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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

segunda-feira, 18 de junho de 2018



ECO DA SOLIDÃO

No deserto da vida a solidão,
Desse saber viver sem estar só,
Neste mundo aberto em confusão,
Toda a beleza se transforma em pó
Nessa certeza de ocasião.

É vasto o Mundo nessa existência,
Puros sonhos que a beleza povoam,
Imagens, concepções dessa essência,
Por onde soltas asas revoam,
Naquela aparente inocência.

Sem firmeza no fraco interior,
No mundo que aos poucos desabou,
Perde a crença no bom criador
E a esperança que em si mesmo criou,
Sem esquecer toda aquela dor.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 13 de junho de 2018



CHORO DE ÁGUA

Naquela serra cheia de arvoredo,
Cai fria uma água límpida da fonte,
Água corrente que cai no fraguedo,
Em espuma branca que cobre aquele monte.

Lágrimas da Huíla que se misturam,
Em forma de gota que a terra molha,
Por entre os sons e mesinhas que curam.
As maleitas de quem, para elas olha.

O chorinho de água fria corrente,
Que a serra liberta no seu prazer,
São lágrimas que este meu corpo sente
Secar num sofrer, sem nada fazer.

Carlos Cebolo



segunda-feira, 11 de junho de 2018




ESPAÇO FINITO DE PERFEIÇÃO

No limitar aquele espaço finito de perfeição,
No formar o manto de formosura da Natureza,
Ouve-se do rio, o eco daquela voz da criação,
Eloquentes sentidos esculpidos com toda a certeza.

Serpenteia o Lima, lavando as margens da maldição,
Rodeando a capela com toda a sua fragilidade,
Lembrando as lendas deste povo com sua devoção,
Por não ser cidade, vila ou aldeia, não tem idade.

Grande Tejo, profundo Douro, rios embandeirados,
Este Lima com alma que inspira toda a sua gente,
Em busca de aventura, banha os corpos enamorados.

Por essas piscinas naturais que formam suas margens,
Sem se ser letrado, canta-se e escreve-se o que se sente,
Com todo o deslumbre sentido por tão belas paisagens.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/




quarta-feira, 6 de junho de 2018



O NADA TAMBÉM EXISTE

Pétala sem cor, desprendida e revolta,
Naquele pequenino instante que existe,
Com esta vida sem vida completa,
Também é ser, esse ser que não volta
E o sonho, por ser sonho é sempre triste
Como a tristeza é o sentir do poeta.

Assim serei, sonhador indeciso
E o vento orador, falando de mim,
Entre aromas, roseirais e seus espinhos,
Eu chorarei, sempre que for preciso
Soprar as cinzas mortas do jardim
Desse teu peito, colhendo carinhos.

A primaveril noite com o seu frio,
Alimenta as ondas de um mar crescente,
Sem ver o fundo no seu naufragar.
O meu sonho, metido num navio,
Percorre o teu corpo, assim inconsciente,
Sorvendo os teus seios com o meu beijar.

Depois, todo o amor é assim perfeito,
Como lisa é a praia na ondulação,
Apesar de escuro esse mar profundo,
Tudo se transforma e vive a preceito,
Como perfeita é a lavra de um vulcão,
Que aquece as entranhas do nosso mundo.

Carlos Cebolo





quinta-feira, 31 de maio de 2018




LER A VIDA

Recebe-se uma herança inesperada,
Como um livro fechado que se abre,
E não há nada que não acabe,
Nem mesmo o clarão de uma alvorada.

Todo o humano carrega o livro seu,
Para o ler até à eternidade,
O livro profundo sem idade,
Lembrará o amo que já morreu.

No passar dos anos, corre a vida,
Sem ter esse alcance transcendente,
Da folha já lida e percorrida,
Não vê seu caminho refulgente.

Perto de fim da vida terrena,
Na sabedoria deixou guardado,
Tudo aquilo que valeu apena,
Naquele penoso caminho andado.

E assim deixou sua vida lida,
Por entre as folhas de um livro aberto,
Puros sonhos da vida sentida,
Da solidão que foi seu deserto.

Carlos Cebolo



quarta-feira, 30 de maio de 2018




SONHO PRIMEIRO

Contigo tive um sonho de amor,
Um sonho profundo e incandescente,
No erotismo que minha alma sente,
Volúpia do beijo do teu ardor.

Teu aroma de terra florida,
Naquela consciência de loucura,
Invadiu minha alma com ternura,
Saudade da inocência perdida.

Esse hálito que perfuma a mente,
No âmago deste meu querer,
Tal sonho que me fez padecer,
Nesse alvor do meu amanhecer.

Desse sonho muito passageiro,
Passageiro como o pensamento,
Não foi retido um qualquer momento
E os outros não são como o primeiro.

Carlos Cebolo



segunda-feira, 28 de maio de 2018



VELHO MAR

Logo de manhã, fui sentir o mar,
Procurei ouvir o que me dizia,
Naquele baloiçar que a onda fazia,
Ergueu-se um bailado com o seu cantar.

O canto da sereia, profundo e lindo,
Que entrou e torvou todo o meu pensar,
Não são mais do que ecos do lindo mar,
Naquele baloiçar profundo, sorrindo.

Com calma falou-me do meu destino,
Na comparação da espuma do mar,
O sentir de uma calmaria ao luar,
Cantando o amor com todo o desatino.

Na saudade de uma bela inocência,
Se pecado fosse esse amor sentido,
Seria eu, esse sonhador ferido,
Esperando pela tua clemência.

Velho mar, com a sua voz de saudade,
Nessa tristeza se afastou calado,
Estando doente ou apenas cansado,
Por suportar toda essa realidade.

Carlos Cebolo


quinta-feira, 24 de maio de 2018



UM PEDAÇO DE CÉU


Abro a porta dos desejos,
Da tua saudade mar,
O desaguar no teu leito
Com o poisar dos meus beijos,
Nesse desejo de amar,
Toco suave o teu peito.

Da janela do meu quarto,
Olho um pedaço de céu
E contemplando a magia
Do sol infinito e farto,
No forte olhar que é só teu
E que me enche de alegria.

Magia do amanhecer,
Visto no teu doce olhar,
Sombra nua e colorida
Da luz suave do teu ser,
Que encanta o meu acordar,
Com a bela-luz que irradia.

Luz que me traz teu sorriso,
A manhã que não termina,
Ambiente do belo meio
Que forma o meu paraíso,
Com a figura que me anima,
Minha mão no firme seio.

O teu pedaço de céu,
Que se faz apenas meu.

Carlos Cebolo


terça-feira, 22 de maio de 2018



SEM AMOR NÃO SE VIVE

Tantas estrelas no céu
Que não se podem contar,
São gotas dos olhos teus,
Quando te faço chorar.

Todas as alegrias que tive,
Amores da minha tristeza,
Sem esse amor não se vive,
Neste mundo de incerteza.

O meu corpo é meu jardim,
Por onde se cultiva amor,
Cada pedaço de mim,
Transporta essa minha dor.

No teu regaço eu vivi,
Aquela paixão já morta,
Também tenho algo de ti,
Bem dentro da minha porta.

Sem esse amor não se vive
E em tudo vejo saudade,
De todos os amores que tive,
Só amei a mocidade.

Carlos Cebolo



sexta-feira, 18 de maio de 2018




E LÁ HAVIA LUAR

No íntimo da sua alma se apagaram,
Deixando em nudez o seu pensamento,
Numa inocência de um doce momento,
Sentir de um amor que imaginaram.

No verdadeiro amor, a vil tristeza,
Belas flores bailando no ar sombrio,
Num jogo, promovendo o desafio
Da alegria sentida na incerteza.

Sente-se o aroma dessa terra florida,
Onde em tudo se sente essa saudade,
Desses anos verdes da mocidade,
Nesse carinho de uma alma perdida.

Em tudo o vento soprou e levou,
Deixando meu coração desgraçado,
Com o amor que ficou assim guardado,
Naquele fruto proibido que se amou.

Falou-me o sol desse triste destino,
Esse apagar de um fado quente e lindo,
Onde a lua no seu voar vai sorrindo,
Desfazendo esse sonho de menino.

Carlos Cebolo


segunda-feira, 14 de maio de 2018




PRESENÇAS

Se existe algo que não se pode explicar,
Coisas da vida que simplesmente existem,
Por entre as palavras, os actos de um sonho,
Entre os lençóis da cama onde te vais deitar,
Presença sentida numa simples aragem,
Será pesadelo, nem sempre medonho.

Estão ao teu lado em todo o momento,
Procuram em tudo promover contractos,
Invisível ao longo do teu Caminho,
Talham a tua vida e o teu sentimento,
E nunca ficam visíveis nos retratos,
Mas nunca te deixaram ficar sozinhos.

O nome herdado do teu antepassado,
Que te protege das tristes amarguras,
São os teus símbolos dessa continuidade.
No momento triste amargurado,
Viver constante das desventuras,
Que contigo entra na eternidade.

Carlos Cebolo




sexta-feira, 11 de maio de 2018



SAUDADES

Para lá daquela terra distante,
Onde a vida quase se não sentia,
Quando a noite chegava e o sol fugia,
A lua brilhante seguia adiante.

Pela savana onde a terra fervia,
O velho leão soltava o seu rugir,
Tão alto que até a noite fugia
E o dia voltava com o seu sorrir.

Era a terra dos meus antepassados,
Na pureza e riqueza do diamante,
Sulcava a terra com duros arados
E a tristeza ficava mais distante.

Maquela terra onde também nasci,
À força da foice talhei caminhos,
E palmo a palmo, plantei meus carinhos,
Nas quentes paisagens que percorri.

Hoje, distante, traço na lembrança,
Memórias que o corpo já esqueceu,
Todo aquele amor que foi meu e teu
Nessa saudade que a alma ainda alcança.

Carlos Cebolo



quarta-feira, 9 de maio de 2018



SEM TI

Sem ti serei noite sem luar,
Serei dia sem a luz solar,
Sem ti serei eterna escuridão,
Sempre triste na solidão.

Sem ti serei roseira sem flor,
Frio verão sem o seu calor,
Serei rasto, não serei nada,
Terei sempre essa vida adiada.

Serei um sonâmbulo perdido,
Serei pássaro triste e ferido,
Sem ti serei um sem-abrigo
E sonharei sempre contigo.

Sem ti serei estrada deserta,
Bússola desorientada e incerta,
Porto profundo sem abrigo
E a tristeza estará comigo.

Carlos Cebolo





segunda-feira, 7 de maio de 2018




SER REAL

Se ser real é estar além
Das coisas tristes Mundo,
Será ver o luar profundo
E nunca ficar aquém.

Tudo é incerto e perece!
O bem por ser derradeiro,
Será feito verdadeiro
E por cá não desaparece.

Dia de chuva traz beleza
À terra já ressequida.
Retoma o ciclo da vida,
Embeleza a mãe Natureza.

Se o sonho é irrealidade,
Do consciente adormecido,
Amanhã serei esquecido,
Num perecer da realidade.

Assim rola o Mundo e avança
Num arco-íris de perfeição.
Por cá deixo em confissão,
Este meu sonho de criança.

Carlos Cebolo



sexta-feira, 4 de maio de 2018



POENTE TRISTE

O poente, só por ser poente é triste,
Tão triste como a vida que passa,
Sem florir e sem ter sua graça,
Um passado que já não existe.

Nesse querer alcançar o presente,
Ser mais rápido que o pensamento,
O rei sol arrasta o seu tormento,
No ocaso inquietante que se sente.

Ferve o sangue nessa plenitude,
Todo o poente traz o seu nascente,
Como o futuro segue o seu presente,
Mas nada nos leva à juventude.

Esperanças novas dessa inocência,
De quem procura esse seu desejo,
Almas próximas trocando seu beijo
E o ser feliz, ficou na adolescência.

Carlos Cebolo


quarta-feira, 2 de maio de 2018



NÃO SE AMA, APENAS POR AMAR

Amar!... Amo as palavras sentidas,
Palavras ditas na realidade,
Ideias, murmúrios da verdade,
Sonhos dessas vidas repetidas.

Ninguém ama, apenas por amar,
O invólucro de uma alma desnudada,
Se a mesma alma não for desejada,
Com o seu interior sempre a brilhar.

Nesse sereno, aguarda o fim que tarda,
Na confusa solidão da vida,
De um amor suposto que se aguarda,
A vinda rápida na ânsia sentida.

Se nesse amar, sentir indiferença,
Que em nada acrescenta nessa vida,
Não forces a triste despedida,
Onde só um perca e o outro vença.

Carlos Cebolo



sexta-feira, 27 de abril de 2018



PALAVRAS AO VENTO

Pouco falo!... Não gosto de falar,
Perda de tempo, num mundo de surdos!...
Este Mundo em que vivemos
E por cá queremos ficar.
Na distracção do ouvir, muitos mudos
Procuram o gestual que não temos
E pregam no deserto da vida,
Aquela ladainha já não sentida.

Não me venham falar a sorrir,
Falas mansas de um predador
Procurando mostrar o seu sentir
Que também em si, se sente a dor.

Páginas escritas em branco e vazias
De uma humanidade que se deseja.
Neste naufrágio de vida entre bruma,
Sentindo todas essas noites frias,
E esse constante cheiro que se fareja,
Num dormir sem dignificação nenhuma.

Como um barco em abandono fatal,
Segue a vida por entre a alta onda,
Pelo mar revolto, escondendo o mal
E talvez a vida por lá se esconda.

Carlos Cebolo


segunda-feira, 23 de abril de 2018




CHUVA QUE CAI

Ouve esta chuva cair suavemente,
Diz-me o que a chuva te faz sentir,
Cheira a terra molhada que se sente,
O nascer da Primavera a sorrir.

E o Sol ardente queima devagar,
A frágil folhagem que vai nascendo,
Colho essa aragem que quero guardar,
Refrescando o amor que em ti vai crescendo.

A chuva que cai, molha a relva verde,
Contraste dos lábios cor de carmim,
Procuro no teu beijo a minha sede
E a tua frescura sentir assim.

Carlos Cebolo

sexta-feira, 20 de abril de 2018



ESCREVO VERSOS

Na contagem decrescente dos dias vividos,
Escrevo versos.

Na procura de uma madrugada perfeita na união,
Escrevo versos.

Nas noites mais tristes, quando nela penso,
Escrevo versos.

O orvalho da madrugada gira e encanta!...

No seu desejo, o meu desejo cantava
E os versos caíam como a neve branca,
Nessa alegria que a tristeza guardava,
O som da voz que desta alma se arranca.

Na noite estrelada ela não está comigo
E os sons dos versos, não lhe entra no ouvido,
Nem o beijo desejado foi sentido,
Nos doces lábios de um amor já antigo.

Nessa distância onde a imagem se procura,
Sou voz, sou corpo sentido no infinito,
Sou os momentos da tua breve loucura,
Sou aquele desejado amor interdito.

No sentir da dor que todo o amor causa,
 Escrevo versos.

Nessa incessante loucura do desejo,
Escrevo versos.

Para ti, meu amor de uma perdição,
Escrevo versos.

Carlos Cebolo





quarta-feira, 18 de abril de 2018



SOLTA-LHE O PENSAMENTO

Com este seu voar, solta-lhe o pensamento,
Nesta dor amarga que não faz sentido,
Ser ave ferida com olhar distraído,
Sem saber para onde voar, nesse momento.

Se neste acaso sua vida vem turvar,
Impondo no seu espírito pena dura,
Esse seu fixo olhar cheio de ternura,
Embala-lhe nesse beijo que quer dar.

E se o sonho vencer a própria verdade,
A ave ferida deixará sua tormenta,
Deixando cair essa dor que a alimenta,
Voltando a sentir essa doce saudade.

Carlos Cebolo



segunda-feira, 16 de abril de 2018




TRISTEZAS DA VIDA

Aquele poeta errante e triste,
Vivendo num bar indecente,
Tendo a dor que não existe,
Sempre será indiferente,
Aos olhos de quem o vê,
Com poemas que ninguém lê.

Essa mulher fatigada,
Na lida do seu diário,
É feia e mal-arranjada,
Com essa roupa de trabalho,
No olhar de quem ali passa,
Sem brilho e sem sua graça.

Moça que passeia a beleza,
Pelas ruas da amargura,
Da vida não tem certeza,
Nem gosto de tal figura,
Nessa cobiça do olhar,
Sua fome quer matar.

A idosa que afaga o gato,
Nesse banco do jardim,
Limpa o seu velho sapato,
Lembrando o seu triste fim,
Não é vista por ninguém,
Nesse olhar que fica aquém.

Carlos Cebolo




sexta-feira, 13 de abril de 2018



SENTIDO NO SONHO

Neste sono agitado,
Turvo o meu repousar
Meu espírito acordado,
Procura o teu beijar.

E o corpo sonolento,
Com toda a confusão,
 Deixa de ser violento,
Tocando a tua mão.

Nesse viver sonhado,
Sem ser o que serei,
Sonho mesmo acordado,
Com o beijo que não dei.

E nesse fiel sentido,
De te querer amar,
Já me sinto oprimido,
Com todo o meu sonhar.

Carlos Cebolo


quarta-feira, 11 de abril de 2018



TODOS SOMOS UM

Na unidade do ser que nasceu,
Sou eu, és tu e mais alguém,
Sou aquele que padeceu
E no mundo não sou ninguém.
Sou fonte de luz que se produziu,
Água pura no rio corrente,
Sou quem de cá já partiu,
O arrefecer do sol ardente.
Sou quem o luxo esbanja,
Na alegria da vida que passa,
Tudo aquilo que se arranja,
Sem abrigo, na desgraça.
De tudo temos um pouco,
Neste banco do jardim,
Há quem me chame louco
E há quem goste de mim.
Sou a humanidade sem ser,
Um rebanho sem pastor,
Sou quem vai desaparecer,
Como a nuvem de vapor.
Todos somos iguais,
No futuro mais que certo,
Não somos de todo imortais,
Somos areia num deserto.

Carlos Cebolo