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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

sexta-feira, 30 de março de 2012

SENTIMENTOS


  SENTIMENTOS
       30/03/2012

Empatias, todos procuram ter,
Sentimentos conjuntos no amor,
Neste nosso eterno anoitecer,
Tentando sempre vencer a dor.
São sintomas de boa alegria,
Que nos fazem recordar,
Que realmente existe empatia,
Quando alguém, pensamos amar.
São situações de grande tristeza,
Sentimento de luto vivido,
Por não termos a certeza,
Para onde vai o ente querido.
Eruditos cantam a alegria,
Com saber de outro mundo,
Mostram toda a sabedoria,
Num sentimento profundo.
Vaidade é sentimento ruim,
Neste mundo que se quer são,
Procuramos todos um fim,
Que nos alegre o coração.
Sentimento maior é o amor,
Que todos temos no coração,
Amar sem pensar na cor,
Da pele do nosso irmão.
Com todos estes sentimentos,
Uns maus, outros bons,
Lembramos estes momentos,
Do ser humano e os seus dons.
Promover no Mundo a igualdade,
Como bom destino final,
É procurar obter a felicidade,
Combatendo para sempre o mal.

Carlos Cebolo

quinta-feira, 29 de março de 2012

PESADELOS

      
 PESADELOS
        29/03/2012

Vejo-te no meu profundo sonhar,
Toco-te com o véu do pensamento,
Procuro espaço para te poder beija,
Acabar com este triste momento.
No meu respirar sinto o teu perfume,
Suave como a brisa em alto mar,
Da minha pele tiro sensações,
Que alegram o meu triste despertar.
Acordo transpirado do meu sonhar,
A meio da noite,
Sem poder dormir,
Vou à janela para me refrescar,
À minha volta tudo parece ruir.
Triste por não te poder amar,
Procuro no céu uma lembrança tua,
Nas estrelas cintilantes do meu altar,
Espero o aparecimento da Lua.
Com todo este meu tormento,
Que procuro a custo acalmar,
Para testemunhar o triste momento,
A lua aparece com o seu belo luar.
Para animar esta triste solidão,
Provocada pelo meu adormecer,
Ilumina o meu triste coração,
Acabando com o meu padecer.
Com a luz da Lua,
Vejo claro então.
Estás deitada na cama ao meu lado,
Procuro apurar a minha fraca visão,
Da bela imagem que é tua,
Sentindo uma grande emoção.
O meu coração enamorado,
Grita a pedir perdão.
Tu,
Pensando ser sonho ruim,
Juntas o teu corpo ao meu,
Sossegas o que resta de mim,
Afastas o velho Morfeu.
Acordo com o teu carinho,
Com a cabeça junto aos teus seios,
Oiço dizeres baixinho,
Acaba com os teus anseios.
Estou aqui ao teu lado meu amor,
Tiveste um pesadelo ruim,
Algo que te causou grande dor,
Sossega agora junto de mim.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 28 de março de 2012

SOMBRAS


SOMBRAS
28/03/2012

Sombras!...
Apenas sombras!
Corpos ambulantes desnudados,
Dos tristes meninos soldados.
Sombras de uma paixão,
De quem o poder não tem,
Sem ter uma arma na mão.
Sombras!...
Apenas sombras!
Crianças de pele e osso somente,
Apanhados no Mundo da ilusão,
Procuram viver o presente,
Enquanto bate o coração.
Sombras!...
Apenas sombras!
Mulheres jovens de corpo belo,
Arrastados para a prostituição,
Fazem do corpo o seu castelo,
Sem terem outra condição.
Sombras!...
Apenas sombras!
Idosos e idosas presentes,
Com anos de trabalho dado,
Sofrem o que o Mundo consente,
Isolados do seu baralho.
Sombras!...
Apenas sombras!
Corpos queimados pela doença
Da miséria acumulada,
À espera que a morte vença,
A sua vida malfadada.
Sombras!
Apenas sombras!
Políticos de fraca monta,
Corruptos com a lei na mão,
Prejudicam tudo que é contra,
A esta triste comunhão.
Sombras!...
Apenas sombras!
Fantasmas deambulam pelo Mundo,
À procura de paz e amor,
Num sistema que bateu no fundo,
E já causa tanta dor.
Sombras encontram somente,
Sobras de tempos idos,
Procuram plantar a semente,
Que faça um Mundo mais querido.
Sombras!...
Apenas sombras!
Projectadas no solo agreste,
Por uma Natureza aflita,
Que procura combater a peste,
De um Mundo Realista.
Sombras!...
Apenas sombras!
Da juventude perdida,
Sem nada ter feito para mudar,
A triste realidade sofrida,
Do Mundo que quer amar.
Sombra!...
Apenas sombras.

Carlos Cebolo




terça-feira, 27 de março de 2012

PALHAÇO

      
 O PALHAÇO
              27/03/2012
(Uma pequena homenagem ao palhaço no dia do teatro)

Comédia interessante é a nossa vida.
Dia, após dia acumulando anos,
Vida alegre e triste sempre vivida,
Com verdadeiros amores e desenganos.
É assim a figura do palhaço!
Alegria mostrada no rosto sorridente,
Tristezas escondidas,
Vida em pedaços,
Arrancam do povo vivas ovações.
Dramas escondidos na comédia que vemos,
Esquecidos na hora da subida ao palco,
Provocam risos sem lamentações,
Na grande festa que todos vivemos.
O palhaço do circo é mágico.
Artista de variações e cantor,
Captam com a arte o momento trágico,
Transformam em amor a eterna dor.
È símbolo do verdadeiro teatro,
Num palco sem cortinas corridas,
Sem efeitos especiais arranjados,
È ele o verdadeiro astro.
Transmitem alegrias na sátira feita,
Lembrando as desgraças do povo,
O artista em tudo se ajeita,
Encobrindo a tristeza de novo.
Das tristezas, alegrias inventa,
Pinta a vida de cor de rosa,
Mesmo que ela seja cinzenta
E com a triste situação goza.
Palhaço triste, pobre!
Palhaço alegre, rico!
O rico de boas vestes se cobre,
O pobre sustenta o riso.

Carlos Cebolo

PRIMEIRO AMOR


PRIMEIRO AMOR
      27/03/2012

Na praia da minha paixão,
Vi-te chegar com saudade.
Trazias no rosto a ilusão,
Da tua tenra mocidade.
Teu olhar parecia distante,
Olhavas para o que não existe,
Na praia paraste por um instante
E senti que vinhas triste.
Teu olhar mostrava pavor,
Que sentias naquele momento,
Tua face vinha sem cor,
Mostrando todo o teu sofrimento.
Vinhas na esperança de amar,
Encontrar o teu grande amor.
Tuas pernas se negavam a andar,
Intensificando a tua dor.
Senti ter chegado o momento,
Arranjei coragem para me aproximar,
Venci todo aquele tormento,
Na esperança de te poder amar.
Nosso encontro foi então mágico,
Como mágicas eram as ondas do mar,
Junto aquele mar magnífico,
Consolei-te no teu chorar.
No teu rosto rolava uma lágrima,
Que teimava dos teus olhos sair,
Procurei suavizar o clima,
Bebendo a lágrima do teu sentir.
Apreciei o teu doce sabor,
Tua lágrima sabia a sal.
Gostei desse teu belo gosto,
Sem te fazer juras de amor,
Prometi não te causar mal,
Beijando o teu suave rosto.
Senti então o teu cheiro a jasmim,
Abracei-te com todo o jeito,
E com o teu corpo juntinho a mim,
Acariciei o teu belo peito.
Meus lábios tocaram os teus,
Com muita ternura e paixão,
A tua triste ilusão desapareceu,
Fiz alegrar o teu coração.
Contaste-me então o teu segredo,
Era o teu primeiro amor,
Por isso sentias um grande medo,
Daí o teu grande pavor.
Confessei-te também o meu temor,
O meu medo era semelhante,
Por ti senti grande amor,
Mas nunca namorei antes,
Por isso também tive medo,
Que me dissesses não.
Depois destas confissões,
Guardei comigo o nosso segredo,
Bem fundo no meu coração,
Para futuras recordações.

Carlos Cebolo


segunda-feira, 26 de março de 2012

Luar de Agosto

  
    LUAR DE AGOSTO
            27/03/2012

Por um instante entrei na cubata,
Procurando encontrar companheira.
Encontrei uma linda mulata,
Estendida numa triste esteira.
Ao olhar para ela se percebia,
O medo que a rapariga tinha,
O esforço que a bela fazia,
Mostrando um lábio que sorria,
Numa triste alma que se mantinha.
Procurando manter a calma,
Sentei-me no chão ao seu lado,
Ela tirou a roupa e estremeceu.
Peguei-lhe na mão, beijei-lhe a palma,
Mandei-a vestir, ficando calado,
A mulata chorando, obedeceu.
Dei-lhe um beijo na quente testa,
Segurando firme a sua mão.
Levantei-me sem muita pressa,
Deixando algum dinheiro no chão.
Ela olhou para mim a chorar,
Sem saber o que fazer,
Começou então a falar,
Não me queria fazer sofrer.
Compreendi então a razão,
Do tormento da mulata,
Por ser virgem, pedia perdão,
Ao ver-me deixar a cubata.
Em Agosto de grande verão,
Numa noite de intenso luar,
A mulata apareceu então,
Dizendo que me queria falar.
Perguntei o que a moça queria.
A linda mulata sorriu,
Mostrando uma grande alegria,
Deu-me um beijo e fugiu.
O seu beijo fez-me sonhar,
No grande amor que nasceu,
Quando na cubata fui procurar,
O que não aconteceu.

Carlos Cebolo






sexta-feira, 23 de março de 2012

MINHA TERRA

    
 MINHA TERRA
            23/03/2012

Lágrimas soltas derramadas,
De tristeza ou de emoção,
Em horas tardias adiadas,
Machucaram o meu coração.
Muitas vezes escondido chorei,
Lembrando a terra perdida
E de tudo o que por lá amei,
Reabrindo a velha ferida.
Horas tristes de recordações,
Vividas em grandes momentos,
Sem pensar em confusões,
Sem viver quaisquer tormentos.
De repente tudo mudou,
Sem conhecer qual o motivo,
O chorar não adiantou,
A esperança tinha morrido.
Se sou angolano por nascimento,
Meus pais lá nasceram também,
Porque não posso viver o momento,
Que agora Angola Tem?
De política nada sei!
Antes soubesse então!
Reviver o que lá passei,
Fortalecer o meu coração.
Se essa fosse a condição,
Se apoiasse a triste guerra,
Estaria lá a viver a emoção,
De estar na minha terra.
Carlos Cebolo






quinta-feira, 22 de março de 2012

ÁGUA ( DIA MUNDIAL DA ÁGUA)

           
            ÁGUA
           22/03/2012

Lágrimas da boa mãe Natureza,
Formam lagos de água sem fim,
Que na terra produzem riqueza,
Mas também cuidam de mim.
Águas puras, cristalinas e fresca,
Formam nos rios o seu caudal,
A todos seres vivos refresca,
Sem causar qualquer mal.
Desce serras,
Serpenteia vales,
Corre colinas sem fim.
Provoca guerras,
Lava males,
Rega a rosa e o jasmim.
É fonte de vida saudável,
Elixir da juventude,
Quando se encontra potável,
Não há quem a não saúde.
Nos oceanos é salgada,
Alimenta o Universo,
Não deixa de ser adorada,
Os poetas cantam-na em verso.
Água da chuva assenta a poeira,
Do chão seco e ressequido,
A correr forma cachoeira,
Num Mundo renascido.
Sua bela cor é de cristal,
Límpido como o diamante,
No amor é fonte espiritual,
Inspiração do bom amante.
Na poesia é obra-prima,
Poetas cantam a sua dor,
Procuram com ela rima,
Louvando ao seu amor.
Carlos Cebolo



O QUE É O AMOR?

    
 O QUE É O AMOR!...
             22/03/2012

Tristeza que por vezes aparece do nada,
Consome a nossa alma sem dor!...
Espero a resposta que não foi dada,
À pergunta feita sobre o amor.

O que é o amor afinal?
Se é dor e sofrimento atroz!
Não quero sofrer desse mal,
Ao Mundo ergo a minha voz.

Amar apenas por querer amar,
Poder amar, sem querer sofrer!
É ter pernas e não poder andar.

Ter sexo sem receber amor,
Sofrer por muito bem-querer,
È querer viver sem sentir dor.

Carlos Cebolo

quarta-feira, 21 de março de 2012

PRIMAVERA NEGRA


PRIMAVERA NEGRA
         21/03/2012

Vejo lá muito longe,
Mas aqui bem perto,
Crianças com fome e sede,
Remexendo o lixo já revirado,
Onde a vida se esconde.
Crianças velhas de tenra idade,
Vidas cruzadas com a morte,
Procuram aplacar a dor,
Vivendo no inferno a realidade.
Mães a morrerem de fome,
Procuram o filho alimentar,
Com leite que a criança já não consome,
Por nada ter para chuchar.
Esqueletos andantes pisam a terra,
Por entre olhares de tristeza infinita,
Comem fezes dos animais,
Procuram a primavera.
O que a vida lhes tem negado,
Viver como parasita,
Seria muito menos doloroso,
Do que humano amaldiçoado.
Triste humanidade vivida,
Contraste de um Mundo cão,
Uns, primavera florida,
Outros, não têm pão.
Carlos Cebolo



PRIMAVERA

             

 PRIMAVERA
                21/03/2012

  
Primavera estação tão bela e florida,
Mata-se o velho para nascer a menina,
Nova vida na Natureza é então erguida.
As árvores florescem, o amor se reanima,
Acaba o Inverno estação menos querida,
Nasce a primavera com nova adrenalina.
O velho Mundo se renova na esperança,
As aves andam num corrupio frenético,
Ao ver surgir nova vida, nova esperança.
Flores a encher o ar com odor aromático,
Mostram um tempo de grande abundância.
Também o homem se renova nesta estação.
O pêndulo do tempo parece querer parar,
A testosterona sobe os níveis da sedução,
E todos ficam prontos para poderem amar.
Por todos os lados vêem-se aves a acasalar,
Poetas recordam as musas do imenso mar,
Amantes procuram velhos e novos amores,
Colorindo a vida com o que podem dar,
Esquecendo o inverno e as suas dores.
Óh! Que estação tão benéfica para a vida!?
Doce e linda Natureza assim florida,
Renova o corpo, anima a espírita alma,
E eu lembro-me de ti minha querida.
Lembro-me de Angola terra quente,
Da vida sempre em constante movimento,
Das alegrias que por lá foram vividas,
E de tudo que ainda hoje, o coração sente.

Carlos Cebolo

terça-feira, 20 de março de 2012

PRADO VERDE



PRADO VERDE
       20/03/2012

Prado verde, verde prado,
Porque és tão verde assim?
Se queres ser do meu agrado,
Traz o meu amor para mim.
Procura no teu verde a sedução,
Aplaca com a tua cor a minha dor,
Trás paz ao meu sofrido coração,
Faz-me viver outro grande amor.
Encontra a musa dos meus sonhos,
Trá-la para junto de mim,
Para beijar os seus lábios risonhos,
E ser feliz como tu, assim.
Prado verde, verde prado,
Teu manto macio é seda fina,
Que embeleza o meu olhar,
Deixando-me assim apaixonado,
Por essa tua bela cor divina.
Ofereces o teu colo para amar;
Acoito teu amor no meu pecado,
Traçando a minha velha sina,
No teu coito procuro amarar,
Deixando o coração sossegado.
Prado verde, verde prado,
Tua cor é maravilha,
Renova a vida adormecida,
No teu seio o Sol brilha,
Prometendo uma bela vida.
Deitado junto ao meu amor,
No teu verde e macio manto,
Beijo seus lábios com fervor,
Mostrando que a amo tanto.
Ela responde-me com carícia,
Seus dedos percorrem meu corpo,
Com o seu toque de malícia,
Deixando-me como um louco.
Prado verde, verde prado,
No teu seio fazemos amor,
Loucos de tanta paixão,
Protegidos pela tua bela cor,
Que alegra o meu coração.
Teu verde vivo e brilhante,
Mostra a beleza da primavera,
Trazendo a todo o amante,
O amor que tanto espera.
Carlos Cebolo






segunda-feira, 19 de março de 2012

PAI


         
         PAI
       19/03/2012

O nome que vem do pai,
Não é nosso afinal!...
É nome que connosco vai,
Até ao destino final.
Foi herdado com carinho,
De geração em geração
Para nos ensinar o caminho,
Amando com o coração.
Pai é salvador permanente,
Semente da flor que nos criou,
É protecção sempre presente,
No mundo que sempre amou.
Pai,
É orientação,
Fortaleza,
União,
Apoio com que conto,
Sem qualquer condição.
Ser pai é ser presente,
Nas boas e más horas,
É estar sempre pronto,
Embora pareça ausente,
Aparecer quando choras.
É ponte,
É porto seguro,
Abrigo constante,
Faça luz ou esteja escuro,
É presença incessante.
Pai!
É força,
Segurança,
Certeza,
Afirmação.
É nome sagrado em escrituras,
Proclamado com rei,
Pintado em muitas figuras,
A quem também orei.
Pai,
É progenitor,
Criador,
Amor escondido.
Força da natureza,
Lembrado na hora da aflição,
Um amigo querido.
Com ele tenho a certeza,
De alegrar meu coração,
Com toda a clareza,
Neste Mundo sofrido.
FIM
Carlos Cebolo

domingo, 18 de março de 2012

LUA

              
               LUA
              15/03/2012

Quatro fases tem a lua,
Que brilha no céu terreno.
Lua nova é sempre escura,
Vê-se as estrelas no seu pleno.
Quarto crescente a lua aparece,
Um pouco envergonhada,
Vai mostrando enquanto cresce,
Toda a beleza encantada.
Lua cheia é o delírio constante,
O Momento esperado para amar,
Procurado pelo eterno amante,
Que se inspira com o seu luar.
Quarto minguante é desilusão,
De quem perdeu o momento,
De oferecer seu coração,
Mostrando o seu sentimento.

quarta-feira, 14 de março de 2012

LUAR

       
 LUAR
      14/03/2012

Numa noite de luar,
Junto ao rio que corre calmo,
Sereno fico a pensar,
Enquanto leio um belo salmo.
O que me diz a leitura?
Não sei, mas a alma sente.
E eu vejo sem sonhar,
O que o meu espírito consente,
Por muito te querer amar.
Que angústia sentida na emoção,
De te poder ali abraçar,
Juntar o teu, ao meu coração,
Aproveitando este imenso luar.
Luar lindo luz prateada,
Da lua cheia no seu zénite,
Para sempre será lembrada,
No amor como um convite.
Convite sem qualquer cor,
Olhando apenas à condição,
De amar sem provocar dor,
Seguindo sempre o coração.
Entre um homem e uma mulher,
Sexo por sexo trocado,
Colhendo o que nele houver,
Formando um elo encantado.
Amor, por amor dado,
Sem qualquer interesse final,
Ficará para sempre guardado,
Não vindo daí qualquer mal.
Entre amantes não é pecado,
Sentir uma atracção carnal,
Pelo sexo oposto amado,
Comum a qualquer mortal.
FIM
Carlos Cebolo



terça-feira, 13 de março de 2012

RECUSA PASSAGEIRA

  

RECUSA PASSAGEIRA
           13/03/2012


Vejo-te no meu profundo sonhar,
Toco-te com o véu do pensamento,
Procuro espaço para te poder acariciar,
Acabar com este triste momento.
No meu respirar sinto o teu perfume,
Suave como a brisa em alto mar,
Da minha pele tiro sensações,
Que alegram o meu triste despertar.
Acordo transpirado!...
A meio da noite, sem poder dormir,
Vou à janela para me refrescar,
À minha volta tudo parece ruir,
Triste por não te poder amar.
Procuro no céu uma esperança tua,
Com as estrelas cintilantes do firmamento,
Esperando o aparecimento da Lua,
Para testemunhar este triste momento.
A lua aparece com o seu belo luar,
Animando esta triste solidão,
Provocada pelo teu desinteresse,
Na longa noite que disseste não.
A tua recusa muitas vezes constante,
Ao meu estro quase desesperado,
Mostra a frágil conjuntura presente,
Num amor há muito já fragilizado.
Teimosamente procuro negar o facto,
Recordo com carinho os bons momentos,
Vividos num alegre próximo passado,
Activados por tão belos sentimentos.
No crepúsculo da manhã ainda estou acordado,
Ideias e tormentos, passam no pensamento,
Voltas e viravoltas na cama desesperado,
Procurando acalmar este triste tormento.
À lua, procuro pelo sentimento,
Que julgo guardado no teu coração,
A lua responde-me com o silêncio,
Apelando ao meu eterno coração.
O incorporal desejo presente,
Não deixa de ser o constante cansaço,
De um descanso diário ausente,
Sem querer fazer de mim palhaço.
Digo à lua com persistência,
Irado com tal situação,
O amor no casamento é essência,
De uma fiel e pura união.
Não gosto de ser recusado!
Não se recusa amor a ninguém!
É sentimento que deve ser dado,
Com o calor que o coração tem.
A lua pede-me para ter calma,
Sossega o meu pobre e sofrido coração,
Seu luar ilumina a mente e a alma,
Aceitando toda aquela situação.
A falta de saúde é passageira,
Logo estará tudo normalizado,
Compreende a tua companheira,
E mais tarde ficarás recompensado.
FIM
Carlos Cebolo

sexta-feira, 9 de março de 2012


SALA DE ESPERA

Quem espera, desespera,
Lá diz o velho ditado.
A Terra não é esfera
O tempo não é achado

Não se pode ter pressa
Quando se vai ao médico
Não é um salão de festa
Nem um lugar alérgico

Onde se cuida a saúde
Com as salas sempre cheias
Não se vê outra atitude
Que não seja a sobranceira

Não se pode exigir muito
Duma função adquirida
Neste ou num outro Mundo
À frente está sempre a vida.

A pausa para o café
A meio do turno dada
È cumprida com a fé
De quem a todos agrada

O doente que espere
O seu mal não é de morte
É doença que não fere
A vida nem sua sorte.

Carlos Cebolo

FIM

quinta-feira, 8 de março de 2012

MULHER


(Com um grande beijo para todas as Mulheres/Meninas e Meninas/Mulheres)
MULHER
08/03/2012
És o côncavo e o convexo,
Pétala esquecida e sofrida,
Do Universo lido em verso,
Ser perfeito que produz vida.
Filha,
Mãe,
Esposa,
Amante,
Mulher do Mundo perdida,
Em lágrimas de sangue sofrida,
Nem sempre compreendida.
És encanto,
Sedução,
Doçura,
Fortaleza erguida na união,
Fruto que comanda a vida,
Cálice da salvação.
És mulher!...
Forte,
Ousada,
Preparada,
Lágrimas e risos vertidos,
Ternura em todos os sentidos.
Ser forte e delicado,
Símbolo da vida,
Paixão.
Geras no teu ventre amado,
Sempre com grande emoção,
O fruto nem sempre esperado.
Amas como ninguém,
O Mundo que te rodeia,
Amarguras sentes também,
E nada te assemelha.
Teu cálice invertido;
Dá forma ao útero sagrado,
Fonte da eterna vida,
Onde guardas o ente querido,
Semente do teu amado.
Alegria sempre sentida!...
És mulher!
Fonte,
Inspiração,
Natureza ardente e sofrida,
Flor de estufa,
Frágil,
Sentimental,
Desprotegida,
Amada e nem sempre apreciada.
Valorosa,
Ardente,
Desesperada,
Por sentires o apoio ausente,
Nas horas de aflição,
Que o próprio Mundo consente.
És mulher!...
Simplesmente
Fim
Carlos Cebolo




terça-feira, 6 de março de 2012

VOLÚPIA

VOLÚPIA
                  06/03/2012

Uma estrela brilha no teu olhar,
No espelho da tua alma, vejo-te nua,
Coberta por uma névoa que vem do mar,
Iluminada pela triste luz da lua.
Vejo-te em vulto, sombra, aflição!...
Sem te poder abraçar e beijar,
Procuro seguir-te na escuridão,
Sem que te consiga alcançar.
Para me oferecer o seu coração,
Tua alma por mim se põe a chamar!
Oiço mas não te vejo.
Estás oculta por manto de noite escura!
Sigo tua voz com esperança,
Levo comigo o elixir que te vai curar,
Atravesso a escuridão com confiança,
Na ânsia de te poder encontrar.
Deitada num manto de seda pura,
Encontro-te envolta numa névoa de volúpia.
Chamas por mim com desejo ardente,
Massajo suavemente as tuas coxas nuas,
Salpicando teu corpo com o elixir da vida,
Extraindo o amor que em ti se sente,
Sossegando o espectro que te enraivecia.
Acalmo a minha dor e a tua,
Sacio-me com o mel do teu corpo,
Por ti oferecido com mestria.
Meus lábios selados nos teus com um beijo
Sorvendo todo o teu desejo,
E a vida que me oferecias.
Fim
Carlos Cebolo

domingo, 4 de março de 2012

CHEIRO DE ÁFRICA


CHEIRO DE ÁFRICA
         04/03/2012
           

África tem cheiro doce,
Cheira a terra molhada e a mar,
Terra vermelha, como se sangue fosse,
Aturdindo o meu pensar.
Cheiro sentido com emoção,
Tão forte que nos faz chorar,
È cheiro que afaga o coração,
Só por nele poder pensar.
Quem nunca sentiu o cheiro de África,
Quem nunca amou, apenas por amar,
Não sabe se vai ou se fica,
Não sabe ao que cheirar.
Dentro do continente belo,
Destaco com grande emoção,
Angola o verdadeiro elo,
De uma grande união.
Negro, branco ou mestiço,
Angolanos por nascimento,
Mostram ao mundo o lado artístico,
De um povo com sentimento.
Clima bem tropical,
Praias que provocam inveja,
Em Angola tudo é natural,
Como tudo o que por lá se veja.
FIM
 Carlos Cebolo
(Aproveitando uma bela frase do amigo Vítor)

sábado, 3 de março de 2012

ALMA GÉMEA


ALMA GÉMEA
             03/03/2012


Quero talhar-te à minha medida,
Fazer de ti a minha outra metade.
Criar o espelho da minha vida,
Onde guardarei toda a verdade.

Cavar o côncavo do meu coração,
Para guardar a tua bela imagem,
Como uma grande recordação.

Fechar com o teu belo convexo,
Para te prestar vassalagem,
Construindo o nosso universo.

Minha alma gémea perfeita,
Farei de ti minha querida,
O amor que não se rejeita,
Na existência da nossa vida.
FIM
Carlos Cebolo

O SEMBA

             
   SEMBA
                 02/03/2012

No meu tempo dançava-se a rebita,
Ao som do merengue cantado,
Música de Angola que se acredita,
Ser de Semba agora chamado.
Trocaram o nome à bela música,
Tocada pelo grande David José,
O povo agora também modifica,
O nosso célebre arrasta o pé.
Dançado no bairro operário,
No Caxito e seus arredores,
Dançava sem qualquer horário,
O povo e senhores doutores.
Merengue rebita tocado,
Por Minguito e seus pares,
É também agora chamado,
De Semba com outros ares.
Tem outros nomes também,
Como Kizomba e Kuduro,
Que no prenda se cantava bem,
Onde o jovem estava seguro.
Nasceu Massemba, Umbigada,
Referido por Carlos Burity,
Com o samba fez a jornada,
Das raízes que perdi.
Ao Mundo apareceu então,
Com cantores da nova Era,
O semba do meu coração,
Que da escravatura também viera.
Canta amores como ninguém,
Juntou europeus e africanos,
Têm sangue quente também,
São chamados de Angolanos.
Pele morena mostra a figura,
Do sangue assim misturado,
Nasceu uma grande loucura,
E o Mundo ficou admirado!
Como dentro de uma cubata,
Nasceu a linda mulata,
Que o semba agora dança.
O movimento sexy moldou,
A vida e a grande confiança,
Na dança que encantou,
O Mundo na grande mudança.
Fim
Carlos Cebolo