Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

terça-feira, 1 de agosto de 2017


ALMA NUA

No abraçar desse mistério,
O olhar baila e beija a lua,
No silêncio um pouco sério,
Solidão de uma alma nua.

No sonho onde sou esperança,
Meu olhar é poesia,
Nessa constante mudança,
Cheia dessa fantasia.

Lágrimas sem melodia,
No desejo desse Mundo,
Onde o amor é fantasia,
De um sentimento profundo.

Essa incógnita ansiedade,
Que provoca esse temor,
De uma trémula saudade,
Causa arrepios de amor.

Em mim anoitece o sonho,
De uma alma que se desnuda
De um preconceito medonho,
Dessa alma ser surda e muda.

Carlos Cebolo





segunda-feira, 31 de julho de 2017







DESAFIOS

E os dias assim envelhecem,
Por anos e anos a fio,
Entre as estrelas onde adormecem,
As esperanças do desafio,
Cores do silêncio que entristecem.

No envelhecer das madrugadas,
Das noites profundas caídas,
Folhas nuas e desgastadas,
Em arrepios das despedidas,
Das ansiedades desejadas.

Alma que vivem no mistério,
Nesse veludo de um sorriso,
Beijam o sopro desse adultério,
Canção doce de um paraíso,
Fazem do amor, seu ministério.

E antes da vida envelhecer,
Sentem esse Mundo a descobrir,
Com todo o amor a florescer,
Vertendo o néctar do sentir,
Sem medo desse amanhecer.

Carlos Cebolo




sexta-feira, 28 de julho de 2017


FANTASMAS DE UM PASSADO

Fantasmas de um passado ilustram seu Ser,
Nessa eternidade procura o seu rumo,
Por ser pétala de orvalho aquecida ao Sol,
Escreve memórias sem querer entender,
Acordando quimeras de um abismo a prumo,
Onde a alma sossega num denso lençol.

Aquele tocar do silêncio na nudez,
Vida passada que pretende manter
Entre a magia vivida nos mistérios,
Põe a descoberto essa sua altivez,
De uma arrogância traçada no viver,
Que renega o amor para assunto pouco sério.

Todas as esperanças se arrugam nesse nada,
Como nada foi a vida que tiveram,
Nesse balanço de todos os seus momentos.
Lágrimas soltas da vida desgastada,
Naquelas noites que não adormeceram,
Fizeram florir outros ressentimentos.

Carlos Cebolo



quinta-feira, 27 de julho de 2017


SAUDADE NO TEMPO

Tenho o tempo em mim, na verdade de viver,
Essa alma sedenta que zumba de si própria,
O verde anunciado muito antes de nascer,
Na essência que transborda amor e sensações,
Nesse indefeso que a própria alma se expropria,
Da paixão vulnerável dessas confissões.

Num tempo, onde o vento ainda cheirava a flores,
O sorriso feito da criança renascida,
Mergulhada na sensação de bons amores,
De uma eloquência torpe dos seu sentimento,
Onde o desejo se misturava com a vida
E a própria felicidade era o pensamento.

Por vezes, o invocar esse tempo da saudade,
Na procura de respostas indefinidas,
Ensurdece esse silêncio de uma verdade,
Do espírito sagrado que habita o invisível,
Na aparência insana das tristes despedidas,
Que torna esse seu Mundo ainda mais terrível.

Carlos Cebolo





quarta-feira, 26 de julho de 2017


AVÓS

As primaveras vividas num tempo que passa,
Memórias retidas de um passado em permanência,
De um corpo cansado na embargada voz com graça,
Mostram valores vividos à sua descendência.

Com a felicidade estendida naquele doce olhar,
Marca o tempo de um tempo de coração aberto,
Passando a sabedoria com um calmo falar,
Das vivências passadas com aquele voto secreto.

Na triste Era da terceira idade desprezada,
Esse contraste de um conhecimento profundo,
Anos, após anos de uma vida desgastada,
Procuram mostrar as imperfeições deste Mundo.

Nesse acumular de sabedoria secular,
Os avós mostram como era a sua mocidade,
Nos bons tempos que o próprio Mundo quer apagar,
No obscuro de um sentimento de moralidade.

Carlos Cebolo



terça-feira, 25 de julho de 2017



DENSIDADE

Na floresta densa as árvores são todas iguais,
Aquele sombrio tom das folhas esverdeadas,
O som vibrante da brisa que deixa seus ais
E aquele cheiro a húmus de uma vida inacabada.

Tudo se assemelha com esta vida desgastada,
Nesta impressão sem nexo, de assim a estar vivendo,
Levando a vida na direcção indesejada,
Onde o pensamento, o seu remorso vai moendo.

Não basta acabar com essa ilusão de um só momento,
Se no presente o passado aparece sorrindo,
No desassossego deste inconstante pensamento.

Traçar rumo na orientação da estrela cadente,
É ir contra a maré num rio que vai subindo,
Nessa floresta densa onde se torna inconsciente.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


segunda-feira, 24 de julho de 2017



SENSAÇÕES DE UM SONHO

Naquela harmonia de um céu terno,
Vislumbre estrelado de magia,
A mãe que abraça e protege a cria,
Nesse sentir do calor materno.

No cansaço da esperança, nada!...
Nada resta de maravilhoso!
Nem mesmo essa esperada hora adiada,
Que no sono, foi também gostoso.

Sonhos de uma vida que se abrem,
Em cores de aguarelas pinceladas,
Que o sentir desse sono contém,
No instante das sensações sonhadas.

Os meus sonhos não são protectores,
Antes promovem o desequilíbrio,
Com todo o seu aspecto sombrio,
Que turvam e provocam calores.

Carlos Cebolo




sexta-feira, 21 de julho de 2017





TÉNUE ESPERANÇA

Sem estrelas, a noite manteve-se clara na sua tardança,
Ausentei-me do mundo na água etérea e pura dos sentidos,
Nesse amplo frio, onde o corpo se situa sem conforto e esperança,
No oceano dos desejos com seus gemidos perfumados idos.

Nessa minha pele nua em movimento onde te prendes em sedução,
Ser faminto e ébrio nessa procura da fonte em ti perdida,
Deliro com ousadia, sentindo em teu fogo, doce vulcão,
No correr de lágrimas, na tristeza da minha despedida.

Se na angústia o teu olhar em pensamento, diz-me que me amas,
Perdida nesse destino que traz a própria alma sufocada,
Nessa vida que anseias sentir, mas que a ti próprio te enganas.

Se nesse sentir, o meu perfume lançado se alimenta,
De uma ténue esperança por ti profundamente desejada,
Essa realidade vivida aos poucos, também dela se ausenta.

Carlos Cebolo




quinta-feira, 20 de julho de 2017




DESEJO DA PROVA

Tulipa negra no seu respirar,
Sol dos sentidos da minha pele nua,
Em delícia desse fruto proibido.
Entre mistérios, silêncios do mar,
Esse brilho refrescante da lua,
Desfolhar da flor nesse ébrio sentido.

Em mim, bebes a doce gota da vida,
Os embriagados gemidos meus,
Nas coxas ardentemente sentida,
Beijo dos meus lábios, nos lábios teus.

Presença do olhar que em ti libertei,
Os desejos sentidos nesse medo,
Perdido no lamento já vazio.
No fado da voz, essa alma que amei,
O cativo liberto do segredo,
Nesse chorar da pele em calafrio.

Carlos Cebolo




quarta-feira, 19 de julho de 2017


TALVEZ UM DIA

Sem querer e sem fingir que seja eu,
Qualquer dia talvez, eu faça meu poema,
O poema que o próprio espírito já leu,
Antes de ter saído da minha pena,
Ou daquele triste espírito que o teceu.

Talvez esse poema tenha o seu sentir,
Que leve a quem o quiser analisar,
Um diferente sentir que o faça sorrir
Ou outra coisa que o faça querer chorar,
Por sentir que algo está a querer emergir.

Mas como querer fazer o poema tamanho,
Sem estar afeito às lides camonianas,
E à própria poesia me sentir estranho,
Nessa vontade de tais forças humanas,
Querer pertencer a tão ilustre rebanho?

Carlos Cebolo



terça-feira, 18 de julho de 2017


AMOR INTENSO

Amo-te como a água ama seu sal,
No mar infinito desse amor,
Onde a tempestade será real,
Na paixão que absorve o teu calor.

Na tua boca, o templo sagrado,
Um sopro do beijo a teu contento,
Gera onda do desejo guardado,
Brisa quente dos meus lábios vento.

Por entre as ondas do meu desejo,
Carícia nocturna perfumada,
Na dança tocada por um beijo,
Banho de espuma doce e salgada.

Carlos Cebolo



segunda-feira, 17 de julho de 2017


NO SILÊNCIO, ESCUTA-ME

Serei sombra nua e crua do teu pensar,
Incolor onde vou e estou,
Segurando meu choro onde sorrio,
Sem destino, sem regras neste caminhar,
Refrescando a flor que ainda não murchou,
Com a gota a gota de um pranto seco e vazio.

No meu silêncio serei asa, viagem, pausa e partida,
Escondido no lamento de um adeus,
Na dorida solidão deste meu querer.
Alma que se renova em cada despedida,
Segredos que guardo por serem somente meus,
No adormecer das estrelas desse sofrer.

Escuta-me nesse colher da flor,
Flor que nasce e renasce na sombra do teu jardim,
Escondendo toda a face da sua ansiedade.
Silêncio que transporta no silvo do vento a dor,
De quem sente aquele pedaço vindo assim,
Na esperança de alcançar a desejada eternidade.

Carlos Cebolo




sexta-feira, 14 de julho de 2017



RASTEJANDO SEGUE O VENTO

Rastejando segue o vento,
No sossego do seu voar,
Transportando a seu lamento,
Nesse anseio para te amar.

Natural como o pensar,
É nunca se estar sozinho,
Nas tristes horas do pesar,
O sofrer devagarinho.

Essa morte prematura,
Que quebra essa flor da vida,
Tira valor de uma aventura,
Da juventude perdida.

E quem dela assim sofrer,
No fluir do sentimento,
Vai continuar a viver,
Lembrando o triste momento.

E aqui deixo a redondilha,
Que nada somos no mundo,
Nessa terra maravilha,
O sentimento profundo.

Carlos Cebolo




quinta-feira, 13 de julho de 2017



VIDA BREVE

Magnólia de cetim aberta na calmaria,
Rosa formada nessa ruína do seu florir,
Rapidamente murcha e cai nesse seu surgir,
Como amor distante que a vida imaginaria.

No seu Ser, a noite vem surgindo devagar,
Em pés de veludo transporta a dor que lhe atormenta,
Sua estranha forma nessa maneira de amar,
Tendo essa entrega total do amor que os alimenta.

Toque de magia desses segredos sensuais,
Desvendados com todo esse percorrer dos dedos,
Na profunda mestria das almas ancestrais.

A magnólia abre-se sabendo da breve vida,
E libertando suas pétalas de todos os medos,
Vive com intensidade essa vida enlouquecida.

Carlos Cebolo



quarta-feira, 12 de julho de 2017



FIXO NO TEU OLHAR

Quedo senti na tua presença,
Convite informar para te abraçar,
Na imagem do teu rodopiar,
O alinhar astral de uma sentença.

Teu sorriso solto de encantar,
Achado tão livre e natural,
Como livre foi o meu beijar
Esse teu rosto alegre e real.

No tocar tua pele, a emoção,
Do dia ter sorrido para mim,
Tão claro como essa sensação,
Da irrealidade ser sempre assim.

Carlos Cebolo


terça-feira, 11 de julho de 2017


MOMENTOS DE UM SONHO

Este sonho que se apresenta
Trazendo com ele tua imagem,
Perfume com que se alimenta,
O sentimento de passagem.

Ao ver-te senti emoção,
Essa emoção na alma sentida,
Que arrebatou meu coração,
O sentimento de uma vida.

Ver esse sorriso encantado,
Toque de pura sedução,
Do beijo que ficou guardado,
Um segredo de confissão.

E com pouco me contentei,
De um prazer que pedia mais,
Na minha timidez guardei,
No sorriso uns pequenos ais.

Sem poder oferecer o certo,
Ou o incerto nesse calor,
Na timidez fiquei quieto,
Absorvendo esse teu valor.

Carlos Cebolo




segunda-feira, 10 de julho de 2017


NINFAS DO MEU PENSAR

Ninfas deste meu pensar,
Que vos imagino belas,
Tão belas como o luar,
Luar que ilumina as velas,
Deste meu barco de amor,
Acalmai o meu fervor.

Plantai a sabedoria,
Neste espírito cativo,
Que já não sente alegria,
Sem esse vosso incentivo,
De um amor que padeceu,
Mas que vive e não morreu.

No sofrer não vejo quem,
Já sofreu mais do que eu,
No Mundo não há ninguém,
Com maior amor que o meu,
Nem com esse pensamento,
De viver só o momento.

Não há mal que assim não venha,
Só por vir sem alegria,
Não há mal que eu não tenha,
Ser triste não merecia
Neste Mundo que é só meu,
Onde o amor sobreviveu.

Não ter sorte nem riqueza,
Ter a vida que queremos,
Da morte temos certeza,
Foi para isso que nascemos,
Com todo o conhecimento,
Cá sofremos o tormento.

Carlos Cebolo






sexta-feira, 30 de junho de 2017


LONGE VÃO OS TEMPOS

De saudade me aflige a mente,
Que quem fui não o sou agora,
Com pensamento tão diferente,
Como diferente foi outrora.

Em sonhos vive-se essa ilusão,
Da passada vida sentida,
Neste presente em confissão,
A gravura agora retida.

Sem ter uma memória na alma,
Das lembranças que se apagam,
Com pouco se mantém a calma,
Na tristeza onde desaguam

E por muito ficar retido,
Aos poucos se perde a vontade,
Em lembrar o que foi vivido,
Durante a sua mocidade.

Longe vão os tempos floridos,
Mais longe ficou o pensamento,
Na vazante dos seus queridos,
Lamentação do tal momento.

Carlos Cebolo




quinta-feira, 29 de junho de 2017



HÁ FÉRIAS E FÉRIAS

Mas nem tudo o que dura pouco e bom,
No trabalho também há alegria
E o ruído pode ser um belo som,
Se for ouvido em boa companhia.

Há férias que se tornam decepções,
Vidas perdidas nesse descansar,
Paraíso das suas ilusões,
Quando o tempo não para de passar.

Tudo é fruto dessa imaginação,
Criada nesse lazer da aventura,
Alimentada no quente verão.

Se de férias o corpo necessita,
A nossa alma procura ter ternura,
Nos breves momentos em que acredita.

Carlos Cebolo



quarta-feira, 28 de junho de 2017



FÉRIAS

De todos os prazeres a vida se veste,
Nos amigos se encontra o imaginário,
De castelos o sonho se reveste,
Lembranças ficam escritas num diário.

Damos férias na ausência desse amor,
Rasgando todas as decepções surgidas
E de férias mandamos essa dor,
No calor sentido nas despedidas.

Sentimos essa sorte da euforia,
No lazer formado pelo sistema,
Que nas férias se produz alegria.

Colhido o sentimento da pureza,
Para trás deixamos todo esse problema
E a vida vive a sua natureza.

Carlos Cebolo



terça-feira, 27 de junho de 2017



CHEGA A NOITE

E a noite vem sem se atrasar na chegada,
Apesar de esperada traz sempre surpresa
E a incógnita se mantém até de madrugada,
Sendo eu desses sonhos, uma fácil presa.

Sem pensar nessa moral, sonho contigo,
Nesses sonho sou teu, como tu és minha,
E é sempre triste esse meu amor mendigo,
Na manhã quando a solidão se adivinha.

Será esse sonho prenúncio da verdade,
Ou o direito desse querer e não poder
Que em mim se vai tornando realidade.

A porta da esperança que se mantém,
Que o sonho julga não ter nada a perder,
Ficou fechada para não entrar ninguém.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


segunda-feira, 26 de junho de 2017


BAÚ DOS SONHOS

Lento, baixa Apolo os raios do seu fervor,
Pouco a pouco, o negro véu, do espaço é senhora
E o silêncio incerto transmite a sua dor,
Antes que cresça a prata dessa tardia hora.

Nesse baú dos meus sentidos, guardo os sonhos,
Tua imagem segura na imaginação,
Entre o despertar desses momentos risonhos,
O teu nome guardado no meu coração.

Cresce a vinda da lua cheia imaginada,
Destino agravado na sua negação,
Nesse cair de pétalas da flor desgastada.

No baú dos meus sonhos, vejo o que lá existe,
Protegido pela noite, a nossa oração,
Deixa o sonho ténue desse momento triste.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 23 de junho de 2017


SOLDADO DA PAZ

Desfaço as malas nesse desengano,
Em coisa nenhuma serei mártir,
No perder dessa visão imediata.
Ser o soldado da paz lusitano,
Com essa desventura num sorrir,
O som infernal dessa serenata.

São verdadeiros heróis nacionais,
Combatem o flagelo da desgraça,
Vazio de um dever sempre cumprido.
Os louros ficam para os imortais,
Não para quem oferece a vida de graça,
Nesse dever que a poucos faz sentido.

Soldados da paz, vida desgastada,
A quem é negado todo o valor,
Em comemorações não são lembrados.
O constante da guerra declarada,
Com quem procura infringir grande dor,
Sem sentir os seus valores confirmados.

Qualquer político ganha em excesso,
Pouco ou nada fazem pelo país,
Quem perde a vida nesse seu dever,
Tudo fazendo para o seu sucesso,
Ganha pouco, menos que um aprendiz,
Filho de quem se julga com poder.

Carlos Cebolo


quinta-feira, 22 de junho de 2017


LUTA INGLÓRIA

Preocupa-me em conhecer essa dor,
Elemento vazio deste meu Ser,
Num tempo que por cá ainda existe.
Não choro a tristeza de um só amor,
Nem dores de agonia de um padecer,
Tudo a isso o meu espírito resiste.

Choro a dor sentida da terra viva,
Que pouco a pouco se deixa morrer
Na incúria de uma grande malvadez.
Aquela força elementar e activa,
Não será culpada desse sofrer,
Com sua centelha que assim se fez.

A Natureza traça as suas leis,
Que a nossa humanidade não entende,
Contrariando essas leis do Universo.
Fenómenos que devem ser aceitáveis,
Por um deus menor que assim não entende,
Fazendo outras leis sem qualquer sucesso.

E essa dor assim viva se mantém,
Ano após ano assim fortalecida,
Na incúria de quem procura mandar.
No sofrer de quem menos culpa tem,
Com o direito da vida merecida,
Na luta apenas lhes resta rezar.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/

quarta-feira, 21 de junho de 2017


DOR

Depois do verde, o negro cinza se formou,
E as árvores soltam suas lágrimas de dor,
Perante tal força do raio destruidor,
Que a própria Natureza, a ele se conformou.

Sem ter moral, soltam mágoas de tal tristeza,
Procurando com elas ter benesses próprias,
Olhando a políticas pouco solidárias,
Sem nunca se preocuparem com a Natureza.

O planeta vivo derrama sua dor,
Grande Júpiter mostra não estar adormecido,
Nem esse seu real valor desaparecido,
Reclamando do mortal, muito mais amor.

Não basta fazer leis, apenas por fazer,
Não basta chorar, mostrando condolência,
É preciso por em prática toda a ciência,
E fazer cumprir todo o rigor do poder.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/