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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017


BEIRAL FELIZ

Dessas brancas pedras que de Paros se ergueu,
Em talha perfeita poli o coração,
Toque suave e carinhoso da tua mão,
Que juntou as pontas soltas do teu ao meu.

E tudo que se imaginou será quimera,
De um orgulho que este tempo o fará distante,
Dessa primavera por onde fui radiante,
Nesses tempos idos, passados e outra Era.

De tudo o que recordo, esse amor não se esquece,
Nem o tempo, o pensamento fará esquecer,
Todo aquele orgulho que ainda hoje entristece.

Hoje, o mármore do coração se derreteu,
E o triunfo do amor não me deixa enlouquecer,
Por este beiral com o teu ninho junto ao meu.

Carlos Cebolo


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017


ROSAS DE OUTONO

Por ermos caminhos vagueia o pensamento,
Sem luar, sem ter flores e sempre longe de ti,
Entre noites silenciosas que percorri,
Por dias sem calor, por este meu tormento.

Longe de ti, sentindo as noites invernosas,
Envolto em sonhos por entre negros espaços,
Imagino sentir, calor dos teus abraços,
Nesse aconchego das tuas mãos carinhosas.

Nos dias de inverno onde o névoa foge leve,
Por entre esse apertar constante dos meus dedos,
Como num sonho, tua imagem é sempre breve.

Rosas de Outono dessas camélias que afagam,
Com o sofrer de uma paixão e dos seus segredos,
As gotas de orvalho que pela face rolam.

Carlos Cebolo


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017


ENCRUZILHADA

Entre linhas e cruzes, disfarçada
Por ali, onde a vida desespera,
Sossego vindo do nada que espera
Tristeza da alma desassossegada.

Sossego, do sossego se alimenta,
Por caminhos cruzados de amargura,
Onde o próprio lamento se lamenta,
Desfazendo o espírito da aventura.

Numa mistura do sonho e da vida,
Inexistência da luz que irradia,
Num acordar que não importaria
Aquela encruzilhada assim sentida.

E o amor, vence o sossego nessa espera,
Onde o própria sombra se desvirtua,
Por entre esse arvoredo, à luz da lua,
Revivendo tudo isso que Outrora era.

Carlos Cebolo



segunda-feira, 4 de dezembro de 2017


DIAS ADORMECIDOS

Há dias em que a poesia adormece,
Não flui do pensamento para o papel,
No não viver, também nada acontece,
Nem a paixão verte o seu doce mel.

Todo esse frio abrange o coração,
No vasto silêncio, até o tempo é lento,
Ausências escorem nas linhas da mão,
Nesse desencontro do pensamento.

O grito que continua guardado,
Junto a essa saudade que por lá arde,
No preconceito agarrado ao passado,
Desta vida que aos poucos se faz tarde.

Carlos Cebolo


quarta-feira, 29 de novembro de 2017


TRANSFORMAÇÃO

Do cálix das rosas expiro o teu perfume,
Fresco, acetinado, como essa bela flor,
Por onde o colibri liberta o seu calor,
Separando o néctar desse seu azedume.

Como um beijo termo na hora de despedida,
Esse beijar do colibri primaveril,
Traz o seu calor, às frescas manhãs de Abril,
Transformando por completo essa triste vida.

Esse seu nome, não sai do meu pensamento.
Trespassa o meu peito nas noites de agonia,
Quando esse seu luar, meu coração extasia,
Nesse amargor absorto deste meu tormento.

E nas frescas manhãs, dá-se a transformação,
Esse meu inconsciente sonhar desejado,
Um doce beijar com o seu abraço apertado,
Solta os ais da profundeza do coração.

E o colibri que o cálix da rosa beijar,
Transformando o néctar no mais puro alimento,
Na hora da despedida deixa o sentimento,
Gravando no céu estrelado esse seu cantar.

Carlos Cebolo



segunda-feira, 27 de novembro de 2017


IRREALIDADE DE UM DESTINO

Destinos onde nunca se chega,
Com essa partida sem o ser,
Palavra dita que aconchega,
A chegada de um amanhecer.

Esfria esse meu pensamento,
No vasto silêncio que se ouve,
Desse tempo sem sentimento,
Todo o clamor que me comove.

Sinto o meu mundo revirado,
Na saudade da chama que arde,
Daquele esquecido passado,
Em lágrimas de uma realidade.

Carlos Cebolo





sexta-feira, 24 de novembro de 2017

´

CIFRAS DO AMOR

Decifras-me em sons de poesia,
Frases e letras de emoção,
Por onde se esconde toda a magia,
De no querer, parecer confissão.

Nesse despertar de emoções,
Sem ser o que falo ou o que escrevo,
Em verso toco corações,
Sem sentido ou algum relevo.

Sou a voz que se quer ouvir,
Nessa calmaria da espera,
Que a alma procura no sentir,
Da renovada Primavera.

No meu corpo escrevo a saudade,
Desses amores presos à distância,
Fervor da eterna mocidade,
Ternura tolhida nessa ânsia.

E por me leres com a sensação,
De um doce gosto proibido,
Palpita-te o coração,
Por esse amor assim banido.

Carlos Cebolo





quarta-feira, 22 de novembro de 2017


NAS NOITES, SEREI TEU

Espesso véu cobre a terra cor de breu,
O sal líquido brilha com o seu olhar…
No santuário, ao som da lua serei teu,
Com essas pérolas que traçam seu caminhar,
Nesse rolar livre estampado no rosto,
Espelhando sem piedade esse desgosto.

Os restos de poeira cheiram ao teu amor,
Esse amor que aos poucos ficou desgastado,
Na melancolia desse teu fervor,
O acalmar deste coração desolado,
Nessa procura de uma outra solução,
Pensamento perdido entre o sim e o não.

Todas as regras foram quebradas em nós,
Nossos olhares indicam esse sofrimento,
E nesse sofrer não estaremos sós,
Nem na lembrança desse doce momento,
Vivido nesse desejo por inteiro,
Que me faz ainda hoje, sentir o teu cheiro.

Carlos Cebolo



segunda-feira, 20 de novembro de 2017




PALAVRAS DE AMOR

Palavras de amor nunca foram ditas,
Na imensidão da verdade da vida,
São cristais preciosos, pedras benditas,
Na pureza do coração sentida.

Na memória de um beijo, a tua boca,
Recanto adocicado do prazer,
Sentir de um calor que te deixa louca,
Cheiros a rosas nesse entardecer.

Tantas são essas palavras de amor,
Sempre ditas em qualquer ocasião,
Que em qualquer futuro provocam dor,
São espinhos cravados num coração.

Das palavras que o amor não se alimenta,
Essas sim, palavras de confiança,
São esmeraldas que a própria alma se alenta,
No desejo de voltar a ser criança.

Carlos Cebolo



sexta-feira, 17 de novembro de 2017


TALVEZ

Talvez eu seja a distância que nos separa,
Sonhos que morrem sem serem vividos,
O incenso de um perfume que não existe.
Talvez seja a madrugada que não te ampara,
Essa dor de solidão nos silêncios sentidos,
A imaginação do nome com que te despiste.

Talvez seja o calor de antigas auroras,
Por onde as lágrimas soltas se desfizeram,
Depois de serem vencidas ou roubadas.
O aumento das lágrimas tristes que choras,
Os inúmeros pedaços das almas que repousaram
Nessa tristeza das esperanças desmanchadas.

Talvez seja a sombra que te turva o pensamento,
Que não te deixa ver com toda a clareza
Que na poesia se canta sentimentos e emoções.
Ser teu refúgio secreto trazido pelo vento
Que te abrigue do frio da tua incerteza,
Iluminando-te nos becos escuros das sensações.

Carlos Cebolo



quarta-feira, 15 de novembro de 2017


DESENCONTRO

Bela flor aos meus olhos aparecida,
Que o meu amor sentido não fica isento,
Prata luar que envolve este meu pensamento,
Da tua bela imagem, assim divertida.

Sem te querer louvar em meu atrevimento,
No teu olhar forcei uma despedida,
Sentindo tua imagem um pouco perdida,
No desencontro triste do nosso momento.

Se na tua beleza contemplar toda a arte,
Desse meu peito por onde perco o siso,
Na procura de entrar no teu paraíso.

No teu dançar, contemplei a menor parte,
Desse teu amor oferecido à míngua,
O meu acanhar, onde perdi a língua.

Carlos Cebolo




segunda-feira, 13 de novembro de 2017


SECA

Não chove! Apenas há silêncio que se deixa ouvir,
Naquele triste sentimento cego de uma alma viúva,
Entre o sossego onde o céu também parece dormir,
Nas gotas miúdas do orvalho que não chega a ser chuva.

À noite ouve-se o sussurrar do vento no seu lamento,
Nada em mim sente essa nostalgia criada assim,
Que a própria terra diz sentir com esse frio vento
E como um grande desejo, a chuva sentida em mim.

O céu límpido de espessa nuvem, só transporta geada,
A geada que tomou conta dessa alma atormentada,
Desta terra seca, sem ter a chuva desejada.

Não há ruído que se deixe ouvir mesmo sussurrando…
Nascentes ávidas nesse lumiar da madrugada,
Procuram beber essas fracas gotas do seu pranto.

Carlos Cebolo


sexta-feira, 10 de novembro de 2017


PASSADIÇO À BEIRA MAR

No encanto do seu baloiçar,
Caminha cheia de graça,
Na beleza do olhar que passa,
Espraiando seu encanto,
Fixando em si meu olhar.

Mulher em movimento ondulado,
Corpo esbelto, cabelo ao vento,
Sua pele em tons dourado,
Mostra o Sol que a banhou,
Desenhando aquele momento.

No contraste de tanta alegria,
O Mundo sombrio e triste
De um pensar sem fantasia,
Que a própria vida traçou,
Onde o amor já não existe.

Naquele baloiçar vem a graça,
Da beleza que encanta o Mundo
E que torna tudo mais lindo,
Com aquela beleza que passa,
Com um pensamento profundo.

Carlos Cebolo


quarta-feira, 8 de novembro de 2017



O VOAR DE UM OLHAR

Se o amor fosse cantado,
Revelava o sentimento,
Só com o simples olhar.
Sem voz fica calado,
Absorvendo o momento,
Sem o amor revelar.

Sem o poder dizer,
Sem parecer mentir,
Fica no esquecimento.
Quem nasce para sofrer,
Escondendo o sentir,
Faz voar o pensamento.

E nesse leva e traz,
Com esse olhar receoso,
A promessa do crer
Que o amor não se desfaz,
Num querer tão carinhoso,
Sentido num sofrer.

Carlos Cebolo



segunda-feira, 6 de novembro de 2017


CONTRADANÇA

Já a fraca luz percorre a escuridão,
No Oriente a janela do horizonte se abre,
Deixando respirar essa solidão,
Onde a luz do Sol, no seu esplendor, arde.

Essa madrugada traduz a esperança,
Daquele amor que ainda sente a verdura
Das suas frescas voltas e contradança,
Que ao fim do dia, lhe fez sentir ternura.

A manhã que lhe aparece bela e amena,
Esse efeito de um amor tão preeminente,
De uma felicidade angélica e serena,
Permite-lhe ter o espírito consciente.

A bela e nova Aurora aparece pura,
Sentindo no ar essa suave melodia,
Que a acompanhou em toda aquela aventura,
Enquanto a noite se transformava em dia.

Carlos Cebolo


sexta-feira, 3 de novembro de 2017


CANÇÃO DE OUTONO

O Outono toca a nossa vida,
A vida que o Mundo gerou.
Velha canção da despedida,
Despedida que não chegou.

A seca da nossa tristeza,
Nessa tristeza sem desejo,
O Outono traz sua beleza,
E os teus lábios um doce beijo.

À noite junto-me à lareira,
Lareira do teu fogo ardente,
O Outono será brincadeira,
Se a nossa alma esse amor consente.

Carlos Cebolo


quinta-feira, 2 de novembro de 2017


SILÊNCIO

E na noite onde tudo acontece,
O silêncio faz-se ouvir,
Naquela despedida que não aconteceu.
O próprio corpo, com a alma, estremece,
Nas palavras por dizer que ferem o sentir,
De uma dor que ainda não adormeceu.

Talvez o grito não se deixe ouvir,
Naquela dor que não se quer sentir.

Nesse sufoco do seu corpo solto,
Escreve-se em desejos de loucura,
Nas noites eternas por dormir.
O fel da solidão que se deixa verter revolto,
No desalento das madrugadas sem ternura,
Cobrem o pranto velado desse sentir.

O canto da noite se torna solidão
E embriaga-lhe no sonho da ilusão.

Nesse abismo do seu sonhar,
O silêncio que se faz sentir,
Fere a alma perdida no tempo.
Nesse despertar da aurora no triste acordar,
Sopra a quente brisa que se faz emergir,
Deixando bem perto o seu desalento.

Carlos Cebolo


terça-feira, 1 de agosto de 2017


ALMA NUA

No abraçar desse mistério,
O olhar baila e beija a lua,
No silêncio um pouco sério,
Solidão de uma alma nua.

No sonho onde sou esperança,
Meu olhar é poesia,
Nessa constante mudança,
Cheia dessa fantasia.

Lágrimas sem melodia,
No desejo desse Mundo,
Onde o amor é fantasia,
De um sentimento profundo.

Essa incógnita ansiedade,
Que provoca esse temor,
De uma trémula saudade,
Causa arrepios de amor.

Em mim anoitece o sonho,
De uma alma que se desnuda
De um preconceito medonho,
Dessa alma ser surda e muda.

Carlos Cebolo





segunda-feira, 31 de julho de 2017







DESAFIOS

E os dias assim envelhecem,
Por anos e anos a fio,
Entre as estrelas onde adormecem,
As esperanças do desafio,
Cores do silêncio que entristecem.

No envelhecer das madrugadas,
Das noites profundas caídas,
Folhas nuas e desgastadas,
Em arrepios das despedidas,
Das ansiedades desejadas.

Alma que vivem no mistério,
Nesse veludo de um sorriso,
Beijam o sopro desse adultério,
Canção doce de um paraíso,
Fazem do amor, seu ministério.

E antes da vida envelhecer,
Sentem esse Mundo a descobrir,
Com todo o amor a florescer,
Vertendo o néctar do sentir,
Sem medo desse amanhecer.

Carlos Cebolo




sexta-feira, 28 de julho de 2017


FANTASMAS DE UM PASSADO

Fantasmas de um passado ilustram seu Ser,
Nessa eternidade procura o seu rumo,
Por ser pétala de orvalho aquecida ao Sol,
Escreve memórias sem querer entender,
Acordando quimeras de um abismo a prumo,
Onde a alma sossega num denso lençol.

Aquele tocar do silêncio na nudez,
Vida passada que pretende manter
Entre a magia vivida nos mistérios,
Põe a descoberto essa sua altivez,
De uma arrogância traçada no viver,
Que renega o amor para assunto pouco sério.

Todas as esperanças se arrugam nesse nada,
Como nada foi a vida que tiveram,
Nesse balanço de todos os seus momentos.
Lágrimas soltas da vida desgastada,
Naquelas noites que não adormeceram,
Fizeram florir outros ressentimentos.

Carlos Cebolo



quinta-feira, 27 de julho de 2017


SAUDADE NO TEMPO

Tenho o tempo em mim, na verdade de viver,
Essa alma sedenta que zumba de si própria,
O verde anunciado muito antes de nascer,
Na essência que transborda amor e sensações,
Nesse indefeso que a própria alma se expropria,
Da paixão vulnerável dessas confissões.

Num tempo, onde o vento ainda cheirava a flores,
O sorriso feito da criança renascida,
Mergulhada na sensação de bons amores,
De uma eloquência torpe dos seu sentimento,
Onde o desejo se misturava com a vida
E a própria felicidade era o pensamento.

Por vezes, o invocar esse tempo da saudade,
Na procura de respostas indefinidas,
Ensurdece esse silêncio de uma verdade,
Do espírito sagrado que habita o invisível,
Na aparência insana das tristes despedidas,
Que torna esse seu Mundo ainda mais terrível.

Carlos Cebolo





quarta-feira, 26 de julho de 2017


AVÓS

As primaveras vividas num tempo que passa,
Memórias retidas de um passado em permanência,
De um corpo cansado na embargada voz com graça,
Mostram valores vividos à sua descendência.

Com a felicidade estendida naquele doce olhar,
Marca o tempo de um tempo de coração aberto,
Passando a sabedoria com um calmo falar,
Das vivências passadas com aquele voto secreto.

Na triste Era da terceira idade desprezada,
Esse contraste de um conhecimento profundo,
Anos, após anos de uma vida desgastada,
Procuram mostrar as imperfeições deste Mundo.

Nesse acumular de sabedoria secular,
Os avós mostram como era a sua mocidade,
Nos bons tempos que o próprio Mundo quer apagar,
No obscuro de um sentimento de moralidade.

Carlos Cebolo



terça-feira, 25 de julho de 2017



DENSIDADE

Na floresta densa as árvores são todas iguais,
Aquele sombrio tom das folhas esverdeadas,
O som vibrante da brisa que deixa seus ais
E aquele cheiro a húmus de uma vida inacabada.

Tudo se assemelha com esta vida desgastada,
Nesta impressão sem nexo, de assim a estar vivendo,
Levando a vida na direcção indesejada,
Onde o pensamento, o seu remorso vai moendo.

Não basta acabar com essa ilusão de um só momento,
Se no presente o passado aparece sorrindo,
No desassossego deste inconstante pensamento.

Traçar rumo na orientação da estrela cadente,
É ir contra a maré num rio que vai subindo,
Nessa floresta densa onde se torna inconsciente.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/


segunda-feira, 24 de julho de 2017



SENSAÇÕES DE UM SONHO

Naquela harmonia de um céu terno,
Vislumbre estrelado de magia,
A mãe que abraça e protege a cria,
Nesse sentir do calor materno.

No cansaço da esperança, nada!...
Nada resta de maravilhoso!
Nem mesmo essa esperada hora adiada,
Que no sono, foi também gostoso.

Sonhos de uma vida que se abrem,
Em cores de aguarelas pinceladas,
Que o sentir desse sono contém,
No instante das sensações sonhadas.

Os meus sonhos não são protectores,
Antes promovem o desequilíbrio,
Com todo o seu aspecto sombrio,
Que turvam e provocam calores.

Carlos Cebolo




sexta-feira, 21 de julho de 2017





TÉNUE ESPERANÇA

Sem estrelas, a noite manteve-se clara na sua tardança,
Ausentei-me do mundo na água etérea e pura dos sentidos,
Nesse amplo frio, onde o corpo se situa sem conforto e esperança,
No oceano dos desejos com seus gemidos perfumados idos.

Nessa minha pele nua em movimento onde te prendes em sedução,
Ser faminto e ébrio nessa procura da fonte em ti perdida,
Deliro com ousadia, sentindo em teu fogo, doce vulcão,
No correr de lágrimas, na tristeza da minha despedida.

Se na angústia o teu olhar em pensamento, diz-me que me amas,
Perdida nesse destino que traz a própria alma sufocada,
Nessa vida que anseias sentir, mas que a ti próprio te enganas.

Se nesse sentir, o meu perfume lançado se alimenta,
De uma ténue esperança por ti profundamente desejada,
Essa realidade vivida aos poucos, também dela se ausenta.

Carlos Cebolo




quinta-feira, 20 de julho de 2017




DESEJO DA PROVA

Tulipa negra no seu respirar,
Sol dos sentidos da minha pele nua,
Em delícia desse fruto proibido.
Entre mistérios, silêncios do mar,
Esse brilho refrescante da lua,
Desfolhar da flor nesse ébrio sentido.

Em mim, bebes a doce gota da vida,
Os embriagados gemidos meus,
Nas coxas ardentemente sentida,
Beijo dos meus lábios, nos lábios teus.

Presença do olhar que em ti libertei,
Os desejos sentidos nesse medo,
Perdido no lamento já vazio.
No fado da voz, essa alma que amei,
O cativo liberto do segredo,
Nesse chorar da pele em calafrio.

Carlos Cebolo




quarta-feira, 19 de julho de 2017


TALVEZ UM DIA

Sem querer e sem fingir que seja eu,
Qualquer dia talvez, eu faça meu poema,
O poema que o próprio espírito já leu,
Antes de ter saído da minha pena,
Ou daquele triste espírito que o teceu.

Talvez esse poema tenha o seu sentir,
Que leve a quem o quiser analisar,
Um diferente sentir que o faça sorrir
Ou outra coisa que o faça querer chorar,
Por sentir que algo está a querer emergir.

Mas como querer fazer o poema tamanho,
Sem estar afeito às lides camonianas,
E à própria poesia me sentir estranho,
Nessa vontade de tais forças humanas,
Querer pertencer a tão ilustre rebanho?

Carlos Cebolo



terça-feira, 18 de julho de 2017


AMOR INTENSO

Amo-te como a água ama seu sal,
No mar infinito desse amor,
Onde a tempestade será real,
Na paixão que absorve o teu calor.

Na tua boca, o templo sagrado,
Um sopro do beijo a teu contento,
Gera onda do desejo guardado,
Brisa quente dos meus lábios vento.

Por entre as ondas do meu desejo,
Carícia nocturna perfumada,
Na dança tocada por um beijo,
Banho de espuma doce e salgada.

Carlos Cebolo