Acerca de mim

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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015


FELICIDADES

Plof!... Salta a rolha humedecida,
Espuma rola no gargalo,
Feliz ano minha querida,
No teu beijar o meu regalo.

E vai a noite em desfilada,
Que o novo ano vem saudar,
O fim da vida desgastada,
Velho ano que está a acabar,

Também teu amor se renova,
No beijo que te quero dar,
 Desejo de uma vida nova,
Alegria e paz, para amar.

Em letras escritas de saudade,
Para ti, deixo o meu desejo,
Feliz novo ano em liberdade,
Ardente sabor do teu beijo.

Cruzam-se as taças do champanhe,
Bebe-se o desejo da aventura,
Que este novo ano não te acanhe,
Nem te tire a doce ternura.

Plof!... Rola a rolha pelo chão,
Doira o vinho na tua taça,
Aquecendo o teu coração,
Afastando toda a desgraça.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015


VOTOS DE FELICIDADE

Que venha a luz matar esta saudade,
Anos, meses, dias, horas que passam,
Um passado que traz consigo a idade,
Sonhos vividos que por lá repousam.

Leva-me para lá do meu horizonte,
Na esperança de te poder alcançar
E que o novo ano seja a firme ponte,
Da alegria que quero desejar.

Amigos seremos eternamente,
Nesta paz que te quero desejar
E que tenhas amor, como presente.

No ano novo da vida reflectida,
A felicidade te venha beijar
E que te acompanhe por toda a vida.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 29 de dezembro de 2015


INSÓNIA  (Haiku)

Silencio na noite,
O piar do mocho incomoda.

Lá fora está luar!

ENTRE A TORMENTA

Às vezes, entre a tormenta,
Na fase já decadente,
Surge o calor que alimenta,
Aquele amor que a alma sente.

E às vezes entre o amor,
Se cria a própria tormenta,
Que produz a sua dor
Naquela alma que se ausenta.

Sentir verdadeiramente,
Um amor sem ter defeito,
É crer nessa alma que mente,
Que o amar lhe dá direito.

Direito no maltratar,
A quem o amor escolheu,
Apenas por querer amar,
O que julgava ser seu.

Às vezes, entre a tormenta,
Acaba-se o complicado,
Surge a vida que alimenta,
Outro amor já desejado.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015


AMOR BANDIDO

Teu jogo, tua louca paixão,
Espera pela primeira vez,
Sentir perigoso do coração
Que na distância não se desfez,
Como lavra ardente de um vulcão.

Entrega sedenta desse amor,
Triste loucura do teu pensar,
Caminha livre com seu valor,
Na esperança de vir a encantar,
O desassossego da própria dor.

Vem liberta, entrega-te a mim,
Amor bandido sem sentimento,
Flor de estuda, frescura sem fim,
Com um coração e seu tormento,
O triste amor que é sentido assim.

Neste grande amor, feito loucura,
Querer ser mais que simples amigo,
Pra beijar teus lábios com ternura,
Segredar amor ao teu ouvido,
Acabando com tua amargura.

Carlos Cebolo
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sábado, 26 de dezembro de 2015



ERA O MEDO O QUE NOS VINHA ACARICIAR

Tudo foi uma loucura…
Era o medo, o que nos vinha acariciar,
Impondo a sua procura
Naquela escusa de amar,
A tristeza estampada na noite escura.

Triste forma de se estar,
Entre os fantasmas da alma que está oculta,
Que no amor, nos faz odiar,
Num pensamento que insulta,
Com aquele medo que nos vem acariciar.

E foi aquele medo atroz,
Medo que teimou em nos acariciar,
Calado na sua voz,
Que não nos deixou amar,
Com a teimosia de ficar entre nós.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015



FELIZ NATAL

E do verbo se fez carinho,
Doçura desse teu olhar,
Corre o vento pelo caminho,
Como o rio corre pro mar,
Sem nunca se sentir sozinho.

Assim é este meu clamor,
No Natal que vou desejar,
Em vez do frio dar calor,
A pura amizade pra dar
Oferecendo o seu amor.

Aos amigos vou desejar,
Saúde, paz e muito amor,
Serenidade para amar,
Os que sofrem com sua dor,
Não tendo casa para habitar.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015


EXALTAÇÃO

Neste amor, canto bem alto,
O teu beijo feito mel…
Do teu gesto, o sobressalto,
Na vida, travos de fel.

Nos teus braços me prender,
Néctar vivo no beijar,
Para assim poder erguer
O amor que não queres dar.

Mais alto poder olhar,
Nesse céu a linda lua,
No meu querer, acariciar
Tua pele sedosa e nua.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015


AMANHÃ TALVEZ

Hoje, não tenho motivos para sorrir,
O Sol escondeu-se da vida real,
Neste Mundo cão, não sei por onde ir.
Hoje, não vou desejar feliz Natal,
Amanhã talvez o Sol volte a surgir.

Hoje, não tenho motivos para sonhar,
Pesadelos constantes no meu dormir,
Crianças que morrem no seu caminhar,
Com o olhar, mostrando o que estão a sentir.
Amanhã talvez, o Mundo volte a amar.

Hoje, não penso sequer na embriaguez
Sem motivo para sorrir ou para brincar,
Pensar que algum dia terá sua vez,
Neste belo mundo voltar a sonhar,
Com essa lembrança de quem quer caminhar
E assim poder sonhar!... amanhã talvez.

Hoje só tenho motivos para chorar,
Ver sofrer, sofrer e não poder ceder.
Hoje, no sofrimento não vou falar,
Nem quero aumentar todo esse meu sofrer,
Amanhã talvez, voltarei a sonhar,

Carlos Cebolo
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domingo, 20 de dezembro de 2015


(Trova)

Não gosto de te ver triste,
Faz essa tristeza voar,
O amor por lá, não existe,
Não queiras por lá ficar.


Carlos Cebolo

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015


SER TRISTE E SER FELIZ

Escrevo tristezas e sentimentos,
Mas nem mesmo sei, ser triste a valer,
Sem as alegrias dos meus momentos,
Também feliz, não o saberei ser
E guardo pra mim, todos os meus tormentos.

Ser triste e ser feliz, qual a diferença?
Se a bela flor nasce sem o querer
E sem querer, também o homem pensa,
Tudo isto não passa dum parecer,
Que apenas no homem há consciência.

Também escrevo alegrias, emoções,
Sem pensar em ter, ou não ter razão,
E guardo pra mim as recordações,
Feitas ao abrigo do coração,
Por quem assim faz, suas confissões.

No pensar, está o descaminhar,
A caridade no amor, não existe,
Quem pensa o seu corpo assim ofertar,
Fica neste mundo pra sempre triste,
Sem perceber o verdadeiro amar.

A felicidade não se procura,
Aparece do nada, sem lamento,
No coração forma aquela ternura,
Que se transforma em feliz sentimento,
Que na poesia se chama loucura.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015


NESTE MEU POEMA

Neste meu poema,
Feito de orvalho frio e quente luz,
Existem versos da cor da neve, sem tino,
Que a minha tímida mente produz,
Num sofrer com todo o desatino.
Neste meu poema,
Solto o riso de esperança à luz do dia,
Escondendo todo o meu embaraço,
Que entristece o dia, na sua magia,
Neste meu corpo coberto de cansaço.

Parece um rio coberto de areal,
Que atravessa a noite fria,
Na melancolia da neve que cai
Escondendo a realidade do dia.

Parece um sol escondido,
Entre as nuvens de tormenta
Que o destino vem abraçar,
Salientando a própria dor que alimenta.

Neste meu poema
Sinto o grito que no vácuo ecoa,
Como luz de intenso luar,
Grito que magoa
A alma de quem procura amar.

Neste meu poema,
Feito de esperança e timidez,
Sentirás que será para ti, meu amor,
Quente néctar na embriaguez,
Que do teu corpo, sorveu o calor.

Parece um tempo sem tempo,
Abraço fraco e pouco seguro,
Que à esperança traz agonia
De uma vida sem ter futuro,
Sentida nesta vida tardia.

Neste meu poema,
Sentirás a tristeza escondida no amor,
De um corpo de vida reprimida,
Que neste Mundo, sofre a sua dor,
Dor que por muitos, será sentida.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015


CARÊNCIA DE VIDA

Deixem-me só neste vendaval da vida,
Onde a lua não brilha e o sol não esquenta,
Nesta agonia duma época sentida,
Ave negra com sua voz agoirenta.

Deixem-me só no meu espaço sem brisa,
Nesta noite de madrugada serena,
Com a lágrima que pelo rosto desliza,
Duma alma que se tornou assim pequena.

A carência de vida por este espaço,
Dor sentida sem ter sua permissão,
Para muitos, apenas causa embaraço.

A carência de qualquer felicidade,
Ser condenado sem poder ter perdão,
Neste mundo que fugiu da caridade.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015



SUSPIRO DA ALMA

O Suspiro triste e profundo,
Que nesses teus lábios morreu,
Voo sereno para o outro Mundo,
E por lá também se escondeu.

Coração que não entendeu,
Nem se abriu, nem se pôs a jeito,
É coração que não é meu,
Pérola que não trazes no peito.

Palavras ditas sem amor,
Amor que o coração rejeita,
São palavras que trazem dor,
Dor que a própria alma não aceita.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015


SER POETA

Ser poeta é cantar constantemente,
Da tristeza fazer alegria
E sentir a dor que o mundo mente,
Transformar a vida com magia.

Ser poeta é agarrar o momento,
Acariciar a vida e a sentir,
Deixar fluir o livre pensamento,
Na morte continuar a existir.

Ser poeta é viver eternamente,
Sentir amor e ser seu cativo,
Criar emoções que o mundo sente.

Ser poeta é ter uma alma imortal,
Chorar a dor sem qualquer motivo,
Da frágil flor, fazer seu ideal.

Carlos Cebolo
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domingo, 13 de dezembro de 2015


Desejo (Haiku)

O Sonho constante,
Vontade de te possuir,

Sente meu desejo.

Carlos Cebolo

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015


MAR NOSSO

Este mar!... Esta brisa serena que me acalma,
Vem banhar todas as lembranças do passado
E lavar aquela pena que trago na alma,
Fazendo este meu futuro mais desejado.

No silêncio trazido pela brisa fria,
Deixo-me levar nas asas do pensamento,
Relembrando todas as mágoas que sentia
E a tristeza de todo aquele sofrimento.

Acariciando aquela maresia fria,
Agarro a vida renascida neste amor
Que agora surge com toda a sua magia.

Fragmentos doces do sol, banham a minha alma
Sedenta de uma felicidade sem dor,
Sentida na brisa serena que me acalma.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015


ÓDIO

Fecham-se os olhos de boca aberta,
A palavra destrói a esperança,
Corre o som dessa boca desperta,
Essas mágoas que a palavra alcança.

Intenções, palavras imprecisas,
Nesse sofrer da raiva, o sarcasmo,
Das palavras inteiras indecisas,
Desse viver que morre de pasmo.

Com um gesto que estrangula a vida,
As mãos cegas que nada distinguem,
Elevam a voz entristecida
Que nessa fúria, não se contem.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015



GRATIDÃO

Toque suave na noite fria,
Som ligeiro de uma batida,
Quem bate nesta hora tardia,
Arrefece o fogo que ardia.

Não é chuva nem ventania,
Solitária alma, também não,
Aquele bater não é de mão,
Nem daquele frio que fazia.

Abri a porta de mansinho,
Para ver quem assim batia,
Aninhado estava um gatinho
Que daquela neve, fugia.

Com medo, o gatinho entrou,
E com o receio que sentia,
Junto à lareira se deitou,
Com o olhar que para mim sorria.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 8 de dezembro de 2015


MÃE

No desespero de uma aflição,
A quem recorro com agrado,
Chamo por ela em oração,
Mãe tem seu nome consagrado.

Seja qual for a religião,
O nome de mãe é alento,
Em qualquer língua ou nação,
Traça no Ser, o sentimento.

Na misericórdia é lembrada,
Como palavra de união,
Sua ternura é adorada,
Pelo mais rude coração.

Se Cristo é nosso redentor,
Foi com o amor de mãe que partiu,
Por seu filho sentiu amor,
Aquela mãe que o pariu.

E mesmo na sua recusa,
Por ser filho do pai somente,
Sua mãe triste, não o acusa
E a dor dele também a sente.

Nome perfeito para se amar,
Mãe é palavra abençoada,
Está presente no pensar,
É por todos, pronunciada.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015


QUERO-TE

Quero-te!...
Imagem de loucura, na minha mente implantada,
Onde te veja ao som da lua,
Com aquela alegria imaginada.

Quero-te!...
Na tua ternura, essa tua entrega iluminada,
O toque da tua pele nua,
Que te deixa assim, tão desejada.

Quero-te!...
Na ânsia da minha procura, o teu sorriso encantado,
Teu toque brando de frescura
Que em mim, provoca o amor desejado.

Quero-te!...
Naquele silêncio que habita em nós, a tua nudez,
Com aquele teu beijar de ternura,
Que em nós se transformou alegria.

Quero-te!...
Antes da ilusão aparecer na tua loucura,
Num beijo cheio de magia,
Vencer a inércia da timidez.

Carlos Cebolo
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domingo, 6 de dezembro de 2015


(Trova)

Assim voam os pardais,
Entre ninhos d’andorinhas,
Também escuto teus ais,
E as tuas dores, são as minhas.


Carlos Cebolo

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015


GÉLIDO

E de côncavo a vida se reveste,
Esperança traçada como destino,
No sentido e triste amor que não tiveste,
O sonho sentido no teu desatino,
Foi fruto que secou sem gerar calor,
Na renúncia ferida dum grande amor.

Esta terra seca que o há-de inumar,
Cobrindo esse triste corpo arrefecido,
Será frescura como a brisa do mar,
Gélido como esse amor entristecido,
Que do teu querer, transformou o calor
Naquele amor que só sentiu sua dor.

Naquele ambiente, murmúrio de queixume,
Entre espasmos de uma agonia presente,
Onde tudo esmorece com tal perfume,
Salvam-se as emoções sentidas na mente,
Que procura a custo manter seu fervor,
Tentando salvar, uma réstia de amor.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015


ROSA ANGOLANA

E sem saber o porquê de ter nascido,
A beleza que transcende toda a crença,
Vive a rosa naquele solo ressequido,
Porcelana que lhe deu nome à nascença.

Nasceu esta flor, para ser sempre bela,
Num mundo real da irrealidade vida,
A terra chão que nem sempre se revela,
Com humildade da beleza merecida.

E deste encanto, nasceu a bela flor,
Com as suas pétalas vivas de encantar,
Os variados tons, que tingem sua cor.

De rosa de Angola foi então chamada,
Beleza, flor nascida naquele altar,
Mostra a terra que também foi desejada.

Carlos Cebolo
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