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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

GOTAS DE ORVALHO

   
  GOTAS DE ORVALHO
                   22/02/2012

Gotas de orvalho salpicam o meu rosto,
Na noite fria, o desejo do momento,
Lembranças e anseios trazem desgosto,
De um Mundo em constante movimento.
Saudades sentidas!
Dias irrequietos vividos com alegria,
Passados em estranhos desafios constantes.
Vidas esquecidas!
Saudades lembradas e vividas em harmonia,
Flashes que na memória trazem instantes,
De uma vida que não se quer ausente
E que nos traga a juventude então perdida,
Da realidade que estará sempre presente.
Ilusões, utopias transformadas em realidade,
Nas vidas interrompidas por quimera malvada,
Fazendo perder os melhores anos da mocidade,
Tornando velhos, toda aquela rapaziada.
Anos perdidos!
Vidas erguidas numa outra realidade,
Destinos traçados e retraçados sem seguro,
Ajudaram a perder, aprendendo com a idade,
Uma nova forma de construir um futuro.
Hoje, recordam com eterna saudade,
O que poderiam ter sido e feito,
Se não houvesse tanta maldade,
E se tudo tivesse sido de um outro jeito.
Gotas de orvalho salpicam o meu rosto,
Formando lágrimas que rolam pelo chão,
São lágrimas causadas por um desgosto,
Que me aperta tristemente o coração,
Lembranças da juventude e da terra amada,
Deixada com uma enorme condição,
Com promessas constantemente adiadas,
De um dia poder abraçar o seu irmão,
No país onde nasceu e viveu a mocidade,
Com ilusões, desilusões e amores ardentes,
Vividos sempre com grande moralidade,
Dos bons costumes e tempos ausentes.
Fim
Carlos Cebolo


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012


CARNAVAL

Festejava-se o carnaval,
Com mascaras e sedução,
No calor da noite invernal,
Irrompeste pelo salão,
Com um traje de odalisca.
Vinhas linda e quase nua,
Sem te importares com o frio.
Os ponteiros do relógio andaram,
Soaram as badaladas da meia-noite.
A festa tinha chegado ao seu apogeu
E como num conto de fadas,
Sabias que a noite tinha sido tua.
Mostrastes toda a tua sedução.
Todas as mulheres de invejaram
E aos homens tornaste afoite
E o meu olhar em ti se perdeu.
A linda máscara que trazias,
Tapava-te parte do rosto,
Cobrindo a tua identidade.
Traiu-te o teu batom habitual,
Que eu tão bem conheço.
Olhei para os teus olhos encobertos
E vi-te como se vê a lua em céu aberto.
Olhaste para mim e sorriste.
Sentiste o desejo dos homens em ti
E a dor do que padeço.
Meus sentimentos por ti descobertos,
Levaram-te a dar-me o presente certo.
Deste-me um beijo e fugiste.
Atrás de ti corri
E iniciei assim o começo,
De uma vida atribulada,
Sempre à procura do calor dos teus beijos,
Na noite fria estrelada,
Para acalmar os meus desejos.
Encontrei-te por fim!...
Cobri o teu corpo com o meu casaco,
Sorriste para mim!
E aceitaste o meu abraço.
No carnaval da tua loucura,
Encontrei o grande amor.
Amor que ainda hoje dura,
Fazendo jus ao teu valor.
Fim
Carlos Cebolo

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

       
   INSÓNIAS
         15/02/2012

No aconchego da minha cama,
Quando as insónias aparecem
Sem qualquer aviso presente;
Tempos esquecidos que se reclama,
Anseios e tormentas que se esquecem,
Dum passado que se quer ausente;
Aparecem do nada trazendo desilusões,
Lembranças da minha juventude,
Caminhos cheios de velhas ilusões,
Vividas com uma outra atitude.
Recordo Angola, Vilas e cidades,
Estrelas, caminhos e ruelas esquecidas,
Do belo país que se perdeu,
Ganhando uma outra liberdade
Na prisão de mentes ressequidas.
Com sono e sem poder dormir,
Procuro um motivo que dê sentido,
Algo que me faça discernir,
Este triste destino consentido.
Triste destino que não planeei,
Mas que por alguém me foi oferecido,
Para deixar a terra que sempre amei,
Sem ter um futuro garantido.
Os culpados desta triste loucura,
De uma descolonização com muitos riscos,
Criaram toda esta péssima aventura,
Com o intuito de ficarem ricos.
Muitas vidas inocentes se perderam,
Em nome de uma revolução,
Rios de sangue que correram,
Gritos de morte que se tornaram canção.
Um povo que lutou pela liberdade,
Do jugo opressor da escravatura,
Ganhou uma outra nacionalidade,
Na escravatura que agora perdura.
Do outro lado da grande Nação,
Lacaios tomaram o belo poder,
Governam sem ao povo dar a mão,
Ficam ricos sem se perceber.
Ao povo dizem que ganhou a liberdade,
Libertos do velho ditador e senhor,
Que por sinal já tinha morrido com a idade,
Mas antes governou Portugal com amor.
No país onde nasceu e que tanto amou,
Deixou um grande valor monetário,
Que entregou a quem contra ele lutou,
E a quem ao povo chamam otário.
Cabe ao povo fazer a diferença,
De quem governou e morreu pobre,
Daquele que agora dita a sentença,
Aparece pobre e de riquezas se cobre.
FIM
Carlos Cebolo




terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CUPIDO - DIA DE S. VALENTIM


     
      CUPIDO
      14/02/2012
     
Cupido meu amigo
Lança a tua flecha do amor
Na direcção do meu pedido
E acaba com esta eterna dor
Atinge o coração da minha amada
No dia de S. Valentim
Espero por uma graça dada
E que tenhas pena de mim
Procura um amor verdadeiro
Que traga alegria ao meu coração
Disparo a teu arco certeiro
Lança a flecha com precisão
Valentim santo popular
Cupido da nova vaga
Tem muito amor para dar
Consola amantes como paga
Se um dia houvesse somente
Para ao Mundo se impor
Seria o dia de Valentim presente
O eleito para festejar o amor
Amar com o coração ausente
Um sentimento incompreendido
Valentim é o santo presente
No mês para o amor escolhido
Fevereiro é o seu nome
Catorze o dia escolhido
O desejo que tudo consome
Nem sempre é o mais querido
Não há medida para o amor
Nem idade para se amar
Criar asas como o condor
Sair do ninho e poder voar
Sentir o desejo na união
Sexo, erotismo e amor
Em tudo existe um senão
Que pode provocar grande dor
Chamam-lhe o dia do namorado
Criado com intuito comercial
O amor não é dado nem achado
E a sorte não vê qualquer mal
S. Valentim milagroso
Une amantes no seu dia
É um santo duvidoso
Que amar não merecia
Amores e ódios constantes
Na roda vida das vidas
São sentimentos de bons amantes
Nas tristes horas sentidas
S. Valentim salvador
Do amor incompreendido
Vem acalmar a minha dor
Traz-me o amor merecido.
FIM
Carlos Cebolo


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

MACIAS DUNAS

        
MACIAS DUNAS
                13/02/2012

Hoje a lua nasceu luminosa,
Surgiu por cima das ondas do mar,
Ao meu lado estavas radiosa,
E eu feliz por tanto te amar.
É a véspera de S. Valentim,
Amanhã é o dia dos namorados!
Quero-te sempre perto de mim,
Para este dia ser sempre lembrado.
Peço à lua bênção para o nosso amor,
A Vénus a sua eterna protecção,
A brisa lenta intensifica o teu odor,
O perfume suave acelera o meu coração.
Encosto a minha cabeça à tua,
Sinto o bater dos nossos corações,
Ambos olhamos para a linda lua
E perdemo-nos em belas recordações.
Tua pele macia me fascina,
As estrelas brilham no firmamento
E a luz da lua nos ilumina,
Celebrando este belo momento.
Quando S. Valentim chegar!...
Depois das doze badaladas nocturnas,
Estaremos juntos para celebrar,
Fazendo amor entre as macias dumas.
Fim
Carlos Cebolo

sábado, 11 de fevereiro de 2012

FELICIDADE

     
  FELICIDADE
            11/02/2012

Quisera eu ser feliz,
Voar nas asas do vento,
Sentir e cheirar as flores,
Viver um grande amor.
Quisera eu ser feliz,
Acariciar o teu lindo corpo,
Viver todo o belo momento,
Por te ter aqui ao meu lado.
Quisera eu ser feliz,
Aprender e ler sensações,
Poisar os meus lábios nos teus,
Acariciar a tua doce pele,
Aquecer os nossos corações.
Quisera eu ser feliz,
Não pensar somente em saúde,
Dinheiro e amor,
Procurar obter outras recordações,
Que aparecem com a bela idade,
Pensar também na felicidade.
Quisera eu ser feliz,
Afagar todas as tuas lágrimas,
Meter nos teus lábios um sorriso,
Sem prometer a eternidade,
Acabar com as tuas mágoas.
Quisera eu ser feliz,
Suportar o peso da idade,
Aprender com o teu amor,
Com inteligência viver a vida,
Procurando a felicidade.
Quisera eu ser feliz!...
Fim
Carlos Cebolo


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

QUEM ESCREVE?


QUEM ESCREVE?
            10/02/2012

Escrever sou eu que escrevo,
Quem dita não sei quem é.
Frases voam com o vento.
Ignorar não me atrevo,
Confundir a minha fé,
Com tudo que eu invento.

Tortura de que padeço,
Procurando ganhar algo,
Que cause admiração.
Do pouco que eu mereço,
Procuro como o fidalgo,
Lutar pela sua mão.

Oh! Minha doce donzela,
Lírica do meu encanto.
Eu canto a tua beleza,
Gosto do travo a canela,
Da terra que amo tanto.
E disto tenho certeza.

Poeta não quero ser,
Nem é esse o meu preceito.
Quero cantar o que sinto,
Sem ter nada que temer,
Fazer tudo e bem feito.
Sem dizerem que minto.
 FIM
Carlos Cebolo


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

NÃO TE LEMBRAS DE MIM



NÃO TE LEMBRAS DE MIM
              09/02/2012
Sinto a minha alma vazia,
Procuro pelos cantos a liberdade
Do vento que sopra na noite fria,
Da vida que levei na mocidade.
Alma minha que voas alto,
Solta as amarras do passado,
Avança num rumo definido,
Traz-me a esperada liberdade;
Dá pois o teu grande salto,
Como um desejo realizado,
Neste meu Mundo triste e sofrido,
Lembrando uma outra identidade.
Na mocidade vivida com emoção,
Numa outra longínqua latitude,
Tenho cenários lindos na recordação
E amores vividos com plenitude.
Minha alma vazia voa bem alto,
Nesse Mundo que é meu por nascimento,
Procura salvaguardar o meu coração,
Afastando-o desse triste Mundo falso,
Para aproveitar este belo momento,
E intensificar a minha paixão.
Paixão pela terra que me viu nascer,
E onde vivi grandes ilusões,
Esquecidas na dor do meu padecer,
Por não ter outras condições.
Óh minha terra adorada!...
O que foi feito de ti?
Cá de longe não vejo nada,
Recordo o muito que corri,
Para te conhecer na perfeição.
Os tormentos que sofri,
Para te guardar no coração,
Recordo-os neste meu princípio do fim
E tu não te lembras de mim.
FIM
Carlos Cebolo


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

RIO SECO

              
           RIO SECO
               08/02/2012

O rio seco atravessa os campos.
O seu leito só tem areia clara.
A chuva é uma raridade lá!
O tempo esconde os seus prantos,
A água é coisa muito rara,
É o bem precioso que se dá.

O deserto tem o seu encanto,
Tem beleza à sua maneira!
Areia por todos os recantos,
Da bela terra que o rodeia.

Tem lindas dumas junto ao mar,
Paisagens com o seu encanto.
Areias quentes convidam a amar,
Quem por lá procura o seu canto.

                   FIM
Carlos Cebolo

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

SETE DE FEVEREIRO


SETE DE FEVEREIRO

O sete é um número de sorte
Foi o escolhido para o meu nascimento
Fevereiro o mês apropriado
É um mês pequeno mas forte
Que controla todo o movimento
O ano comum ou bissexto é por ele dado
E assim traçar a sua sorte
È simbolizado pelo aquário
Signo de água que nos formou
E o sete o número perfeito
Sétimo é dia de descanso do operário
O dia em que Deus também descansou
Depois de fazer o Mundo a seu jeito
Tive a sorte de nascer neste dia
E neste pequeno mês maravilhoso
No hemisfério norte a época é fria
Tempo de neve também é gostoso
Na metade sul é calor ardente
Pico de verão com muito calor
Intensifica o amor que se sente
Mês propício para o amor
Os nativos deste mês perfeito
São pessoas com valores firmados
Levam tudo a seu belo jeito
São uns eternos enamorados.
Fim
Carlos Cebolo


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

FELINA


FELINA
06/02/2012

Felina!...
Sempre te achei felina!
A primeira vez que te vi,
Passeavas na areia molhada,
Com minissaia e blusa fina.
Olhaste para mim e eu para ti!
Senti que serias minha amada.
Felina!...
Sim!... Eras felina.
Teu cabelo ondulado,
Teu corpo esbelto e enérgico,
Tua cintura fina,
Fiquei logo enamorado.
Mandei-te um piropo,
Deste-me troco.
Com os pés descalços,
Atiraste água do mar,
Na minha direcção.
Fiquei com o coração aos saltos,
Corri para te abraçar,
Foi grande a emoção.
Agarrei-te pela cintura,
Envolveste-me com os braços
E um longo beijo aconteceu.
O tempo passou com ternura.
A nossa vida teve altos e baixos,
Mas o amor não esmoreceu.
Anos passaram e continuas bela!
Felina!...
O teu aspecto assim revela;
Manténs a tua energia
E quando te toco,
A tua reacção é imediata.
Até parece magia!...
Gosto!...
Estás uma linda gata.
Continuas felina,
Com esse corpo de menina.
Fim
Carlos Cebolo


domingo, 5 de fevereiro de 2012

GOSTO

            
Gosto
          05/02/2012


Gosto da rosa florida,
Gosto do rio, do mar!
Gosto de ti minha querida,
Gosto de te poder amar.

Gosto do teu belo penteado,
Gosto do vestido que tens.
Gosto do teu cabelo prateado,
Gosto do jeito como vens.

Gosto do teu rosto corado,
Gosto da maneira que andas,
Gosto do teu cabelo ondulado.

Gosto quando me olhas assim,
Gosto do perfume que emanas,
Gosto por gostares de mim.

FIM
Carlos Cebolo

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

AMIZADE - AMOR

        

AMIZADE/AMOR
               03/02/2012

Sinto que algo me queres dizer.
Vejo toda a tua aflição de ansiedade.
Imagino o teu esbelto corpo tremer,
Debaixo da capa de uma amizade.

Também eu, ao teu lado me sinto assim,
Na tua presença, pouco ou nada digo.
Sinto um tremer constante em mim.

O que te quero dizer, digo por enigma,
Talvez com medo de te poder perder,
Apenas te trato por querida amiga.

Com o teu ar sério, falas da nossa amizade,
Meio a brincar a verdade contas então.
Não Podemos sonhar juntos com felicidade,
Seremos sempre amigos sem outra condição.

Decisão que embora me custasse aceitar,
Era esta a verdadeira e triste conclusão,
Uma boa amizade pode sempre durar,
Alheia aos desígnios do nosso coração.

A ocasião para o amor, para nós passou,
E o tempo que passa não volta atrás.
Querer amar, amou quem sempre amou,
Do passado a lembrança que se desfaz.

A triste realidade presente,
No sentido de uma noção,
Desejo todo o homem sente,
Amor só quem tem condição.

A amizade não se pode confundir,
Com um sentimento tão profundo.
Amor procuro sempre sentir,
Pelas infelizes crianças do Mundo.

FIM
Carlos Cebolo




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

VIDA MADRASTA



VIDA MADRASTA
      31/01/2012

Tristeza no teu olhar!
Sinto a tristeza que te invade,
Lágrimas que inundam o mar,
À procura da eterna saudade.
São lágrimas que rolam no rosto,
Saídas dos teus olhos secos,
Mostrando o constante desgosto,
Dos sons ouvidos em ecos,
Provocados pelo gotejar,
Das lágrimas que confundem
E turvam o teu olhar,
Trazendo dor ao teu pensamento.
Se pudesse ter asas e voar,
Ser mais rápido que o momento,
Iria ao encontro do grande amor,
Para com ele acalmar o mar.
A tristeza do teu olhar!
Também a mim me aflige.
Procuro um gesto para te acalmar,
Abraço-te forte contra o peito
E limpo as teimosas lágrimas.
O momento triste é tudo o que exige.
Um gesto para compensar,
Com carinho e muito jeito,
Ajudando a virar as tristes páginas,
Da tua vida madrasta.
Com o acalmar da tua dor
E com a ajuda do belo luar,
Ficaste pronta para o amor,
E eu comecei a sonhar.
Sonho que há muito acalento,
Ser teu eterno namorado;
Vejo ter chegado o momento,
Que também é do teu agrado.
FIM
Carlos Cebolo