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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quarta-feira, 30 de setembro de 2015


PRÍNCIPE DESEJADO

Está sempre em movimento,
Essa nuvem branca e densa
Que povoa o pensamento,
É maior do que se pensa,
Banha todo o sentimento.

Tudo o que quero sonhar,
Essa nuvem não me deixa
E nunca me vai deixar.
Assim a mente se queixa,
Desse meu pobre sonhar.

Esse príncipe adormecido,
Na espera, desespera,
Com esse sonho esquecido,
Procura fugir da esfera,
Onde se encontra adormecido.

E lá bem longe é esperado,
Com todo esse encantamento,
Que assim seja libertado
E que tenha o seu momento
Esse príncipe desejado.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 29 de setembro de 2015


POESIA

Deixando surgir apenas um raio da sua luz
Que banha a estepe agreste e selvagem,
O astro rei perde aquilo que melhor produz
E no seu pedido de clemência, segue viagem,
Deixando o vento abrir o horizonte de um céu nebuloso e triste.

Como um grito surdo de uma boca imaginada,
Sente o jejum da sua opulência e recolhe aquele coração esfomeado
Que se alimenta do mal que lhe resiste,
Disfarçando toda aquela tristeza indesejada
Do viajante solitário, com aquele seu desejo adiado.

Assim segue o pobre coração que abraça o Mundo,
Perdido naquele seu sonho inacabado,
Onde a esperança parece morrer num ai profundo.
No seu correr, o rei solta-se desgastado
E abraça aquele amor já moribundo.

Na sua aparente calma em fúria, junta-se ao sal líquido da vida,
Como um rio que corre veloz pela estepe sagrada,
Bebendo a areia que no seu leito, se torna atrevida,
Sempre no seu dorso, fortemente agarrada,
Para não se deixar cair pelo abismo profundo.

É a bela e eterna poesia com todo o seu encantamento,
Que procura no Mundo, ser tocada na emoção,
Absorvendo a efémera luz que forma o sentimento.
Aquele sentimento forte que arrebata o coração
Que se esconde nos tramas emaranhados deste Mundo.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015


           

      TERCEIRA IDADE


Ossos nus, cobertos por uma pele enrugada,
Mostram tempos passados de outras vidas,
Que na juventude foi por todos, muito amada.

Força de esperança e alegrias sentidas,
A mulher velha que agora descansa só,
Foi testemunha constante de outras lidas,
Como mulher amante, mãe e também avó.

Hoje, sem forças, vive dias de solidão,
Sonhos passados e também vividos,
Amando os seus sem qualquer condição,
É agora esquecida pelos seus queridos.

A velhice que deveria ser compensada,
Como sabedoria por todos partilhada,
É considerada inútil por nada poder fazer,
Mas com vontade de querer e não poder.

Velhice não é doença maligna!
Que se procura evitar a todo o custo.
É sinal de ter tido uma vida digna,
É prémio compensador por ter sido justo(a).

O Mundo devia olhar para o seu idoso(a),
Não ver nesses cuidados qualquer custo,
Tratar o seu ancestral amigo com gosto.

Aprender com ele toda a sabedoria
Doutros tempos vividos com a recordação,
Testemunhos de uma velhice merecida,
E daí tirar a benéfica grande lição.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015


DOR SOLITÁRIA

Será cansaço ou simples desilusão,
O que sente sentido no seu olhar,
Com esse seu fugidio olhar de angústia,
Também deixar sofrer o seu coração,
Sem promessas de poder voltar a amar
E sentir o grande amor que então sentia.

Sem querer sofrer todos os males de amor,
Nem fazer do seu amor, jardim suspenso
Que não retenha a rega no seu florir,
Mantendo essa triste e silenciosa dor
Que poderá ter seu fim, com o bom senso,
Procura manter o seu belo sorrir.

Essa procura de um Mundo imaginário,
No pulsar de emoções que levam ao lamento,
Reforça essa dor do teu desassossego.
Alma pura perdida no itinerário,
Traçado com a dor do seu triste lamento,
Procura noutro lar, o seu aconchego.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015


GOSTO DEIXADO

Se o meu amar é cobardia,
Por querer ser teu algum dia,
Sem negar este meu querer,
Deixo meu coração sofrer.

Poder ter o amor por inteiro,
Será para sempre uma ilusão,
O amor que não é verdadeiro,
Não poderá ter seu perdão.

Nega não ser esse teu querer,
Amor livre para não sofrer,
Amar um caso passageiro,
Nem se importar se foi primeiro.

Um beijo quente arrebatado,
Fazer palpitar o seu seio,
Para sempre ficará guardado
E dele, não ficará receio.

Quem nunca sonhou com a aventura,
Daquele amor que não perdura,
Mas deixa um gozo bem marcado,
Para passar a ser desejado.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 23 de setembro de 2015


AMOR PEREGRINO

Doí-me o pensamento na incerteza deste meu crer!
Antes de pensar, já sinto a dor desse meu sentir.
O destino, seja ele qual for, só me fará sofrer,
Por ser sombra de luz do horizonte que está para vir.

O florir que sinto sem o ter, neste triste amor,
Esses segredos de amantes que mostram serem estranhos
No triste mundo virtual que só fere o coração,
Transformando essa cor rosa do amor, em tons castanhos.

Quando a alma se torna albergue dum amor peregrino,
No ficar da lembrança, deixa tocar bem no fundo,
Esse sentimento nobre de um coração menino.

Apenas fica a lembrança das emoções despertas,
Cheias de aventuras desse sentimento profundo,
Na continuação das nossas tristes mentes abertas.

Carlos Cebolo


terça-feira, 22 de setembro de 2015


BEIJO
Energia sentida no afecto
Desses desejos descontrolados,
De um doce anil celeste assim bordado,
Quando molda o amor no seu aspecto.

Lábios nos lábios com seu calor,
O beijo ardente no mel tocado,
Mostra todo o seu rico valor,
Com o toque suave apaixonado.

Essa união de corpos desnudados,
Recordam a hora prometida,
Entre os lençóis de linho já suados,
Traçando a sorte na despedida.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 21 de setembro de 2015


VIVER DE SAUDADE

E por viver com esta saudade
O agreste mundo que se veste,
Tons cinzentos da terceira idade,
Miséria que na vida lhe deste.

Melodia triste que oiço assim,
Entre flores de haste ressequida,
O ser humano que chega ao fim,
Anos da sua vida perdida.

E hoje, não passa de um ilusão;
Silenciosa dor, do seu chorar,
Que este Mundo não tem compaixão.

Naquele banco triste do jardim,
Lágrimas secas do seu chorar,
Grito mudo que chega até mim.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 18 de setembro de 2015


CAMINHOS DE SANTIAGO

No cântico dos cânticos, surge a verdade,
Há naquele seu seio, um murmúrio de queixume
Que se espalha no ar, como um doce perfume,
No realce da palavra, a eterna saudade.

Malmequeres ao vento, surgem pelo caminho,
Aroma da primavera naquele espaço
Que subtrai ao bom peregrino, o seu cansaço,
Enchendo a sua alma de um eterno carinho.

É esse lendário caminho de Santiago,
Que na ilusão de uma prece refaz o crente,
Na crença que lavou a sua pobre mente.

Sempre com seu olhar de aspecto frio e vago
Sente-se a alegria do peregrino à chegada,
E o cansaço do corpo, com sua alma arqueada.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 17 de setembro de 2015


CORAÇÃO PROSCRITO

Meu coração desce perdido
No emaranhado desta vida,
Entre flores que ecoam ao vento.
Balão apagado, proscrito
Desse fado que fecha a ferida,
Talhada no seu sentimento.

Cordas vibrantes da guitarra,
Nesse acordar do seu lamento,
Dum Outono que assim se alvura.
Corre o tempo que não se agarra,
Sem se importar com o sofrimento
Da alma que se sente madura.

Sonho inquieto da noite fria,
Daquele calor sempre agitado,
Plenitude do seu amar.
Delírio que quebra a magia,
Mantém seu olhar acordado,
Na certeza de querer sonhar.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 16 de setembro de 2015


AMENDOAL FLORIDO

Não sei se isto é dor, ou ideal desfeito.
Se aquilo era amor, o que então senti,
Ao acordar, não te encontrar no leito,
Nem Sentires o que por ti senti.

Passo a noite contigo, sempre em anseio,
Neste crepúsculo que enerva e provoca,
Sempre que demoro o olhar, no teu seio,
Com meus lábios na tua húmida boca.

Amendoal florido assim destruído,
Pelo tempo agreste que ali passou,
Deixou o fruto mais apetecido.

Esse teu fruto que guarda a semente,
Daquele tempo ido que não voltou,
Provoca arrepios que o corpo sente.

Carlos Cebolo
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terça-feira, 15 de setembro de 2015


EMOÇÃO VIRTUAL

Ao ver-te assim flor!...
Se pudesse trincar e sentir um paladar,
Sentiria amor
Nesse teu beijar,
Sabor a morango vermelho na sua cor.

Cor da emoção,
Na sua felicidade pura e natural,
A confirmação
Neste virtual,
No amor que sentes e teres de dizer que não.

Luar esplendor,
Na lembrança sem voz, quando não se pode amar,
Sentindo essa dor
No seu desejar,
Pedindo aos deuses e ao vento que muda a seu favor.

Carlos Cebolo
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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

  

 O SILÊNCIO DO AMOR

No silêncio das palavras lidas e escritas,
A espera de gestos de amor na ternura,
Que nasce do nada esperado e sentido.

Palavras sentidas no silêncio que se adivinha,
Do amor confessado que nem sempre dura,
Fica o momento em que te tornaste rainha.

Aquele amor no pensamento imaginado,
Sentimento que nasce entre duas almas,
Admitido apenas, depois de muito falado.

Breves palavras num sentimento de verdade,
Que revoltam as águas nas nascentes calmas,
Traduzidas na silenciosa vertente da amizade.

O perfume que escorre no silêncio do teu rosto,
É prenúncio de amor espraiado no teu desgosto.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 11 de setembro de 2015


E VÓS NEFASTOS DO PODER

E vós nefastos do poder,
Que ao povo mentis com agrado,
Julgueis nada terdes a temer,
Tendo o povo por desagrado.
Próximo também ides ter,
Vosso destino por legado
E subjugado a duro freio,
Com este povo pelo meio.

E não esquecendo o momento,
Do triste país que criaste,
Na ganância sem sentimento,
Esquecendo de onde vieste,
Por ser luso de nascimento,
Com as duras penas se reveste,
Para aquele momento aguardado,
Mostrar todo o seu desagrado.

Sem esquecer o triste passado,
O povo ditará sentença,
No dia final desejado,
P’ra terminar a odiosa crença
E acabar com todo este fado,
Na já desejada mudança,
Que o luso no tempo presente,
Lembrará a dor que a alma sente.

Carlos Cebolo
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quinta-feira, 10 de setembro de 2015


ALGAS DE FRESCURA

As ondas do mar, vomitam algas de frescura,
No seu eterno balançar, rochas vão beijar
Com todo aquele carinho que nas ondas perdura,
Como perdura a frescura do teu claro olhar.

Suave baloiçar que afaga a quente e fina areia,
Onde o teu esbelto corpo se vai afagar,
Entre carícias do encantamento da sereia
E do sabor salgado e refrescante do mar.

No afagar das anémonas ao sabor do vento,
Recordo com saudades, o teu doce beijar,
E o calor do teu corpo junto ao meu, ao relento.

Naquelas noites infinitas do nosso verão,
Deitados na areia, entre as lindas dunas do mar,
Recordo teus lábios, e o toque da tua mão.

Carlos Cebolo
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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Para Onde Caminhas Mundo




PARA ONDE CAMINHA MUNDO
Para onde caminhas Mundo?
Europa unida no seu primor,
Naquele sono tão profundo,
Permite tão triste horror…
Não, não é neste Mundo profano,
Que despreza a realidade sentida,
No desrespeito ao ser humano,
Trocando o dinheiro por vida.
Não, não é naquele frio universo,
Longínquo entre as estrelas,
Que se vive sem ter sucesso.
È aqui, neste triste mundo cão
Que se vive sem condição,
Deixando morrer o nosso irmão.
Para onde caminhas Mundo?
Não podes ignorar esta viagem.
A humanidade bateu no fundo,
Perdeu toda a sua coragem.
Esgrime forças pelo poder,
Mentem e continuam a mentir,
Acusam-se, não querendo perder,
O poder que já sentem fugir.
Assim deixam em claro a morte,
De inocentes com seu pavor,
Refugiados que procuram a sorte,
De noutro sítio, sentirem amor.
Fizeram a globalização para o dinheiro,
Poder material que os atormenta,
A humanidade ficou sem paradeiro,
Duma moral que há muito se ausenta.
Esta triste imagem ficará na mente,
De quem, neste Mundo ainda sente
E na hora de todas as decisões,
Mostrar que assim, não há condições.
Carlos Cebolo
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terça-feira, 8 de setembro de 2015


MÃO DE DEUS

E acorda Deus, numa manhã de nevoeiro,
Ainda sonolento estende a mão
E liberta o sol com seus raios dourados.
Na matinal oração, quer ser o primeiro
A ver aquela perfeita comunhão
E o porquê, de haver seres amargurados.
Afasta as nuvens para ver com clareza,
A luta entre o homem irmão,
Um mundo em desordem total,
Belos lugares, cheios de tristeza,
Morte em nome de uma religião.
E triste por ter falhado,
Com o livre arbítrio então imposto
Ao homem, feito à sua semelhança.
Sem compreender tanto ódio guardado,
Tanta dor e tanto desgosto
No olhar de uma criança,
Cobre o Mundo com uma névoa fria,
Sem a ira que peca por tardia.
E Deus, que deixou de ser temido com sua bondade,
Também é muitas vezes esquecido,
Naqueles corações que o ódio refaz,
Com constantes actos de pura maldade.
E Satanás passou a ser preferido,
Com a sua tentação, cada vez mais eficaz.
Santidade que então esmorece,
Num culto cada vez mais dividido,
Num tormento que o povo não merece,
Uma crença e fé, com sentido invertido.
Onde está a tua mão Senhor!...
Aquela que abriu o vermelho mar,
Que castigou o culto ao deus pagão,
Porque permitis na criança tanta dor?
Mostra o caminho pelo qual se deve caminhar,
Não tenhas por Satanás, qualquer compaixão.

Carlos Cebolo
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sexta-feira, 4 de setembro de 2015


SUAVE PERFUME

Sempre aquela angustia sentida no olhar,
Aquele medo que o sonho implantou na mente,
O receio de se libertar e amar,
Como ingénuo sonhador que se faz crente.

Madrepérolas que rolam pelo rosto,
Tocam suave seu lábio húmido e quente,
No sentir do medo que forma o desgosto,
Entre espasmos duma agonia recente.

Medo que se agiganta na realidade,
Daquele sonho vivido e ainda desperto,
Na mente de quem atravessa o deserto.

Deserto da vida sem ter liberdade,
Deixa escapar um murmúrio de queixume,
Sem sentir no amor, aquele suave perfume.

Carlos Cebolo
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