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Tudo o que quero e não posso, tudo o que posso mas não devo, tudo o que devo mas receio. Queria mudar o Mundo, acabar com a fome, com a tristeza, com a maldade.Promover o bem, a harmonia, intensificar o AMOR. Tudo o que quero mas não posso. Romper com o passado porque ele existe, acabar com o medo porque ele existe, promover o futuro que é incerto.Dar vivas ao AMOR. A frustração de querer e não poder!...Quando tudo parece mostrar que é possível fazer voar o sonho!...Quando o sonho se torna pesadelo!...O melhor é tapar os olhos e não ver; fechar os ouvidos e não ouvir;impedir o pensamento de fluir. Enfim; ser sensato e cair na realidade da vida, mas ficar com a agradável consciência que o sonho poderia ser maravilhoso!...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

AÇÚCAR DE ANGOLA





Que coisa boa eu comi,
Feito de açúcar pilé!
Açúcar da cana que colhi,
Mesmo aqui ao pé.

Angola era rica assim.
Terra quente e doce também,
Dava açúcar para o festim,
Em Catumbela como ninguém.

Cassequel era sua fábrica,
Um das que Angola tinha,
Destruíram a terra rica,
Acabaram também a linha.

Caminho-de-ferro de Benguela,
Transportava a bela cana,
Descarregada em Catumbela,
Na grande fábrica lusitana.

Pungo Andongo reclama ela,
Nestes tempos mais modernos,
A fama que tinha Catumbela,
Nos tempos p’ra sempre eternos.

O açúcar da tentativa no Caxito,
Foi destruído também.
O cubano nunca tinha visto,
Bela cana que cuba não tem.

Com o medo da concorrência,
Destruiu todas as plantações,
Em Angola por conveniência,
Por ordem dos seus patrões.

Cuba não tinha visto no Mundo,
Ameaça tão grande arrasar,
A sua economia de fundo.
E deu ordens para queimar.

Carlos Cebolo






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