal,
Com o calor que do Sol emanava,
Logo a seguir ao temporal.
Em Angola era assim a chuva,
Refrescava sem arrefecer,
Assentava que nem uma luva,
Num calor de enlouquecer.
Das pequenas coisas me lembro,
Da terra onde nasci,
O verão começava em Novembro
No lugar onde vivi.
Tudo o mais já é passado,
Que procuro recordar,
Lembrar o país amado,
Todos os dias ao acordar.
Não esquecer o que lá passei,
Os bons e maus momentos que vivi,
Naquele país que amei
Até ao dia em que fugi;
De uma guerra que não criei
À violência que disse não,
Deixei tudo o que amei,
Não voltei a ver aquele verão.

Carlos Cebolo




terça-feira, 11 de setembro de 2012



Eterno cativo
         11/09/2012

Porque me castigas, ó linda sereia?
Neste meu mar de sofrimento,
Sem o teu doce chamamento,
Que o meu pobre espírito anseia,
Apenas sufoco neste meu tormento.

Neste teu jogo de pura sedução,
Fizeste-me sonhar com o teu enredo.
Da tua bela teia não tive medo
E mostrei-te toda a minha paixão,
Num tormento que começou cedo.

Em ousadias do corpo e da alma,
Despi-me de preconceito aflitivo.
Vi teu doce encanto apelativo,
Na bela noite que te mostraste calma,
Fazendo de mim, teu eterno cativo.

Sinto no meu coração uma dor oca,
Por não te ver, como é meu desejo
E não sentir nos lábios o teu beijo.
Trago um amargo constante na boca,
Por não conseguir ser, quem eu invejo.

Este teu castigo, sem a tua nudez,
Em renovada posição de ocasião,
Faz sofrer o meu pobre coração;
Por não ver chegada a minha vez,
De ser senhor da tua outra paixão.

Este silêncio que habita em nós,
Na cumplicidade de grande amor;
Intensifica toda esta minha dor,
Sem poder ouvir a tua doce voz,
Acalmar este meu triste pavor.

Porque me castigas? Musa do meu sofrer,
Quero viver todo esse grande amor,
Em teus braços, sentir todo o calor,
Do vulcão que começa a arrefecer,
E aplacar esta minha imensa dor.

Carlos Cebolo


segunda-feira, 10 de setembro de 2012




OBREIROS DO BEM
         10/09/2012

Neste meu abismo de palavras soltas,
Sinto na alma uma grande tristeza,
Pelo amor sentido sem ter a certeza,
Do passado naquelas águas revoltas,
Onde firmei a minha triste natureza.

Obreiros de um império imortal,
Fomos em África bons pioneiros,
Na igualdade fomos os primeiros,
A promover o bem fundamental,
Aos nossos tristes companheiros.

Longe da terra natal continuamos,
Com a obra que não se cumpriu,
O que o político não consentiu.
Fazer do bom povo que amamos,
O belo suporte que então ruiu.

Aqui, neste belo cantinho virtual,
Continuar com a obra começada,
Naquela bela terra cobiçada.
Fazer o que é o mais natural,
Juntar toda aquela rapaziada.

Neste grupo, de querer ser bons obreiros,
Mostramos a bela cultura por lá deixada,
Na linda terra construída e por nós amada.
Lembrar que no Mundo fomos primeiros,
A ensinar como utilizar uma boa enxada.

Ao grupo, novos membros vão chegando,
E aqui se fixam com todo o agrado;
Com fotografias lembram o país amado,
Na música, mostram que estão sonhando,
Com aquele passado triste, ainda sonhado.

Carlos Cebolo


sexta-feira, 7 de setembro de 2012




Forte Teia
07/09/2012

O amor,
Doce e sublime,
No movimento dos corpos,
E todo o seu ardor.
São esmeraldas,
Em águas cristalinas,
Num rio sem cor.
Teia apertada,
De aranha divina,
Feito do nada,
Traça a nossa sina.
Enredos tecidos,
Em fios de seda pura,
No ecrã surgidos,
Apareces nua.
Uma beleza adorada.
A nudez do teu ser,
Ilustrada com mestria,
Neste meu padecer;
Da triste hora tardia,
Faz-me teu refém,
Na tua teia elaborada.
Sou teu,
Sem te ter,
Sem me possuíres,
No amor que nasceu,
Neste nosso amanhecer,
De sentidos sentires,
Neste mundo meu.
Serei teu!...
Serás minha!...
No vulcão que arrefeceu,
Na incerteza que se adivinha.
Outro consolo encontraste,
Nas tristes horas tardias,
Deixaste o que amaste,
Na chama que não ardia.
A forte teia que aperta,
A vítima que luta,
Deixou de ficar alerta,
Nesta nossa vida curta.
Soltou-se o desejado,
Alimento deste amor,
Que da teia foi roubado,
Sem causar grande dor.

Carlos Cebolo