Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

sexta-feira, 20 de julho de 2018



SOLENE MOMENTO

Solene momento da partida,
Com esse ar frio de uma noite calma,
Jaze o corpo vazio sem alma,
Nessa mortalha da despedida.

Pinho com seu relevo lavrado,
Sem sentir contra si esse frio,
Lágrimas soltas formam seu rio,
Sobre esse corpo assim repousado.

Aos deuses, uma causa se agradeça,
A vida dessa alma que partiu,
Com os seus sonhos na vida que ruiu,
Ficar algo que nunca se esqueça.

Sossego da fronte que repousa,
Ficando retido na memória,
Os feitos da vida que fez história,
Procura-se em tudo, uma outra causa.

Carlos Cebolo


quarta-feira, 18 de julho de 2018



PITANGA MADURA

Que destino mais selvagem,
Será este meu destino,
Num puro olhar de menino,
Aquela mulata virgem.

Com acordes de diamante,
Entre a luz em tom de prata.
De uma lua radiante,
Preenchem os olhos da mulata.

Vive essa vida que tange,
Entre os ramos da palmeira,
Ao som do belo quissanje,
A mulata foi primeira.

Seus lábios cor de pitanga
Corpo feito de mulher,
Com adornos de missanga,
Aquele amor que ela quer.

Carlos Cebolo



segunda-feira, 16 de julho de 2018



SONO SEM DONO

Hoje, ao acordar, senti ser meu sono,
Quem sou, na ignorância do meu viver,
E do meu pensamento não ser dono,
Querer entre os lençóis permanecer.

Corpo langue com imagem desfocada,
No desfrute que só o amor consente,
Incógnita mulher a mim abraçada,
Sorvendo os sorrisos da minha mente.

Sonho rebelde num sono dormente,
Explodindo nas veias ressequidas,
Os fluídos de uma sensação quente,
Por entre o imaginário de outras vidas.

Assim, senti em mim tua presença,
O chamamento de um amor bandido,
Que no sono plantou sua sentença,
Como flor viva de um ramo partido.

Carlos Cebolo


quarta-feira, 11 de julho de 2018




QUEM ME SONHA

Quem me sonha neste Mundo finito?
Não vejo flores no transparente véu!
Sigo a estrada com esse sonho infinito,
Por entre as sombras que escondem o céu.

Liberto da paisagem nítida e calma,
Por onde voa a esperança retraída,
Naquele horizonte vertical d’alma,
Na procura incessante da partida.

Quem me sonha, comigo não ficou
Entre o linho bordado com essa luz,
No doce desejo que em mim poisou,
Abrindo a esperança que o beijo seduz.

Se esse sonhar fosse uma realidade,
Do amor que se sente assim desejado,
Sentiria nele essa eternidade,
Na esperança do nosso beijo selado.

Carlos Cebolo



quinta-feira, 5 de julho de 2018




OUVE ESTA CHUVA CAIR SUAVEMENTE

Ouve esta chuva cair suavemente,
Diz-me o que esta chuva te faz sentir,
Cheiro da terra molhada presente,
O final da Primavera a sorrir.

Assim se sente a nossa natureza,
Húmida naquela ânsia de um grande amor,
Fluídos inundam o corpo na incerteza
E toda a dúvida se transforma em dor.

Ouve esta chuva cair suavemente,
Escuta o seu telintar com atenção,
O grande amor surge tão de repente,
Que por vezes, provoca confusão.

Sinais que por vezes são naturais,
Um sorriso, um olhar no seu sentir,
Sensações que provocam os seus ais
E aquele desassossego volta a surgir.

Carlos Cebolo


segunda-feira, 2 de julho de 2018



CAMINHOS ESTREITOS

Sonho vago, penumbra do pensamento,
Cofre onde se guarda todo o desamor,
Deambula a felicidade desse momento,
As feridas de um coração cheio de dor.

No sentido poético que vai passando,
Confundem-se esses olhares langues e famintos,
Por entre as asas de uma gaivota voando
Naquele círculo de inexplicáveis instintos.

O amor, é o verdadeiro alimento d’alma
Que naquele jardim belo e outrora florido,
Clareou a noite numa atmosfera calma,
Deixando no corpo, um perfeito sentido.

Entre homem e mulher, num sentido atraente,
Sem deixar surgir esse ínvio amor frustrado,
Triunfa todo esse desejo que se sente,
Na esperança de voltar a ser desejado.

Carlos Cebolo


sexta-feira, 29 de junho de 2018




CONTRASTE

A vida é um livro cheio de surpresas,
Umas desejadas outras nem tanto,
Os anos vão corrente e tudo é pó,
Como pó ficará o estado da vida.
Heranças que ficam para sempre presas,
Nas magras folhas do livro do encanto
E o espírito para sempre fica só,
Nessa folha solta já percorrida.

Passam gerações, nada se renova,
No eterno deambular, nada se escuta
E os fios do inverno, formam os cabelos,
Esquecendo todos aqueles anos belos
Da vida passada muito mais nova,
Acolhendo esse sofrer que a alma enluta.

No fim próximo que aos poucos se revela,
Relembra essa juventude florida,
Que o bom sábio chamou de eterno zelo,
Nos anos dourados de vida bela,
Desse passado que tenta relê-lo.

Carlos Cebolo


quarta-feira, 27 de junho de 2018




ENCANTO DE UMA MOCIDADE

Oh!... Que ilusão do olhar que me atormenta,
Mostrando sempre essa humana fraqueza,
Entre espanto, angustia e toda a incerteza,
De uma vida onde o amor não se concentra.

Por mar além com todo o ego sofrido,
Canta louvores da triste realidade,
A enlevada sereia da mocidade,
Vida traçada sem o seu sentido.

Que terra foi aquela na lonjura
Deixada nesse passado sombrio,
Esse amor quente que aconchega o frio,
Na redoma de tão grande aventura?

Será fraqueza ou apenas saudade,
De algo tido sem a sua existência,
Ou uma metáfora sem ter ciência,
Aquele encanto de uma mocidade.

Carlos Cebolo



segunda-feira, 25 de junho de 2018



PRESENTE PASSADO

Passo a passo, a lembrança da vida!...
Retractos daquele velho passado,
Água morrente no seu cantar,
Recordando essa coisa querida
Perdida no desejo guardado,
Entre motes que querem ficar.

Não chames mais pela água passada
Que não responde ao triste cantar,
De quem ama verdadeiramente.
Margens soltas de uma madrugada,
Na descrença de um triste rezar
Que a própria natureza consente.

Fotos perseguem todo o passado,
Numa transformação inconstante,
Como a água passada que não volta
Àquele campo que já foi regado,
Na anterior passagem da água corrente,
Mesmo sentindo tão vil revolta.

Carlos Cebolo


segunda-feira, 18 de junho de 2018



ECO DA SOLIDÃO

No deserto da vida a solidão,
Desse saber viver sem estar só,
Neste mundo aberto em confusão,
Toda a beleza se transforma em pó
Nessa certeza de ocasião.

É vasto o Mundo nessa existência,
Puros sonhos que a beleza povoam,
Imagens, concepções dessa essência,
Por onde soltas asas revoam,
Naquela aparente inocência.

Sem firmeza no fraco interior,
No mundo que aos poucos desabou,
Perde a crença no bom criador
E a esperança que em si mesmo criou,
Sem esquecer toda aquela dor.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 13 de junho de 2018



CHORO DE ÁGUA

Naquela serra cheia de arvoredo,
Cai fria uma água límpida da fonte,
Água corrente que cai no fraguedo,
Em espuma branca que cobre aquele monte.

Lágrimas da Huíla que se misturam,
Em forma de gota que a terra molha,
Por entre os sons e mesinhas que curam.
As maleitas de quem, para elas olha.

O chorinho de água fria corrente,
Que a serra liberta no seu prazer,
São lágrimas que este meu corpo sente
Secar num sofrer, sem nada fazer.

Carlos Cebolo



segunda-feira, 11 de junho de 2018




ESPAÇO FINITO DE PERFEIÇÃO

No limitar aquele espaço finito de perfeição,
No formar o manto de formosura da Natureza,
Ouve-se do rio, o eco daquela voz da criação,
Eloquentes sentidos esculpidos com toda a certeza.

Serpenteia o Lima, lavando as margens da maldição,
Rodeando a capela com toda a sua fragilidade,
Lembrando as lendas deste povo com sua devoção,
Por não ser cidade, vila ou aldeia, não tem idade.

Grande Tejo, profundo Douro, rios embandeirados,
Este Lima com alma que inspira toda a sua gente,
Em busca de aventura, banha os corpos enamorados.

Por essas piscinas naturais que formam suas margens,
Sem se ser letrado, canta-se e escreve-se o que se sente,
Com todo o deslumbre sentido por tão belas paisagens.

Carlos Cebolo
carlosacebolo.blogspot.com/




quarta-feira, 6 de junho de 2018



O NADA TAMBÉM EXISTE

Pétala sem cor, desprendida e revolta,
Naquele pequenino instante que existe,
Com esta vida sem vida completa,
Também é ser, esse ser que não volta
E o sonho, por ser sonho é sempre triste
Como a tristeza é o sentir do poeta.

Assim serei, sonhador indeciso
E o vento orador, falando de mim,
Entre aromas, roseirais e seus espinhos,
Eu chorarei, sempre que for preciso
Soprar as cinzas mortas do jardim
Desse teu peito, colhendo carinhos.

A primaveril noite com o seu frio,
Alimenta as ondas de um mar crescente,
Sem ver o fundo no seu naufragar.
O meu sonho, metido num navio,
Percorre o teu corpo, assim inconsciente,
Sorvendo os teus seios com o meu beijar.

Depois, todo o amor é assim perfeito,
Como lisa é a praia na ondulação,
Apesar de escuro esse mar profundo,
Tudo se transforma e vive a preceito,
Como perfeita é a lavra de um vulcão,
Que aquece as entranhas do nosso mundo.

Carlos Cebolo





quinta-feira, 31 de maio de 2018




LER A VIDA

Recebe-se uma herança inesperada,
Como um livro fechado que se abre,
E não há nada que não acabe,
Nem mesmo o clarão de uma alvorada.

Todo o humano carrega o livro seu,
Para o ler até à eternidade,
O livro profundo sem idade,
Lembrará o amo que já morreu.

No passar dos anos, corre a vida,
Sem ter esse alcance transcendente,
Da folha já lida e percorrida,
Não vê seu caminho refulgente.

Perto de fim da vida terrena,
Na sabedoria deixou guardado,
Tudo aquilo que valeu apena,
Naquele penoso caminho andado.

E assim deixou sua vida lida,
Por entre as folhas de um livro aberto,
Puros sonhos da vida sentida,
Da solidão que foi seu deserto.

Carlos Cebolo



quarta-feira, 30 de maio de 2018




SONHO PRIMEIRO

Contigo tive um sonho de amor,
Um sonho profundo e incandescente,
No erotismo que minha alma sente,
Volúpia do beijo do teu ardor.

Teu aroma de terra florida,
Naquela consciência de loucura,
Invadiu minha alma com ternura,
Saudade da inocência perdida.

Esse hálito que perfuma a mente,
No âmago deste meu querer,
Tal sonho que me fez padecer,
Nesse alvor do meu amanhecer.

Desse sonho muito passageiro,
Passageiro como o pensamento,
Não foi retido um qualquer momento
E os outros não são como o primeiro.

Carlos Cebolo



segunda-feira, 28 de maio de 2018



VELHO MAR

Logo de manhã, fui sentir o mar,
Procurei ouvir o que me dizia,
Naquele baloiçar que a onda fazia,
Ergueu-se um bailado com o seu cantar.

O canto da sereia, profundo e lindo,
Que entrou e torvou todo o meu pensar,
Não são mais do que ecos do lindo mar,
Naquele baloiçar profundo, sorrindo.

Com calma falou-me do meu destino,
Na comparação da espuma do mar,
O sentir de uma calmaria ao luar,
Cantando o amor com todo o desatino.

Na saudade de uma bela inocência,
Se pecado fosse esse amor sentido,
Seria eu, esse sonhador ferido,
Esperando pela tua clemência.

Velho mar, com a sua voz de saudade,
Nessa tristeza se afastou calado,
Estando doente ou apenas cansado,
Por suportar toda essa realidade.

Carlos Cebolo


quinta-feira, 24 de maio de 2018



UM PEDAÇO DE CÉU


Abro a porta dos desejos,
Da tua saudade mar,
O desaguar no teu leito
Com o poisar dos meus beijos,
Nesse desejo de amar,
Toco suave o teu peito.

Da janela do meu quarto,
Olho um pedaço de céu
E contemplando a magia
Do sol infinito e farto,
No forte olhar que é só teu
E que me enche de alegria.

Magia do amanhecer,
Visto no teu doce olhar,
Sombra nua e colorida
Da luz suave do teu ser,
Que encanta o meu acordar,
Com a bela-luz que irradia.

Luz que me traz teu sorriso,
A manhã que não termina,
Ambiente do belo meio
Que forma o meu paraíso,
Com a figura que me anima,
Minha mão no firme seio.

O teu pedaço de céu,
Que se faz apenas meu.

Carlos Cebolo


terça-feira, 22 de maio de 2018



SEM AMOR NÃO SE VIVE

Tantas estrelas no céu
Que não se podem contar,
São gotas dos olhos teus,
Quando te faço chorar.

Todas as alegrias que tive,
Amores da minha tristeza,
Sem esse amor não se vive,
Neste mundo de incerteza.

O meu corpo é meu jardim,
Por onde se cultiva amor,
Cada pedaço de mim,
Transporta essa minha dor.

No teu regaço eu vivi,
Aquela paixão já morta,
Também tenho algo de ti,
Bem dentro da minha porta.

Sem esse amor não se vive
E em tudo vejo saudade,
De todos os amores que tive,
Só amei a mocidade.

Carlos Cebolo



sexta-feira, 18 de maio de 2018




E LÁ HAVIA LUAR

No íntimo da sua alma se apagaram,
Deixando em nudez o seu pensamento,
Numa inocência de um doce momento,
Sentir de um amor que imaginaram.

No verdadeiro amor, a vil tristeza,
Belas flores bailando no ar sombrio,
Num jogo, promovendo o desafio
Da alegria sentida na incerteza.

Sente-se o aroma dessa terra florida,
Onde em tudo se sente essa saudade,
Desses anos verdes da mocidade,
Nesse carinho de uma alma perdida.

Em tudo o vento soprou e levou,
Deixando meu coração desgraçado,
Com o amor que ficou assim guardado,
Naquele fruto proibido que se amou.

Falou-me o sol desse triste destino,
Esse apagar de um fado quente e lindo,
Onde a lua no seu voar vai sorrindo,
Desfazendo esse sonho de menino.

Carlos Cebolo


segunda-feira, 14 de maio de 2018




PRESENÇAS

Se existe algo que não se pode explicar,
Coisas da vida que simplesmente existem,
Por entre as palavras, os actos de um sonho,
Entre os lençóis da cama onde te vais deitar,
Presença sentida numa simples aragem,
Será pesadelo, nem sempre medonho.

Estão ao teu lado em todo o momento,
Procuram em tudo promover contractos,
Invisível ao longo do teu Caminho,
Talham a tua vida e o teu sentimento,
E nunca ficam visíveis nos retratos,
Mas nunca te deixaram ficar sozinhos.

O nome herdado do teu antepassado,
Que te protege das tristes amarguras,
São os teus símbolos dessa continuidade.
No momento triste amargurado,
Viver constante das desventuras,
Que contigo entra na eternidade.

Carlos Cebolo




sexta-feira, 11 de maio de 2018



SAUDADES

Para lá daquela terra distante,
Onde a vida quase se não sentia,
Quando a noite chegava e o sol fugia,
A lua brilhante seguia adiante.

Pela savana onde a terra fervia,
O velho leão soltava o seu rugir,
Tão alto que até a noite fugia
E o dia voltava com o seu sorrir.

Era a terra dos meus antepassados,
Na pureza e riqueza do diamante,
Sulcava a terra com duros arados
E a tristeza ficava mais distante.

Maquela terra onde também nasci,
À força da foice talhei caminhos,
E palmo a palmo, plantei meus carinhos,
Nas quentes paisagens que percorri.

Hoje, distante, traço na lembrança,
Memórias que o corpo já esqueceu,
Todo aquele amor que foi meu e teu
Nessa saudade que a alma ainda alcança.

Carlos Cebolo



quarta-feira, 9 de maio de 2018



SEM TI

Sem ti serei noite sem luar,
Serei dia sem a luz solar,
Sem ti serei eterna escuridão,
Sempre triste na solidão.

Sem ti serei roseira sem flor,
Frio verão sem o seu calor,
Serei rasto, não serei nada,
Terei sempre essa vida adiada.

Serei um sonâmbulo perdido,
Serei pássaro triste e ferido,
Sem ti serei um sem-abrigo
E sonharei sempre contigo.

Sem ti serei estrada deserta,
Bússola desorientada e incerta,
Porto profundo sem abrigo
E a tristeza estará comigo.

Carlos Cebolo





segunda-feira, 7 de maio de 2018




SER REAL

Se ser real é estar além
Das coisas tristes Mundo,
Será ver o luar profundo
E nunca ficar aquém.

Tudo é incerto e perece!
O bem por ser derradeiro,
Será feito verdadeiro
E por cá não desaparece.

Dia de chuva traz beleza
À terra já ressequida.
Retoma o ciclo da vida,
Embeleza a mãe Natureza.

Se o sonho é irrealidade,
Do consciente adormecido,
Amanhã serei esquecido,
Num perecer da realidade.

Assim rola o Mundo e avança
Num arco-íris de perfeição.
Por cá deixo em confissão,
Este meu sonho de criança.

Carlos Cebolo



sexta-feira, 4 de maio de 2018



POENTE TRISTE

O poente, só por ser poente é triste,
Tão triste como a vida que passa,
Sem florir e sem ter sua graça,
Um passado que já não existe.

Nesse querer alcançar o presente,
Ser mais rápido que o pensamento,
O rei sol arrasta o seu tormento,
No ocaso inquietante que se sente.

Ferve o sangue nessa plenitude,
Todo o poente traz o seu nascente,
Como o futuro segue o seu presente,
Mas nada nos leva à juventude.

Esperanças novas dessa inocência,
De quem procura esse seu desejo,
Almas próximas trocando seu beijo
E o ser feliz, ficou na adolescência.

Carlos Cebolo