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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

 


OUTONO PRIMAVERIL

 

O outono verga a haste ressequida,

O teu olhar verte gotas de mar,

Todo o infinito desaparece

No sentir dessa vida perdida.

Rubros sinais do teu peito a arfar,

No querer acreditar na prece

Que alimenta essas horas perdidas,

Sentidas antes das despedidas.

 

As ondas de um mar desordenado,

Assim sentido nesse teu crer,

Talha um caminho que endoidece

Todo esse sonho desajeitado

Que te perturba no amanhecer,

Sem a esperança que desaparece

Nas asas de um sonho já desfeito,

Deixando esse teu mundo imperfeito.

 

Colhes assim, a ânsia da aventura,

Caminhos estreitos da ansiedade,

Que alimenta todo esse desejo,

Com o vigor que o corpo procura.

Nesse reviver da mocidade,

Recorda todo o sabor de um beijo

Que o seu íntimo deixou de sentir,

Mas que aos poucos voltou a emergir.

 

Carlos Cebolo

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quarta-feira, 28 de outubro de 2020

 


SILÊNCIOS

 

Muitas vezes não se entende o silêncio,

Essa dor ausente que não nos toca,

A manhã de sol que já nasce morta,

A Lágrima rolante como prenúncio.

 

A agitação da noite acidentada,

Esse olhar melancólico de dor,

Que perturba todo o ato de amor,

Sentir triste da dor anunciada.

 

Muitas vezes não se entende o silêncio,

Riso forçado e um furtivo olhar,

Um gesto, a vontade de gritar,

O chamar de atenção para o suplício.

 

Carlos Cebolo

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terça-feira, 27 de outubro de 2020

 


CASTELOS DE SONHOS

 

Constrói-se castelos de sonhos,

Brilha a noite com o seu luar,

E os sonhos se tornam medonhos,

Tristes como este meu sonhar.

Pudesse eu ser a cheia lua,

Ou o teu dia na noite crua.

 

Voa a gaivota no seu giro,

Na luta diária do festim,

Vindo do mar ouve-se o suspiro,

Esse chamar que chega a mim.

Fosse eu dono do teu desejo,

Nos teus lábios poisava um beijo.

 

Horas que o crepúsculo acentua,

Nas noites frias do inverno,

Com essa esperança que é só tua,

Colhes da noite o seu veneno.

Por querer ser só teu amigo,

Nas noites não estarei contigo.

 

Da noite fica a incerteza,

Essa beleza que me atormenta,

Tem a mulher toda essa beleza,

Nessa solidão que se ausenta.

Fosse eu a tua calmaria,

Nas tuas noites de magia.

 

Carlos Cebolo

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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

 


HORAS INFINITAS

 

Era a hora do sobressalto, a hora do desejo

Que queima como a lavra de um vulcão

E tu, estavas longe de mim.

A ansiedade de quem quer algo que não aparece,

Tomou conta da noite e a noite não teve fim,

Caminhando sem parar pelas horas infinitas.

 

Minha alma alada continua ferida e arrefece

Na turva embriaguez de um amor distante,

Na lembrança do que já existiu, mas não vejo

E me deixa assim tão avaro dessa paixão.

 

Quebra-se o infinito no esquecimento,

Nesse retroceder que a própria alma conjura,

Naquele breve momento que sente o desejo,

Na loucura insatisfeita que domina o pensamento.

 

Avança a noite nessa triste conjuntura,

Formando atalhos que me fazem sentir o teu beijo,

Quando ele apenas existe na imaginação

E no novo dia, ao surgir da aurora, sente-se a solidão.

 

Carlos Cebolo

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quinta-feira, 22 de outubro de 2020

 


EMOÇÕES DO MEU SONHAR

 

Entro no mar revolto das minhas emoções,

Procurando os búzios do teu corpo cobiçado,

Beijando a flor profunda do desejo guardado,

Por entre os segredos fechados nas confissões.

 

No conflito da minha voz, oiço o teu pedido,

Esse grito de alerta que não se faz ouvir,

Mas que vai tocando levemente esse sentir.

Como os breves momentos de um amor tão ferido.

 

No pensamento, colho a flor desse amanhecer,

Tua imagem, teu rosto, vislumbro com ternura

E em mim, a sensação de te não merecer.

 

Afago os teus seios em desejos delirantes

E nestes meus sonhos carregados de aventura,

Procuro sentir na realidade, esses instantes.

 

Carlos Cebolo

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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

 


À BEIRA DO ABISMO

 

À beira do abismo estarei contigo,

No salto serei sempre contido,

Pois o próprio abismo sou eu.

És tempestade, relâmpago incandescente,

És crente inconsciente e sou ateu,

Um sonho numa noite de tormenta,

Meu pesadelo na calmaria e és gente.

És tudo num todo que é meu,

És o desígnio marcado que me atormenta

Aquela felicidade que se perdeu.

No teu caminho sou um proscrito,

A angústia sentida na aventura,

És tudo aquilo em que não acredito,

Verbo esquecido na aventura.

 

À beira do abismo estarei contigo,

Na tristeza sentida na desventura,

Pois a desventura mora contigo.

És noite sem luar, onde a agonia nasceu,

Na lembrança és lamento obstinado,

És presépio triste sem a estrela do céu,

És sem abrigo de um mal abandonado.

No amor, és náufrago na embriaguez,

Sem rumo de uma triste realidade,

Onde o destino não marcou a sua vez

E a vida deixou fugir a mocidade.

No sossego da noite, és o caminho por onde andei

E na hora do crepúsculo, és o meu horizonte,

A ponte do abismo com que sempre sonhei.

 

Carlos Cebolo

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terça-feira, 20 de outubro de 2020

 


AS NOITES TRAZEM LEMBRANÇAS

 

Tudo pode ser escrito,

Focando alegria, tristeza ou saudade,

O pensamento é livre no seu rodopiar

E os ventos noturnos nem sempre são tempestade,

Nem todo o amor tem um lado proscrito

E a saudade, sempre veio para ficar.

 

As noites trazem lembranças de tudo,

Teu corpo de mulher que colho entre vendavais,

Transporta amor que intensifica o desejo

E essa realidade de sermos apenas mortais,

Mostra a ansiedade quando te desnudo

Em pensamento e poiso nos teus lábios o meu beijo.

 

Na noite, é imensa a sentida paixão,

A poesia se liberta, como se liberta o pensamento

E pelo limbo, minha alma voa ao encontro da tua

Em liberdade, sem escolher qualquer momento,

Transportando com ela os sentires da emoção

E o encanto dos amantes ao abrigo ao som da lua.

 

Carlos Cebolo

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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

 


FASCÍNIO PELO MAR

A ver o mar, destrava-me a fantasia,

No horizonte, ele estende-se até ao céu

E todos os gritos se enterram na solidão,

Daquela profundeza sem fim à vista.

As velas brancas das caravelas na crista das ondas,

Se desfazem na areia da praia deserta,

Amainando a fúria triste das tempestades.

 

Também tu mulher, o teu corpo me fascina;

Enches de ternura todo o meu Ser

E as tuas carícias inundam o céu estrelado

Que compõe todo este meu firmamento,

Colhendo a esperança do teu sorriso.

 

Tal como o mar, tu iludes a solidão

E fazes bailar minha alma, entre a lavra

Que nas noites tórridas se transforma

Em volúpias, sentidas de uma saudade,

Deixando ouvir a sereia cantar de alegria.

 

No enrolar das ondas se envolve a areia

Num abraço sem fim de intensa paixão

E tu mulher, fazes-me sentir novas sensações,

Esquecendo as horas de nostalgia de uma solidão.

 

Carlos Cebolo

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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

 


CARTA DE AMOR À MODA ANTIGA

Meu bem

                 Os dias passam, mas os momentos ficam guardados e as recordações permanecem sempre vivas.

                 Numa carta, por mais que se diga, nunca se diz tudo o que se quer dizer e os momentos mais íntimos, que só a nós dizem respeito, nos nossos corações ficarão guardados para a eternidade.

                 Lembras-te amor!... Aquele passeio que demos à beira mar, olhando o céu azul límpido como a tua alma e aquelas suaves ondas que vinham beijar a areia mesmo junto dos nossos pés?

                Fazendo uma retrospetiva da nossa vida, ainda hoje recordo com saudade os beijos trocados com aquele sabor a sal com que o vento húmido salpicava as nossas faces e, os teus sedosos cabelos que eu alisava com os dedos ao mesmo tempo que beijava os teus doces lábios no contraste da água salgada.

               Da nossa inquietude nasceu o amor. Um amor forte e sereno que ainda hoje nos dá o prazer de viver. Aquela ansiedade que tudo queimava, ainda hoje a sinto, quando estou a teu lado e sei que tu a sentes também.

              A tristeza quando toca a um de nós, o outro sente-a também e isto é a grande prova do nosso amor. Aquele amor com calor que toma conta de nós e nos descontrola. Mas é este amor que nos dá a felicidade.

              O meu amor por ti não diminui com o tempo, antes pelo contrário, tornou-se cada vez maior e tornou o que parecia impossível, em possível e o nosso segredo ficou guardado no tempo e no espaço.

              Hoje amor! Recordo com saudades a nossa juventude, mas anseio constantemente o nosso presente e procuro projetar esse viver para o futuro. E o que uns chamam ridículo, eu prefiro chama-lo de felicidade, pois no amor, quando há sinceridade, nada pode ser ridículo.

              Nesta minha vida, mais do que nunca, preciso de ti ao meu lado, pois sem ti não serei ninguém, pois és a companheira perfeita e, em ti deposito todas as nossas esperanças na continuidade de uma vida feliz que nos transporta para a eternidade, deixando um guia seguro e saudável para a nossa descendência.

              Por muito que me esforce para escrever, dizendo quanto de amo, fogem-me as palavras e a única frase que não me sai da cabeça é: - Como te amo meu amor!...

             Amo-te como a Natureza ama o Sol; Amo-te como a abelha ama a flor; Amo-te como a comida ama o sal e acima de tudo, amo-te como a vida ama a felicidade, pois sem ela não terá valor.

            Como te amo meu amor!...

            Beijos deste que muito te quer.

 

Carlos Cebolo

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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

 


SOL DE INVERNO

 

Loiras traças ao vento,

Neste sol que nos cria,

Como cria a poesia,

A dor do sentimento.

 

O sol estende os braços,

Formando o corpo teu,

Na união que Deus nos deu,

Sossego os meus cansaços.

 

Do teu corpo mulher,

Lindo como o desejo,

Sorvo o teu doce beijo,

Venha de onde vier.

 

Com toda essa emoção,

Ser loira ou morena,

Por tudo vale a pena,

Um pouco de atenção.

 

Carlos Cebolo

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quarta-feira, 14 de outubro de 2020

 


PUREZA

 

No encanto do dia, floresce a alva açucena,

Suas pétalas vivas a tornam tão formosa,

Tão linda como a cor rubra da linda rosa

Que trespassa corações e ninguém condena.

 

Tentações de uma Vénus assim tão serena,

No Olimpo divino implantou sua beleza,

Compondo jardins de tão bela natureza,

Que na encruzilhada da vida se condena.

 

A alva cor se transformou símbolo de pureza

Que nessa beleza do encanto se procura,

Oferecendo amor, colhendo sua ternura.

 

Com tal arte deixou a mulher sua incerteza,

Implantou na suave brisa o seu encantamento

E fez do carinho, o seu novo sentimento.

 

Carlos Cebolo

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terça-feira, 13 de outubro de 2020

 


MARCAS

 

Vou marcando no meu pensamento,

Sinais invisíveis do teu Ser,

Teu corpo explorado pelo toque da minha boca,

Tua língua como brisa sedenta em mim,

Fazem histórias que rondam o crepúsculo,

Alegrando os momentos tristes,

No silêncio da cruzada solidão.

 

Histórias contadas no horizonte da memória,

Lago de cisne sem cisne à vista desarmada,

Que procuro florir no teu jardim,

Tão remoto como o tempo da vida,

No encanto emaranhado que existe em mim.

 

Procuro viver bem perto do meu refúgio,

Neste porto de abrigo, longe da solidão,

Encurralado na maré de todas as incertezas,

Onde no meu sonhar, contigo me encontro,

Mas o coração se fecha como flor adormecida.

 

Entre o grito e o som, a revolta se cala

E a aventura voa perdida numa só ansiedade,

Escoltada entre as asas do condor entre nuvens

Que se formam, prendendo todos os sentimentos.

E assim, vou deixando fugir os momentos

E as marcas vão ficando tristemente gravadas.

 

Carlos Cebolo

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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

 


HORIZONTE DESGASTADO

 

Bem fora do céu, meu olhar se funde

Num horizonte distante e desgastado,

Ultrapassa oceanos e desenraíza montanhas,

Só para ver o sol nascer do outro lado.

 

Lá bem longe, tudo se confunde.

 

O amor que por lá foi alimentado,

Desencantou o filho que lá nasceu

E o passar do tempo ultrapassou a vida.

 

Outro mundo foi encontrado

E longe do seu berço faleceu.

 

Na brisa montou a saudade

E levado por caminhos eternos,

Vai procurando a sua mocidade,

Onde os caminhos se afastam de tudo

E as tempestades sepultam os sonhos,

Libertando ansiedades que rasgam a alma.

 

Tudo é saudade!...

E nessa emboscada da vida, ficou a angústia

E os olhos semicerrados colhendo sonhos.

 

Carlos Cebolo

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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

 


SONHOS CONTIDOS

 

Nas asas das gaivotas voam os sonhos,

Os ventos marinhos estão presentes

E a solidão traz seus medos medonhos

Que da própria alma se encontram ausentes.

 

Ao longe, sente-se o aroma da floresta,

Tão intenso como essa maresia,

Que na natureza se manifesta,

Tocando os sinos de uma fantasia.

 

Coração iludido desse amor,

Na liberdade de todas as asas

E das gaivotas que cantam a dor.

 

Roçando as ondas, voam sem parar,

Levam sonhos contidos pelas brasas

E a paixão por esse imenso mar.

 

Carlos Cebolo

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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

 


CONDENAÇÃO

 

O meu desejo pede-me o impossível,

Pede-me o que o pensamento deseja,

Afecto que não me falta e sobeja,

Torna em mim, esse amor invisível.

 

Por vezes pede-me o que não entendo,

Actos lascivos do meu pensamento,

Quando na vida se esfria o momento,

Sentires adversos que não compreendo.

 

Sem querer perpetuar o pensamento,

Este meu sonhar constante contigo,

Atormenta todo esse meu momento.

 

Nas minhas tristes noites desgarradas,

Tendo em mim próprio, o meu inimigo,

Sofro os horrores das almas condenadas.

 

Carlos Cebolo

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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

 


CONJURAS

 

A vida enche-se de mágoa e piedade,

No luar da noite ou frio da madrugada,

Onde o sonho escolheu sua morada,

Procurando manter essa saudade.

 

Saudade sem as palavras magoadas,

Nem gritos surdos de um outro sinal,

Onde algo maior provoca esse mal,

Sem dar descanso às vidas condenadas.

 

Afasta-se tais ecos de mudança,

Com as memórias perdidas no insano,

Onde também já se perdeu a esperança.

 

Mas amor, é confiança e ousadia,

Que o vil ciúme transforma em puro engano,

Com erros de uma vida que se adia.

 

Carlos Cebolo

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terça-feira, 6 de outubro de 2020

 


LONGE DO MUNDO

 

Caía aquele céu azul sobre o mundo,

Via o crepúsculo da minha janela

E no horizonte cinza a imagem dela,

Na tristeza de um amor tão profundo.

 

Aquele recordar de alma consumida

Pela tristeza que acompanha a dor

Que entre os amantes se chama amor,

Não é mais que a abertura de uma ferida.

 

Na tristeza onde tudo parece ausente,

Corre o crepúsculo apagando rastos,

De todos esses momentos por nós gastos,

Sem essa coragem que não se sente.

 

De tudo se alimenta o pensamento,

Queixumes da tempestade sem fim,

Mostram tua imagem longe de mim

E longe fica esse teu sentimento.

 

Carlos Cebolo

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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

 


VÃ GLÓRIA

 

Doces lembranças da inglória passada,

Que nos tirou fortuna e felicidade,

Tempos áureos da nossa mocidade,

À espera da retoma anunciada.

 

Impressa ficou a retoma na alma,

Promessas vãs que ficaram de fora,

Que nos atormentam de hora em hora,

Nesta vida que se pretende calma.

 

Nessa lembrança se morre esquecido,

E o momento que deve ser lembrado,

Fica só na memória consciente.

 

Ser ou não ser, fica o coração ferido,

Onde nasceu, deixou lá seu passado

E na tristeza vive o seu presente.

 

Carlos Cebolo

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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

 




NO ENREDO DA VIDA

 

No enredo da vida não se pensa a solidão,

Nem nas sombras vividas bem longe de alguém,

Soltam-se gritos desvanecendo a imagem,

Guardam-se segredos, esconde-se a emoção.

 

Esse caminho é longo na estrada da vida,

As sombras taciturnas formam a esperança,

Os lamentos que marcam mimam a confiança

E soltam-se as aves, anunciando a partida.

 

O sentir triste de um grito no caminhar,

Formam ecos naquela hora da nostalgia,

Quando a brisa canta o seu hino de alegria

E a triste solidão se põe a comtemplar.

 

A girândola interminável da solidão,

No seu bailado deixa marcas entre as vidas,

Onde a luz e a sombra se encontram divididas,

Num esgrimir de forças que sustenta a ilusão.

 

Carlos Cebolo

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